Comunalismo (política)

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Comunalismo é uma das três teorias gerais sob as quais se agrupam, a grosso modo, as pessoas que acreditam no chamado "comunismo libertário, cada qual com os seus mestres, teóricos, líderes, organizações e literatura", nas palavras de Kenneth Rexroth,[1] sendo as outras duas o anarquismo em suas diversas formas e a esquerda marxista.

O comunalismo agruparia os membros das comunidades intencionais, usualmente, mas não necessariamente de inspiração religiosa, os quais viveriam nas chamadas comunas. Porém, na concepção de Rexroth, semelhante à de TAZ, a comuna opera de dentro do sistema capitalista mesmo, sendo autônoma e podendo ou não modificá-lo a longo prazo.

Pensadores libertários ou anarquistas contemporâneos usualmente o denominam de comunalismo intencional, associativismo voluntário e comunalismo libertário, terminologia de difícil diferenciação.

Em Portugal[editar | editar código-fonte]

Noutros tempos, em Portugal, uma boa parte dos povoados integravam-se num regime comunalista para a prática de serviços reciprocamente prestados no interesse individual e coletivo. Reciprocamente obedeciam a regras e preceitos de longe estabelecidos para a regulamentação de uma especial vida jurídica por eles criada e que todos religiosamente cumpriam. Vários autores apontam como exemplos o regime pastoril dos povos da serra do Gerês, a região de Barroso e a freguesia de Covide[2].

Referências

  1. Ebooks Brasil
  2. Revista Terra Portuguesa N.º 27-28, Out.-Dez. 1918, pág. 98.

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