Assassin's Creed (jogo eletrônico)

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Assassin's Creed
Desenvolvedora Ubisoft Montreal
Publicadora(s) Ubisoft
Designer Patrice Desilets (diretor de criação)
Jade Raymond (produtor)[1]
Compositor(es) Jesper Kyd[1]
Motor Scimitar
Plataforma(s) PlayStation 3, Xbox 360, Microsoft Windows
Série Assassin's Creed
Data(s) de lançamento
Gênero(s) Ação-aventura em terceira-pessoa
Modos de jogo Single-player
Número de jogadores 1 jogador
Classificação Inadequado para menores de 17 anos i ESRB (América do Norte)
Inadequado para menores de 16 anos i PEGI (Europa)[6]
Permitido para maiores de 15 anos BBFC (Reino Unido)
Inadequado para menores de 18 anos i CERO (Japão)
Inadequado para menores de 16 anos i DEJUS (Brasil)[7]
Inadequado para menores de 15 anos i OFLCA (Austrália)
Permitido para maiores de 13 anos OFLCN (Nova Zelândia)
Inadequado para menores de 16 anos i USK (Alemanha)
Média Blu-ray, DVD-DL, download
Controles Gamepad, teclado e mouse
Hardware
Versão 1.21 (PS3, 16 de outubro de 2008)

Assassin's Creed é um jogo eletrônico de ação-aventura em terceira-pessoa desenvolvido pela Ubisoft Montreal e publicado pela Ubisoft. Foi lançado mundialmente em Novembro de 2007 para os consoles PlayStation 3 e Xbox 360,[2] e em Abril de 2008 para Windows. Teve também uma conversão para celular/telemóvel que foi lançada em 2007[8] e uma prequela intitulada Assassin's Creed: Altaïr's Chronicles lançada para Nintendo DS e iPhone, em 2008 e 2009, respectivamente.[9] [10]

A história se ambienta em setembro de 2012, focando-se em Desmond Miles, um assasino que queria ter uma vida normal. Ele se mudou e iniciou uma carreira de bartender fazendo suas compras apenas em dinheiro para não ser detectado nem pelos assasinos, nem pelos templários. Porém Desmond acaba querendo comprar uma moto mas para isso ele precisa de uma carteira de motorista, e acaba tendo que colocar sua digital em um documento. E após colocar sua digital nesse documento ele acaba sendo rastreado, sequestrado e levado a um laboratório de uma empresa chamada "Indústrias Abstergo", que conduz pesquisas sobre memória genética. Por meio de sessões com Desmond, o jogador toma conhecimento de que ele é descendente de Altaïr Ibn La-Ahad ("Filho de Nenhum"), um membro da "Ordem dos Assassinos" de 1191 e que esteve em uma missão para obter um "Pedaço do Éden", um artefato capaz de criar ilusões, dos Templários. Ao longo da história, é revelado que a administração do laboratório é uma versão moderna dos Templários, e que eles estavam cientes da ascendência de Miles. Quando o real objetivo deles é revelado, o jogador toma conhecimento de que eles estão tentando localizar um Pedaço do Éden, o qual eles acreditavam estar escondido nas memórias de Miles.

Em geral, Assassin's Creed foi um sucesso comercial, alcançado o número aproximado de oito milhões de cópias vendidas até 16 de abril de 2009.[11] Ele recebeu uma nota média de 81% de apreciação dos sites agregadores Game Rankings e Metacritic.[12] [13]

Jogabilidade[editar | editar código-fonte]

Assassin's Creed é um jogo em terceira-pessoa no qual o jogador assume o papel de Desmond Miles, um barman que é o último descendente de uma longa linha de uma família de assassinos. Desmond foi sequestrado pela Abstergo, que possui máquinas conhecidas como Animus, capazes de fazer os seus utilizadores reviverem as memórias dos seus antepassados. No caso do Assassin's Creed 1, o jogador revive as memórias de Altaïr (الطير, do Árabe: "Aquele que voa ["Águia"]"), o maior assassino que viveu durante a terceira Cruzada, em 1191. O objectivo de Altaïr é assassinar figuras históricas que propagam as Cruzadas no ano de 1191. De acordo com colaboradores da Ubisoft, todos os alvos da personagem principal são figuras históricas que morreram ou desapareceram por volta de 1191, embora não necessariamente por assassinato.

O jogo ocorre primeiramente em um reino que consiste em quatro cidades principais: Jerusalém, Acre, Damasco e Masyaf, a fortaleza dos assassinos (ao final do jogo, uma nova rota é adicionada ao mapa). Cada cidade caracteriza um ambiente altamente detalhado, enquanto o jogador interage com o seu ambiente, as pessoas em torno de Altaïr respondem de maneiras lógicas e racionais. Por exemplo, Altaïr pode escalar edifícios, fazendo com que as pessoas olhem ao redor e comentem o seu comportamento incomum. Isto, por sua vez, pode atrair a atenção não desejada dos guardas, que podem então escolher atacar-lhe.

O objetivo preliminar do jogo é executar os nove assassinatos. Para conseguir este objetivo, o jogador deve usar uma grande gama de recursos que vai desde uma pequena lâmina na manga de sua blusa a uma faca e espada, além de uma variedade de estratégias e táticas para coletar as informações sobre seus alvos. Estas táticas incluem interrogatório, escutar conversas, roubar cartas ou mapas de outros assassinos, e terminar tarefas para Informantes outros assassinos que lhe dão a informação em troca de eliminar alvos, os quais devem ser eliminados sem que nenhum guarda o identifique como assassino, senão a missão falha e deverá ser refeita do começo, sendo que o número de alvos varia de 1 a 5 e o tempo varia de 3:00min a infinito ou recolher bandeiras do informante, sempre 2, em um tempo que varia de 3:00min a 5:00min, ou então as tarefas podem ser: recolher bandeiras + assassinato ou assassinato + assassinato (nunca serão bandeiras + bandeiras).

Além disso, o jogador pode fazer coisas como escalar torres altas e sincronizar o mapa para aumentá-lo, achar objetivos, ir para fora da cidade e salvar os cidadãos que estão sendo ameaçados (ao salvar mulheres, seus maridos/pais/irmãos te ajudarão a escapar de guardas, segurando-os ao passar por eles; ao salvar padres, um grupo de padres será liberado para que você possa se esconder ou entrar em áres restritas) ou assassinados pelos guardas da cidade. Há também várias objetivos secundários e opcionais que não têm nada a ver com a história, mas, ajudam a melhorar a habilidade com a espada e aumentar sua barra de sincronização, tal como eliminar Templários (ao todo são 60 templários - é dito que Altaïr eliminou todos os templários na terra santa) e o recolhimento de bandeiras escondidas(são vários tipos e o número vária de 30 a 100, dependendo do tipo da bandeira). As habilidades acrobáticas do personagem principal são similares àquelas encontradas também na personagem de Prince of Persia da Ubisoft Montreal.

Para executar os assassinatos, o jogador deve considerar o uso de comandos "low profile" e "high profile". O "low profile" permitem que Altaïr se misture em multidões próximas, passando por outros cidadãos ou por outras tarefas que exigem estar fora de ameaça ou suspeita, onde se deve reduzir o nível de alerta. Os "High Profile" são mais visíveis e fáceis de funcionar no ataque de inimigos. Uma vez que a área está em grande alerta, o jogador deve usar ambos os comandos do perfil baixo, assim como tentar escalar longe do nível da terra ou usar espaços procurando reduzir o nível de alerta. O jogador, quando assassina um das 9 vítimas, ganhará armas ou habilidades novas do combate, incluindo contra-ataques e rodeios do ataque. Além dos seus punhos, de uma espada, de uma faca, e das facas de arremesso, Altaïr ganha o uso de uma lâmina retrátil escondida num mecanismo em seu braço esquerdo que pode ser usado para alvos da matança que estejam muito próximos sem criar nenhum alerta imediato (embora, se outro ver o corpo, o nível de alerta pode aumentar, é recomendado se afastar do corpo após o assassinato para evitar ser identificado como assassino). Esta é a diferença mais visível entre o perfil baixo e elevado. Um assassinato de perfil baixo pode ser executado perto de guardas ou soldados sem atrair a atenção (Altaïr cobre a boca do alvo e enfia a faca nas costas ou na barriga dependendo de sua posição em relação ao alvo), visto que um ataque elevado de Aitair será observado por todos que estiverem dentro da área de visão (Altaïr executa um salto em direção ao alvo e o acerta no pescoço).

A saúde do jogador é descrita como o nível da sincronização entre memórias de Desmond e de Altaïr; se Altaïr receber danos, uma quantidade de sincronização será perdida, e se toda a sincronização for perdida, a memória atual que Desmond está experimentando será reiniciada no último checkpoint. Quando a barra da sincronização está cheia, o jogador tem a opção adicional para usar a "Eagle Vision" (visão de águia) que faz com que a memória do computador destaque todas as pessoas visíveis nas cores que correspondem se são amigo ou inimigos, destacando inclusive o alvo(o 'nível de sincronia é aumentado em 2 pontos após serem completados 15 objetivos quaisquer ou após o final da missão).

Como as memórias de Altair estão sendo rendidas pelo computador do projeto do Animus, o jogador pode experimentar "pulsos aleatórios", que podem ajudar ao jogador identificar alvos, ou pode ser usado alterar o ponto de vista durante o jogo. Há Cenas "in script" se o jogador reagir rapidamente quando aparecem.

Enredo[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

História[editar | editar código-fonte]

Assassin's Creed
(Cronologia Fictícia)

Altaïr's Chronicles
Assassin's Creed
Bloodlines
Assassin's Creed II
Discovery
Assassin's Creed II (continua)
Brotherhood
Revelations
IV: Black Flag
Assassin's Creed III
III: Liberation

A história total dentro do Assassin's Creed é ajustada em Setembro de 2012, onde Desmond Miles (o personagem controlado pelo jogador) foi sequestrado por uma pessoa desconhecida antes do começo do jogo e trazido às indústrias de Abstergo, onde os investigadores estão trabalhando no projeto do Animus. O Animus pode retirar memórias do DNA do usuário, permitindo que o usuário recupere estas memórias como se ele mesmo estivesse lá. Desmond foi "escolhido" para o projeto devido ao fato de ser descendente direto de Altaïr, um membro da ordem dos assassinos durante a terceira Cruzada da Terra Santa; os investigadores expressam o interesse em compreender mais de como os assassinos trabalharam. Embora inicialmente o inconsciente de Desmond rejeite as memórias de Altaïr, ele eventualmente aprende a aceitá-las e pode prosseguir com as ações de Altaïr com o Animus, podendo ficar cada vez mais tempo na máquina.

As memórias de Altaïr que Desmond experimenta são do começo do Ano de 1191: Ricardo Coração de Leão recapturou apenas a cidade portuária de Acre para conquistar os muçulmanos. Com uma base das operações estabelecidas, os cruzados preparam-se para marchar para o sul. O seu alvo verdadeiro é Jerusalém - que pretende recapturar para o Cristianismo. Porém as forças muçulmanas estão a se reunir nas ruínas de Arsuf, pretendendo fazer uma emboscada aos cruzados e impedir que alcancem Jerusalém. Quando Ricardo e Saladino combatem um com outro, os homens deixados a governar em seu lugar começam a fazer exame da vantagem de suas posições do poder.

As primeiras experiências de Desmond na memória são aquelas de Altaïr quase assassinando o grão-mestre Cavaleiros dos Templários, Robert de Sable, quando está em busca de um artefato misterioso que seu mestre o manda buscar para os Assassinos. Devido a sua arrogância Altair se precipita e os Templários descobrem que ele e mais dois irmãos (no sentido de pertencerem a mesma ordem) estavam lá. Numa atitude também precipitada tenta matar Robert de Sable mas falha, Robert o joga longe e como estão em ruínas o lado em que Altair cai desaba e o separa de seus irmãos Assassinos, Malik e seu irmão. Quando Altair volta a Ordem dos Assassinos sem o artefato e sem os outros Assassinos começa a levar um sermão de Al Mualim mas de repente Malik chega com um braço ferido e incrivelmente com o objeto em questão em mãos, acusando Altair de sua arrogancia ter matado seu irmão mais novo. Devido a isto, Altaïr é demovido a Uninitiated ("Não-iniciado") - o Rank o mais baixo na ordem dos assassinos. Mas Al Mualim, líder dos assassinos, oferece-lhe uma oportunidade de reconquistar a sua honra. Altaïr deve arriscar-se na Terra Santa, assassinar nove homens e explorar as hostilidades criadas pela Terceira Cruzada. Ao fazer isto, estabilizaria a região, permitindo que Mualim viva em uma cidade da paz (seu rank como assassino é devolvido após completar uma missão, ou seja, assassinar o alvo).

Ao longo da trama, Altaïr descobre que seus alvos são definidos mais do que apenas por um interesse compartilhado no ganho pessoal, mas está no fato de os Templários terem como objetivo a união de toda a humanidade sob uma causa comum. Paralelamente, Desmond aprende dos e-mails que lê entre as sessões no Animus, que as indústrias de Abstergo são atualmente dirigidas por Templários modernos, e que ao procurar as localizações de diversos artefatos, conhecidos como as "Pedaços do Éden", eles podem continuar lutando pelos objetivos dos Templários.

Desmond vê que foi sequestrado pela companhia, de modo que possa aprender, com as memórias de Altaïr, onde estão os outros pedaços do Éden, que podem estar enterradas em qualquer lugar do mundo. Encontra também restos da ordem dos assassinos em dias modernos, que tinham tentado recuperar antes que a informação fosse obtida pelos modernos templários.

As memórias de Altaïr revelam finalmente que as tarefas que cumpriu eram uma armadilha dos Templários para semear o desacordo entre os assassinos, os cruzados e os muçulmanos. Ao fazer isto, Saladino e Ricardo Coração de Leão trabalhariam preferencialmente juntos e no processo, trariam a paz para o Templários. Altaïr alcança finalmente Robert de Sable, seu último alvo atribuído, e derrota-o. Robert de Sable revela em suas palavras, morrendo, que o mestre de Altaïr é também um membro do Templários, e tem agora o único poder do artefato, o "Pedaço do Éden" que pode se alterar o que homens podem ver e podem ser usados para a hipnose coletiva (é revelado ao final do jogo que Al Mualim usou Altaïr e os outros da irmandade para matar os homens influentes para ter o controle do reino para ele mesmo).

Altaïr viaja para enfrentar seu mestre, que está armado com a "Pedaço do Éden", tentando alterar a vista de Altaïr, mas cai eventualmente em sua lâmina. Porque Altaïr recupera a "Pedaço do Éden", o dispositivo ativa uma vez mais e revela posições múltiplas no globo de forma holográfica (inclusive duas posições em continentes que já não existem em 2012, o mapa mostra até mesmo a divisão atual dos países em 2012).

Com a memória de Altaïr completa, Desmond acorda fora do Animus para aprender que as indústrias de Abstergo estão enviando as equipes da recuperação para aquelas duas posições e esperam encontrar artefatos adicionais. Em um determinado momento, Desmond lê um e-mail no quarto de conferência que detalha a falha na recuperação de outras três Partes de Eden, tudo tendo por resultado acidentes desastrosos, dois tendo por resultado a experiência de Filadélfia e o evento de Tunguska. O e-mail fala também do Santo Graal, indicando haver evidência insuficiente para confirmar sua existência, e dos "Os Comunicadores Mitchell-Hedges", uma referência aos Mitchell-Hedges do F.A..

Desmond, por não ser mais útil para as indústrias de Abstergo, deve ser silenciado; entretanto, é conservado por Lucy Stillman, que revela ser ela própria uma assassina. Na conclusão do jogo, Desmond "sincroniza" tornando-se como Altaïr, que pode usar a visão de águia (uma espécie de visão empática para ver mensagens escondidas e para ver quem é amigo e quem é inimigo, vermelho=inimigo / azul=amigo / branco=cidadão que possui informações /dourado=alvo), isso se deve ao fato de que após muito tempo no Animus, a psiquê do ancestral e do descendente se misturam, e vê as mensagens rabiscadas através dos assoalhos e das paredes (estas mensagens foram escritas pelo "Subject 16" a última pessoa antes de Desmond (você) a usar o Animus, o indivíduo utiliza o próprio sangue para escrever tais mensagens) que somente pode ver aquele consultar à extremidade do mundo descrito por diversas religiões, entre outras escritas; tais escritas incluem referências ao texto bíblico Apocalipse 22:13 da passagem ("eu sou o Alfa e o Omega, o primeiro e o último, o começo e o fim."), um Lorenz Attractor, o olho da Divina Providência, e das outras escritas em línguas estrangeiras (chinês, alemão...). Adicionalmente, há a data Maia de 13.0.0.0 - 21 de dezembro de 2012, três meses antes o momento em que ocorre o jogo, que representa o último dia do calendário Maia além de outras mensagens desse tipo.

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Em 28 de setembro de 2006, em uma entrevista com ignição, a produtora Jade Raymond confirmou que Altaïr é "um hitman medieval com um passado misterioso" e que não é um viajante do tempo. Em 13 de dezembro de 2006, em uma entrevista com ignição, Kristen Bell (quem emprestou sua voz e características físicas ao jogo) falou sobre a historia. De acordo com a entrevista, a historia centra-se na memória genética e em um corporação que procura descendentes de um assassino. Em 2 de janeiro de 2008, a versão do PC foi adiada para final de 2008 para empurrar vendas do console durante as compras de natal.

Altaïr foi dublado pelo ator Philip Shahbaz e seu rosto foi modelado com base no rosto do modelo espanhol Francisco Randez.

Mencionou-se na entrevista de UbiDays que Altaïr não é religioso, mas é espiritualizado e é o filho de uma mãe cristã e um pai muçulmano.

É considerado pela produtora o jogo mais longo da franquia tendo mais de 50% de tempo no modo historia do que seus antecessores

Recepção da crítica[editar | editar código-fonte]

 Recepção
Resenha crítica
Publicação Nota
Eurogamer 7/10
Famitsu 37/40
Game Informer 9.5/10
GamePro 5/5
GameSpot 9.0/10
GamesRadar 10/10
GameTrailers 9.1/10
Hyper 95/100
IGN 7.7/10
Official Xbox Magazine 8.5/10
Play Magazine 10/10
X-Play 5/5
Pontuação global
Publicação Nota média
Game Rankings 82/100[12]
Metacritic 81/100[13]

A Ubisoft afirmou que o jogo vendeu mais de 2,5 milhões de cópias até 13 de dezembro de 2007, excedendo às suas expectativas iniciais.

Assassin's Creed: The Invisible Imam[editar | editar código-fonte]

Assassin's Creed: The Invisible Imam foi um livro baseado no jogo que estava sendo escrito por Steve Barnes para a Pocket Books. Sendo originalmente planejado a ser o primeiro livro de uma trilogia, The Invisible Imam teve o seu cancelamento anunciado em 27 de outubro de 2007. A razão foram os protestos dos descendentes reais dos personagens históricos — os assassinos interpretados em ambos o jogo e o livro — que foram à Ubisoft exigindo respeito para com seus ancestrais. Com isto, a Ubisoft retirou todas as referências religiosas do livro e, eventualmente, o projeto de trilogia foi cancelado.[14]

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

A Ordem dos Assassinos realmente existiu nos tempos das Cruzadas (século XI). Tratava-se de uma seita islâmica (na qual se mesclavam também alguns elementos do cristianismo, hinduísmo e zoroatrismo) cujo nome em árabe ("Hashashym") era em honra ao seu fundador, Hassan ibn Sabbah. Após as Cruzadas, tal nome foi ocidentalizado e corrompido para "Assassinos".

Alguns pontos dos jogos são realmente inspirados neles. Por exemplo, no interior de suas fortalezas eles usavam túnicas brancas amarradas na cintura por um tecido vermelho (o que inspirou as roupas usadas no jogo, embora, quanto em missão, os Assassino não utilizavam estes trajes, preferindo usar roupas comuns para melhor se misturar com a população) e há indícios de que realmente utilizavam uma lâmina oculta na manga de suas túnicas.

Geralmente, matavam somente alvos políticos estratégicos, que iam contra os conceitos de sua ordem, que incluíam manter a paz, porém, algumas vezes também aceitavam trabalhos particulares como mercenários. Geralmente seus ataques também eram suicidas.

A ordem não era centralizada e possuía várias fortalezas espalhadas pelo Oriente Médio; das quais as mais importantes seriam as de Alamut, na Pérsia (onde a Ordem fora fundada) e a de Masyaff, na Síria, que é retratada no jogo. A Ordem foi extinta na metade do século XIII, quando o Império Mongol dominou suas terras e os considerou criminosos. Os ataques cessaram, porém não há indícios de mortes entre todos os Assassinos.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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