A Herança do Andarilho

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A Herança do Andarilho
Coletânea musical de UHF
Lançamento 27 de outubro de 2017
Gravação Estúdio Mister Master, Almada, e Masterdisk Studio, Nova Iorque
Gênero(s) Rock
Duração 43:56
Idioma(s) Português
Formato(s) CD, LP, descarga digital
Editora(s) AM.RA Discos
Produção António Manuel Ribeiro
Cronologia de UHF
Almada 79
(2017)
Aula Magna - 40 Anos Numa Noite
(2020)
Singles de A Herança do Andarilho
  1. "No Comboio Descendente"
    Lançamento: 6 de novembro de 2017 (2017-11-06)

A Herança do Andarilho é um álbum de tributo a José Afonso, da banda portuguesa de rock UHF. Editado pela AM.RA Discos, em 27 de outubro de 2017, o disco foi produzido por António Manuel Ribeiro e masterizado por Rui Dias e Andy VanDette no estúdio Mister Master na Charneca da Caparica e no Masterdisk Studio em Nova Iorque, respetivamente.

No ano em que passaram trinta anos sobre o desaparecimento físico de José Afonso, os UHF homenagearam o seu património. São sete canções do mais importante cantautor e compositor português trabalhadas nos últimos anos por António Manuel Ribeiro, puxadas para o som ora elétrico ora acústico, a que se juntam três temas da banda no fio condutor do legado. O disco apresenta duas novas versões: "Traz Outro Amigo Também", estreado na rádio Antena 1 como primeira amostra do álbum, e "No Comboio Descendente" que serviu de single de apresentação.

Atentos à realidade política e social do país, os UHF são o rosto do rock de intervenção em Portugal. Com alguma influência de José Afonso, assumem uma posição ativa em relação a temas sensíveis na vida das pessoas. O líder da banda assume o poeta popular como fonte inspiradora e confessa: "Eu não quero imitar José Afonso, quero ler a sua genialidade."

A Herança do Andarilho sucede à coletânea Almada 79 na discografia dos UHF, e é um trabalho há muito desejado pelos fãs da banda. Entrou diretamente para o 19º lugar na tabela de vendas da AFP (Associação Fonográfica Portuguesa), para depois subir à 18ª posição no decorrer da terceira semana no mercado.

Antecedentes e desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

A realização de um disco que homenageasse José Afonso, e a sua obra, há muito que fazia parte dos planos do líder dos UHF, António Manuel Ribeiro.[1]

"Quando anuncio em palco uma canção do José Afonso afirmo que um homem não morre, parte, e a obra que nos deixou prolonga a sua existência entre nós. É isso que queremos levar aos mais novos, canções de outro tempo que não têm data certa. Pertencem-nos."

– Legado de José Afonso valorizado pelos UHF.[2]

A primeira vez que ouviu falar do cantor chamado José Afonso, teria 13 ou 14 anos, quando ouviu na rádio o tema "Os Vampiros". A arte da escrita de Afonso, plena de melodias belíssimas e ao mesmo tempo complexas, entusiasmou o jovem rapaz a descobrir a sua genialidade.[2] Já com os UHF, foi trabalhando as canções do trovador ao longo do tempo e foi também ouvindo os fãs que o desejo de avançar com um disco de tributo se consolidou. "Este é um daqueles discos que se faz uma vez na vida", referiu, lembrando que a primeira vez que trabalhou sobre um tema de José Afonso foi em 1994, com a "Morte Saiu à Rua", no disco Filhos da Madrugada cantam José Afonso.[3] Esse projeto reuniu algumas das bandas portuguesas mais mediáticas do início da década de 1990, com o objetivo de transmitir o legado de José Afonso às novas gerações. Foi um enorme sucesso comercial e crítico e reuniu no palco do antigo Estádio José Alvalade todas as bandas envolvidas, numa das realizações mais ambiciosas de sempre no panorama musical português.[4] Após essa experiência, os UHF sentiram-se motivados para criarem novas roupagens de algumas canções do poeta popular. Gravaram os temas "Grândola, Vila Morena" (2007), "Vejam Bem" (2010), "Era de Noite e Levaram" (2014), "Os Vampiros" (2014) e os recentes "Traz Outro Amigo Também", estreado no dia 24 de abril de 2017, na comemoração dos 43 anos da Revolução de Abril, na rádio Antena 1 como primeira amostra do álbum de tributo, e "No Comboio Descendente" – primeiro single – com a participação de Armando Teixeira.[5][6] São também convidados os companheiros de José Afonso: José Jorge Letria, Vitorino, Manuel Freire e Samuel, numa visita hard rock a “Grândola, Vila Morena”.[1] Com o lema 'Renovar e vencer o esquecimento', o disco A Herança do Andarilho foi lançado a 27 de outubro de 2017, em formato disco compacto e venda digital e, em fevereiro de 2018, no formato vinil. A faixa "A Morte Saiu à Rua" é um registo gravado ao vivo na Casa da Música em 18 de dezembro de 2013.[7]

Só me interessam as canções e o autor e trabalhar para prolongar a sua existência, a música popular reinventada que nos permitiu um canto coletivo como forma de existir, mais do que resistir (isso é dar força ao agressor) num tempo negro de censura e direitos humanos ceifados. Era por cá assim.
— António M. Ribeiro fala da importância social e política das canções de José Afonso.[2]

Autor maioritário do reportório da banda, António Manuel Ribeiro assume José Afonso como uma das suas grandes influências musicais, e reconhece: “Seria triste e enfadonho imitar a simplicidade de um génio. Por isso, fizemos leituras e revelamos canções importantes para os mais novos ouvirem”. Determinado em perpetuar o legado de José Afonso, sublinhou: “É dar continuidade à fantástica obra que nos deixou e revelar a semente herdada”.[1]

Sobre o homenageado[editar | editar código-fonte]

José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos, Zeca para amigos, nasceu a 2 de agosto de 1929 na freguesia de Glória, em Aveiro, onde passou a infância repartida por Angola e Moçambique. No regresso a Portugal foi viver para Belmonte e aos 11 anos mudou-se para Coimbra, onde mais tarde estudou Filosofia e História. Aproximou-se ao fado coimbrão tornando-se notado pelas suas interpretações – não apenas pela qualidade da sua voz mas pela originalidade que emprestava às interpretações – cantando grandes poetas, clássicos e contemporâneos, como forma de resistência ao regime.[8]

Monumento de José Afonso em Grândola.

Teve uma breve carreira como professor do ensino secundário até ser expulso por incompatibilidades ideológicas face ao regime ditatorial vigente, restando-lhe dar aulas de explicações por necessidade financeira. Mais disponível para a música, revelou-se um compositor notável capaz de conciliar a música popular e os temas tradicionais com a palavra de protesto social.[9] Importa referir o papel fundamental e único da canção política. A literatura, o teatro ou o cinema tiveram um papel de relevo, mas foi a canção que uniu as vozes e as vontades e se misturou com o quotidiano dos civis e militares que fizeram a mudança com a Revolução de 25 de Abril de 1974.[10]

Duas de suas canções marcaram a libertação do país: "Os Vampiros" – tema fundador do canto político em Portugal – e "Grândola, Vila Morena", a segunda canção-senha da Revolução. José Afonso foi um símbolo da resistência democrática contra a ditadura que vigorou em Portugal entre 1933 e 1974. Desse tempo fica o registo da arte da canção e da poesia, a coragem dos cantores perseguidos, aprisionados, com os discos censurados e os espetáculos proibidos.[11] Mais do que um cantor de intervenção, José Afonso foi responsável por uma revolução musical, rompendo com tudo o que havia para trás na música popular portuguesa. A sua obra foi fortemente influenciada pelas andanças que fez por África, Trás-os-Montes, Beiras, Algarve, ilhas, Galiza e Astúrias, sendo considerado como o pai da world music em Portugal.[12]

José Afonso tentou comunicar valores e ideais, utopias e mensagens libertadoras, ansiou por um Portugal sem tabus, sem ter de calar o valor da liberdade, pelo que se tornou num vulto histórico, num modelo de afronta na luta contra o regime. Suas canções premeiam uma veia criadora, intensamente preocupada com causas humanas e sociais e são exemplo de ação e de luta constante, objetivando provocar a agitação e mudança contra o marasmo fomentado por um regime que necessitava de ser questionado e, por fim, substituído.
— O historiador Albano Viseu enaltece a personalidade e a lucidez de José Afonso.[13]

O poeta da liberdade, José Afonso, faleceu em Setúbal no dia 23 de fevereiro de 1987, com 57 anos, vítima de doença prolongada. Deixou o legado de 22 discos que revestem um artista da música, da poesia e da voz, que pôs a sua arte ao serviço da cidadania de uma maneira desprendida e desinteressada de forma a contribuir para uma sociedade sem muros nem ameias e sem exploradores nem explorados – "Em cada esquina um amigo/ Em cada rosto igualdade" – perpetuou o autor.[9][14] Trinta anos após a sua morte, é revelador do génio, da força e da influência de José Afonso, que a sua arte continue a embalar velhas e a despertar novas gerações portuguesas e não só, perpetuando-se e regenerando-se, sem que se apague a chama que continua a dar vida a noites e dias inteiros. José Afonso acreditava que a música tinha um papel transformador, que era essa a sua função enquanto músico. Mesmo depois do 25 de Abril, quando percebeu que a sociedade não seguia o rumo que ele teria querido, nunca desistiu. Tanto em 1970 como na atualidade, a música é detonada pelo seu tempo e pode fazer muitos estragos. As palavras não são armas mas podem ser usadas como tal.[15] Um homem que repudiava a guerra e todo o tipo de exploração, sem nunca se afirmar como um músico de intervenção enfrentou todo um regime político apenas com a sua voz e algumas palavras, desafiou toda uma mentalidade medrosa e acomodada, driblou a censura, não fez do cifrão a sua bússola e nem as paredes de betão em Caxias silenciaram a sua voz.[2] Portugal castigou-o como professor, esgotou-o como músico, maltratou-o como homem. A tudo resistiu, porque era assim que via a vida: como um ato de resistência, uma revolta contra o vazio.[16]

Letras e temas[editar | editar código-fonte]

A linguagem de José Afonso é muito especial, usa termos de várias áreas gramaticais cuja análise foi baseada na investigação dos significados lexicais, morfológicos e sémanticos das palavras das canções, e um vocabulário próprio recolhido de acontecimentos na sua vida em diferentes períodos.[17]

Versão rock dos UHF, com forte solo de guitarra. A canção fala da fraternidade e da amizade universal sem fronteiras.[18]

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O disco de tributo abre com "Traz Outro Amigo Também", do álbum homónimo de 1970, que assinala uma nova fase no percurso musical e poético do autor. A canção exprime o generoso e persuasivo companheirismo entre homens e mulheres na luta pela democracia.[18] Segue-se o tema fundador do canto político nacional. Quando olhamos para o Portugal contemporâneo constatamos até que ponto as palavras de "Os Vampiros" se mantêm amargamente atuais, como libelo contra a forma como a arrogância do poder financeiro condena à pobreza, à exclusão e à revolta um número crescente de portugueses para quem o direito à indignação é verdadeiramente irrevogável. A palavra 'Vampiro' foi usada por Afonso, em 1970, no sentido figurativo de ditador, uma metáfora, na qual todas as pessoas eram controladas pelo regime perante um povo narcotizado e adormecido.[10][19] "Vejam Bem" fala da força do pensamento como primeiro passo para a mudança, e do desamparo e isolamento social de quem ousava opor-se ao regime.[20] Composto em parceria com Luís de Andrade, o tema "Era de Noite e Levaram" refere as perseguições da polícia política (PIDE) nas noites arbitrárias do fascismo. "Para dizer aos mais novos que o 25 de Abril não foi assim há tanto tempo, apesar do tempo que passou, maior que a sua idade. Por que cada feriado nacional tem uma história. Por isso a gravámos." Escrevem os UHF, e acrescentam: "Por que da música séria nasce a alegria da vida."[21]

Traz Outro Amigo Também

Amigo
Maior que o pensamento

Por essa estrada amigo vem,
Não percas tempo que o vento
É meu amigo também.

Em terras
Em todas as fronteiras
Seja bem vindo quem vier por bem,
Se alguém houver que não queira
Trá-lo contigo também.

Aqueles
Aqueles que ficaram
Em toda a parte todo o mundo tem,
Em sonhos me visitaram
Traz outro amigo também.

—José Afonso.[22]

No fio condutor do legado, os UHF acrescentaram três canções suas: "Nove Anos", "Porquê (português)" e "Vernáculo (para um homem comum)". A primeira foi escrita de relance no dia em que José Afonso faleceu. É um texto focado na vida do artista onde se inclui o aplauso, o esquecimento e muitas interrogações. Um tema de reflexão para o autor, António Manuel Ribeiro.[23] A segunda canção responsabiliza a medíocre classe política portuguesa pelo critico estado da nação de que resultou a crise financeira em 2008,[24] e "Vernáculo (para um homem comum)" é uma declamação musicada acompanhada por num texto delicado e assertivo, que espelha o pensamento das pessoas em relação aos governantes portugueses. Censurada pela rádio a canção foi um êxito na internet, em 2013, e tornou-se um manifesto antipolítico.[25] O cancioneiro de José Afonso continua com o tema "No Comboio Descendente", um poema de Fernando Pessoa que trata, alegoricamente, do processo de adormecimento social. O que deveria ser uma viagem de comboio longa, alegre e barulhenta é, na verdade, aborrecida, pois descendente é a animação dos viajantes.[20] "Grândola, Vila Morena" é o poema mais famoso de Afonso, o seu hino de utopia e libertação.[26] "Pequena homenagem à 'Sociedade Musical Fratemidade Operária Grandolense', onde atuei juntamente com Carlos Paredes", escreveu José Afonso.[20] Foi a canção escolhida, entre três, como uma das senhas da Revolução de 1974, não só porque as outras duas estavam proibidas pela censura, mas também por conter o trecho "o povo é quem mais ordena". Essa frase refere o poder popular que persistiu ao longo da ditadura, como prova que a ideologia da classe dominante não tinha penetrado no povo.[27] O disco encerra com "A Morte Saiu à Rua", canção que presta homenagem ao artista plástico José Dias Coelho, assassinado pela PIDE em 1961.[28]

Lista de faixas[editar | editar código-fonte]

O disco compacto é composto por dez faixas em versão padrão. Os temas "Nove Anos", "Porquê (português)" e "Vernáculo (para um homem comum)" são da autoria de António Manuel Ribeiro. Os temas "Era de Noite e Levaram" e "No Comboio Descendente" são, respetivamente, poemas de Luís de Andrade e de Fernando Pessoa, musicados por José Afonso, que compôs também as restantes canções.[29]

CD
TítuloCompositor(es) Duração
1. "Traz Outro Amigo Também"  José Afonso 4:07
2. "Os Vampiros"  José Afonso 3:48
3. "Vejam Bem"  José Afonso 4:47
4. "Era de Noite e Levaram"  Luís de Andrade / José Afonso 2:32
5. "Nove Anos"  António M. Ribeiro 5:05
6. "Porquê (português)"  António M. Ribeiro 2:25
7. "Vernáculo (para um homem comum)"  António M. Ribeiro 10:10
8. "No Comboio Descendente"  Fernando Pessoa / José Afonso 3:22
9. "Grândola, Vila Morena"  José Afonso 3:56
10. "A Morte Saiu à Rua" (Ao vivo na Casa da Música em 2013)José Afonso 5:04
Duração total:
43:56

Desempenho comercial[editar | editar código-fonte]

A Herança do Andarilho entrou diretamente para o 19º lugar na tabela de vendas, e após três semanas de permanência atingiu a 18ª posição.[30]

Créditos[editar | editar código-fonte]

Lista-se abaixo os profissionais envolvidos na elaboração de A Herança do Andarilho, de acordo com o encarte do disco compacto.[31]

Músicos
  • António Manuel Ribeiro: vocal e guitarra
  • António Côrte-Real: guitarra
  • Luís 'Cebola' Simões: baixo e vocal de apoio
  • Fernando Rodrigues: teclas e vocal de apoio
  • Ivan Cristiano: bateria e vocal de apoio
  • Nuno Oliveira: teclas (canções 2, 4, 5 e 10)
  • Jorge Manuel Costa: teclas (canção 8)
Convidados
  • Manuel Paulo: piano (canção 7)
  • Armando Teixeira: vocal e eletrónica (canção 8)
  • Miguel Cervini: guitarra (canção 8)
  • José Jorge Letria: vocal (canção 9)
  • Vitorino: vocal (canção 9)
  • Manuel Freire: vocal (canção 9)
  • Samuel: vocal (canção 9)
Produção

Referências

  1. a b c Nuno Morais (18 de outubro de 2017). «UHF–A Herança do Andarilho». RTP–Antena 1. Consultado em 2 de abril de 2018 
  2. a b c d «José Afonso: O rock, o fado, o jazz, o rap e outras músicas também celebram o seu cancioneiro». O Fado & Outras Músicas do Mundo. Consultado em 2 de abril de 2018. Arquivado do original em 25 de novembro de 2018 
  3. Miguel Azevedo (15 de novembro de 2017). «UHF: Este é um disco que se faz uma vez na vida». Correio da Manhã. Consultado em 2 de abril de 2018 
  4. «1994–Lisboa Capital da Cultura». Diário de Notícias. Consultado em 2 de abril de 2018. Arquivado do original em 10 de março de 2017 
  5. Filipe Ligeiro (22 de abril de 2017). «Traz Outro Amigo Também–UHF». RTP–Antena 1. Consultado em 2 de abril de 2018 
  6. «No Comboio Descendente (single)». Spirit Of Rock. Consultado em 2 de abril de 2018 
  7. «UHF Setlist». Setlist FM. Consultado em 2 de abril de 2018 
  8. «José Afonso». Infopédia–Porto Editora. Consultado em 2 de abril de 2018 
  9. a b Ignacio Saenz Tejada (10 de maio de 1994). «La nueva música portuguesa se reúne para recordar José Afonso». El País. Consultado em 2 de abril de 2018 
  10. a b José Jorge Letria (22 de agosto de 2013). «Eles comem tudo–meio século depois». Público. Consultado em 2 de abril de 2018 
  11. «"Era de Noite e Levaram" de Zeca Afonso pelos UHF para celebrar os 40 anos do 25 de abril». Gazeta dos Artistas. Consultado em 2 de abril de 2018. Arquivado do original em 14 de setembro de 2017 
  12. Nuno Pacheco (19 de janeiro de 2017). «A atitude de utopia do Zeca Afonso é o que nos move permanentemente». Público. Consultado em 2 de abril de 2018 
  13. «A Simbologia das palavras e a Revolução silenciosa». Academia.edu. Consultado em 2 de abril de 2018. Arquivado do original em 1 de janeiro de 2015 
  14. Rui Ochôa (18 de janeiro de 2017). «"Insisto não ser tristeza" é lema de comemorações dos 30 anos da morte de Zeca Afonso». Expresso. Consultado em 2 de abril de 2018 
  15. Maria João Caetano (18 de fevereiro de 2017). «Que força ainda é essa da música de intervenção?». Diário de Notícias. Consultado em 2 de abril de 2018 
  16. Nuno Pacheco (23 de fevereiro de 2017). «José Afonso, Alípio e a força da memória». Público. Consultado em 2 de abril de 2018 
  17. Katarína Miškovičová (2014). «Análise dos textos de José Afonso» (PDF). Masarykoya Univerzita. 15 páginas. Consultado em 2 de abril de 2018 
  18. a b A. Salvador 2014, p. 277
  19. Katarína Miškovičová (2014). «Análise dos textos de José Afonso» (PDF). Masarykoya Univerzita: 26–27. Consultado em 2 de abril de 2018 
  20. a b c «Verso dos Versos». aja-Associação José Afonso. Consultado em 2 de abril de 2018 
  21. «UHF gravam José Afonso». Blitz. 20 de abril de 2014. Consultado em 2 de abril de 2018 
  22. «Traz outro amigo também». Alfarrabio–Universidade do Minho. Consultado em 2 de abril de 2018 
  23. M. Ribeiro 2014, p. 82
  24. João Silva (25 de novembro de 2010). «UHF–A independência incomoda em Portugal». TVI 24. Consultado em 2 de abril de 2018 
  25. «UHF–Ninguém está a falar verdade sobre o que se passa neste país». Correio da Manhã–Vidas. 24 de agosto de 2013. Consultado em 2 de abril de 2018 
  26. «José Afonso». Infopédia–Porto Editora. Consultado em 2 de abril de 2018 
  27. Katarína Miškovičová (2014). «Análise dos textos de José Afonso» (PDF). Masarykoya Univerzita. 29 páginas. Consultado em 2 de abril de 2018 
  28. A. Salvador 2014, p. 226
  29. «Discografia de José Afonso (primeiras edições)». Visão. 30 de julho de 2009. Consultado em 2 de abril de 2018 
  30. «A Herança do Andarilho (álbum)». Portuguese Charts. Consultado em 2 de abril de 2018 
  31. «A Herança do Andarilho». UHF Rock. Consultado em 2 de abril de 2018 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • A. Salvador, José (2014). Zeca Afonso–Livra-te do medo. Rua da Restauração 365, 4099-023 Porto: Porto Editora. ISBN 978-972-0-07224-5 
  • M. Ribeiro, António (2014). Por Detrás do Pano. Avenida da Liberdade 166 1º andar 1250-166 Lisboa: Chiado Editora. 337 páginas. ISBN 978-989-51-2692-7 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]