Verruga genital

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Verruga genital
Verrugas anais em uma mulher
Classificação e recursos externos
CID-10 A63.0
CID-9 078.11
DiseasesDB 29120
MedlinePlus 000886
eMedicine derm/454 med/1037
MeSH C02.256.650.810.217
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O condiloma acuminado, verruga ano-genital ou verruga venérea é uma doença sexualmente transmissível (DST) altamente contagiosa causada por Vírus do papiloma humano (HPV) e se caracteriza pela formação de verrugas na pele do pênis, a glande, a uretra, nádegas, ânus, vagina ou períneo. [1]

Agente Causador[editar | editar código-fonte]

Vírus do papiloma humano

Geralmente é causada pelo vírus HPV, da família Papilomaviridae do tipo 6 ou 11 (90% dos casos). Esses tipos, tem baixo risco de serem cancerígenos. A maior parte dos cânceres por HPV são causados pelo tipo 16 e 18, mas diversos tipos de vírus podem ser transmitidos simultaneamente.[2]

A transmissão do vírus é mais provável na relação sexual com penetração, mas pode ocorrer também por outros tipos de contato com pele ou língua de outra pessoa portadora do vírus. A maioria dos adultos sexualmente ativos possuem o vírus, mas na maioria dos casos o sistema imunológico mata o vírus sem causar verrugas.[3]

Verrugas vaginais podem causar complicações e serem transmitidas ao recém-nascido durante o parto.[4]

Sinais e sintomas[editar | editar código-fonte]

Sinal inicial

Os sinais de HPV incluem[5] :

  • Verrugas cinzas ou cor de pele
  • Podem ser minúsculas ou espalhadas por todo o corpo
  • Várias verrugas juntas podem assumir uma forma de couve-flor
  • Podem causar coceira ou desconforto
  • Podem causar sangramento durante a relação sexual, ao urinar ou evacuar
  • Podem regredir sozinhas ou crescer cada vez mais
  • Podem estar escondidas dentro do canal urinário, dentro da vagina, no colo do útero ou reto, dificultando seu reconhecimento e retardando a procura de ajuda médica.

Epidemiologia[editar | editar código-fonte]

O desenvolvimento de verrugas é mais comum em mulheres que em homens. Estima-se que 42% das mulheres tem verrugas genitais em algum momento de suas vidas e 7% verrugas orais.[2] É mais comum entre os jovens sexualmente ativos. O número de portadores é difícil de estimar por diversos motivos, dentre eles que muitos dos portadores não tem sintomas, mas estudos indicam que mais de 30% (entre 17 e 82%) da população sexualmente ativa está infectada e 1% desenvolvem verrugas genitais ao ano mesmo em países desenvolvidos. [6]

Aos 50 anos, 80% das mulheres já possuem evidência imunológica de haverem sido infectadas em algum momento de suas vidas. Estima-se que a maioria das transmissões é feita por homens que não sabem que estão infectados e/ou não tem sintomas.[7]

Nomes populares[editar | editar código-fonte]

Outros nomes populares incluem Cavalo, Cavalo de crista, Crista de galo, Figueira, Jacaré, Jacaré de crista ou couve-flor.

Prevenção[editar | editar código-fonte]

Existem evidências que a camisinha previne a infecção por via sexual, mas não é 100% eficaz.[8] Os tratamentos não eliminam o vírus completamente, sendo comum que novas verrugas apareçam.

Existe vacina contra o HPV. A vacina Gardasil previne o aparecimento de verrugas e de diversos cânceres. [9] Diversos países estão vacinando gratuitamente meninas, inclusive o Brasil. Desde 2014 meninas de 11 a 13 anos podem ser vacinadas em 3 doses e a partir de 2015 meninas de 9 a 11 anos também podem ser vacinadas.[10]

Tratamento[editar | editar código-fonte]

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O tratamento pode ser cirurgia local, que pode ser feita por ablação, congelamento, laser, eletro-cauterização ou com um bisturi para remover as verrugas queratinizadas ou a base de pomadas como a Imiquimod, Podofilina, Podofilox ou ácido tricloroacético[11] .

Atualmente está sendo testada uma vacina anti-HPV desenvolvida em laboratórios de engenharia genética e produzida com partículas artificiais semelhantes ao vírus, semelhante ao desenvolvido com a vacina da Hepatite B. Infecção causada por um grupo de vírus (HPV - Human Papilloma Viruses) que determinam lesões papilares (elevações da pele) as quais, ao se fundirem, formam massas vegetantes de tamanhos variáveis, com aspecto de couve-flor (verrugas).

Os locais mais comuns do aparecimento destas lesões são a glande, o prepúcio e o meato uretral no homem e a vulva, o períneo, a vagina e o colo do útero na mulher.

Em ambos os sexos pode ocorrer no ânus e reto, não necessariamente relacionado com o coito anal.

Com alguma frequência a lesão é pequena, de difícil visualização à vista desarmada, mas na grande maioria das vezes a infecção é assintomática ou inaparente (sem nenhuma manifestação detectável pelo paciente).

As verrugas genitais são normalmente vistas somente de 1 a 6 meses depois de uma pessoa ter sido infectada.

HPV como causa de câncer de colo uterino[editar | editar código-fonte]

No início dos anos 80 começaram a surgir trabalhos que sugeriam uma relação entre o HPV e o aparecimento de câncer na região genital, em especial o câncer de colo uterino, com vários trabalhos mais atuais que não deixam dúvidas sobre esta relação. Isto transforma o HPV em um grave problema de saúde pública,com cerca de 50% dos homens e mulheres com vida sexual ativa apresentando algum tipo de infecção por este vírus. Recomendando-se o uso de preservativos do início ao fim da relação, embora não ofereça grande segurança, já que se transmite também pelas partes expostas. Assim, recomenda-se que qualquer verruga que apareça na região próxima ao ânus e pênis ou vagina seja imediatamente tratada por um médico. Os exames ginecológicos anuais podem encontrar a lesão, que deverá ser cauterizada. É importante fazer seguimento pois é comum a recidiva. A colpocitologia oncótica (papanicolau) poderá observar algumas alterações causadas pelo vírus.

Ver também[editar | editar código-fonte]

  1. http://www.emedicinehealth.com/genital_warts/article_em.htm
  2. a b http://www.cancer.gov/cancertopics/factsheet/Risk/HPV
  3. www.bashh.org/documents/86/86.pdf
  4. http://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/genital-warts/basics/complications/con-20019380
  5. http://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/genital-warts/basics/symptoms/con-20019380
  6. http://www.cdc.gov/std/HPV/2004HPV%20report.pdf
  7. Koutsky LA, Galloway DA, Holmes KK. Epidemiology of genital human papillomavirus infection. Epidemiologic Reviews 1988; 10:122-163.
  8. Veldhuijzen, NJ; Snijders, PJ; Reiss, P; Meijer, CJ; van de Wijgert, JH (December 2010). "Factors affecting transmission of mucosal human papillomavirus.". The Lancet infectious diseases 10 (12): 862–74. doi:10.1016/s1473-3099(10)70190-0. PMID 21075056.
  9. http://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/genital-warts/basics/prevention/con-20019380
  10. http://www.hpvonline.com.br/sobre-hpv/vacina-prevencao/hpv-e-vacina/
  11. http://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/genital-warts/basics/treatment/con-20019380