Kenny Bräck

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Kenny Bräck
Kenny Brack 2004.jpg
Bräck em 2004, enquanto se recuperava do grave acidente sofrido no ano anterior.
Nome completo Kenny Bräck
Nacionalidade    Suécia Sueco
Data de nascimento 21 de Março de 1966 (48 anos)
Registros na IndyCar Series
Anos 1996-2003, 2005
Times 4 (Galles, Foyt, Team Rahal, Rahal-Letterman
Campeonatos 0(7º em 2003)
Pontos 1098
Primeira corrida Estados Unidos GP de Phoenix, 1996-97
Primeira vitória Estados Unidos GP de Charlotte, 1998
Última vitória Estados Unidos Indy 500, 1999
Última corrida Estados Unidos Indy 500, 2005
GPs Poles Pódios Vitórias
47 0 9 4
Registros na CART/Champ Car
Anos 2000–2002
Times 2 (Rahal e Chip Ganassi)
Campeonatos 0 (2º em 2001)
Pontos 445
Primeira corrida Estados Unidos GP de Miami, 2000
Primeira vitória Japão GP de Motegi, 2001
Última vitória México GP da Cidade do México, 2002
Última corrida México GP da Cidade do México, 2002
GPs Poles Pódios Vitórias
59 6 13 5
Outros campeonatos
1994–1995
1993
Fórmula 3000
Barber Saab Pro Series

Kenny Bräck (Arvika, Värmland, 21 de março de 1966) é um ex-automobilista sueco.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Após passagens pelas Fórmulas Ford e 3 (onde foi campeão da divisão júnior da F-3 sueca em 1986), Bräck competiria ainda na Fórmula Opel Lotus e na Renault Clio Cup antes de ser campeão da Barber Saab Pro Series em 1993.

Em 1994, competiu na Fórmula 3000, conquistando quatro vitórias e obtendo o vice-campeonato da categoria em 1996. Durante sua passagem na categoria de acesso à Fórmula 1, foi test-driver das equipes Williams e Benetton.

IRL: primeira passagem[editar | editar código-fonte]

Ainda em 1996, faria sua estreia na nascente IRL no GP de Phoenix, válido pela temporada 1996-97, na equipe Galles.

Contratado pela Foyt para a temporada de 1998, Bräck conquistaria uma trinca de vitórias (Charlotte, Pikes Peak e Atlanta) e um terceiro lugar no Texas, garantindo a ele o título da temporada. Permaneceria na Foyt em 1999, obtendo a vitória na Indy 500, sendo o primeiro sueco a vencer a famosa prova. Com mais três pódios (Atlanta, Dover e Las Vegas), não conseguiu bater o norte-americano Greg Ray, campeão com 37 pontos de vantagem para Bräck.

CART[editar | editar código-fonte]

Em 2000, Bräck foi contratado pela Rahal, no lugar do norte-americano Bryan Herta. Com quatro pódios e sem vitórias no ano, o sueco conquistou o prêmio de rookie do ano (na classificação, terminou em quarto lugar).

Manteve-se na Rahal em 2001, onde obteve suas primeiras vitórias (Motegi, Milwaukee, Chicago e Lausitz), todas em circuitos ovais. Somando os dois segundos lugares nos GPs de Nazareth e Rockingham, alcançou o vice-campeonato, ficando atrás do brasileiro Gil de Ferran.

Bräck deixou a Rahal em 2002, sendo contratado pela Chip Ganassi, onde, apesar do quarto lugar (três pódios, uma vitória no México), a temporada não foi como esperada para Bräck, que sairia do time no mesmo ano.

Volta à IRL, acidente no Texas, aposentadoria e presença nos X-Games[editar | editar código-fonte]

Chateado por sua temporada aquém do esperado na Ganassi, Bräck retornou à Rahal, desta vez na IRL. Terminaria a temporada com apenas um pódio, em Motegi.

No segundo GP do Texas (último da temporada de 2003), Bräck sofreria um gravíssimo acidente nas últimas voltas da prova. Quando estava lado a lado com Tomas Scheckter, da Ganassi, o Dallara-Honda do sueco enroscou-se contra o carro do sul-africano, que perde o controle. O carro de Bräck levantou vôo e acertou violentamente as telas de proteção, voltando totalmente destruído para a pista.

Os fiscais de pista, desesperados, vêem o cockpit do carro do sueco, que estava desmaiado. Levado ao Parkland Memorial Hospital, faz uma série de exames e o resultado do diagnóstico foi: uma concussão, ferimentos no rosto, fraturas nos dois tornozelos, no fêmur direito, no úmero direito e na terceira vértebra cervical. Em seu primeiro mês no hospital, um coágulo quase letal formou-se em seu pulmão, e o piloto teve que ser operado às pressas. Desde então, foram 19 meses de recuperação, com algumas pequenas cirurgias de reparação, e sua vaga na Rahal (agora, Rahal-Letterman) foi ocupada por Buddy Rice. A força gravitacional do acidente impressionou: foram 214 G's, recorde mundial (superando a marca do piloto de Fórmula 1 inglês David Purley, de 178 G's).

Recuperado, Bräck ensaiava a volta às pistas, e o regresso deu-se nas 500 Milhas de Indianápolis de 2005, aos 39 anos - ironicamente, substituindo Buddy Rice. Apesar de ter obtido a maior média nos treinos oficiais (227.598 milhas, ou 366.283 km/h), ele não completou a prova, em decorrência de problemas mecânicos em seu carro.

A pedido de sua esposa, Bräck deixou as pistas e tornou-se músico, apresentando-se em alguns eventos com sua banda, batizada com o seu sobrenome. Entretanto, em 2009, voltava à ativa nos X-Games XV. Pilotando um Ford Fiesta Olsberg preparado pela Andreas Ericsson Motorsport, ignorou o favoritismo de Travis Pastrana, que sofreu um acidente e deixou o caminho livre para o triunfo do sueco, que nas fases anteriores suplantou Tanner Foust e Dave Mirra.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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