Belmonte (Portugal)
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| Brasão | Bandeira |
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| Gentílico | Belmontense |
| Área | 114,56 km² |
| População | 7 722 [1] hab. (2006) |
| Densidade populacional | 66 hab./km² |
| N.º de freguesias | 5 |
| Fundação do município (ou foral) |
1199 |
| Região | Centro |
| Sub-região | Cova da Beira |
| Distrito | Castelo Branco |
| Antiga província | Beira Baixa |
| Orago | São Tiago |
| Feriado municipal | 26 de Abril |
| Endereço dos Paços do Concelho |
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| Sítio oficial | {{{sitio_oficial}}} |
| Endereço de correio electrónico |
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| Municípios de Portugal |
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Belmonte é uma vila portuguesa no Distrito de Castelo Branco, região Centro e subregião da Cova da Beira, com cerca de 3 200 habitantes.
É sede de um município com 114,56 km² de área e 7 722 habitantes (2006) [1], subdividido em 5 freguesias. O município é limitado a norte pelo município da Guarda, a leste pelo Sabugal, a sueste pelo Fundão e a oeste pela Covilhã.
| População do concelho de Belmonte (1801 – 2004) | ||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1801 | 1849 | 1900 | 1930 | 1960 | 1981 | 1991 | 2001 | 2004 |
| 2946 | 3969 | 6573 | 8190 | 9109 | 6765 | 7411 | 7592 | 7662 |
As freguesias de Belmonte são as seguintes:
Índice |
[editar] História
A história da vila remonta ao século XII, quando o concelho municipal recebeu foral de D. Sancho I em 1199.
Belmonte e a vizinha Covilhã, apesar de situados no interior de Portugal estão conotados como poucas regiões portuguesas com os Descobrimentos marítimos Portugueses. Entre as curiosidades que permeiam a história da vila está o fato de que o descobridor do Brasil no século XIV, o navegador Pedro Álvares Cabral, nasceu em Belmonte.
[editar] Comunidade judaica
A comunidade de Belmonte abriga um importante fato da história judaica sefardita, relacionado à resistência dos judeus à intolerância religiosa na Península Ibérica.
No século XVI, quando da expulsão dos mouros da Península Ibérica, e da reconquista das terras espanholas e portuguesas pelos Reis católicos e por Dom Manuel, foi instaurada uma lei que obrigava os judeus portugueses a se converterem ou deixarem o país.
Muitos deles acabaram abandonando Portugal, por medo das represálias tanto do governo quanto da Inquisição, em direção ao Brasil e outros lugares do Novo Mundo. Uma outra parte da comunidade judaica se converteu ao cristianismo em termos oficiais, mantendo seu culto e tradições culturais no âmbito familiar.
Um terceiro grupo de judeus, porém, tomou uma medida mais extrema. Vários deles decidiram se isolar do mundo exterior, cortando o contato com o resto do país e seguindo suas tradições à risca. Tais pessoas foram chamadas de "marranos", numa alusão à proibição ritual de comer carne de porco. Por séculos os marranos de Belmonte mantiveram suas tradições judaicas quase intactas, tornando-se um caso excepcional de comunidade criptojudaica. Somente nos anos 70 a comunidade estabeleceu contato com os judeus de Israel e oficializou o judaísmo como sua religião.
Em 2005 foi inaugurado no cidade o Museu Judaico de Belmonte, o primeiro do género em Portugal, que mostra as tradições e o dia-a-dia dessa comunidade.
[editar] Monumentos e lugares de referência
- Castelo de Belmonte
- Centum Cellas
- Museu Judaico de Belmonte
[editar] Apontadores
- Lista de cientistas, descobridores e organizadores dos descobrimentos portugueses oriundos de ou relacionados com esta zona (Belmonte e a vizinha Covilhã)
[editar] Ligações externas
Referências
- ↑ 1,0 1,1 Instituto Nacional de Estatística dados de 2006.
| Concelhos do Distrito de Castelo Branco | |||||||||||||||||||||||
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