Giresun

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Este artigo ou se(c)ção cita uma ou mais fontes fiáveis e independentes, mas ela(s) não cobre(m) todo o texto (desde maio de 2013).
Por favor, melhore este artigo providenciando mais fontes fiáveis e independentes e inserindo-as em notas de rodapé ou no corpo do texto, conforme o livro de estilo.
Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoYahoo!Bing. Veja como referenciar e citar as fontes.
Turquia Giresun
Pharnacia, Choerades, Kerasus, Kerassounta
 
—  Distrito (ilçe)  —
Vista da parte oriental de Giresun
Vista da parte oriental de Giresun
Mapa dos distritos da província de Giresun
Mapa dos distritos da província de Giresun
Giresun está localizado em: Turquia
Giresun
Localização de Giresun na Turquia
40° 55' N 38° 23' E
Região Mar Negro
Província Giresun
Administração
 - Governador (kaymakam) Dursun Ali Şahın [1]
 - Prefeito (belediye başkanı) Kerım Aksu (2009, CHP)[2]
Área [3]
 - Distrito (ilçe) 295,7 km²
Altitude 0-100 m (-328 pés)
População (2012)[4]
 - Distrito (ilçe) 123 129
    • Densidade 416,4/km2 
 - Urbana 100 712
Código postal 28000
Prefixo telefónico 454
Sítio Governo distrital: www.giresun.gov.tr
Prefeitura: www.giresun.bel.tr
Postal de Kerassunde nos primeiros anos do século XX
Família de gregos pônticos de Kerasounta em 1910

Giresun é uma cidade e distrito (em turco: ilçe) do nordeste da Turquia. É capital da província homónima e faz parte da região do Mar Negro. O distrito tem 295,7 km² de área e em 2012 a sua população era de 123 129 habitantes (densidade: 416,4 hab./km²), dos quais 100 712 moravam na cidade.[4]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

A cidade foi conhecida por inúmeros nomes e grafias ao longo da história. Os gregos da Antiguidade chamaram-lhe Pharnacia (Farnácia) ou Pharnakeia (Farnáquia) ou Choerades, posteriormente surgiu a designação Kerasous (ou Kerasus; em latim: Cerasus), ou ainda Kerason, Kerassounta Kerassonte, Kerasunde, Cerasonte, Giraprinos ou Yero Prinos (γέρο πρίνος).

Keras significa "corno" em grego, com o sentido de península e ounta é um sufixo toponímico. Segundo o investigador Özhan Öztürk, o povoado do cabo Zéfiro, próximo da cidade, é mais antigo que esta e o seu nome Giraprinos ou Yero Prinos, que significa "carvalho velho", é uma tradução básica do nome nativo cólquio ou laz. O nome teria depois mudado para Kerasunt, por vezes escrito Kérasounde ou Kerassunde.

As palavras cereja em português, cerise em francês, cereza em espanhol, cerasa em napolitano têm origem no grego clássico (κερασός) (cerejeira), que é identificado com a cidade de Cerasus. Segundo Plínio, o Velho (23–79), as primeiras cerejas conhecidas em Roma foram levadas de Ceraso por Lúculo (118–57 a.C.).[carece de fontes?]

Apresentação[editar | editar código-fonte]

Situada à beira do mar Negro, numa zona de montanhas verdejantes, a região em volta é rica em termos agrícolas, produzindo grande parte das avelãs da Turquia. Outras produções importantes são nozes, cerejas, couro e madeira. Esses produtos são exportados pelo porto de Giresun desde há muito. O porto foi ampliado na década de 1960 e a cidade, apesar de não ser grande para os padrões do país, ainda é um centro portuário e de comércio para as regiões vizinhas. O centro da cidade é constituído basicamente por uma avenida que conduz ao porto e onde se concentra o comércio.

Como em toda a região do mar Negro, a chuva é abundante e a humidade é elevada ao longo de todo o ano. Também é frequente nevar no inverno, em média uma ou duas semanas por ano, entre dezembro e março, por vezes intensamente. As temperaturas extremas, altas ou baixas são raras. Em resultado do clima, de tipo oceânico (Cfb/Cfa na classificação de Köppen) , tanto a cidade como os campos em volta é coberta de vegetação luxuriante. Mal se sai da zona urbana entra-se na área de cultivo de avelãs. Um pouco mais longe há pastagens de montanha (yayla) de grande beleza pasisagística.

Como no resto da costa turca do mar Negro, a água do mar tende a ser fria durante todo o ano, oscilando entre os 8 e os 20 °C.

História[editar | editar código-fonte]

A história de Giresun remonta ao final do século VI a.C., quando colonos gregos de Sinope ali se estabeleceram. A cidade foi fundada pelo rei Farnaces I do Ponto ca. 180 a.C. após ter conquistado a região, transferindo para lá cidadãos originários de Kotyora (atual Ordu). O nome da cidade aparece pela primeira vez como Kerasus na obra Anábase de Xenofonte (430–354 a.C.) Os registos históricos revelam que a cidade foi dominada por Mileto, Persas, Romanos, Bizantinos e pelo Império de Trebizonda.

As partes mais antigas da cidade situam-se numa península dominada por uma fortaleza bizantina arruinada, que abriga um pequeno porto natural. Nas proximidades, a 4,2 km da costa, situa-se a ilha de Giresun, chamada Aretias, Ares, Areos Nesos, (Αρητιας νήσος ou Αρεώνησος) ou Puga na Antiguidade, a única ilha turca no mar Negro de dimensão apreciável.

Plínio, o Velho, chama esta ilha de Chalceritis (feita de bronze), e a identifica com a ilha de Ares, de onde saíam aves para atacar os estranhos com suas asas.[5]

A ilha de Ares, na lenda dos Argonautas, tinha um templo a Ares construído pelas rainhas amazonas Otrera e Antíope, no qual havia uma pedra negra sobre a qual as amazonas sacrificavam cavalos, antes de irem à guerra.[6] Esta ilha era habitada por aves semelhantes às que habitaram o lago Estínfalo.[7]

Atualmente ainda são praticados ritos de fertilidade na ilha, que embora agora se apresentem como uma prática popular, na realidade esta é a continuação de uma celebração com 4 000 anos de história.

Durante a Idade Média, Kerasunt pertenceu ao Império Bizantino e foi depois a segunda cidade do Império de Trebizonda. A partir de 1244, os Turcos seljúcidas Seljúcidas instalaram-se na região, que algumas vezes ali enfrentaram as hordas mongóis. No entanto, a cidade permaneceu no Império de Trebizonda. Em setembro de 1301, Aleixo II derrotou os Turcos "Koustoganes" em Kerasus, uma vitória de importância vital, pois se a cidade tivesse caído, os Turcos ganhariam acesso privilegiado ao mar e os dias do Império Trapezuntino estariam contados. Depois de 1301, Aleixo construiu uma fortaleza sobre o porto, cujas ruínas ainda hoje existem.

Entre 1398 e 1400 esteve brevemente sob o domínio do beilhique ou Emirado de Chalybia (Hacıemiroğlu). Finalmente, em 1461, toda a costa foi integrada no Império Otomano pelo sultão Maomé II, o Conquistador. No entanto, os Bizantinos mantiveram a ilha durante sete anos após a queda de Trebizonda, apesar da ameaça dos Otomanos.

Notas e referências[editar | editar código-fonte]

  • Este artigo foi inicialmente traduzido do artigo da Wikipédia em inglês, cujo título é «Giresun», especificamente desta versão.
  1. Giresun İlı (em turco). yerelnet.org.tr. YerelNET. Página visitada em 8 de maio de 2013.
  2. Giresun Beledıyesı (em turco). www.yerelnet.org.tr. YerelNET. Página visitada em 8 de maio de 2013.
  3. Districts of Turkey (em inglês). www.statoids.com. Administrative Divisions of Countries ("Statoids") (2 de fevereiro de 2008). Página visitada em 26 de maio de 2010. Cópia arquivada em 26 de maio de 2010.
  4. a b Base de dados do sistema de registo de população baseada em moradas (ABPRS) (em turco). www.tuik.gov.tr. Instituto de Estatística da Turquia (TURKSTAT). Página visitada em 8 de maio de 2013.
  5. Plínio, o Velho, História Natural, 6.32, citado em www.theoi.com [em linha]
  6. Apolónio de Rodes, Argonautica, Livro II, 306-407, 1168-1196 [em linha]
  7. Apolónio de Rodes, Argonautica, Livro II, 1030-1046

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Giresun
  • Giresun (em turco). kurumsal.kulturturizm.gov.tr. Portal institucional do Ministério da Cultura e Turismo. Página visitada em 8 de maio de 2013.