Facção Central
| Facção Central | |
|---|---|
| Logotipo oficial | |
| Informação geral | |
| Origem | São Paulo, SP |
| País | |
| Gênero(s) | Rap, hip hop |
| Período em atividade | 1989 - atualmente |
| Gravadora(s) | Facção Central Produções Fonográficas Sky Blue Face da Morte Produções Discoll Box |
| Afiliação(ões) | A286 Realidade Cruel Consciência Humana Ferréz |
| Influência(s) | N.W.A. Eazy-E Tupac |
| Integrantes | |
| Dum-Dum Moysés (A286) DJ Binho |
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| Ex-integrantes | |
| Eduardo Erick 12 Garga Jurandir MC Nego DJ Marquinhos J. Arias Smith |
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Facção Central é um grupo brasileiro de rap, formado na cidade de São Paulo no ano de 1989. Atualmente, é formado pelos cantores Dum-Dum, Moyses e DJ Binho. O Facção Central alcançou enorme repercussão devido ao forte conteúdo de suas letras e até a prisão de seus integrantes após a veiculação do clipe "Isso aqui é uma Guerra".1
Índice |
História [editar]
Formação [editar]
O grupo foi formado em 1989, na região central de São Paulo (Glicério, Cambuci e Ipiranga), sendo inicialmente integrado por Nego (hoje conhecido como Mag), Eduardo e Jurandir. Nego e Jurandir deixaram o grupo, sendo substituídos por Dum-Dum e Garga, que se juntaram a Eduardo e iniciaram as atividades do grupo. De 1997 para 1998 Garga saiu do grupo e Erick 12 chegou para somar, mas em seguida deixou o grupo e hoje apenas produz para ele. Em março de 2013, Eduardo postou um vídeo no Youtube dizendo que estava de saída do grupo por desavenças pessoais. Questionando sobre o fim do Facção Central, Dum-Dum também postou um vídeo, neste dizendo que o grupo continuaria em pé. Nascidos e criados em cortiços, os componentes Eduardo (compositor/intérprete) e Dum-Dum (intérprete) conviveram desde a infância com violência social, tráfico de drogas, vícios, violência policial, delegacias e presídios. Um passado violento transformado em fonte de inspiração e traduzido em composições contundentes que relatam a realidade cotidiana das camadas mais baixas da sociedade, além de criticar duramente aqueles que, na visão do compositor Eduardo, seriam os causadores dos problemas discutidos nas letras das canções.
Postura [editar]
Ameaças policiais por telefone, censuras de algumas rádios, prisões pelo conteúdo de algumas letras e até mesmo a proibição de veiculação na televisão brasileira do videoclipe "Isso aqui é uma Guerra", considerado pelas autoridades como apologia ao crime, são algumas das consequências decorrentes da postura do grupo. Outros exemplos da postura do grupo são o lírico das músicas e o título das mesmas, como "A Marcha Fúnebre Prossegue", "Minha Voz Está no Ar" (com a frase de refrão "A boca só se cala quando o tiro acerta"), "Apologia ao Crime", "Pacto com o Diabo", "Eu Não Pedi Pra Nascer", "A Guerra Não Vai Acabar" "Estrada Da Dor 666" , entre outras. O grupo tem um estilo musical próprio: agressivo, violento, racional/intelectual, demonstração de grande consciência dos problemas sociais. As letras do grupo seguem um violento estilo, entretanto racional. O grupo utiliza a linguagem da períferia (gírias) e a linguagem formal. Também é comum o grupo utilizar partes de músicas clássicas para iniciarem sua músicas. Dialogam diretamente com vários interlocutores, passando uma mensagem de que o crime não compensa (como no clipe de "Isto Aqui é Uma Guerra"). A religião se faz presente como mediadora, uma metáfora para a violência da Terra, como em "Deus Anda de Blindado" (uma alusão à música de 1996 do grupo Pavilhão 9, "Se Deus Vier, que Venha Armado").
Censura [editar]
"O clipe não fala da Disneylândia, mas do Brasil, o país onde mais se mata com arma de fogo. Se tivesse sido feito na Suécia, poderia até causar espanto. O espantoso é alguém daqui se chocar com o seu conteúdo."
Em 1999, o grupo lançou o disco Versos Sangrentos, com batidas fortes e letras de protesto, relacionadas aos temas violência, corrupção, fome, violência policial e a ineficácia do governo. Ele foi alvo de censura, tendo o disco ido à loja com 15 músicas gravadas e um videoclipe da música "Isso aqui é uma Guerra", que foi acusada e censurada por apologia ao crime.1 3 O clipe foi ao ar durante seis meses e chegou a passar na MTV, mas logo foi retirado pelo mesmo motivo.4 Os integrantes afirmaram que não tinha nenhuma apologia no clipe, pois no final um dos bandidos que assaltaram o banco foi morto; com a mensagem de que o crime não compensa.
Após a censura [editar]
Após a censura do videoclipe do grupo no disco Versos Sangrentos, o Facção lançou o álbum A Marcha Fúnebre Prossegue, que inicia-se com uma introdução à notícia da censura, dada em vários telejornais com os dizeres "Rap que faz apologia ao crime: Facção Central", divulgado no Jornal Nacional por Fátima Bernardes. Essa introdução é composta por vários "recortes" de noticiários da televisão brasileira. Após a faixa "Introdução", vem em seguida a faixa "Dia Comum", que conta a história do cotidiano das periferias brasileiras, e, em seguida, a faixa "A Guerra Não Vai Acabar", uma espécie de "carta-resposta" a censura do videoclipe, que inicia-se com uma pesada letra e críticas a promotoria, dizendo "Aí promotor, o pesadelo voltou, censurou o clipe mas a guerra não acabou; ainda tem defunto a cada 13 minutos das cidades entre as quinze mais violentas do mundo". Outras críticas seguem no decorrer do álbum e nelas se destacam A Marcha Fúnebre Prossegue Os Porcos Querem Meu caixão e Desculpa mãe .5 Mais dois discos foram lançados depois de A Marcha Fúnebre Prossegue: Direto do Campo de Extermínio e O Espetáculo do Circo dos Horrores.
Atualidade [editar]
O intérprete e compositor Eduardo divulgou em 2008 estar no projeto de um livro. A previsão inicial de lançamento era para o fim de 2010; entretanto, devido à complexidade do projeto, sofreu atrasos foi lançado no final de Setembro de 2012 com o título A Guerra Não Declarada na Visão de um Favelado.6 O grupo desde sua estreia já vendeu mais de 500 mil discos.7
No dia 18/03/2013, Eduardo postou um vídeo no YouTube informando que, devido a algumas desavenças, não fazia mais parte do grupo.
Sendo assim,deixando claro para os fãs que não irá abandonar o RAP, e ainda vai ter uma longa caminhada nessa estrada mostrando a podridão do país.
Discografia [editar]
Álbuns de estúdio [editar]
- 1993 - Família Facção
- 1995 - Juventude de Atitude
- 1998 - Estamos de Luto
- 1999 - Versos Sangrentos
- 2001 - A Marcha Fúnebre Prossegue
- 2003 - Direto do Campo de Extermínio
- 2006 - O Espetáculo do Circo dos Horrores
Álbuns ao vivo [editar]
Prêmios [editar]
| Ano | Prêmio | Categoria | Ref |
|---|---|---|---|
| 2003 | Prêmio Hutúz | Música do Ano | 8 |
| 2003 | Prêmio Hutúz | Álbum do Ano | 9 |
| 2006 | Prêmio Hutúz | Grupo ou Artista Solo | 10 |
| 2009 | Prêmio Hutúz | Melhores grupos ou artistas solo da década | 11 12 |
Referências
- ↑ a b Dicionário Cravo Albin de Música Popular Brasileira. www.dicionariompb.com.br. Página visitada em 2009-08-24.
- ↑ ISTOÉ Independente - Cultura. www.istoe.com.br. Página visitada em 7 de Abril de 2010.
- ↑ Brazil - BRAZZIL - The Censors Are Back - Brazilian Censorship - October 2000. www.brazil-brasil.com. Página visitada em 7 de Abril de 2010.
- ↑ Independentes: saiba como foram feitos os clipes. mtv.uol.com.br. Página visitada em 7 de Abril de 2010.
- ↑ Observatório da Censura. observatoriodacensura.blogspot.com. Página visitada em 2010-11-07.
- ↑ Rapper lança livro em Embu das Artes. 27 de outubro. Página visitada em 9 de janeiro de 2013.
- ↑ Nação Hip Hop: Entrevista com Eduardo - Facção Central. nacao-hiphop.blogspot.com. Página visitada em 7 de Abril de 2010.
- ↑ [http://www.rapnacional.com.br/noticias.asp?id=1553
-
- Rap Nacional ::]. www.rapnacional.com.br. Página visitada em 23 de Dezembro de 2009.
-
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- Rap Nacional ::]. www.rapnacional.com.br. Página visitada em 23 de Dezembro de 2009.
-
- ↑ .:. HUTÚZ 10 ANOS .:.. 74.125.47.132. Página visitada em 23 de Dezembro de 2009.
- ↑ Entrevista com Facção Central - Hutúz (2006) - Facção Central Blog. faccaocentral.gangstarap.com.br. Página visitada em 15 de Maio de 2011.