Protoestrator

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Protoestrator (em grego: πρωτοστράτωρ; transl.: protostrator) foi um oficial da corte bizantina, originalmente tido como o mestre dos estábulos imperiais, que nos últimos séculos do império evoluiu para um dos altos ofício militares. A forma feminina do título, dado às esposas dos protoestratores, foi protoestratorissa (em grego: πρωτοστρατόρισσα; transl.: protostratorissa). O título é também atestado no reino medieval da Geórgia onde foi ostentado pelo duque (eristavi) da Svanétia, Iovane Vardanisdze, sob o rei Davi IV.[1]

O título significa "primeiro estrator", refletindo a natureza inicial do ofício como chefe dos estratores (cavalariços) imperiais, que formavam uma schola sob o conde do estábulo. Embora a existência dos estratores é atestada desde a antiguidade, a primeira menção direta ao protoestrator data de 765.[2] Durante o período bizantino intermediário (meados do século XI), o seu lugar na hierarquia não era alto, mas sua proximidade com o imperador fez facilitar sua rápida ascensão, como exemplificado pelos imperadores Miguel II, o Amoriano e Basílio I, o Macedônio.[3] O protoestrator teve um lugar de destaque em cerimônias imperiais, andando ao lago do imperador bizantino em procissões, ou mesmo apresentando enviados estrangeiros em suas audiências imperiais.[4] Nos séculos IX e XI, os seus subordinados incluíam os estratores, armophylakes ("guarda dos armamentos" ou possivelmente "das carroças") e três stablokomētes ("condes do estábulo").[5] [6]

Ao final do período Comneno, no entanto, o posto havia aumentado consideravelmente de importância: no exército comneno, o titular do ofício foi o segundo em comando do exército após o grande doméstico, e foi igualado por Nicetas Coniates ao marechal ocidental.[3] O ofício continuou a existir durante o período Paleólogo até a queda de Constantinopla, em 1453. Ele permaneceu uma das maiores dignidades do Estado, embora a partir do final do século XIII em diante, várias pessoas poderiam obtê-lo.[7]

Protoestratores notáveis[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Suny 1994, p. 35
  2. Bury 1911, p. 117
  3. a b Kazhdan 1991, p. 1748
  4. Bury 1911, p. 117-118
  5. Bury 1911, p. 118
  6. Kazhdan 1991, p. 1749
  7. Kazhdan 1991, p. 1748-1749

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Kazhdan, Alexander Petrovich. The Oxford Dictionary of Byzantium. Nova Iorque e Oxford: Oxford University Press, 1991. ISBN 0-19-504652-8
  • Bury, John B.. The Imperial Administrative System of the Ninth Century: With a Revised Text of the Kletorologion of Philotheos. Londres: Oxford University Press, 1911.
  • Suny, Ronald Grigor. The Making of the Georgian Nation. Londres: Indiana University Press, 1994. ISBN 0253209153