Super Mario All-Stars

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Super Mario All-Stars
Desenvolvedora(s) Nintendo Entertainment Analysis & Development
Publicadora(s) Nintendo
Designer(s) Shigeru Miyamoto
Plataforma(s) Super Nintendo
Entertainment System
Lançamento Super NES
All-Stars
  • JP 14 de julho de 1993
  • AN 11 de agosto de 1993
  • PAL 16 de dezembro de 1993
All-Stars + Super Mario World
  • AN dezembro de 1994
  • EU 1995
Wii
  • JP 21 de outubro de 2010
  • AN 12 de dezembro de 2010
  • EU 3 de dezembro de 2010
Gênero(s) plataforma
Modos de jogo Single-player, multiplayer

Super Mario All-Stars, conhecido no Japão como Super Mario Collection (スーパーマリオコレクション Sūpā Mario Korekushon?), é uma compilação de jogos eletrônicos de plataforma desenvolvido pela Nintendo Entertainment Analysis & Development e publicado pela Nintendo em 1993 para o Super Nintendo Entertainment System (SNES). O jogo contém recriações de quatro jogos da série Mario lançadas para o Nintendo Entertainment System (NES) ou o Family Computer Disk System: Super Mario Bros., Super Mario Bros.: The Lost Levels, Super Mario Bros. 2 e Super Mario Bros. 3. Os remakes adaptam as premissas originais dos jogos e design de níveis para o SNES com gráficos e música melhorados. Assim como nos jogos originais, o jogador controla o encanador italiano Mario e seu irmão Luigi por meio de mundos temáticos, coletando power-ups, evitando obstáculos e encontrando áreas secretas. As mudanças incluem a adição de rolagem parallax e física modificada, enquanto alguns bugs foram corrigidos.

Após a conclusão de Super Mario Kart, o criador de Mario, Shigeru Miyamoto, sugeriu que a Nintendo desenvolvesse uma compilação para SNES de Mario. Como o SNES de 16 bits era mais poderoso do que o NES de 8 bits, os desenvolvedores puderam remasterizar os jogos na transição entre as plataformas. Eles basearam os designs atualizados nos de Super Mario World e se esforçaram para manter a sensação dos jogos originais de NES. A Nintendo lançou Super Mario All-Stars em todo o mundo no final de 1993 e relançou-o em 1994 com Super Mario World incluído como um jogo adicional. O jogo foi relançado duas vezes para o aniversário de Super Mario Bros.: em 2010 no Wii para o 25º aniversário e em 2020 no Nintendo Switch para seu 35º aniversário.

A versão de SNES foi aclamada pela crítica e é um dos jogos Mario mais vendidos, com 10,55 milhões de cópias vendidas até 2015. Os críticos elogiaram Super Mario All-Stars como um jogo indispensável representando o SNES no seu melhor. Eles elogiaram o esforço feito para remasterizar os jogos da compilação e apreciaram os gráficos e música atualizados, mas criticaram sua falta de inovação. O relançamento do Wii vendeu 2,24 milhões de cópias em 2011, mas recebeu críticas mistas devido à falta de novos acréscimos.

Conteúdo[editar | editar código-fonte]

Comparação entre a versão original (acima) e a versão de Super Mario All-Stars (abaixo) de Super Mario Bros. Observe que o ambiente e o fundo são mais detalhados neste último.

Super Mario All-Stars é uma compilação de quatro jogos eletrônicos da série Mario originalmente lançados para Nintendo Entertainment System (NES) e seu complemento Family Computer Disk System: Super Mario Bros., Super Mario Bros.: The Lost Levels, Super Mario Bros. 2,[a] e Super Mario Bros. 3.[2][3] Adicionalmente, um jogo bônus de dois jogadores, baseado em Mario Bros., pode ser acessado de Super Mario Bros. 3.[4] Os jogos são remakes fiéis, apresentando as premissas originais e design de nível intactos.[5][6] São jogos de plataforma 2D de rolagem lateral onde o jogador controla o encanador italiano Mario e seu irmão Luigi por meio de mundos temáticos. Eles saltam entre plataformas, evitam inimigos e obstáculos inanimados, encontram segredos escondidos (como warp zones e videiras verticais) e coletam power-ups como o cogumelo e a Estrela da Invencibilidade.[3][7]

Super Mario Bros., The Lost Levels, e Super Mario Bros. 3 acompanham Mario e Luigi enquanto eles tentam resgatar a Princesa Toadstool do vilão Bowser, com o jogador pisando nos inimigos e quebrando tijolos conforme eles progridem. Super Mario Bros. 2 apresenta um enredo e estilo de jogo diferentes: Mario, Luigi, a Princesa e Toad devem derrotar o vilão King Wart, que amaldiçoou a terra dos sonhos. Nesse jogo, o jogador pega e joga objetos como vegetais nos inimigos.[3][8] O jogador seleciona um dos quatro no menu do jogo e pode sair a qualquer momento pausando.[9]

Os jogos em Super Mario All-Stars foram atualizados para aproveitar as vantagens do hardware de 16-bits do Super Nintendo Entertainment System (SNES). As atualizações variam de trilhas sonoras remasterizadas a gráficos renovados e a adição de rolagem parallax.[5] A física dos jogos foram ligeiramente modificados e alguns glitches, como o Minus World em Super Mario Bros., foram corrigidos.[10][11] O nível de dificuldade de The Lost Levels foi atenuado ligeiramente: cogumelos venenosos, que podem matar o jogador, são mais fáceis de serem distinguidos de cogumelos normais,[12] e existem mais 1-ups e checkpoints.[13] All-Stars inclui a opção de salvar o progresso do jogador, algo inexistente nos jogos originais.[14] Os jogadores podem retomar os jogos do início de qualquer mundo acessado anteriormente, ou, em The Lost Levels, qualquer nível acessado anteriormente.[9] Até quatro arquivos salvos individuais podem ser armazenados para cada jogo.[11]

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Super Mario All-Stars foi desenvolvido pela Nintendo Entertainment Analysis & Development,[15] uma antiga divisão de desenvolvimento de jogos da publicadora Nintendo.[16] Teve o título provisório de Mario Extravaganza pois, de acordo com o presidente da Nintendo Satoru Iwata, "Era um único cartucho de jogo cheio dos primeiros dez anos da rica história da Nintendo."[17]

A ideia de uma compilação surgiu após a conclusão de Super Mario Kart (1992).[18] O próximo grande jogo da série Mario, Yoshi's Island (1995), ainda estava em produção, criando uma lacuna no cronograma de lançamento da Nintendo.[19] O criador de Mario, Shigeru Miyamoto,[20] sugeriu desenvolver um "pacote de valor" contendo todos os jogos Super Mario lançados até aquele ponto. De acordo com Tadashi Sugiyama, que atuou como assistente de direção e designer do projeto, a ideia de Miyamoto era dar aos jogadores a chance de experimentar The Lost Levels.[18] A Nintendo considerou The Lost Levels, lançado no Japão como Super Mario Bros. 2 em 1986, muito difícil para o mercado norte-americano e, em vez disso, lançou uma versão adaptada do jogo Doki Doki Panic (1987) como o Super Mario Bros. 2 da região.[21][22] Assim, não atraiu muito público.[18] Em vez de simplesmente transferir os jogos originais não editados para um cartucho de SNES, a Nintendo optou por remasterizar na transição entre as plataformas.[19]

Uma das primeiras tarefas que os desenvolvedores realizaram foi atualizar e retrabalhar os gráficos para o SNES.[18] Por ser mais poderoso do que o NES, eles não estavam mais restritos às cores que poderiam usar para projetar o mundo de Mario.[23] O designer Naoki Mori se lembra de ter se sentido intimidado, já que era apenas seu terceiro ano na Nintendo e ele tinha a tarefa de atualizar o jogo carro-chefe da empresa.[18] Os artistas basearam seus designs naqueles de Super Mario World (1990) e adicionaram um contorno preto ao redor de Mario para destacá-lo contra os fundos.[18][23] Para fundos escuros como os de castelos e áreas bônus em Super Mario Bros., Mori e Sugiyama adicionaram detalhes como retratos de Bowser e Mario. A equipe se esforçou para manter a sensação dos jogos originais, deixando o design dos níveis e o movimento de Mario inalterados. Para preservar a jogabilidade, eles optaram por não adicionar novas animações e ações.[23]

As alterações foram feitas à mão e Sugiyama tinha o Super Mario Bros. original ligado enquanto trabalhava no remake para que pudesse compará-los lado a lado.[23] A equipe que trabalhou nos jogos originais foi envolvida e consultada durante o desenvolvimento.[18] A Nintendo optou por deixar certos glitches que a equipe considerou úteis, como o de vidas infinitas em Super Mario Bros. No entanto, para este glitch, eles estabeleceram um limite de quantas vidas o jogador poderia ganhar. Sugiyama lembrou que a equipe corrigiu glithces que eles pensaram que iriam interferir no progresso dos jogadores, embora consertá-las tenha causado algumas diferenças nos controles. Para tornar os jogos mais fáceis, a Nintendo deu aos jogadores mais vidas iniciais. Os desenvolvedores também adicionaram a opção de salvar, já que os cartuchos de bateria reserva não existiam quando o Super Mario Bros. original foi criado. A decisão de salvar pontos no final de cada nível em The Lost Levels foi feita para aliviar a dificuldade do jogo. Enquanto ajudava com os outros remakes, Mori evitou depurar The Lost Levels porque era muito difícil.[10]

Lançamento[editar | editar código-fonte]

A Nintendo lançou "Super Mario All-Stars" no Japão em 14 de julho de 1993, na América do Norte em 11 de agosto de 1993 e na Europa em 16 de dezembro de 1993.[15] No Japão, foi lançado como Super Mario Collection.[17] A compilação marcou a primeira vez que The Lost Levels foi lançado fora do Japão.[2] Entre setembro e outubro de 1993, a Nintendo Power realizou um concurso no qual os jogadores a alcançar uma área específica em The Lost Levels receberiam um patch iron-on de Mario.[24] A compilação também se tornou um jogo pack-in do SNES.[2]

A Nintendo relançou Super Mario All-Stars em dezembro de 1994 como Super Mario All-Stars + Super Mario World,[25] que adiciona Super Mario World.[2] Super Mario World é basicamente idêntico ao original,[5] mas os sprites de Luigi foram atualizados para torná-lo um personagem distinto e não apenas uma troca de paletas de Mario.[2] Uma versão de Super Mario Collection também foi lançado no Satellaview da Nintendo, um add-on do SNES exclusivo ao Japão que permitia aos usuários receber jogos via satélite.[26] Super Mario Advance (2001) e Super Mario Advance 4: Super Mario Bros. 3 (2003), respectivamente remakes de Super Mario Bros. 23 para o Game Boy Advance (GBA), incorporam elementos dos remakes de Super Mario All-Stars, como os gráficos e áudio atualizados.[27][28][29]

Relançamentos[editar | editar código-fonte]

Em 2010, para o 25º aniversário de Super Mario Bros.,[30] a Nintendo lançou Super Mario All-Stars 25th Anniversary Edition para o Wii no Japão em 21 de outubro (conhecido como Super Mario Collection Special Pack no país), na Europa em 3 de dezembro, e na América do Norte em 12 de dezembro.[31] Esta edição especial vem em embalagem especial contendo o Super Mario All-Stars original num disco do Wii, um livreto de 32 páginas chamado Super Mario History, contendo arte conceitual e entrevistas, e um CD de trilha sonora contendo efeitos sonoros e dez faixas da maioria dos jogos Mario até Super Mario Galaxy 2 (2010).[30][31][32] A compilação foi lançada inicialmente em quantidades limitadas que se esgotaram rapidamente,[33] levando a Nintendo a emitir uma segunda impressão.[34] A compilação foi relançada em 2020 no Nintendo Switch para o 35º aniversário da série Mario, vindo de graça como parte do serviço de jogos clássicos do Nintendo Switch Online.[35]

Recepção[editar | editar código-fonte]

 Recepção (SNES)
Resenha crítica
Publicação Nota
Computer and Video Games 94%[36]
Edge 8/10[37]
Electronic Gaming Monthly 9.25/10[6][b]
Famitsu 32/40[38][c]
GamePro 5/5[d]
Nintendo Power 8.15/10[39][e]
Official Nintendo Magazine 95/100[40]

Super Mario All-Stars vendeu 10,55 milhões de cópias até 2015,[41] incluindo 2,12 milhões no Japão,[42] tornando-o um dos mais vendidos jogos da série Super Mario.[41] A compilação foi aclamada pela crítica.[2] Os revisores acharam que o jogo era indispensável, e que representava a biblioteca do SNES em seu melhor,[6][36] e ocuparia os jogadores por horas, senão dias.[11][40] A Nintendo Magazine System (NMS) estimou que o jogo poderia entreter os jogadores por até um ano.[40] Um crítico da Computer and Video Games (CVG) descreveu Super Mario All-Stars como o director's cut da série, trazendo aos fãs gráficos e áudio atualizados, além de um jogo que poucos haviam experimentado (The Lost Levels).[43] Um revisor da Electronic Gaming Monthly (EGM) chamou-o de uma "obra-prima do início ao fim".[6]

Os críticos elogiaram os jogos da coleção como remasterizações excelentes, afirmando que eles envelheceram bem e valorizando o esforço despendido em retrofitá-los para o SNES.[14][44][45] Para a AllGame, revisando retrospectivamente a versão incluindo Super Mario World, a compilação representou "o auge absoluto do gênero de plataforma 2D".[5] Os críticos disseram que os jogos eram jogados da mesma forma que no NES e mantinham o que os tornavam excelentes.[14][38][45] Revisores da EGM ficaram satisfeitos com os vários segredos intactos.[6] A Nintendo Power escreveu que os jogos ficaram melhores com o tempo,[14] enquanto a EGM e a CVG sugeriram jogadores a abandonar os jogos antiquados do NES para a atualização do SNES.[6][43] Embora um dos críticos da NMS tenha admitido preferir Super Mario World, citando os controles menos instintivos da compilação e os gráficos um tanto simplistas, ele disse que Super Mario All-Stars ainda valia a pena ser comprado.[46]

Os revisores gostaram das atualizações que os jogos receberam na transição para o SNES.[6][14][45] A Nintendo Power elogiou a adição de um recurso de salvar, acreditando que isso daria aos jogadores que nunca terminaram os jogos a chance de fazê-lo.[14] Os gráficos atualizados também foram elogiados;[5][11][47] revisores da NMS admiraram a atenção aos detalhes que, segundo eles, fez valer a pena comprar a compilação,[47] e a AllGame chamou o visual de colorido e cartunesco.[5] A CVG achou que os planos de fundo poderiam ter se beneficiado de mais detalhes,[36] mas a GamePro achou que eles eram suficientemente detalhados.[11] Os revisores também elogiaram as trilhas sonoras atualizadas.[5][6][11] Para a EGM, o áudio melhorou a experiência,[6] e a GamePro notou a adição de efeitos de eco e graves.[11] Numa retrospectiva de 2005, a Famitsu chamou All-Stars de um modelo para futuros remakes de jogos eletrônicos.[38]

Críticas negativas a "Super Mario All-Stars" geralmente se concentraram em sua falta de inovação.[6][14][37] Além das atualizações para 16 bits, o recurso de salvar e, para o público americano, The Lost Levels, a Nintendo Power escreveu que a compilação não apresentava nada de novo,[14] um sentimento também emitido pela CVG.[36] A Edge disse que "Se o melhor carrinho por aí é uma compilação de jogos antigos de oito bits, isso não diz muito sobre o padrão dos novos jogos, certo?"[37] Os revisores também discordaram sobre qual jogo da compilação era o melhor. Um revisor de EGM argumentou que Super Mario Bros. 2 era,[6] mas outro crítico e a Nintendo Power disseram que o melhor era The Lost Levels.[6][48] As revistas NMS, CVG e Edge, porém, criticaram The Lost Levels por sua dificuldade,[36][37][47] com a primeira vendo-o apenas como um bônus interessante.[47] A Edge disse que valia a pena comprar a compilação por Super Mario Bros. e Super Mario Bros. 3, mas não por Super Mario Bros. 2 porque o revisor achou sua jogabilidade sem fluidez e o design de níveis pobre.[37]

Em 1997, quando a equipe da EGM classificou Super Mario Bros., Super Mario Bros. 2 e Super Mario Bros. 3 em sua lista dos melhores jogos de console de todos os tempos, eles especificaram All-Stars para todos os três. Na listagem para Super Mario Bros. 3, classificado em segundo lugar, eles observaram: "Apenas um lembrete: não estamos incluindo jogos de compilação em nosso Top 100 ou Super Mario All-Stars seria definitivamente o jogo número um de todos os tempos".[49]

25th Anniversary Edition[editar | editar código-fonte]

 Recepção (25th Anniversary Edition)
Resenha crítica
Publicação Nota
G4 3 de 5 estrelas.[50]
GamesRadar 4 de 5 estrelas.[51]
IGN 7/10[52]
Nintendo Life 5 de 10 estrelas.[32]
Nintendo World Report 6/10[53]
Official Nintendo Magazine 90%[54]
The Guardian 3 de 5 estrelas.[55]
Pontuação global
Publicação Nota média
Metacritic 70/100[56][f]

De acordo com o agregador de críticas Metacritic, Super Mario All-Stars 25th Anniversary Edition recebeu "críticas mistas ou médias".[56] Esta versão vendeu 2,24 milhões de cópias até abril de 2011 — 920 mil no Japão e 1,32 milhão no exterior.[57] Geralmente, os críticos ficavam desapontados pela Nintendo ter simplesmente relançado a compilação para SNES inalterada, o que eles acharam preguiçoso. Eles expressaram surpresa de que os desenvolvedores não aproveitaram o espaço extra que os discos do Wii oferecem para adicionar mais jogos ou usar a versão Super Mario All-Stars + Super Mario World.[32][50][51][52][55] A The Guardian comparou a 25th Anniversary Edition desfavoravelmente ao remaster de Wii do jogo de Nintendo 64 GoldenEye 007 (1997) lançado no início daquele ano. O escritor argumentou que, enquanto GoldenEye oferecia novos gráficos, níveis e razões para jogar, Super Mario All-Stars era apenas a mesma compilação lançada para o SNES em 1993.[55] A The A.V. Club chegou a afirmar que a 25th Anniversary Edition "falha em todos os níveis concebíveis, e em alguns níveis inconcebíveis também".[58]

O livreto Super Mario History dividiu os revisores. A Nintendo Life e a The A.V. Club criticaram pelo que consideraram sua qualidade de produção barata.[32][58] Apesar do primeiro site achar um tanto intrigante,[32] ambos disseram que os comentários de desenvolvedor de uma frase eram vagos e sem sentido.[32][58] A The A.V. Club disse que os documentos de design de níveis foram "obscurecidos por imagens e esquemas escritos em japonês sem tradução".[58] A IGN opinou que o livreto falhou em demonstrar a importância de Mario, faltando informações sobre as as aparições no Game Boy e Yoshi's Island, bem como as aparições em outros jogos da Nintendo.[52] Outros acharam o livreto interessante;[51][53][55] a GamesRadar+ afirmou que, para os fãs de Mario, o esboço original de Miyamoto "sozinho vale US$ 30".[51]

O CD de trilha sonora recebeu críticas e foi visto como uma oportunidade perdida.[32][52][58] Os revisores ficaram desapontados com o fato de que continha apenas dez peças de música real e que metade era dedicada a efeitos sonoros.[32][52][58] Por exemplo, a Nintendo Life disse que um CD pode conter até 74 minutos de áudio e observou que "[o CD] que vem com esta coleção não preenche nem metade desse tempo de execução potencial".[32] Similarmente, a IGN disse que dez músicas não eram suficientes, observando que Super Mario Galaxy (2007) tinha mais de vinte faixas exclusivas, mas o CD incluía apenas uma.[52] Por outro lado, a The Guardian disse que o CD deixaria os jogadores felizes e a GamesRadar+ achou que era raro a Nintendo lançar trilhas sonoras de jogos fora do Japão.[51][55] A GamesRadar+ adicionou que o CD ajudou a fazer a compilação parecer importante, e que representou a primeira vez que a Nintendo lançou oficialmente o tema musical de Super Mario Bros.[51]

A Nintendo Life escreveu que não havia razões para a Nintendo não adicionar mais conteúdo à compilação, sugerindo que não teria sido necessário muito esforço para adicionar entrevistas, anúncios e outros conteúdos de bastidores.[32] Apesar da decepção geral, os críticos acharam que os jogos da compilação continuaram sendo de alta qualidade.[32][50][52][55][58]Alguns admitiram preferir os originais de NES,[51][58] mas outros acharam que os gráficos de 16 bits atualizados e a adição de um recurso de salvar eram bons.[32][50][53][54] No entanto, alguns incentivaram os leitores a comprar os jogos individualmente no serviço Virtual Console, caso ainda não tivessem comprado a compilação.[32][58] A GamesRadar+, a IGN e a Official Nintendo Magazine observaram que esta era uma maneira mais barata de experimentá-los.[51][52][54] Como escrito pela Nintendo World Report, "no final, o valor de [Super Mario All-Stars] está em se você deseja investir mais uma vez nesses títulos clássicos do Mario."[53]

Notas e referências

Notas

  1. Na versão japonesa, The Lost Levels é referido como Super Mario Bros. 2, enquanto Super Mario Bros. 2 é chamado de Super Mario USA.[1] Ver seção Desenvolvimento para mais detalhes.
  2. Os quatro críticos da EGM deram três pontuações de 9/10 e uma de 10/10.[6]
  3. A Famitsu deu duas pontuações de 8/10, uma ponutação perfeita, e uma pontuação de 6/10.[38]
  4. A GamePro deu quatro pontuações de 5/5 por gráficos, som, controles, e fator de diversão.[11]
  5. A Nintendo Power deu uma pontuação de 3.9/5 por apresentação, uma pontuação de 4.2/5 por jogabilidade, e duas pontuações de 4.1/5 por desafio e tema/diversão.[39]
  6. Pontuação baseada em 29 revisões.[56]

Referências

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Bibliografia