The Barbra Streisand Album

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The Barbra Streisand Album
Álbum de estúdio de Barbra Streisand
Lançamento 25 de fevereiro de 1963
Gravação 1963
Gênero(s) Jazz, Pop
Duração 32:52
Gravadora(s) Columbia
Produção Mike Berniker
Cronologia de Barbra Streisand
Pins and Needles (1962)
The Second Barbra Streisand Album
(1963)
Críticas profissionais
Avaliações da crítica
Fonte Avaliação
Allmusic 5 de 5 estrelas.[1]
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The Barbra Streisand Album é o nome do primeiro álbum da cantora americana Barbra Streisand. Lançado em 25 de fevereiro de 1963, o álbum atingiu a oitava posição nos charts da Billboard (101 semanas dentro da Billboard 200) e foi certificado ouro pela RIAA, vendeu mais de 1 milhão de cópias mundialmente.[2]. O álbum rendeu a Barbra o Grammy de Best Female Pop Vocal Performance em 1964, além de ter ganhado como Álbum do ano e Melhor Capa na mesma premiação.[3]

Precedentes[editar | editar código-fonte]

Barbra Streisand assinou seu contrato com a gravadora "Columbia Records" em 1º de Outubro de 1962. Este foi o primeiro álbum solo de Barbra. Era pra ser um álbum ao vivo. Os produtores achavam que este primeiro contato com os compradores deveria ter a mesma energia que ela impunha em suas apresentações ao vivo. Foram então marcadas algumas datas no Bon Soir, um chique barzinho onde ela fez fama, com pessoas da industria e convidados especiais. O seguinte convite foi enviado: “A senhora Marmelstein convida você pra conhecer uma amiga muito querida, Barbra Streisand dando um concerto no Bon Soir, no dia 5 de novembro de 1963.” Este convite era uma clara citação a personagem que Barbra estava interpretando na Broadway, Miss Marmelstein. E a propósito, não só interpretando, mas roubando a cena todas as noites. A gravação foi feita. Três dias foram gravados. Mas tais gravações não se transformaram no que viria a ser o primeiro álbum. A qualidade dos takes era inferior. Barbra não estava tão bem quanto poderia estar. Era acompanhada apenas por um quarteto, e sua voz não estava dando aquilo que poderia ser. Como a Columbia não queria gastar muito, apenas um quarteto foi chamado, e o resultado não foi bom. O presidente da Columbia nesta época, Goddar Liebersen, deu então sinal verde ao produtor para que fossem para estúdio gravar de forma correta. Foi aí que surgiu Peter Matz na jogada. Barbra precisava de um arranjador. Matz era arranjador de Harlod Arlen e, o próprio Arlen o indicou. A escolha não poderia ter sido melhor. Além de grande arranjador, Matz soube entender a essência de Barbra como cantora, seu lado atriz. Começou aí uma parceria que daria ótimos frutos nos anos seguintes. Ela começou a ter encontros com Matz para ensaiar. Ele creditou parte das idéias de seus arranjos a ela. Talvez por isso a parceria tenho sido muito boa. Por ele entender e traduzir para a orquestra sempre o que ela queria e imaginava. O orçamento que a Columbia destinou não era grande. Em algumas sessões ele tinha uma cozinha (cozinha: leia-se piano/violão/baixo/bateria) e mais alguns poucos metais. Em outras a mesma cozinha, mais algumas cordas. E assim foram gravando. A gravação durou três dias. Dias 23/24/25 de janeiro de 1963. Imaginem gravar um álbum inteiro em apenas três dias! O engenheiro de gravação foi Franc Laico. Ele ainda faria muitos trabalhos com ela. Franc ficou impressionado com os arranjos de Matz, o colorido que ele deu e mais, com o ouvido de Barbra. “Barbra tem um ouvido incrível. É comum cantores se concentrarem em suas vozes, mas Barbra não. Seu ouvido estava ligado não só nela, mas na orquestra também.” Columbia gostou bastante do resultado. O título começou a ser pensado: And Here she is! ... Barbra Streisand, Hello! I’m Barbra Streisand, From Brooklyn to Broadway … Barbra Streisand, Sweet and Saucy Streisand. Ela quase vomitou quando escutou Sweet and Saucy Streisand. Foi então que ela e Marty tiveram a ideia de ser simplesmente chamado de The Barbra Streisand Álbum. A contra capa foi assinada por ninguém menos que Harold Arlen. Para quem não sabe este homem é responsável por algumas das mais lindas melodias da música americana. Canções como Over The rainbow, Stormy Weather, Come Rain or Come Shine, Get Happy, This Time The Dream’s On Me. Algumas delas gravadas pela própria Barbra, que em seu Just For The Record, declara que o acha, juntamente com Gershwin, o melhor compositor da música americana. E ele merece o elogio. O que ele escreve para ela na contra capa é digno de uma estrela, provando que Arlen achava que ela realmente estava ali para ficar. E via nela muito talento. Ela não poderia ter melhor benção.

Alinhamento de Faixas[editar | editar código-fonte]

N.º Título Compositores Duração
1 Cry Me A River A. Hamilton 3:37
2 My Honey's Lovin' Arms H. Ruby / J. Meyer 2:14
3 I'll Tell the Man in the Street Lorenz Hart / Richard Rodgers 3:09
4 A Taste of Honey R. Marlow / B. Scott 2:51
5 Who's Afraid Of The Big Bad Wolf A. Ronell / F. Churchill 2:34
6 Soon It's Gonna Rain  Harvey Schmidt / Tom Jones 3:45
7 Happy Days Are Here Again J. Yellen / M. Ager 3:04
8 Keepin' Out Of Mischief Now A. Razaf / T. Waller 2:11
9 Much More Harvey Schmidt / Tom Jones 3:02
10 Come To The Supermarket (In Old Peking) Cole Porter 1:56
11 A Sleepin' Bee Truman Capote / Harold Arlen 4:21

Músicas e musicais[editar | editar código-fonte]

Sobre as Canções: Barbra gravou basicamente aquilo que vinha interpretando em seus shows em night clubs. Cry Me a River que era um sucesso de Julie London. O arranjo de Barbra é bem original com contra-baixo na intro em pizzicatto em contraponto a sua voz. A Sleepin’ Bee do musical A House Of Flowers, foi o primeiro standart da Broadway que ela cantou. Ela ainda gravaria outras músicas deste musical de Harold Arlen. Happy Days Are Here Again que se tornaria seu primeiro hit e, que permanece em seu repertório até hoje. Much More e Soon It’s Gonna Be Rain, ambas canções do musical The Fantasticks. Who’s Afraid With The Big Bad Wolf do filme de Walt Disney Os Três Porquinhos.

Prêmios e Reconhecimento[editar | editar código-fonte]

Na 6ª Edição do Grammy Awards o álbum recebeu 4 indicações, sendo 3 de Barbra (Best Female Pop Vocal Performance, Record of The Year e Album of The Year), ganhando apenas 2, o diretor de arte John Berg, ganhou o de Best Album Cover, Other Than Classical. Exatos 25 anos depois a academia do Grammy Awards introduziu o álbum no Grammy Hall of Fame, por sua história, musicalidade, relevância, significância qualitativa e duradoura.

Singles[editar | editar código-fonte]

# Título Ano
1. "Happy Days Are Here Again" 1962

Referências

  1. William Ruhlmann. «Allmusic Review». Consultado em 18 de Abril de 2012 
  2. «The Barbra Streisand Music Guide – The Barbra Streisand Album». Consultado em 20 de Agosto de 2012 
  3. «Barbra Streisand nomeações ao Grammy». Consultado em 20 de Agosto de 2012 
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