Eurocopter Ecureuil

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AS 350 Écureuil/AStar
Helicóptero
Helicóptero RAN Esquilo
Descrição
Tipo / Missão Helicóptero utilitário leve
País de origem  França
Fabricante Aérospatiale
Eurocopter
Airbus Helicopters
Helibras
Período de produção 1975-presente
Custo unitário US$ 2 milhões (AS350 B2)
US$ 2.3 milhões (AS350 B3)
Primeiro voo em 26 de junho de 1974 (47 anos)
Introduzido em 1975
Tripulação 1 - piloto
Passageiros 5
Especificações
Dimensões
Comprimento 10,93 m (35,9 ft)
Altura 3,14 m (10,3 ft)
Área do(s) rotor(es) 89,75  (966 ft²)
Diâmetro do(s) rotor(es) 10,7 m (35,1 ft)
Peso(s)
Peso vazio 1 174 kg (2 590 lb)
Peso máx. de decolagem 2 250 kg (4 960 lb)
Propulsão
Motor(es) 1x Turbomeca Arriel 2B
Potência (por motor) 847 hp (632 kW)
Performance
Velocidade máxima 245 km/h (132 kn)
Alcance (MTOW) 662 km (411 mi)
Autonomia 4,1 h(s)
Teto máximo 4 600 m (15 100 ft)
Razão de subida 8,5 m/s
Notas
Versão armada
2 lançadores de foguetes SBAT de 70 mm (2,8 in) ou 2 casulos de metralhadoras 7,62 mm (0,30 in) ou 2 casulos de metralhadoras 12,7 mm (0,50 in)

O Ecureuil (esquilo em francês) é um helicóptero leve desenvolvido pela Aérospatiale, hoje Airbus Helicopters e pela Eurocopter. É montado no Brasil pela Helicópteros do Brasil S.A (Helibrás) com a nomenclatura HB350B. Segundo a Helibras, a nacionalização é de 43%.

Representa grande parte do mercado brasileiro civil, mas também é o principal helicóptero operado por organizações policiais. É utilizado pelas três forças armadas com funções variadas como treinamento, utilitário e ataque.

Marinha do Brasil[editar | editar código-fonte]

A Aviação Naval incentivou a produção de helicópteros do Brasil e foi o primeiro operador nacional do Esquilo. A primeira encomenda foi de seis aeronaves HB 350B monoturbina recebidas entre 1979 e 1980. Outras três aeronaves foram adquiridas em 1983 e mais quatro nos anos seguintes.

A partir de 1986, a marinha começou a receber dez HB 355F2 biturbina.

Em 1988, foi recebida uma nova encomenda de sete aeronaves HB 350BA monoturbina.

Os HB 350BA são denominados pela marinha como UH 12 Esquilo monoturbina. Os AS 355F2 são denominados UH 13 Esquilo biturbina.

Com as perdas em acidentes e um Esquilo biturbina doado à Marinha do Uruguai, a marinha possui atualmente 18 UH-12 e 8 UH-13.

São usados como helicópteros utilitários nos esquadrões Primeiro Esquadrão de Emprego Geral (HU-1), Terceiro Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (HU-3), Quarto Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (HU-4) e Quinto Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (HU-5), mas também tem por objetivo prover apoio aéreo aos navios e fuzileiros navais.

Os AS 355F2 Esquilo biturbina estão concentrados no Esquadrão HU-1, responsável por suprir o NApOc Ary Rongel (H-44) nas missões à Antártica. Os AS 355F2 são utilizados por sua maior reserva de potência e capacidade de voar por instrumentos. A cada viagem, dois aparelhos embarcam no navio.

Força Aérea Brasileira[editar | editar código-fonte]

Na mesma compra dos HB 355F2 para a Marinha, foram adquiridos 30 aparelhos HB 350B para a FAB.

Na Força Aérea são designados H-50.

Posteriormente, foram adquiridos 10 HB 355F2. Oito foram designados H-55 (para transporte) e dois como VC-55 (transporte VIP).

São usados por diversas organizações militares, mas seu uso ocorre principalmente nas atividades de instrução aérea no 1º/11º Grupo de Aviação, Esquadrão Gavião da Base Aérea de Natal, pela Equipe SAR da Academia da Força Aérea, em Pirassununga e era a aeronave do Segundo Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação, que agora opera os AH-2 Sabre/Mi-35.

Exército Brasileiro[editar | editar código-fonte]

Com a recriação da Aviação do Exército do Brasil em 1986, foram adquiridos diferentes helicópteros para equipá-la. A Av Ex possui duas variantes do Esquilo, a HB 350 L1 e AS 550 A2, ambas monoturbina. Atualmente, estão operacionais, respectivamente, 15 e 19 aparelhos.

O Esquilo é empregado como escolta para os AS 365 K Pantera, helicóptero de treinamento, ataque e esclarecimento.

Uso policial[editar | editar código-fonte]

No Brasil, diversas polícias estaduais utilizam o Esquilo operacionalmente no combate ao crime. O destaque é a Polícia Militar do Estado de São Paulo, no GRPAe "João Negrão", onde a maior frota brasileira dessas aeronaves é utilizada e tem o dever de apoiar todas as unidades da PMESP. Já a Polícia Civil do Estado de São Paulo, no SAT, possui 4 aeronaves Esquilo, uma delas, o primeiro Esquilo blindado do Brasil para uso policial.

Histórico de operação em Portugal[editar | editar código-fonte]

O Estado Português adquiriu em 2007 4 helicópteros Eurocopter AS350 B3 Ecureuil para o combate a incêndios florestais[1], sendo operados pela empresa pública EMA - Empresa de Meios Aéreos até 2014, data em que esta empresa foi extinta devido a cortes orçamentais.[2] Após 2014, estes helicópteros do Estado Português passaram a ser reparados e operados por empresas particulares no combate a incêndios. Em 2018 a gestão dos meios aéreos de combate a incêndios passou a ser gerida pela Força Aérea Portuguesa[3], podendo estes helicópteros virem a ser incorporados no inventário de meios aéreos da Força Aérea, à semelhança do que aconteceu aos 6 Kamov Ka-32 em 2022.[4]

Dos 4 Eurocopter AS350 B3 Ecureuil adquiridos pelo estado Português, 3 estão em operação e um sofreu um acidente em 2015, não havendo vítimas mortais a registar.[5][6]

Recorde de altitude[editar | editar código-fonte]

No dia 14 de maio de 2005, o piloto de testes Didier Delsalle decolou de Lukla, Nepal para definir o recorde mundial de pouso mais elevado já realizado, descendo com um Eurocopter AS350 Squirrel sobre o topo do monte Everest, situado a 8,848 metros de altitude em relação ao nível médio do mar. Após ficar no topo do mundo por três minutos e cinquenta segundos, Delsalle decolou de volta ao aeroporto de Lukla.[7]

Acidentes[editar | editar código-fonte]

Em 10 de fevereiro de 2010 o helicóptero de notícias Esquilo Águia Dourada, da Rede Record, sofreu uma pane e caiu no Jockey Club, em São Paulo. Havia dois tripulantes, sendo estes o piloto, que faleceu na hora da queda, e o tripulante Alexandre Silva de Moura, cinegrafista da emissora, que ficou internado em estado grave.[8] O cinegrafista conseguiu sobreviver ao acidente.

No dia 17 de junho de 2011, o helicóptero Esquilo prefixo PR-OMO decolou de Porto Seguro, por volta das 18h, com destino a Trancoso, mas caiu no mar minutos antes do pouso; morreram na queda todos passageiros e tripulante.[9]

No dia 27 de outubro de 2013, o helicóptero Esquilo prefixo PT-HZQ decolou de Ilheus-BA, as 19:34h, a fim de realizar um voo de treinamento local. Com cerca de 12 minutos de voo, houve a perda de controle em voo da aeronave, que se chocou contra o solo. Devido a baixa altitude o piloto e os dois passageiros saíram ilesos.[10]

No dia 7 de junho de 2014, o helicóptero Helibrás HB-350BA Esquilo, prefixo PT-YJJ, caiu logo após decolar, em Aruanã (Goiás). Todos os cinco tripulantes faleceram, entre eles o ex-jogador Fernandão. Laudo pericial do Cenipa apontou, divulgado e/ou concluído somente em 18 de janeiro de 2016, que a causa do acidente foi erro humano do piloto. Os tripulantes eram Milton Ananias, coronel aposentado da Polícia Militar e quem pilotava a aeronave, Antônio de Pádua, primo do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), Edmilson de Sousa Lemes, cabo da PM e presidente da Câmara Municipal de Palmeiras de Goiás, Lindomar Mendes Vieira, funcionário da fazenda e o ex-jogador Fernando Lúcio da Costa.[11]

Esquilo - aeronave particular

No dia 19 de novembro de 2016, o helicóptero Esquilo AS 350 B3 caiu durante uma operação da PM na Cidade de Deus, Rio de Janeiro, até então classificada pelo governo como "pacificada".[12] Não havia, até o dia 21 de novembro, apuração da real causa da queda. A manutenção do helicóptero estava em dia[13] e o mesmo não era blindado.[14] Todos os 4 PMs que estavam a bordo morreram no local e todos eles tinham experiência de mais de 1 década na corporação, afastando a possibilidade da causa da queda ter sido erro humano.[15]

Variantes[editar | editar código-fonte]

As aeronaves oriundas da Helibrás recebem a denominação HB em substituição ao AS dos modelos franceses.

Monoturbina[editar | editar código-fonte]

  • AS 350B, impulsionado por um motor Turbomeca Arriel 1B.
  • AS 350BA, impulsionado por um motor Turbomeca Arriel 1B, com pás do AS 355 (a partir desta versão todos passam a usar as pás assimétricas e com corda maior usadas originalmente no AS 355 Ecureuil 2)
  • AS 350B1, impulsionado por um motor Turbomeca Arriel 1D.
  • AS 350B2, apresenta melhor desempenho em altitudes elevadas e em temperaturas altas, impulsionado por um motor Turbomeca Arriel 1D1, presença de strake na extensão do cone de cauda.
  • AS 350B3, versão de alta performance do Esquilo monomotor, impulsionado por um motor Turbomeca Arriel 2B de 847 shp equipado com sitema Full Authority Digital Engine Control (FADEC).
  • AS 350B3+
  • AS 350B3E, variante melhorada do B3, novo motor Arriel 2D de 952 shp, sistema hidráulico duplo opcional.
  • AS 350L1, variante militar do AS 350B.
  • AS 550C2 Fennec, versão militar.
  • AS 550U2 Fennec, versão militar.

Biturbina[editar | editar código-fonte]

Eurocopter AS 555 UN Fennec do Exército Francês
  • AS 355E
  • AS 355F
  • AS 355F1
  • AS 355F2, dois motores (allison C20-F)
  • AS 355N , dois motores Turbomeca Arrius 1A com sistema FADEC.
  • AS 355NP
  • AS.555N Fennec, versão militar.
  • AS.555AF Fennec, versão militar.
  • AS.555AN Fennec, versão militar.
  • AS.555SN Fennec, versão militar.
  • AS.555UN Fennec, versão militar.

Operadores[editar | editar código-fonte]

Operadores militares do Esquilo:

Referências

  1. «MEIOS AÉREOS NO COMBATE A INCÊNDIOS FLORESTAIS | Operacional». Consultado em 11 de fevereiro de 2022 
  2. Lusa. «Empresa de Meios Aéreos foi extinta». PÚBLICO. Consultado em 11 de fevereiro de 2022 
  3. Valente, Liliana. «Força Aérea lançou concurso de 156 milhões para aeronaves de combate a incêndios». PÚBLICO. Consultado em 11 de fevereiro de 2022 
  4. «KAMOV TRANSFERIDOS PARA A FORÇA AÉREA [M2289 - 6/2022]». Consultado em 11 de fevereiro de 2022 
  5. Oliveira, Mariana. «Helicóptero ligeiro da frota do Estado cai em Paços de Ferreira». PÚBLICO. Consultado em 11 de fevereiro de 2022 
  6. «EMA (Empresa de Meios Aéreos, S.A.) - Frota». Bombeiros Portugueses. 3 de abril de 2013. Consultado em 11 de fevereiro de 2022 
  7. «Archived copy». Consultado em 24 de junho de 2009. Arquivado do original em 2 de agosto de 2009 
  8. «Piloto de helicóptero da Rede Record morre após queda de aeronave no Jockey Club - São Paulo - R7». noticias.r7.com. 10 de fevereiro de 2010. Consultado em 21 de novembro de 2016. Arquivado do original em 11 de março de 2016 
  9. «G1 - acidente na Bahia - página visitada em 22-06-2011». g1.globo.com 
  10. «RELATÓRIO FINAL A-193/CENIPA/2013» (PDF). Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos. 25 de junho de 2018. Consultado em 8 de janeiro de 2022 
  11. «Laudo aponta falhas do piloto em acidente que matou Fernandão». Goiás. 18 de janeiro de 2016 
  12. «Helicóptero da PM cai e mata quatro policiais na Cidade de Deus | VEJA.com». VEJA.com. 19 de novembro de 2016 
  13. «Perícia mostra que policiais e helicóptero não foram alvejados | VEJA.com». VEJA.com. 20 de novembro de 2016 
  14. «Sá diz que manutenção de helicóptero estava em dia e lamenta mortes». Rio de Janeiro. 20 de novembro de 2016 
  15. «PM diz que sinais de áudio e vídeo de helicóptero que caiu foram cortados | Rio de Janeiro | G1». g1.globo.com. Consultado em 21 de novembro de 2016 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
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