Lista de tendências do Partido Socialismo e Liberdade

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Partido Socialismo e Liberdade
Psol ziraldo.png
Número eleitoral 50
Presidente Ivan Valente
Fundação 2004
Sede São Paulo
Ideologia Socialismo científico, marxismo, gramscianismo
Cores Vermelho e amarelo             
Página oficial
Página oficial do PSOL

Aqui são listadas as tendências do Partido Socialismo e Liberdade do Brasil.

Índice

Ação Popular Socialista[editar | editar código-fonte]

A Ação Popular Socialista (APS) é uma tendência interna do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e ex-tendência do Partido dos Trabalhadores (PT).[1][2]

Precedentes (1960-2004)[editar | editar código-fonte]

As esquerdas nos anos 1960[editar | editar código-fonte]

As origens da Ação Popular Socialista (APS) remetem às principais organizações de esquerda dos anos 1960: Organização Revolucionária Marxista Política Operária (ORM-Polop), a Ação Popular (AP) e o Partido Comunista Brasileiro (PCB). A Polop foi fundada em 1961 e resultou de uma fusão, entre outros segmentos, de marxistas independentes e setores radicais da juventude trabalhista. A AP, por sua vez, surge como organização independente em 1962 com o desligamento da Ação Católica, um braço da Igreja atuante nos movimentos sociais fundado nos anos 1950. Por último, o PCB, surgido em 1922 e resultante da fusão de setores comunistas e anarquistas, sofreu ao longo dos anos 1960 uma série de divisões, dentre as quais a do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), em 1962. Do PCdoB, em 1966, surge o Partido Comunista do Brasil - Ala Vermelha (PCdoB-AV), terceira das organizações cuja fusão constitui as bases da APS.

A resistência à ditadura pela luta armada (1964-1970)[editar | editar código-fonte]

Ao longo dos anos 1960, o conjunto das esquerdas no Brasil, com exceção principalmente do PCB, tendeu a um processo de radicalização na luta contra a ditadura civil-militar instalada no país com o golpe de março de 1964. Com a implantação do Ato Institucional no. 5 (1968), que restringiu ainda mais as liberdades democráticas e apertou o cerco repressivo contra as organizações de esquerda, intensificou-se a opção, nestas organizações, pela luta armada contra o regime. Neste processo, a Polop, atuante principalmente no meio urbano, sofreu inúmeras dissidências que acabaram praticamente dizimadas em função do assassinato e prisão de seus militantes. Tanto a AP quanto PCdoB-AV, por sua vez, procuraram implantar-se preferencialmente no meio rural, orientadas por ideologias de inspiração maoísta. Ambas, como a Polop, sofreram baixas significativas com o assassinato e a prisão de dirigentes. Apesar da determinação e da dedicação militante das organizações clandestinas, a experiência da luta armada resultou no extermínio ou exílio de amplos setores da militância de esquerda e o afastamento da parcela remanescente das lutas reivindicatórias concretas nas fábricas, escolas e bairros.

Retorno aos movimentos de massa (1970-1980)[editar | editar código-fonte]

Diversas organizações de esquerda, durante os anos 1970, num processo de abandono das ações armadas, traçaram diretrizes para implantarem-se novamente no âmbito dos movimentos reivindicatórios de massa. Nesse contexto ocorre, em 1970, uma tentativa de reconstruir a Polop, que resulta na formação da Organização de Combate Marxista Leninista Política Operária (OCML-PO), da qual surge, entre 1970 e 1971, a Fração Bolchevique (FB). O crescimento da FB resulta, em 1976, na sua conversão no Movimento pela Emancipação do Proletariado (MEP) – uma das mais expressivas organizações da esquerda clandestina no período de fundação do PT. Paralelamente, ocorreu uma divisão da AP: em 1971, parte da organização funde-se ao PCdoB, enquanto a outra, convertida em Ação Popular Marxista-Leninista (APML), segue procurando reconstruir-se e firmar-se no movimento de massas. O mesmo ocorre com PCdoB-AV que, nessa época, encabeça a publicação de jornais alternativos que consolidaram-se como reconhecidos porta-vozes dos movimentos sociais, como o ABCD Jornal, por exemplo, dedicado à cobertura dos movimentos grevistas protagonizados pelos metalúrgicos da região do ABCD paulista.

Na clandestinidade, a opção pelo PT (1980-1987)[editar | editar código-fonte]

A opção da esquerda clandestina pelo retorno aos movimentos de massa contribuiu para a ampliação das lutas populares em fins dos anos 1970. Somado ao apoio da Igreja progressista a movimentos comunitários em bairros periféricos e à emergência do chamado sindicalismo combativo em regiões como São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, esse processo despertou as energias políticas que resultaram na formação do PT em 1980. MEP e PCdoB-AV decidiram pelo ingresso no PT. APML dividiu-se, tendo parte da organização se decidido pelo ingresso no PT e outra pela filiação a outros partidos, como o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Na APML, entretanto, o processo foi menos organizado que nos demais partidos clandestinos: a organização acabou diluindo-se no PT, o que resultou na formação da Organização Comunista Democracia Proletária (OCDP), considerada fração organizada da APML e concentrada na região nordeste. Desde o início, como ocorreu com APML, as organizações de esquerda sofreram enormes pressões pela diluição no interior do PT, o que resulta na quase extinção de PCdoB-AV entre 1980 e 1981 e na ocorrência de dissidência no MEP em 1982. Procurando imprimir um perfil revolucionário ao PT e resistir às pressões pela diluição política, as três organizações decidem ampliar seu trabalho conjunto, o que resulta, em 1985, na fundação do Movimento Comunista Revolucionário (MCR).

PT, partido estratégico na revolução brasileira (1987-1998)[editar | editar código-fonte]

Em pouco tempo, o MCR avançou em suas posições: da constituição de uma organização clandestina interna ao PT para a disputa de sua orientação, o MCR, a partir de uma leitura positiva das resoluções do 5o Encontro Nacional do PT (1987) sobre o programa democrático-popular (em parte coincidentes com as suas próprias formulações), decide avançar no processo de constituir-se como tendência interna do PT. Esse processo culmina, em 1989, na formação da Força Socialista (FS), que reivindica a revolução brasileira como balizada pela combinação de ações por dentro e por fora do Estado, cujo avanço se daria pela conquista de vitórias parciais que potencializassem a luta popular no rumo da revolução, encabeçada por um partido socialista, democrático e de massas – o PT. Entre fins doa anos 1980 e início dos anos 2000, a FS ampliou significativamente suas bases sociais. Consolidou-se em diferentes Estados como Santa Catarina, Rio Grande Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Pará e Amapá. Esse processo correspondeu a um crescimento junto aos movimentos sociais e também de sua representação no âmbito do Estado: entre final dos anos 1990 e início dos anos 2000, a FS havia conquistado 4 mandatos de deputados estaduais (SC, ES, PA, AP), e 3 de deputados federais (SP, BA, DF), além de um mandato de prefeito reeleito (Belém, 1997-2004) e uma vice-prefeitura com chances reais de vitória na eleição seguinte (Florianópolis, 1997-2000).

Fração pública do PT: uma resposta à moderação política (1998-2003)[editar | editar código-fonte]

Apesar da identificação clara, por parte da FS, da centralidade estratégica do PT na revolução brasileira, desde meados de 1998 a tendência ressaltava também o reforço, ao longo dos anos 1990, de elementos conservadores internamente ao partido. A opção preferencial pela disputa eleitoral em detrimento do fortalecimento dos movimentos sociais ou a tendência de rebaixamento ideológico e ampliação do arco de alianças como estratégia de ampliação de suas bases constituem alguns desses elementos conservadores. Frente a essa situação, em 1998, a FS aprova uma resolução que redesenha sua estratégia de disputa do PT: antes restrita aos fóruns do partido, deveria agora ser travada abertamente na sociedade, no âmbito dos movimentos de massa e através dos mandatos executivos e legislativos da tendência. Essa opção se aprofunda com os rumos assumidos pelo PT no período imediatamente posterior ao de eleição de Lula à presidência da República em 2002, que acelerou a deterioração dos espaços de disputa interna no partido, acomodado numa postura reativa frente às concessões conservadoras aprofundadas pelo governo Lula desde então.

Formação da APS e adesão ao PSOL (2004-2005)[editar | editar código-fonte]

Nesse contexto é que surge a APS. Resulta, em 2004, de uma fusão da FS com coletivos regionais do PT, cujo objetivo seria a preparação da ruptura com o partido – processo que se consolida em 2005 com a crise política e que culmina na saída da APS do PT e seu ingresso no Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), por meio de filiação democrática. Em 2006, a Ação Popular Socialista ingressa definitivamente no novo partido.

Atuação no PSOL[editar | editar código-fonte]

Em pouco tempo, a Ação Popular Socialista assume a direção do PSOL. Nas eleições de 2010, a APS elege um deputado federal: Ivan Valente (SP); dois senadores, Marinor Brito (PA) e Randolfe Rodrigues (AP); e um deputado estadual: Edmilson Rodrigues (PA). Em 2012, a corrente ampliou suas bancadas municipais elegendo vereadores em capitais como Macapá, Belém, Florianópolis, São Paulo e Salvador, além de eleger Clécio Luís em Macapá, o primeiro prefeito de uma capital pelo PSOL.

Internamente no partido, a APS disputou com o setor mais a esquerda, liderado pelo Movimento Esquerda Socialista (MES), da ex-deputada federal Luciana Genro. Em 2009, a corrente estava alinhada com o Coletivo Socialismo e Liberdade e o Enlace. Porém, no último congresso do partido, em 2011 o CSOL e o Enlace se afastaram da APS, que formou chapa para disputar a direção do partido com a TLS e com o MUS, formando mais de dois terços dos delegados do congresso.

No Senado Federal houve a posse do Senador José Nery, pelo Estado do Pará. Suplente da Senadora Ana Júlia Carepa, que foi eleita e tomou posse como governadora do Pará: José Nery e setores de seu partido prestam apoio à candidatura de Carepa no segundo turno. Assume a vaga no Senado Federal em 3 de janeiro de 2007, para cumprir o restante do mandato.

José Nery foi considerado um dos mais atuantes do Congresso Nacional. Concorreu a uma vaga de deputado estadual na Assembleia Legislativa do Pará, porém não logrou êxito. A Senadora Marinor Brito, mandato posterior ao de José Nery, que graças à Lei da Ficha Limpa, assumiu o mandato de Senadora da República pelo PSOL, durante o período no qual Jader Barbalho esteve impedido. Integrante e militante da APS, Marinor Brito atua, de forma brilhante, durante onze meses no Senado. José Nery e Marinor Brito são integrantes históricos da APS.

Em 2013, a APS compõe o campo da Unidade Socialista, novamente com o dissidentes do antigo MTL, do coletivo Somos PSOL (Pernambuco) e com MUS, então batizado de tendência "Fortalecer o PSOL".

Divisão da APS (2012-2013)[editar | editar código-fonte]

Após diversas polêmicas envolvendo as campanhas da Ação Popular Socialista na cidade Belém e Macapá, além de divergências quanto ao caráter e papel de uma corrente comunista no atual estágio da luta de classes, o projeto político da APS passou a ser contestado dentro e fora da corrente, chegando ao ponto da corrente ser divida em três.

Duas delas ainda se reivindicam com o nome APS, sendo uma delas (APS-Dissidência), que abriu mão do legado da APS, sendo defensora das coligações com o petismo em Belém e com a direita em Macapá. É liderada pelos deputados federais Ivan Valente e Edmilson Rodrigues, e pelo presidente nacional do partido, Luiz Araújo. Agrega a minoria dos militantes; A outra delas (APS), reunia a maioria da militância orgânica da corrente e tem maior relevância nos movimentos sociais, porém com pouca presença institucional. É liderada por Zilmar Alverita; pelos vereadores Hilton Coelho e Fernando Carneiro; pelo cientista político Jorge Almeida; e pela ex-Deputada capixaba, Brice Bragato. A outra tendência formada é o Coletivo Rosa Zumbi, que internamente está alinhada com a Unidade Socialista, campo que dirige o PSOL, estando próximo da APS com maior inserção institucional.

Coletivo Primeiro de Maio[editar | editar código-fonte]

Coletivo Primeiro de Maio
Tipo Organização política de esquerda com atuação no movimento sindical, no movimento estudantil e nas eleições políticas
Filiação Partido Socialismo e Liberdade (PSOL)
Sítio oficial Página oficial 1º de Maio

O Coletivo Primeiro de Maio é uma organização política brasileira de esquerda, que atua no Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), como uma corrente interna deste.[3] A organização surgiu no próprio PSOL e anteriormente era chamada de Coletivo Socialista Rosa do Povo, em alusão ao livro do poeta Carlos Drummond de Andrade. O atual nome faz referência ao Dia do Trabalhador. Além de reivindicar as obras de autores clássicos do marxismo mundial, o 1º de Maio também busca nas obras dos brasileiros Florestan Fernandes e Caio Prado Júnior referências teóricas.[4] Segundo a corrente, partidos amplos como o PSOL (Brasil), Syriza (Grécia), Izquierda Unida (Espanha), Bloco de Esquerda (Portugal) aparecem como caminho para unidade da esquerda radical na disputa com a Social democracia, o stalinismo e a direita política.[5] A corrente também considera o PSOL um partido para a revolução brasileira.[5]

A corrente existe majoritariamente no estado de São Paulo, principalmente em Sorocaba, Limeira, Santos, São Paulo, Votorantim, Sumaré e Campinas.[5] Tem atuação no DCE e no sindicato dos funcionários da UNICAMP e também forte atuação na área da saúde. Um dos dirigentes mais notáveis da corrente é o deputado estadual por Sorocaba Raul Marcelo. No movimento sindical, a organização atualmente não está filiada a uma central sindical; apenas atua na corrente Vamos à Luta (não confundir com o coletivo estudantil de mesmo nome, também ligado ao PSOL). No movimento estudantil, organizam-se no coletivo Enfrente! Juventude em Movimento!, além disso, há três coletivos auto-organizados ligados ao 1º de Maio, sendo o LGBT Cores, o Feminista Rosa Lilás e o de Negros e Negras Raízes da Liberdade.

O Primeiro de Maio atualmente compõe o Bloco de Esquerda - BE, agrupamento que reúne as correntes contrárias a atual direção nacional do PSOL (grupo conhecido como Unidade Socialista - US).[6] Durante o IV Congresso do partido, a corrente apoiou, junto com outras forças politicas do BE, o nome de Luciana Genro (do MES) como pré-candidata à presidência da república, em contraposição ao nome do senador Randolfe Rodrigues da US.[6] Após a vitória da Unidade Socialista, o 1º de Maio, assim como o MES, passa a aceitar o nome de Randolfe (que meses depois desistiu da pré-candidatura).

Coletivo Socialismo e Liberdade[editar | editar código-fonte]

Coletivo Socialismo e Liberdade
Fundação outubro de 2012
Dissolução julho de 2013
Ideologia Socialismo,
Marxismo
Espectro político Esquerda
Publicação Debate Socialista
Ala jovem Barricadas Abrem Caminhos (até 2012)
Rompendo Amarras (desde 2012)
Antecessor PSTU
Sucessor Insurgência-PSOL
Fusão Enlace e CLV

Partido Socialismo e Liberdade
Política do Brasil
Partidos políticos

Coletivo Socialismo e Liberdade (CSOL) era uma organização política brasileira de esquerda que atuava como tendência interna do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). O grupo surgiu em 2003 a partir de uma cisão no Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) e que aderiu à fundação do PSOL em 2004.[7][8] Em 2012 um setor dos militantes do CSOL rompeu com a organização e passou a construir o Coletivo Resistência Socialista (CRS) dentro do PSOL. Em 2013 os membros remanescentes do CSOL se fundem com as tendências psolistas Enlace e CLV, formando a Insurgência.[9]

História e ideologia[editar | editar código-fonte]

Após a eleição do Governo Lula em 2002, considerado pelos socialistas um Governo de Frente Popular (ou seja, um governo composto por partidos de origem operária e partidos burgueses, que governa para a burguesia mas faz concessões à classe trabalhadora), houve uma reorganização política da esquerda radical no Brasil.[10] O PSTU, cujo regime é o de centralismo democrático, vivenciava seu 4º Congresso Nacional, único momento em que é permitida a existência de tendências e frações internas.[8] Uma dessas tendências chamava-se Socialismo e Liberdade (SOL), formada por setenta militantes, sendo que sete deles eram do Comitê Central do PSTU.[7] Após o Congresso, o SOL rompe com o PSTU e passa a ser CSOL, um dos grupos fundadores do PSOL. Conforme seu documento fundacional, a intenção dessa ação foi a de participar de um movimento amplo e unitário da esquerda, para disputar a consciência das massas.[10]

No partido, o CSOL construía, com intelectuais como Plínio de Arruda Sampaio e com grupos menores como o Coletivo Socialista Rosa do Povo (atual Coletivo 1º de Maio), o Campo Debate Socialista.[7][11] Esse campo sempre criticava o Programa Democrático Popular (PDP), defendido pelas correntes mais moderadas, pois analisava que ele foi responsável pela "degeneração do PT como partido de esquerda".[7] Na disputa interna, o CSOL unia-se ora com correntes mais à sua esquerda como as do Bloco de Resistência Socialista (BRS) e a Corrente Socialista dos Trabalhadores (CST) — como no 1º Congresso em 2007 — ora com correntes mais à sua direita como o Enlace e a Ação Popular Socialista (APS) — como no 2º Congresso em 2009, quando essa unidade ganhou a direção nacional do partido.[7][12] Na conferência eleitoral de 2010, essa unidade composta pelo CSOL defendeu a vitoriosa pré-candidatura à presidência da república de Plínio de Arruda Sampaio, contra o mais moderado Martiniano Cavalcante (MTL-MES) e o mais radical Babá (CST).[13]

No movimento sindical o CSOL compunha a Intersindical e no movimento estudantil o coletivo Barricadas Abrem Caminhos, na época um dos grupos que construíam a Oposição de Esquerda na União Nacional dos Estudantes (UNE).[11]

Em 2012, o CSOL passou a integrar o Secretariado Unificado da Quarta Internacional (SU), como seção observadora brasileira, junto com o MES.[14] Nessa época o Campo Debate Socialista passou por uma crise interna que afetou o CSOL também, provocando a divisão da corrente.[15] A maioria do CSOL era favorável a continuar na central sindical Intersindical e seguir a aproximação política ao Enlace (seção oficial do SU-QI), enquanto a minoria, que passou a ser CRS, entrou na central sindical CSP-Conlutas. Mais tarde o CSOL acaba fundindo-se com Enlace, formando a Insurgência (como seção oficial do SU), enquanto o CRS e o MES seguiram como seções observadoras.[7]

Coletivo Resistência Socialista[editar | editar código-fonte]

Coletivo Resistência Socialista
Fundação 2012 (5 anos)
Ideologia Socialismo,
Marxismo
Espectro político Esquerda
Ala jovem Alicerce Juventude
Antecessor CSOL
Ala Sindical Alicerce Sindical

Partido Socialismo e Liberdade
Política do Brasil
Partidos políticos

O Coletivo Resistência Socialista (CRS) é uma organização política brasileira de esquerda que atua como tendência interna do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).[16][17][18] O grupo surgiu a partir de uma dissidência de 2012 do extinto Coletivo Socialismo e Liberdade (CSOL), outra tendência do PSOL.[19]

Dentro do PSOL, o CRS escreveu contribuições para o 4º e 5º Congressos (2013 e 2015) e é uma das correntes radicais pequenas que compõe o chamado Bloco de Esquerda, ala do partido que se opõe a atual direção nacional formada pelo bloco Unidade Socialista (US) e às suas práticas.[19] Entre os membros mais notáveis do CRS está a professora Sônia Meire, candidata em 2014 a governadora de Sergipe pelo PSOL e pela Frente de Esquerda, que conseguiu 4,16% dos votos.[20]

No movimento sindical, o CRS através da coletivo Alicerce Sindical, grupo que compõe a central sindical CSP-Conlutas[16] e dentro dela costuma unir-se com as outras correntes do PSOL na defesa de teses congressuais.[21] No movimento estudantil, o CRS impulsiona o coletivo Alicerce Juventude,[16] que também reúne militantes do extinto coletivo Jornal Germinal e que não compõe formalmente nem a União Nacional dos Estudantes (UNE) nem a Assembleia Nacional dos Estudantes Livre (ANEL), apesar de comparecer aos congressos de ambas entidades como observador.

Corrente Socialista dos Trabalhadores[editar | editar código-fonte]

Corrente Socialista dos Trabalhadores
Fundação 1992 (25 anos)
Sede Rio de Janeiro
Ideologia Socialismo,
Marxismo,
Trotskismo,
Morenismo,
Internacionalismo
Espectro político Esquerda radical
Ala jovem Vamos à Luta
Afiliação internacional Unidade Internacional dos Trabalhadores - Quarta Internacional (UIT-QI)
Ala Sindical Combate - Classista e pela base
Página oficial
www.cstpsol.com

Partido Socialismo e Liberdade
Política do Brasil
Partidos políticos

A Corrente Socialista dos Trabalhadores (CST) é uma organização marxista revolucionária brasileira cuja ideologia fundamenta-se no legado teórico do ucraniano León Trotsky e do argentino Nahuel Moreno.[22] Atualmente, a CST organiza-se como corrente interna do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), tendo participado desde o início desse partido, atuando, com outras correntes, na ala mais à esquerda da sigla.[23][24][25] Tendo como estratégia a revolução socialista, a CST diz propor-se a cooperar na construção de uma organização revolucionária, tentando fortalecer a unidade entre as organizações de esquerda combativa. A CST é a seção no Brasil da Unidade Internacional dos Trabalhadores - Quarta Internacional (UIT-QI)[26] e seus principais representantes são o paraense João Batista Oliveira de Araújo "Babá" (ex-deputado federal pelo Pará e vereador no Rio de Janeiro a partir de fevereiro de 2015),[27] o sindicalista e também paraense Pedro Rosa (candidato a senador no Rio de Janeiro em 2014, com 137.652 votos) e a argentina Silvia Santos (membro da Executiva Nacional do PSOL).

A Corrente Socialista dos Trabalhadores surge por volta do ano de 1992 de uma cisão da Convergência Socialista (CS), antiga corrente do Partido dos Trabalhadores (PT), quando essa fora expulsa da sigla. Enquanto a maioria da Convergência Socialista, organização que era filiada internacionalmente à LIT-QI, decidia construir um novo partido, a cisão que deu origem a CST tinha uma outra análise da conjuntura. A CST, então, rompe nacionalmente com a CS e internacionalmente com a LIT-QI, retornando para o PT, onde atuou por mais 11 anos, enquanto que a CS acaba por fundar o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU). Mais tarde, a CST filia-se à UIT-QI, organização internacional que contém partidos que também romperam com a LIT-QI.[28]

Um pouco antes da eleição presidencial de Luis Inácio Lula da Silva, a CST já considerava o rompimento com o PT, por discordar dos rumos tomados pelo partido. A ideia se concretizou após a expulsão do então deputado Babá, dirigente da CST, por esse não concordar com a Reforma da Previdência imposta pelo PT. A partir de então, junto com outras organizações da esquerda radical oriundas do PT, como o Movimento Esquerda Socialista (MES), e com outras cisões mais recentes do PSTU, como o Coletivo Socialismo e Liberdade (CSOL), a CST impulsionou a criação do PSOL, que obteve registro em 2005.[28]

A CST publica o periódico mensal Combate Socialista.[29] A organização atua no movimento sindical através da corrente "Combate - Classista e pela base" e no movimento estudantil através do "Coletivo Vamos à Luta".

Enlace[editar | editar código-fonte]

O Enlace é um reagrupamento de socialistas oriundos de diferentes coletivos militantes Tendência Liberdade e Revolução do Partido Socialismo e Liberdade - PSOL, e Movimento de Unidade Socialista e dissidências da Democracia Socialista, da Articulação de Esquerda e do Fórum Socialista do PT.

História[editar | editar código-fonte]

Fundado em 2002 na convergência de grupamentos que haviam rompido com o PT, quando da expulsão da Senadora Heloisa Helena, e de outros que optam pela construção do Partido Socialismo e Liberadade PSOL a partir das opções políticas do Partido dos Trabalhadores durante o primeiro mandato do Governo Lula.

Participam da corrente, militantes identificados com a Quarta Internacional.

Prioridades políticas[editar | editar código-fonte]

  • A atualização do pensamento marxista no estados unidos
  • A defesa da democracia interna no PSOL
  • A prioridade nas lutas sociais, e não apenas na intervenção eleitoral
  • A construção de unidades amplas contra as contrarreformas e o neoliberalismo
  • A superação da dispersão na esquerda brasileira e mundial
  • A defesa de que a sociedade atual passa por uma crise civilizatória e que a saída é o Ecossocialismo

Esquerda Marxista[editar | editar código-fonte]

Esquerda Marxista
Fundação 2006 (11 anos)
Sede São Paulo
Ideologia Socialismo,
Marxismo,
Trotskismo,
Internacionalismo
Espectro político Extrema-esquerda
Ala jovem Liberdade e Luta
Afiliação internacional Corrente Marxista Internacional
Ala Sindical Corrente Sindical da Esquerda Marxista
Cores Vermelho, Amarelo e Branco
Página oficial
[1]

Partido Socialismo e Liberdade
Política do Brasil
Partidos políticos

Esquerda Marxista é uma organização trotskista, seção brasileira da CMI (Corrente Marxista Internacional), que combate pela construção de uma Internacional revolucionária marxista de massas, pela reconstrução da 4ª Internacional sobre a base do seu programa de fundação, o Programa de Transição, como uma tendência do movimento operário internacional.[30]

Atualmente compõe a Frente Povo Sem Medo, junto com movimentos e organizações como o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), as Brigadas Populares (BPs), o Movimento de Luta nos Bairros, o Vilas e Favelas (MLB), o Polo Comunista Luiz Carlos Prestes e entidades ligadas ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), além de outras inúmeras entidades.[31]

Origem[editar | editar código-fonte]

A Esquerda Marxista tem origem em uma cisão da corrente O Trabalho, do PT. Sua estratégia política é orientada pelo Programa de Transição de Trotski. Edita o jornal Foice&Martelo. Desde que surgiu, participou com chapa e candidatura própria no PED nacional.

Saída do PT[editar | editar código-fonte]

Em abril de 2015, deixou de ser uma corrente interna do Partido dos Trabalhadores (PT). Na Conferência Nacional Chico Lessa (20 e 21 de abril) a Esquerda Marxista aprovou por unanimidade dos delegados presentes a saída do Partido dos Trabalhadores (PT), dando um novo passo na luta pela construção do partido revolucionário dos trabalhadores.[32]

Movimento das Fábricas Ocupadas[editar | editar código-fonte]

Junto aos trabalhadores, ocuparam diversas fábricas pelo país (Cipla, Interfibra, Flaskô e tantas outras). Na defesa dos postos de trabalho e direitos, em 2002, construíram o Movimento das Fábricas Ocupadas[33] na luta pela estatização sob controle operário, resistindo aos duros golpes, como a intervenção a mando do governo federal na Cipla e Interfibra.

Movimentos Sociais[editar | editar código-fonte]

Atuam em conjunto com os Movimeto dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e com os Movimeto dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) nas lutas por terra e moradia. Nos sindicatos e na Central Única dos Trabalhadores (CUT), combatem pelas reivindicações dos trabalhadores contra os pelegos e os divisionistas. Impulsionam o Movimento Negro Socialista,[34] que tem papel destacado na luta contra o racismo e o racialismo e contra a divisão do povo trabalhador brasileiro em “raças”.

Juventude[editar | editar código-fonte]

Impulsionam a Liberdade e Luta, criada a partir da campanha Público, Gratuito e Para Todos (impulsionada pela Juventude Marxista) – organização de jovens da EM e independentes – pelos direitos e por um futuro digno para a juventude, organizando a luta pela educação pública, gratuita e para todos, como proposta em principal campanha, além de vagas para todos nas universidades públicas e pela federalização das universidades privadas.

Pioneira na luta contra a PLS 193/2016, conhecida como Lei da Mordaça, promovida pelo movimento Escola Sem Partido. A Liberdade e Luta criou um abaixo assinado contra essa medida.

Compõem a Oposição de Esquerda na UNE e na UBES.

Filiação Democrática[editar | editar código-fonte]

A Esquerda Marxista fez recentemente uma Filiação Democrática de seus principais quadros para disputar a eleições de 2016 pelo PSOL e ao mesmo tempo solicitou integração como Tendência Interna.

Fortalecer o PSOL[editar | editar código-fonte]

Fortalecer o PSOL é uma tendência interna do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e é um dos setores que atualmente compõem a direção majoritária conhecida por Unidade Socialista (US). No movimento sindical organizam-se na central INTERSINDICAL central da classe trabalhadora e no movimento estudantil organizam-se como Movimento Contestação. Seus principais nomes são, Bernadete Menezes, Pimenta de Rondônia (candidato a governador do estado nas eleições de 2014), Arlei Medeiros, Ricardo Saraiva (Big) e Gilberto Maringoni (candidato a governador pelo estado de São Paulo nas eleições de 2014).

Uma parte do grupo que compõe a corrente se organizou no início dos anos 2000 como Movimento de Unidade Socialista (MUS), ainda no Partido dos Trabalhadores (PT), a partir de uma cisão do Movimento Esquerda Socialista (MES).[22] Com a criação do PSOL, o MUS junta-se com cisões de outras organizações oriundas do PT e passa a compor o PSOL.[22] Dentro dessa corrente(MUS), porém, nunca houve uma fusão completa, contribuindo para que mais tarde os grupos se separassem.[25] Fora do Enlace, o antigo MUS passa a se chamar de Fortalecer o PSOL (nome que provem do título da sua tese ao III Congresso do PSOL).

Um dos principais motivos que originou o agrupamento (chamado na época de MUS) foi a divergência com o resto do MES sobre a saída do PT em 2003, por acreditar que deveriam permanecer ainda no partido. Porém o processo de fundação do PSOL (metade de 2004) acaba por pressionar mais rupturas do PT. No final de 2004, o MUS junta-se com cisões da Democracia Socialista (DS) e da Articulação de Esquerda (AE), ambas correntes pertencentes à esquerda petista, e então forma-se o Enlace, que passa a atuar no PSOL.[22] Na composição nacional do Enlace, os militantes do antigo MUS tiveram hegemonia somente no estado do Rio Grande do Sul.[35]

No primeiro Congresso do PSOL (2007), o Enlace saiu sozinho em uma chapa para a votação de direção do partido, não conseguindo obter vitória.[36] Porém, no II Congresso (2009), o Enlace uniu-se à Ação Popular Socialista (APS) e dessa vez obtiveram a direção do partido.[25] Durante as eleições de 2010, surge uma divergência entre a direção nacional do Enlace e os militantes do Rio Grande do Sul. Após a decisão do MES (corrente que dirige o PSOL-RS) de abrir mão de um dos dois candidatos a senador pelo partido, para apoiar o candidato Paulo Paim do PT, o Enlace gaúcho votou à favor da decisão, contrariando a direção nacional da corrente, que se manifestou desautorizando-os.[35] É no ano seguinte, que o setor rompe com Enlace, assinando uma tese individualmente para o congresso do PSOL.[37] Isso se dá, principalmente, pelo fato do Enlace deixar de apoiar a APS (maioria da direção do partido) por causa das políticas que visam trasformar a sigla em um partido de massas e popular, não buscando atuar somente para o trabalhador, mas também com ele. O MUS, discordando do resto do Enlace e rompendo com ele, continuou (junto à corrente TLS) unido à APS, compondo uma chapa com ela no congresso e vencendo novamente.[37]

No IV Congresso, em 2013, o Fortalecer o PSOL, junto com a APS e com outros agrupamentos, assina a tese "Unidade Socialista por um PSOL Popular", que reivindica a atual direção partidária.[38] Ao final do Congresso, muito disputado, o campo Unidade Socialista derrota o auto denominado Bloco de Esquerda - BE.

Teses assinadas pelo Fortalecer o PSOL para congressos nacionais do partido[editar | editar código-fonte]
  • I CNPSOL (2007): "Por um Brasil socialista e sustentável"
  • II CNPSOL (2009): "Uma alternativa popular, ecológica e socialista para o Brasil"
  • III CNPSOL (2011): "Fortalecer o PSOL: Por um Brasil democrático, ecológico e socialista"
  • IV CNPSOL (2013): "Unidade Socialista por um PSOL Popular"

Insurgência[editar | editar código-fonte]

Insurgência
Fundação outubro de 2013
Tipo Organização política de esquerda com atuação no movimento sindical, no movimento estudantil e na eleições políticas
Filiação
Sítio oficial www.insurgencia.org

A Insurgência é uma organização marxista brasileira. Filiada à Quarta Internacional (antigo Secretariado Unificado), atuando com o status de simpatizante dessa organização, definiu recentemente se tornar sua seção.[39] A Insurgência é a principal representante do mandelismo (um setor do trotskismo) no país.[22] O grupo atualmente se organiza como corrente interna do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL)[25] e surgiu em outubro de 2013 a partir da fusão de outras correntes da sigla (CSOL, Enlace e CLV), anunciada no "Manifesto por uma nova corrente revolucionária". Seus membros mais notáveis são Renato Roseno, Fernando Silva "Tostão" e João Alfredo. A corrente publica a revista À Esquerda.[35] No movimento sindical organizam-se tanto na INTERSINDICAL como na CSP-Conlutas. Dentro do PSOL, a corrente compõe o chamado Bloco de Esquerda (união entre as correntes que discordam da atual direção do partido e que, após o seu IV Congresso (dezembro de 2013), já constitui metade da sigla).[26]

Em fevereiro de 2014 a Insurgência oficializou o lançamento da pré-candidatura do Renato Roseno à presidência da República,[27] por entender que faz-se necessária uma Conferência Eleitoral para decidir qual será o nome indicado pelo PSOL ao cargo, visto que o Congresso Nacional de 2013 foi palco de fraudes que inviabilizam o debate democrático dentro do partido.

Recentemente a Insurgência passou por um racha, onde se dividiu em 3 diferentes organizações.[40]]

Liberdade, Socialismo e Revolução[editar | editar código-fonte]

Liberdade, Socialismo e Revolução
Fundação 2009
Ideologia Trotskismo
Socialismo democrático
Marxismo
Afiliação internacional Comitê por uma Internacional dos Trabalhadores
Cores Vermelho e branco
Página oficial
www.lsr-cit.org

Liberdade, Socialismo e Revolução (LSR) é a seção brasileira do Comitê por uma Internacional dos Trabalhadores (CIT), uma associação internacional de movimentos trotskistas.

Em 2009, depois de dois anos de estreita relação, os grupos Socialismo revolucionário (SR) e Coletivo Liberdade Socialista (CLS) decidiram se unir, e assim criaram a LSR.

O SR surgiu em 1996, a partir da luta dos membros brasileiros do CIT para construir uma alternativa de esquerda revolucionária junto aos movimentos de massas.[41] Tendo como base um programa socialista e as lutas dos jovens e dos trabalhadores.

Os membros da LSR atuam em diversas frentes, incluindo escolas, fábricas, locais de trabalho não industriais e bairros, se organizando contra os abusos do governo. Eles são ativos também dentro do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) – no qual a LSR existe como uma das tendências –, nas organizações de massas da classe trabalhadora e da juventude, nos sindicatos, na Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas), nas associações locais de trabalho, nos grêmios estudantis, centros acadêmicos e diretórios centrais. Defendendo a unificação das lutas e ligando as demandas imediatas com a luta contra o capitalismo.

Movimento Esquerda Socialista[editar | editar código-fonte]

Movimento Esquerda Socialista
Fundação 1999
Tipo Organização política de esquerda com atuação no movimento sindical, no movimento estudantil e nas eleições políticas
Sede Rio Grande do Sul
Filiação
Sítio oficial Página oficial do MES

O Movimento Esquerda Socialista (MES) é uma organização política brasileira de esquerda que atualmente integra o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), como uma corrente interna. Entre seus membros mais notáveis estão a candidata a presidência da república Luciana Genro, o deputado estadual do Rio Grande do Sul Pedro Ruas, os vereadores de Porto Alegre Fernanda Melchionna, Roberto Robaina e Prof. Alex Fraga, a vereadora de São Paulo Sâmia Bomfim, o jornalista e vereador do Rio de Janeiro David Miranda e o vereador de Natal Sandro Pimentel . A corrente atualmente atua no movimento sindical através da central CSP-Conlutas. O MES também integra a corrente internacional Movimento Anti-imperialista e Anticapitalista, agrupamento que é observador do Secretariado Unificado da Quarta Internacional.

História[editar | editar código-fonte]

Liga Operária[editar | editar código-fonte]

No Brasil, o MES teve nascimento com a Liga Operária, uma pequena corrente trotskista fundada em 1972, por Túlio Quintiliano, ex-militante do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), Enio Buchioni, ex-militante da Ação Popular, Maria José Lourenço (Zezé) e Jorge Pinheiro, ex-militantes do Movimento Nacionalista Revolucionário, e Waldo Mermelstein.

No Chile, durante o IX Congresso Quarta Internacional esses militantes entraram em contato com dois importantes figuras do movimento trotskista internacional, o crítico Mário Pedrosa e o peruano Hugo Blanco. Mário Pedrosa os coloca em contato com o trotskista argentino, Nahuel Moreno, reunindo-se então num grupo chamado Ponto de Partida, na proposta de fundar um partido de massas.

Com o golpe de Pinochet, em 1973 Túlio Quintiliano é detido,junto com sua esposa Narcisa Beatriz Verri Whitaker, e levado para a Escola Militar, tendo sido encaminhando, em seguida, para o Regimento Tacna - desde então, encontra-se desaparecido. Enio Bucchioni também foi detido após o golpe, mas encaminhado ao Estádio Nacional. Foi um dos últimos brasileiros a sair de lá, conseguindo exilar-se na França e, posteriormente, em Portugal. Zezé, Jorge e Waldo vão para a Argentina, onde fundam a Liga Operária. Em 1974 voltam ao Brasil para um trabalho político clandestino de atuação política e sindical, chegando a reunir 300 militantes até 1977.

Nas vésperas do primeiro de maio de 1977, ativistas sindicais e militantes da Liga Operária (LO) são presos em no ABC paulista, distribuindo panfletos comemorativos a data, entre eles os operários Celso Giovanetti Brambilla, José Maria de Almeida e Márcia Bassetto Paes, da LO, além de Ademir Marini, Fernando Antonio de Oliveira Lopes e Anita Maria Fabbri.

Inicia-se aí uma grande mobilização nacional na luta pela anistia no Brasil e pelo fim das torturas. Neste mesmo ano o Partido Socialista dos Trabalhadores da Argentina, dirigido por Nahuel Moreno, funda a Tendência Bolchevique, como uma tendência da IV Internacional, agrupamento ao qual a Liga Operária se filia.

A Liga Operária, seguindo a linha de Nahuel Moreno, não entrou na luta armada contra a ditadura, tática considerada equivocada pelo trotskista argentino e que levou a morte inúmeros quadros da esquerda brasileira.

Convergência Socialista[editar | editar código-fonte]

Em 1978, os militantes da Liga Operária propõem a formação de um amplo movimento socialista no Brasil, com objetivo de reunir os socialistas brasileiros, num movimento para participar abertamente da vida política brasileira. Começa a se articular assim o Movimento Convergência Socialista (MCS), que consegue reunir alguns dos velhos militantes socialistas brasileiros. A Liga Operária passa a se chamar Partido Socialista dos Trabalhadores, que integra o MCS.

Em 19 de agosto de 1978 realiza-se a primeira convenção nacional do MCS, esta convenção nacional reuniu mais de 300 delegados, de oito estados, e 1.200 presentes.

No dia 21 de agosto, três dias depois da convenção, 24 militantes da Convergência Socialista, todos da Liga Operária, são enquadrados na Lei de Segurança Nacional e mantido presos durante todo o segundo semestre. Entre eles o argentino Nahuel Moreno. A campanha internacional pela libertação dos militantes, que inclui uma greve de fome no Brasil, mobiliza o movimento estudantil e tem repercussão internacional, com mensagens pela libertação dos presos, como a do escritor Gabriel García Márquez.

Em 1979, face a constatação de que o Movimento Convergência Socialista era basicamente formado apenas pelos militantes do PST e com a previsão de ascenso do movimento dos trabalhadores no Brasil, o PST decide se dissolver e integrar-se na Convergência Socialista, que existia como associação legal.

Durante o X Congresso dos Metalúrgicos de São Paulo, em Lins (SP), de 22 a 27 de janeiro de 1979, José Maria de Almeida, ativista do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e militante da CS, propõe um manifesto chamando “todos os trabalhadores brasileiros a unir-se na construção de seu partido, o Partido dos Trabalhadores”. A moção é aprovada. Em março de 1979 explode a greve dos metalúrgicos do ABC e do interior paulista.

A Convergência Socialista teve um papel importantíssimo na fundação do PT, principalmente na reorganização dos sindicatos e da esquerda brasileira. Na década de 1980, a CS começa a ter inserção nos movimentos sindicais e estudantis. Nessa época, dois dos atuais dirigentes do MES, Luciana Genro e Roberto Robaina entram para a Convergência através do movimento secundarista.

Em 1993, a Convergência Socialista contraria a direção majoritária do PT, formada pela Articulação de Lula e Zé Dirceu, ao agitar a palavra de ordem "Fora Collor" e pela realização de novas eleições presidenciais durante o processo de Impeachment do ex-presidente. Essa situação, aliada com o distanciamento da Convergência com o PT e análise de conjuntura internacional da corrente levaram a CS a sair do partido, o que ocorre em 1992.

Corrente Socialista dos Trabalhadores[editar | editar código-fonte]

Um setor da Convergência Socialista e de sua afiliação internacional (LIT-QI) rompe com essas organizações e passa a se organizar em uma nova afiliação internacional, a Unidade Internacional dos Trabalhadores (UIT-QI). No Brasil, esse grupo revê a saída do PT e volta ao partido por discordar do processo de formação do novo partido, que se tornaria o PSTU, e que a Convergência teria forçado sua saída. Nasce então a Corrente Socialista dos Trabalhadores, a CST.

Em 1998, uma série de divergências nacionais e internacionais levam a uma divisão da CST em CST-Maioria, organizada principalmente no Rio Grande do Sul, e a CST-Minoria, organizada principalmente no Pará. A CST-Maioria passa a formar uma nova corrente dentro do Partido dos Trabalhadores, o Movimento da Esquerda Socialista.

Movimento da Esquerda Socialista[editar | editar código-fonte]

Ainda como CST, em 1994, elegeu pela primeira vez Luciana Genro para deputada estadual,reeleita como deputada estadual e eleita deputada federal pela primeira vez em 2002.

Caracterizado como uma das correntes radicais do PT, o MES já era um obstáculo para os objetivos da corrente majoritária do partido antes de 2003. Com a Carta ao Povo Brasileiro e eleição do presidente Lula, a relação do MES com a direção do PT se torna cada vez mais distante.

Em 2003, por iniciativa do governo do PT, é votada a Reforma da Previdência, que retirava direitos dos trabalhadores e contou com o apoio do PSDB e do PFL. A ex-deputada federal Luciana Genro votou contra a reforma e foi expulsa do partido juntamente com a senadora, Heloisa Helena, e o ex-deputado federal, Babá. Tanto o dirigente nacional do PT, Roberno Robaina, quanto o MES se consideraram expulsos do PT e iniciaram o processo de criação de um novo partido de esquerda.

PSOL[editar | editar código-fonte]

Com a expulsão do MES, da CST, de alguns militantes da Democracia Socialista, como a Heloisa Helena, inicia-se um processo de reorganização da esquerda brasileira. O resultado disso, o PSOL, foi fundado em 6 de junho de 2004, e recebeu apoio de intelectuais socialistas famosos, como do geógrafo Aziz Ab'Saber, do jornalista e ex-deputado Milton Temer, dos sociólogos Francisco de Oliveira e Ricardo Antunes, do economista João Machado, da economista Leda Paulani, dos filósofos Leandro Konder e Paulo Arantes e do cientista político Carlos Nelson Coutinho.

Buscando obter registro permanente na Justiça Eleitoral, o partido obteve quase 700 mil assinaturas a favor de sua fundação, mas os cartórios eleitorais só concederam certidões a 450 mil dessas assinaturas. Uma nova tentativa de apresentar assinaturas válidas foi realizada pelos organizadores do partido em 1 de setembro de 2005. Em 15 de setembro, o registro definitivo foi obtido, e o número eleitoral adotado foi o 50. O MES teve um papel fundamental para fundação do PSOL.

Internamente no partido, o MES era próximo da ex-senadora, Heloísa Helena, do Movimento Terra, Trabalho e Liberdade. Chegou a cogitar-se uma fusão entre esses setores, porém isso não ocorreu nacionalmente, com exceção do estado de São Paulo.

Em 2006, já sob a sigla do PSOL, Luciana Genro se reelege, contando com mais de 185 mil votos.

Em 2008, o MES elege dois vereadores em Porto Alegre, a jovem Fernanda Melchionna e o ex-brizolista Pedro Ruas.

Em 2009, as correntes do PSOL, APS, Enlace e CSOL derrotaram o setor encampado pelo MES dentro do partido, no 2º Congresso do PSOL. Após o congresso, esse setor se dividiu em três: um primeiro que saiu do PSOL e hoje faz parte da Rede de Marina Silva, encabeçado pela Heloísa Helena, Elias Vaz, Martiniano e Jefferson Moura; um segundo que se aproximou da direção majoritária do partido, liderado por Edilson Silva, ex-MES, e o terceiro, do qual o MES faz parte, se relocalizou dentro do partido.

II Congresso do PSOL (2009)

Chapa
1: APS/CSOL/ENLACE/REVOLUTAS
2: CST/LSR/TLS/AS/ARS/CRS/
3: MES/MTL

No ano de 2010, o MES não consegue reeleger Luciana, mesmo com ela recebendo 129 mil votos, devido ao coeficiente eleitoral. Com a eleição do pai de Luciana, Tarso Genro, para o governo do estado, ela está inelegível no seu distrito eleitoral. O MES cogitou transferir Luciana para o estado de São Paulo, porém Luciana considerou isso artificial e se manteve em Porto Alegre.

Também nessa eleição, o vereador paulistano Carlos Giannazi, próximo ao MES é eleito deputado estadual.

Reorganização interna do PSOL[editar | editar código-fonte]

A partir de 2010, o MES se distancia do MTL por divergências na análise da conjuntura e na construção partidária. Em 2012, CST e MES saem na mesma chapa do III Congresso Nacional do PSOL, sendo novamente derrotado pelo setor majoritário do partido, encabeçado pela Ação Popular Socialista.

III Congresso do PSOL (2011)

Chapa Delegados
1: MES/CST 77
2: MTL/Edilson (ex-MES) 67
3: CDS, LSR, CSOL, Reage, parte do Enlace 46
4: APS, TLS, parte do Enlace (MUS) 139

Em 2012, o MES consegue reeleger seus dois vereadores em Porto Alegre, sendo Pedro Ruas o mais votado, além de eleger Sandro Pimentel em Natal. A corrente também impulsiona candidaturas importantes como a de Roberto Robaina, em Porto Alegre, que recebeu 3,85% dos votos, de Jurandir Silva, em Pelotas, com 13% dos votos, do Professor Josemar, em São Gonçalo, com 4,22% de votos, e do deputado estadual Carlos Giannazi, em São Paulo, com 1,02% dos votos.

Bloco de Esquerda[editar | editar código-fonte]

No mesmo ano, a corrente majoritária do partido, APS, elege seu primeiro prefeito em capital do PSOL, na cidade Macapá, contando com a aliança com o PTB e o PPS, apoio declarado da direita (PSDB e DEM) e recebimento de dinheiro da burguesia. Em Belém, outra candidatura da APS confunde o PSOL pragmaticamente com PT. Isso faz com que se fortaleça um polo de resistência à direção majoritária do partido.

Em 2013, começa a tomar forma o Bloco de Esquerda, chapa para o Congresso do PSOL, que conta com a participação do MES, de correntes que outrora eram próximas da APS, como o CSOL e o Enlace, das correntes CST, LSR, GAS, CRS, APS-esquerda, TLS e Primeiro de Maio, além do deputado estadual, Carlos Giannazzi e do ex-candidato à presidência, Plínio de Arruda Sampaio.

Paralelamente, o MES começa a lançar a pré-candidatura de Luciana Genro à presidência da República. Luciana teve o apoio da CST, LSR, CRS e TLS, Primeiro de Maio, além de S.O.S. Bombeiros, Marcelo Freixo, Plínio de Arruda Sampaio, Carlos Giannazi e Jean Wyllys. A candidatura de Luciana foi derrotada por Randolfe Rodrigues.

Contudo, com a desistência de Randolfe para disputar o governo do Amapá, Luciana será a candidata do PSOL à presidência da República.

O MES também foi responsável pela filiação do filósofo Vladimir Safatle.

IV Congresso do PSOL (2013)

Chapa
Unidade Socialista: APS-CC/MTL/MUS - 201 delegados
PSOL Necessário: Chico Alencar/Rosa Zumbi - 11 delegados
Bloco de Esquerda: MES/IS(CSOL e Enlace)/CST/LSR/GAS/CRS/HS/APS-NE/1ºM/Giannazi/Plínio - 175 delegados, sendo 55 do MES

Internacional[editar | editar código-fonte]

Formado em 1998, o MES passa a compor internacionalmente a Corrente Movimento, juntamente com o partido MST, da Argentina, o Marea Socialista, da Venezuela, que compõe o PSUV, o COEN, do Peru. É próximo do International Socialist Organization, dos Estados Unidos, do NPA da França e do Syriza, da Grécia e de outra série dezenas de correntes simpatizantes, aliadas e irmãs.

O MES e sua corrente internacional participam como observadores do Secretariado Unificado da Quarta Internacional e estudam a possibilidade de torna-se seção do SU no Brasil, juntamente com a Insurgência, outra tendência interna do PSOL.

Como o MES vê o PSOL[editar | editar código-fonte]

Militantes do PSOL/Movimento Esquerda Socialista nas ruas de São Paulo

O Movimento Esquerda Socialista defende que o PSOL precisa se postular como alternativa no terreno da ação direta, em greves, marchas e eleições, ser parte ativa e protagonista de todas as lutas, divulgando, prestando solidariedade. Esse deve ser o palco privilegiado da construção de uma alternativa e da construção do partido.

Para a corrente, o PSOL deve se preparar, paralelamente, para importantes desafios eleitorais, pois tem ainda pouco peso estrutural, orgânico, uma militância ainda jovem. Mas que a localização do partido, sua influência eleitoral em setores sociais – minoritários, mas de massas – deixa claro que o PSOL pode cumprir um papel objetivo e mudar a realidade, se atuar com vontade política.

Defende que o PSOL deva ser um partido internacionalista, que estude a conjuntura política internacional, aprenda, atue ativamente e incentive a criação de organizações de esquerda em todo mundo.

Por fim, que a militância deve se preparar para intervir em todos os estados, apresentando o partido nas ruas e nas eleições, entendendo que os mandatos são importantes ferramentas para alavancar as lutas dos jovens, mulheres, trabalhadores e de todos os indignados, elementar para o processo de transformação da sociedade.

Juventude[editar | editar código-fonte]

O MES teve uma política extremamente acertada no campo de juventude dirigindo o coletivo Juntos!, que hoje é um dos setores organizados de juventude que mais cresce no Brasil. Com a percepção que a juventude seria um ator político importante em meio à recente crise do capitalismo, o Juntos surge como uma organização que embarca universitários, secundaristas, jovens e trabalhadores, com um programa anticapitalista e com autonomia do PSOL.

Hoje, o Juntos! é o maior coletivo da Oposição de Esquerda da UNE.

Militante do PSOL/Movimento Esquerda Socialista na Marcha da Liberdade, em São Paulo

Movimento de terra e moradia[editar | editar código-fonte]

O movimento de moradia é compreendido com grandes implicações futuras pelo MES, principalmente com as remoções forçadas devido aos grandes eventos no Brasil. A corrente está presente nas ocupações da Zona Sul de São Paulo, na região do Grajaú e de Parelheiros.

Já no movimento do campo, o MES recentemente ganhou militantes e direções do MST do Rio Grande do Norte, onde atualmente a corrente dirige o MST.

Esquerda marxista[editar | editar código-fonte]

Esquerda Marxista é uma organização trotskista, seção brasileira da CMI (Corrente Marxista Internacional), que combate pela construção de uma Internacional revolucionária marxista de massas, pela reconstrução da 4ª Internacional sobre a base do seu programa de fundação, o Programa de Transição, como uma tendência do movimento operário internacional.[30]

Atualmente compõe a Frente Povo Sem Medo, junto com movimentos e organizações como o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), as Brigadas Populares (BPs), o Movimento de Luta nos Bairros, o Vilas e Favelas (MLB), o Polo Comunista Luiz Carlos Prestes e entidades ligadas ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), além de outras inúmeras entidades.[42]

Origem[editar | editar código-fonte]

A Esquerda Marxista tem origem em uma cisão da corrente O Trabalho, do PT. Sua estratégia política é orientada pelo Programa de Transição de Trotski. Edita o jornal Foice&Martelo. Desde que surgiu, participou com chapa e candidatura própria no PED nacional.

Saída do PT[editar | editar código-fonte]

Em abril de 2015, deixou de ser uma corrente interna do Partido dos Trabalhadores (PT). Na Conferência Nacional Chico Lessa (20 e 21 de abril) a Esquerda Marxista aprovou por unanimidade dos delegados presentes a saída do Partido dos Trabalhadores (PT), dando um novo passo na luta pela construção do partido revolucionário dos trabalhadores.[43]

Movimento das Fábricas Ocupadas[editar | editar código-fonte]

Junto aos trabalhadores, ocuparam diversas fábricas pelo país (Cipla, Interfibra, Flaskô e tantas outras). Na defesa dos postos de trabalho e direitos, em 2002, construíram o Movimento das Fábricas Ocupadas[44] na luta pela estatização sob controle operário, resistindo aos duros golpes, como a intervenção a mando do governo federal na Cipla e Interfibra.

Movimentos Sociais[editar | editar código-fonte]

Atuam em conjunto com os Movimeto dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e com os Movimeto dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) nas lutas por terra e moradia. Nos sindicatos e na Central Única dos Trabalhadores (CUT), combatem pelas reivindicações dos trabalhadores contra os pelegos e os divisionistas. Impulsionam o Movimento Negro Socialista,[45] que tem papel destacado na luta contra o racismo e o racialismo e contra a divisão do povo trabalhador brasileiro em “raças”.

Juventude[editar | editar código-fonte]

Impulsionam a Liberdade e Luta, criada a partir da campanha Público, Gratuito e Para Todos (impulsionada pela Juventude Marxista)[46] – organização de jovens da EM e independentes – pelos direitos e por um futuro digno para a juventude, organizando a luta pela educação pública, gratuita e para todos, como proposta em principal campanha, além de vagas para todos nas universidades públicas e pela federalização das universidades privadas.

Pioneira[47] na luta contra a PLS 193/2016, conhecida como Lei da Mordaça, promovida pelo movimento Escola Sem Partido. A Liberdade e Luta criou um abaixo assinado contra essa medida.

Compõem a Oposição de Esquerda na UNE e na UBES.

Filiação Democrática[editar | editar código-fonte]

A Esquerda Marxista fez recentemente uma Filiação Democrática de seus principais quadros para disputar a eleições de 2016 pelo PSOL e ao mesmo tempo solicitou integração como Tendência Interna.

Práxis[editar | editar código-fonte]

O grupo Práxis é uma corrente de esquerda, de orientação marxista, que atuou como tendência no interior do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) desde o seu processo de formação. Referenciado numa orientação política que rechaça a possibilidade de construção do socialismo num só país - formulação que constitui uma das bases do stalinismo - vincula-se a uma corrente de esquerda em âmbito internacional denominada Socialismo ou Barbárie, presente em diversos países da América Latina.[48]

Em julho de 2008, após a II Conferência Eleitoral do PSOL, o Grupo Práxis rompe com o partido.[49]

Movimento por uma Alternativa Independente e Socialista[editar | editar código-fonte]

O Movimento por uma Alternativa Independente e Socialista (# MAIS) foi formado a partir de uma ruptura do PSTU tornada pública em juljo de 2016, quando 739 militantes assinaram um manifesto de ruptura,[50] [51] e posteriormente fundaram o Movimento por uma Alternativa Independente e Socialista.[52] [53] [54] O Marxismo revolucionário, obras de Leon Trótski e de Nahuel Moreno estão entre suas principais bases teóricas e práticas. O símbolo do movimento é uma cerquilha (#) nas cores vermelho, roxo, amarelo e verde, seguido do acrônimo MAIS (Movimento por uma Alternativa Independente e Socialista). A ruptura se deu no início de Julho do mesmo ano, quando escreveram o manifesto “Arrancar alegria ao futuro”[55], contando com as assinaturas dos militantes que romperam.[56]

Em 4 de agosto de 2017, o MAIS oficializou sua entrada como corrente interna no PSOL. A decisão foi tomada no congresso da organização, que aconteceu dos dias 27 a 30 de julho, em São Paulo.[57]


Referências

  1. Breve Histórico da APS (1960-2005). In: JUVENTUDE DA AÇÃO POPULA SOCIALISTA/SP. Manual de Recrutamento. São Paulo, 2008.
  2. Ação Popular Socialista: Quadro Histórico. In: JUVENTUDE DA AÇÃO POPULA SOCIALISTA/SP. Manual de Recrutamento. São Paulo, 2008.
  3. Coletivo Primeiro de Maio. «O que é o Coletivo Primeiro de Maio». Consultado em 6 de julho de 2014 
  4. Coletivo Primeiro de Maio. «As lutas atuais no Brasil, a questão nacional e o socialismo». Consultado em 6 de julho de 2014 
  5. a b c Coletivo Primeiro de Maio. «PSOL: Um partido para a Revolução Brasileira» (PDF). Consultado em 6 de julho de 2014 
  6. a b Bloco de Esquerda. «Manifesto: Por um PSOL sintonizado com o avanço das lutas da juventude, das trabalhadoras, dos trabalhadores e do povo» (PDF). Consultado em 6 de julho de 2014  Erro de citação: Código <ref> inválido; o nome "apoioLuciana" é definido mais de uma vez com conteúdos diferentes
  7. a b c d e f Julio Cesar Gonçalves da Silva, 2013. «Partido dos professores: elite partidária e evolução política do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL); Parte 1». Consultado em 13 de dezembro de 2015 
  8. a b Flávio Sposto Pompêo, 2007. «As origens do PSOL» (PDF). Consultado em 13 de dezembro de 2015 
  9. Insurgência, 2013. «Nasce uma nova organização da esquerda socialista». Consultado em 13 de dezembro de 2015 
  10. a b SOL, 2003. «Documento fundacional: Novas tarefas para um novo momento histórico». Consultado em 13 de dezembro de 2015 
  11. a b "PSOL, uma hipótese" (Juliana Sada e Júlio Delmanto, 2008)
  12. Julio Cesar Gonçalves da Silva, 2011. «O PSOL e os dilemas estratégicos da nova esquerda radical do Brasil» (PDF). Consultado em 13 de dezembro de 2015 
  13. Renato Godoy de Toledo, publicado pela Agência Brasil de Fato em 06.04.2010. «Escolha de candidato gera crise no Psol». Consultado em 13 de dezembro de 2015 
  14. CSOL, 2012. «Uma nova situação mundial, os rumos do Brasil e a nossa localização». Consultado em 13 de dezembro de 2015 
  15. CSOL, 2013. «Boletins da IV Conferência do CSOL». Consultado em 13 de dezembro de 2015 
  16. a b c CRS, 2015. «Portal Resistência: Quem Somos?». Consultado em 13 de dezembro de 2015 
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