Portas da cidade

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Portas da Cidade de Ponta Delgada, Açores, Portugal.
Porta Nova de Braga, Portugal.
Darwaza D'Ishtar da Babilónia (atualmente no Museu Pergamon, em Berlim).
Portas do Cerco de Macau.
Holstentor de Lübeck, Alemanha.

As portas da cidade ou portas da vila faziam parte das muralhas de uma cidade ou vila fortificada. Até à época moderna, consituiam os únicos pontos de entrada dentro das muralhas da povoação.

As portas da cidade estavam, frequentemente, munidas de dispositivos de defesa, como torres flanqueantes, pontes levadiças e grades de ferro ou madeira.

Durante o século XVIII, começaram a ser erigidas portas da cidade sem funções militares. Estas portas podiam ter a função de posto de controlo aduaneiro ou podiam ser, meramente, cerimoniais.

Atualmente, as antigas portas de diversas cidades e vilas tornaram-se nos seus ex-libris turísticos.

História[editar | editar código-fonte]

As portas das povoações fortificadas faziam parte da sua cintura amuralhada urbana. Ao longo dos tempos, as suas formas foram variando, mas mantiveram o objetivo de permitir uma vigilância e um controlo do fluxo de entrada e saída da zona fortificada.

No Oriente, as portas das cidades tiveram sempre um papel importante. Permitia o acesso às fortificações, à sombra das quais se realizavam as trocas comerciais e se abrigavam as caravanas.

Na Babilónia e na Assíria, no primeiro milénio antes de Cristo, as portas das cidades apresentavam-se sob a forma de um bastião que se projetava da muralha. No bastião era aberta uma porta que dava acesso a um pátio interior. Este último era, por vezes, precedido e seguido por pátios mais pequenos, todos eles apresentando-se como estrangulamentos no acesso à cidade. Esta disposição permitia aos defesensores, agrupados nas muralhas, lançar diversos projéteis sobre os possíveis assaltantes bloqueados nos pátios. As diversas passagens de ligação entre os pátios eram, frequentemente, ornadas de imagens em relevo de génios protetores.

Na Grécia Antiga, os edifícios sagrados eram erigidos sobre colinas fortificadas, às quais se acedia por uma porta monumental. Micenas, Tirinto e Atenas têm exemplos desse tipo de portas.

Os campos fortificados romanos (castros) dispunham de quatro portas abertas nos extremos das duas vias principais, cada qual voltada para um dos quatro pontos cardeais. Essas portas eram a a Porta Praetoria (norte), a Porta Principalis Dextra (este), a Porta Principalis Sinistra (oeste) e a Porta Decumana (sul). As portas das cidades romanas eram, normalmente, flanqueadas por duas torres de defesa. Para os Romanos, as portas da cidade assumiram uma elevada importância simbólica e mágica, levando-os a construir arcos do triunfo com o mesmo simbolismo das portas mas, puramente cerimoniais.

As cidades e vilas fortificadas medievais dispunham de portas munidas de uma série de dispositivos defensivos, como as ameias, os mata-cães e as seteiras. Muitas delas, estavam protegidas por um fosso sobre o qual se passava por uma ponte levadiça, que era levantada em caso de ataque. Ao lado das portas principais, muitas vezes, existiam postigos que consistiam em portas estreitas para entrada de pessoas e animais, de modo a evitar que as portas principais estivessem sempre abertas.

Com o desenvolvimento das fortificações abaluartadas, devido ao aperfeiçoamento da artilharia, as portas passaram a ser colocadas no centro da cortina, muitas vezes protegidas por um revelim e uma tenalha.

Exemplos de portas de cidade[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Portas da cidade

Ver também[editar | editar código-fonte]