Interpretação alegórica da Bíblia

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Interpretação alegórica, é a abordagem que atribui uma interpretação mais-que-literal ao conteúdo de um texto (por exemplo, Bíblia). É partir do pressuposto que o autor quis dizer mais do que escreveu.

O método tem suas origens tanto no pensamento grego (que tentavam evitar a interpretação literal dos antigos mitos gregos) quanto na Literatura rabinica de Israel. O autor pré-cristão Fílon de Alexandria refere-se expressamente a sua utilização pelos seus antecessores e usa-se a descobrir indícios de diferentes doutrinas da filosofia nas histórias do Pentateuco. Os vestígios das interpretações alegoricas e tipológicas podem ser encontrados mais tarde no Novo Testamento, mas são desenvolvidos na epístola de Barnabé e especialmente em Orígenes. No famoso livro O Zahir, Paulo Coelho experimenta esse estilo de linguagem levando Seu “Zahir” a percorrer o mundo até as montanhas do Kazakistão. Mas mais que isso, o leva a percorrer caminhos desconhecidos, confrontando-o a natureza implacável do amor e o poder do destino. Nesta obra, o autor utiliza fartamente da interpretação alegórica.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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