Guinada à esquerda

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Da esquerda para a direita: Rafael Correa, Evo Morales, Néstor e Cristina Kirchner, Lula, Nicanor Duarte e Hugo Chávez, na fundação do Banco do Sul.

Guinada à esquerda ou onda rosa são expressões usadas na análise política do início do século XXI, para referir-se à percepção da crescente influência da esquerda na América Latina, entre o fim da década de 1990 e o início dos anos 2000, quando foram eleitos muitos chefes de Estado ligados a partidos reformistas de esquerda, a exemplo de Luiz Inácio Lula da Silva (no Brasil),[1] Hugo Chávez (na Venezuela), Evo Morales (na Bolívia). Néstor Kirchner (Argentina) e Tabaré Vázquez (no Uruguai), entre outros.[2]

Segundo pesquisa realizada pela BBC, em 2005, 3/4 dos 350 milhões de habitantes da América do Sul viviam sob a liderança de presidentes de esquerda.[3]

Após o movimento de integração político-econômica, várias dessas nações contestaram os termos do chamado "Consenso de Washington" - um conjunto de diretrizes de política econômica lançada na anos 1990 pelo Governo estadunidense em parceria com o FMI - buscando estabelecer relações comerciais independentes entre os países sul-americanos. As iniciativas de integração latino-americana têm tido, como principal referência histórica, o pan-americanismo, nos termos defendidos pelos Libertadores Simón Bolívar e José de San Martín.

O fenômeno da guinada à esquerda foi sucedido pela onda conservadora, que surgiu na década de 2010.

Presidentes da guinada à esquerda[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Lula é eleito presidente do Brasil pela primeira vez». History. Consultado em 10 de junho de 2018 
  2. «A Tale of Two Lefts». Foreign Affairs. Consultado em 9 de setembro de 2013 
  3. «South America's leftward sweep». BBC. 2 de março de 2005. Consultado em 7 de setembro de 2013