Poison (Final Fight)

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Poison
Informações gerais
Nome no Japão Poizun (ポイズン)
Série Final Fight
Street Fighter
Primeiro jogo Final Fight (1989)
Designer Akira Yasuda
Dublador japonês Atsuko Tanaka (Street Fighter III: 3rd Strike) e Masae Yumi (SNK vs. Capcom: SVC Chaos)
Informações pessoais
Terra natal  Estados Unidos, Los Angeles
Afiliação Mad Gear Gang
Estilo(s) de luta Artes marciais que aprendeu sozinha

Poison (ポイズン Poizun?) é uma personagem fictícia pertencente ao universo de jogos eletrônicos da série Street Fighter, tendo sua primeira aparição no jogo Final Fight, de 1989. Por possuir suposta identidade transgênero, a personagem atrai muitos fãs pelo mundo.

Aparência[editar | editar código-fonte]

Poison é mostrada com um estilo punk, de cabelos grandes e coloração rosada (púrpura em alguns jogos), olhos azuis e pele branca com tom bronzeada. Mostra-se bastante sensualidade em seu rosto. Sua escultura corporal é extremamente atraente e a atitude sedutora (como visto a partir de Final Fight Revenge, de 1999). Veste-se utilizando-se um short jeans curto, um quepe de polícia e um top branco curto e decotado, além dos sapatos vermelhos de salto alto, cassetete e soqueira em sua cintura. Sua altura, segundo o manual de instruções de Final Fight para o Super Famicom[1], é de 1,75 metros, pesando 52 kg.

História[editar | editar código-fonte]

Durante o nascimento, foi abandonada e levada a um orfanato onde passou boa parte da infância. Devido à violência que existia no local entre os garotos, ela aprendeu a lutar. Ali conheceu sua futura aliada, Roxy, com quem uniu forças para enfrentar maus tratos e abusos que sofria no orfanato.

Quando completou a maioridade, descobriu como ganhar dinheiro de maneira fácil e rápida. Junto com Roxy, sua inseparável amiga, se envolveram em atividades criminais da gangue Mad Gear. Assim, começou a colaborar com o grupo criminoso, que com o passar do tempo ficava cada vez mais poderoso.

Tempos depois, o líder da Mad Gear, Belger, dá ordens a Roxy, El Gado, Hugo Andore, G. Oriber e outros integrantes que destruíssem, a qualquer custo, Cody, Guy e Haggar - este prefeito de Metro City. Os três tentavam liquidar as ações do grupo criminoso, o que irritava profundamente Belger. Ela os enfrentou, tendo sido derrotada. Após a morte de Belger, a gangue iniciou um processo de reorganização (eventos de Final Fight 2), mas Poison não mais se envolveu com a mesma. Em Final Fight Revenge, Poison se apaixona por Cody, e esta sedução é mostrada no referido jogo. Mas acaba o enviando para a cadeia em seu lugar (Cody aparece como prisioneiro no jogo seguinte dentro da sequência canônica, Street Fighter Zero 3).

Passado algum tempo, quando a gangue Mad Gear foi dissolvida definitivamente, Poison reencontra Hugo Andore, tornando-se sua empresária e lançando-o na Federação de Luta Livre. Andore derrota facilmente seus adversários, se tornando campeão absoluto e fazendo-a ganhar muito dinheiro.

Série Street Fighter[editar | editar código-fonte]

Após vários anos ausentes em jogos, Poison aparece no "crossover" de jogos Street Fighter x Tekken, desta vez como uma lutadora que quer mostrar suas habilidades. Unem-se a Chun Li, Cammy e Juri Han. Em Ultra Street Fighter IV, sua aparição agradou muito ao público, devido à popularidade no jogo anterior (Street Fighter x Tekken), e continuou sendo uma opção aos jogadores, junto também foram incluídos Rolento, Hugo Andore e Elena.

Raio X[editar | editar código-fonte]

Adora: seu gato de estimação, Cody e maquiagem.

Detesta: salsicha, a polícia e Mike Haggar.

Comida favorita: batatas fritas.

Passatempo: acrobacias.

Medidas: 88-66-89

Censura e controvérsia sobre seu gênero[editar | editar código-fonte]

Durante a conversão de Final Fight para o console Super Nintendo, um americano que trabalhava com testes dos jogos da Capcom fez uma revisão no referido jogo no que diz respeito aos desenhistas japoneses. Algo curioso despertou sua atenção sobre os personagens femininos: ele não achou certo que os protagonistas tivessem que bater em mulheres. Ao perguntar a um desenvolvedor japonês, ouviu que "não há mulheres no jogo", pois as duas personagens seriam "travestis".

Isso é confirmado pela inscrição "ニューハーフ" (traduzido em inglês como "newhalf", algo como travesti ou transgênero não-operada), encontrada na arte conceitual da personagem para a versão arcade de Final Fight[2]. Apesar disso, a existência desse termo só veio à tona com a versão para Super Famicom, lançada em 1990 - no arcade, acreditava-se que tanto Poison quanto a colega Roxy eram mulheres. Mais tarde, membros da Capcom como Akira Nishitani e Yoshinori Ono afirmariam que o gênero de Poison deve ser um mistério, e pode ser aquilo que o jogador quiser ver.

Em algumas versões, especialmente a do SNES e Game Boy Advance, Roxy e Poison foram substituídas pelos personagens "punks" Billy e Sid. Entretanto, a versão do Super Famicom (Super Nintendo japonês) mostra as duas como inimigas em Final Fight Guy.

Segundo Yoshinori Ono em 2007, no Japão, Poison é considerada uma personagem transgênero não-operada, enquanto nos Estados Unidos e Europa é uma transexual operada:

Na América, Poison é oficialmente transexual operado. No Japão, ela simplesmente coloca o negócio fora do caminho para parecer uma garota.[3]

Em nenhum momento, em nenhum dos games em que participou, Poison foi considerada mulher cisgênero. Já Roxy, segundo descrição da coletânea Capcom Classics Collection (PlayStation 2, 2005), é uma mulher que "nunca curtiu muito a coisa de se travestir", dando margem à interpretação de que sempre foi mulher cis.

Referências

  1. WYSOCKI, Matthew (2015). Rated M for Mature: Sex and Sexuality in Video Games. Estados Unidos: Bloomsbury Publishing. 49 páginas 
  2. «Lendas do Games #5: Poison é transexual?». Memória BIT. 15 de janeiro de 2019. Consultado em 15 de janeiro de 2019 
  3. Plunkett, Luke. «Why Gaming's Most Famous Transgender Character Remains a Controversial Topic». Kotaku (em inglês). Consultado em 15 de janeiro de 2019 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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