Jules Bianchi

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Jules Bianchi
Jules Bianchi em 2012
Informações pessoais
Nacionalidade francês
Nascimento 3 de agosto de 1989
Nice, França
Morte 17 de julho de 2015 (25 anos)
Nice, França
Altura 1,79[1] m
Registros na Fórmula 1
Temporadas 20132014
Equipes Marussia
GPs disputados 34
Pontos 2[2]
Primeiro GP GP da Austrália de 2013
Último GP GP do Japão de 2014

Jules Bianchi (Nice, 3 de agosto de 1989Nice, 17 de julho de 2015) foi um promissor piloto automobilístico francês de Fórmula 1 que competiu pela extinta equipe Marussia. Marcado na história de forma infeliz, por ser o último piloto a vir falecer em decorrência de um acidente durante um Grande Prêmio de Fórmula 1, no GP do Japão de 2014, no tradicional autódromo de Suzuka.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Categorias de formação[editar | editar código-fonte]

Em 2002, Jules ingressou no Kart com a 3ª colocação no Trophée des Jeunes, ao somar 97 pontos, no mesmo ano ele participou da Grand Prix Karting e da Monaco Kart Cup.

Em 2003, ele competiu pela European Championship - Western Region Qualification onde foi vice-campeão e prosseguiu a temporada competindo pela South Garda Winter Cup ICA Junior e a Andrea Margutti Trophy - ICA Junior onde concluiu o campeonato em 3º e prosseguiu pelo Italian Open Masters, Grand Prix Karting, fechando o ano com a CIK-FIA European Junior Championship.

Para 2004 ele iniciou na 3ª colocação do Andrea Margutti Trophy e na Copa Campeones Throphy onde foi vice-campeão. O vice-campeonato se repetiu na Grand Prix Karting com 281 pontos e novamente um vice na European Championship e fechando o ano com a Italian Open Masters.

Em 2005, o ano começou com a South Garda Winter, mas foi na Copa Campeones Throphy que Bianchi chegou ao seu primeiro titulo na carreira, após o titulo ele parte para a Andrea Margutti Throphy Formula A, mas foi na Asia-Pacific Championship Formula A que ele novamente chegou ao titulo pela equipe Maranello, ele terminou com o ano competindo na Italian Open Masters, European Championship e World Championship Formula A.

Em 2006 ele abriu o ano com o French Championship Elite onde foi 13º com 102 pontos, e na WSK International Series ICC ele conseguiu um novo título com 67 pontos pela Maranello Maxter, o restante do ano incluiu a WSK International Series Formula A, World Cup ICC, então na Italian Open Masters ele conseguiu uma 3º colocação com 124 e 2º na World Cup Formula A, além do European Championship Formula A onde foi 5º com 43 pontos, e novamente 5º no Andrea Margutti Throphy Formula A. Bianchi se despediu do kartismo com o vice-campeonato da South Garda Winter Cup Formula A, e então chegou a vez dos fórmulas na carreira do pronto e já observado pela Ferrari, Jules Bianchi, agora empresariado por Nicolas Toad [3]

Caminho de sucesso rumo a Fórmula 1[editar | editar código-fonte]

A carreira de Bianchi nos fórmulas começa com Fórmula Renault 2.0 Eurocup em 2007, foram seis corridas intercaladas entre as etapas do campeonato onde Jules correu a terceira, quarta, quinta (onde ele fez a pole), sexta (onde fez a volta mais rápida), décima terceira e décima quarta, foram 4 pontos e a 22ª colocação no campeonato pela SG Drivers Project que utilizava um Tatuus FR2000

Na sequência do ano, com o mesmo carro ele chegou ao titulo do Campionnat de France Formula Renault 2.0 com seis pódios, cinco poles e dez voltas mais rápidas em treze corridas com cinco vitórias, com destaque para as vitórias com pole e voltas mais rápidas em Magny-Cours e Barcelona, e o terceiro lugar na última etapa na segunda bateria em Barcelona que encerrou o ano com o titulo e números esmagadores e impressionantes.

Em 2008, Jules ficou em nono pela ART Grand Prix, com seu Dallara F308 Mercedes no GP de Macau de F3, e venceu o GP de Zolder com a mesma configuração pela GP Masters Formula 3. O sucesso foi confirmado na Fórmula 3 Euro Series, foram vinte etapas, duas poles (Brands Hatch, LeMans e Hocknheim), duas voltas mais rápidas (Brands Hatch e Hocknheim), foram cinco pódios (Mugello, Zandvoort, Nuburgring em corrida dupla e Barcelona) e duas vitórias Le Mans e Hockenheim, os resultados somados deram a Bianchi a 3ª colocação no campeonato [3]

Bianchi na F3 em 2009

Piloto de teste da Ferrari[editar | editar código-fonte]

Em 2009, Jules já era observado pela Ferrari pelo seu desempenho nas categorias de desenvolvimento o que o levou até uma posição de destaque na Ferrari Driver Academy, e com a carreira gerenciada por Nicolas Todt, empresário de pilotos como Felipe Massa (então titular da Ferrari) e Charles Leclarc, além de ser cofundador da ART, e isso fez com que Bianchi finalmente tivesse seu primeiro contato com um F1, na ocasião em testes com a Ferrari F60 [4]

Consagração na F3 e F2[editar | editar código-fonte]

A sequência do ano teve as etapas de Macau onde terminou em 10º. Quatro etapas da Fórmula 3 Britain - Invitation Class com duas vitórias, um pódio e duas voltas mais rápidas. Tango Masters de Formula 3 com uma 4ª colocação em Zandvoort e um abandono em Monte Carlo na Formula Renault 3.5 Series.

E então veio o titulo do campeonato de Formula 3 Euro Series, foram 20 etapas, com seis poles (Zandvoort, Oschersleben, Nurburgring, Barcelona, Dijon e Hockenheim) e sete voltas mais rápidas (Zandvoort primeira e segunda bateria, Oschersleben, Nurburgring, Barcelona, Dijon e Hockenheim), e três pódios (terceiro em Hockenheim e Norisring, além do segundo em Dijon), incríveis 114 pontos para a ART Grand Prix.

Em 2010 a temporada ele começa terceiro lugar na GP2 Series, seus 53 pontos pela ART Grand Prix, com destaque para os quatro pódios, a terceira colocação em Mônaco e os segundos lugares em Valência, Silverstone, além das poles em Barcelona, Silverstone e Monza e a volta mais rápida em Hockenheim, o carro da campanha foi o Dallara GP2-08 de motor Renault e pneus Bridgestone. Na GP2 Asia Series foram cinco corridas, apenas um pódio na etapa inicial de Yas Marina, uma pole no Bahrain, e as voltas mais rápidas na segunda e quarta etapas do Bahrain da qual na última ele abandonou, campeonato em questão foi disputado com um Dallara GP2/05.

Em seguida o ano terminou com mais serviços prestados aos testes da Ferrari para 2010

ART Lotus de 2011 na GP2

Para 2011, a ART se tornou Lotus ART e a nova pintura histórica foi levada por Jules ao terceiro lugar do campeonato, com uma vitória (Silverstone), cinco pódios (3º em Istanbul e Monza) e uma pole (Silverstone). A GP2 Asia Series foi marcada por um vice-campeonato, dessa vez o carro usado foi um Dallara GP2/11 Renault, com vitória em Yas Marina e volta mais rápida marcada, além do pódio em Imola com a terceira posição

Em 2012 veio a despedida definitiva das categorias, com a Formula Renault 3.5 Series e um novo vice-campeonato, 185 pontos com três vitórias, cinco pódios (2º em Monte Carlo, Spa-Francorchamps e Autodrom Moscow) (3º em Silverstone e Hungaroring), cinco poles (Nurburgring, Moscou, Silverstone, Paul Ricard e Barcelona) e sete voltas mais rápidas (Monte Carlo, Spa primeira e segunda etapa, e Nurburgring em seguida, e após Moscou, Silverstone e Hungaroring) com o Dallara FR35-12 de motores Zytek e pneus Michelin da Tech 1 Racing [5] [6].

Jules testando pela Force India em 2013

Na F1 ele dividiu os trabalhos de terceiro piloto entre Ferrari e o empréstimo para a hoje extinta Sahara Force índia, Jules estava pronto para o circo da Fórmula 1 de forma oficial e definitiva [7][4]

Fórmula 1 2013[editar | editar código-fonte]

Bianchi em seu primeiro ano com aMarussia MR02

Jules Bianchi competiu pela equipe Britânica-Russa, Marussia F1 Team, durante a temporada completa de 2013, foram dezenove corridas onde ele não teve oportunidade de pontuar com a Marussia MR02 de número 22 de motor Cosworth e pneus Pirelli, ele foi o 19º no campeonato de 23 pilotos, seu melhor resultado foi a 13ª posição em Sepang, mesmo sendo presença constante no fundo do grid, ele superou facilmente o duelo interno com seu companheiro de equipe Max Chilton, que encerrou a temporada na 23ª e última colocação dentre o campeonato de pilotos [8][9]

Bianchi com a Marussia em 2014

Fórmula 1 2014[editar | editar código-fonte]

Cotado como substituto de Kimi Raikkonen na Ferrari, Jules iniciou a temporada 2014 com a Marussia sem apresentar grandes evoluções entre as equipes da segunda metade do grid em comparação ao ano anterior, uma temporada de inicio mais desafiadora que a anterior inclusive, abandonando as duas primeiras corridas em Albert Park e Sepang e chegando em 16º, 17º, 18º no Bahrain, Shanghai e Barcelona respectivamente, eis que chegou o final de semana do GP de Mônaco daquela temporada [10]

Primeiros pontos na F1[editar | editar código-fonte]

Bianchi se aprontando para mais uma corrida pela Marussia com seu capacete

Bianchi fez uma condução espetacular extraindo o máximo no limite do extremo da sua maquina com destaque para a ultrapassagem na La Rascasse sobre Kamui Kobayashi e sua Caterham, durante a corrida Jules sofreu uma punição de +5 segundos ao seu tempo final de corrida por ter parado seu carro no grid de largada de forma incorreta o que forçou o francês a acelerar o ritmo para abrir vantagem superior a punição sobre o carro de seu compatriota Romain Grosjean, durante essa tentativa, Raikkonen e Magnussen quase bateram no Hairpen do Grand Hotel e ficaram travados devido a falta de espaço, o que fez Bianchi ultrapassa-los e posteriormente concluir a corrida em P8, porém sem conseguir abrir os 5 segundos para Grosjean sua posição final foi a 9ª colocação, dando a Marussia seus primeiros e únicos 2 pontos em sua história e primeiros pontos de uma das consideradas 'novas equipes nanicas' da era moderna da F1, feito extremamente comemorado no rádio junto ao seu chefe de equipe John Booth e com a equipe no pós-corrida, na ocasião seu companheiro de equipe Max Chilton foi o 14º e último colocado, tomando 3 voltas do vencedor Nico Rosberg [11][12]

Restante da temporada e acidente[editar | editar código-fonte]

O restante da temporada foi de baixo desempenho como de normalmente era a vida das Marussias, tendo como novo melhor resultado pós-Mônaco apenas uma 14ª colocação em Silverstone três corridas mais tarde [13]

Na décima quinta corrida da temporada em Suzuka o clima era tenso acima de qualquer outra corrida sob chuva, pois o tufão Phafone estava se aproximando do Japão e gerando estragos e problemas ao longo da costa Asiática, os ventos de 130 km/h e forte chuva abriram o domingo de GP que teve sua largada mantida para o horário original das 15h locais. A largada foi dada com Safety car na pista a frente do pelotão antes de uma nenhum pouco demorada bandeira vermelha ser agitada já na volta 3 das 53 previstas, onde a imagem exibe pela última vez uma imagem de Jules como o conhecemos, ele estava limpando a viseira do seu capacete dentro da garagem da Marussia, enquanto os relatos eram de baixa visibilidade por parte dos pilotos dentro de seus carros que começaram a correr sob bandeira verde apenas na 10ª volta [14]. Na volta 42, Adrian Sutil rodou com sua Sauber C33 e tocou de leve a barreira de pneus na curva Dunlop, imediatamente a curva passou a ser sinalizada com as bandeiras amarelas duplas, alertando os cuidados para o setor que havia aquaplanagem

Em seguida as câmeras mostraram uma agitação ao redor do trator grua, porém o próprio encobria o que estava acontecendo a sua direita, enquanto a transmissão da FIA mostrava o Safety Car e Medical Car saindo de dentro do pit lane, o Medical Car com mais pressa tomando a frente enquanto nenhum replay era exibido, não era possível saber se algo havia acontecido com Sutil mesmo batendo lentamente, ou com um fiscal de pista como se cogitou, até que as telemetrias deixaram claro que Bianchi não completou a sua volta e não respondia pelo rádio, alertados o socorro foi iniciado três minutos depois do choque de Bianchi com o trator grua que retirava o carro de Sutil, apenas algumas filmagens de fãs na arquibancada mostraram ao mundo horas depois a Marussia de Bianchi acertando o trator de uma forma que o mesmo chegou sair do chão, fotos posteriormente mostravam Sutil e os fiscais com expressões faciais de pânico com as mãos na cabeça pelo o que presenciaram, a corrida foi colocada sobre bandeira vermelha nove minutos depois do choque, e em seguida a direção de prova informou que a corrida não iria ser reiniciada, ele foi levado ao Hospital de Mie de ambulância já que o helicóptero não poderia levantar voo sobre as condições climáticas do momento, foram 17km por solo [15][16]

As conclusões da FIA sobre o acidente foram que Jules não diminuiu a velocidade o suficiente no setor de bandeiras amarelas, prova disso é que ele perdeu o controle a 213 km/h, 2.6 segundos antes do impacto, também se percebeu na telemetria que ele acelerou e freou ao mesmo tempo esperando que isso desligasse o motor do carro, porém o sistema da Marussia era incompatível com essa medida de segurança existe na época, o que por consequência não diminuiu a velocidade de forma considerável, o impacto com o trator aconteceu aos 126 km/h acertando o lado esquerdo do capacete de Bianchi, a desaceleração foi de 58g, estimativas extraoficiais dizem que no capacete o impacto tenha sido de 254g considerado altíssimo para chances de sobrevivência, ainda mais tendo esse nível de desaceleração concentrada só cabeça, o diagnostico era de uma Lesão Axonal Difusa [17][18][19]

Após várias cirurgias no Japão e depois transportado para a França em novembro de 2014, Bianchi seguia em coma de estado gravíssimo quase sem possibilidade de reversão e sem melhoras significativas, nove meses depois do acidente, sua família seguia acompanhando de perto o seu estado e esperando pelo pior o quadro mais esperançoso indicava um permanente estado vegetativo. Jules Bianchi é declarado morto no dia 17 de Julho de 2015 em sua terra natal, Nice, aos 25 anos de idade [20] [21]. Essa foi a primeira morte em decorrência de um final de semana de GP de Fórmula 1, desde Ayrton Senna em 1 de Maio de 1994, o mundo da F1 ficou chocado, alguns pilotos compareceram ao seu enterro e carregaram seu caixão e se reuniram na corrida seguinte na Hungria para fazer orações juntos e um minuto de silêncio ao redor de seu capacete junto aos capacetes dos demais pilotos do grid vigente, seu pai esteve presente levando o capacete de Jules aos pilotos do grid de 2015 [22][23].

Legado e pós-Bianchi[editar | editar código-fonte]

Halo ao redor de Charles Leclerc e sua Ferrari

De imediato, voltaram os debates sobre a necessidade imediata de se criar uma cobertura sobre o capacete dos pilotos, ainda em 2015 se cogitou um escudo protetor semelhante ao que seria aplicado na Fórmula Indy posteriormente, então em 2018 a F1 coloca como parte obrigatória ao seus carros o Halo, porém se estima que a projeção da peça seria incapaz de suportar impacto semelhante ao que feriu fatalmente Bianchi, porém a peça de segurança auxiliou na proteção de possíveis acidentes que poderiam causar ferimentos graves ou até mesmo letais desde a sua implantação [24][25]

Memorial dos fans da Ferrari em homenagem a Bianchi 'Jules em nosso coração' diz ao centro escrito em Italiano

Descordando das analises e perícias da FIA sobre a causa do acidente, a família de Bianchi entrou na justiça contra F1, FIA e Marussia motivados pelo parecer final indicar uma serie de erros de Bianchi e não das demais falhas de procedimentos ocorridas no Grande Prêmio, como: o horário que a corrida foi iniciada sabendo das condições climáticas alteradas pelo tufão, por quê não houve a entrada imediata do Safety Car após Sutil sair da pista e precisar ter o seu carro removido após abandonar a prova, por quê na curva seguinte havia uma bandeira verde (exibida ao vivo durante a transmissão) e o principal, se foi correto posicionar um trator na área de escape da pista de frente para uma curva rápida. Após uma comissão analisar todos os fatos e a coerência dos procedimentos em todos os 384 acidentes nos 8 anos antes do GP do Japão de 2014 as conclusões foram as seguintes: a organização não desejou alterar o horário da largada e seu horário não foi determinante para o acontecimento do acidente, o uso da bandeira verde na curva seguinte a do acidente foi correto, já que a corrida retorna as condições normais após passar pela bandeira e não após vê-la, o caso segue aberto na justiça [25][26]

Número 17, eternamente aposentado da F1 pós-Jules Bianchi

Já no GP dos Estados Unidos, duas corridas depois do Japão, a F1 testou um sistema usado de forma definitiva até hoje chamado de Virtual Safety Car, onde os carros reduzem a velocidade sem diminuir ou aumentar a distância para os demais competidores a frente ou atrás, ela é usada em situações de meio termo, onde não seria preciso uma entrada do Safety Car comum, mas haveria necessidade de uma diminuição de velocidade por precaução para uma quilometragem pré-determinada, o VSC é usado desde 2015 na F1 [27] [28]

A Fórmula 1 em sua homenagem aposentou o número 17, que era usado por Bianchi [29], rumores apontavam que a Ferrari colocaria Bianchi para correr na Sauber em 2015 com um carro de 'meio de grid', e logo após segundo Luca de Montezemolo, ele seria o substituto de Kimi Raikkonen na Ferrari, porém, por destino da F1 quem entrou no lugar de Raikkonen foi o seu afilhado, Charles Leclerc que já declarou que Bianchi: 'merecia a Ferrari muito mais que ele próprio'. [30][31]

Jules sendo presenteado por uma garotinha Malaia no Paddock

Os procedimentos da era pós-Bianchi ficaram mais cuidados, porém com algumas amostras de imprudência e falta de organização, como no Grande Prêmio do Japão de 2022 na mesma pista de Suzuka durante a remoção do carro acidentado de Carlos Sainz, o francês e amigo de Bianchi, Pierre Gasly sob baixa visibilidade passou perto de um trator grua que circulava dentro da pista com fiscais auxiliando o reboque ao seu redor, o que provocou a ira de Gasly, após uma bandeira vermelha que interrompeu a prova no seu inicio assim como em 2014, Gasly comunicou a sua equipe, a AlphaTauri, e apareceu na transmissão dentro da garagem totalmente transtornado durante a sequência do período em bandeira vermelha, pós-corrida todos os pilotos que foram questionados classificaram um acontecimento inaceitável e um atentado contra a vida dos competidores [32][33][34]. O pai de Bianchi, Philippe Bianchi, imediatamente durante a corrida foi a sua rede social dizendo que: 'a F1 não tinha respeito pela memoria de Jules' [35]. A imagem de Gasly passando perto do trator grua e fiscais só foi possível de ser vista pela câmera on board selecionada por alguns pagantes do aplicativo de transmissão da F1 e colocada na internet ainda durante a corrida, as imagens rodaram o mundo com grande velocidade por compartilhamentos.

Outras categorias e curiosidades[editar | editar código-fonte]

Entrada na F1 no lugar de Brasileiro[editar | editar código-fonte]

Jules Bianchi só entrou na F1 pilotando pela Marussia porquê os patrocinadores do brasileiro, Luiz Razia, não efeituaram partes dos pagamentos que seriam repassados a Marussia, sendo assim o Brasileiro não conseguiu ingressar na categoria máxima do automobilismo, o Brasileiro chegou a assinar e ser anunciado como piloto titular da qual testou e participou de seus compromissos profissionais por 24 dias, ele foi demitido em 1 de Março de 2013, antes do campeonato começar. Bianchi por sua vez, tinha planos de ser promovido de piloto de testes para piloto titular da Force India em 2013, porém a equipe preferiu optar por Adrian Sutil, que vinte meses depois seria testemunha ocular de seu futuro acidente fatal.[5]

Vitória no Brasil[editar | editar código-fonte]

Já com renome nas categorias de formação do automobilismo mundial e com mesmo empresário de Felipe Massa, organizador do evento, Jules Bianchi foi convidado e venceu o Desafio Internacional das Estrelas de Kart de 2013, ele fez pole position e venceu a primeira corrida, e após chegar em quarto na segunda corrida se consagrou o grande campeão daquela edição com 40 pontos, a primeira realizada dentro do Beto Carreiro World, Jules foi o único francês presente naquela edição do evento.

Resultados na Fórmula 1[editar | editar código-fonte]

Legenda: (Corridas em negrito indicam pole position); (Corridas em itálico indicam volta mais rápida)

Temporada Equipe Chassis Motor 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 Classificação Pontos
2013 Marussia F1 Team Marussia MR02 Cosworth CA2013 2.4 V8 AUS
15
MAL
13
CHN
15
BHR
19
ESP
18
MON
Ret
CAN
17
GBR
16
ALE
Ret
HUN
16
BEL
18
ITA
19
SIN
18
JAP
16
COR
Ret
IND
18
EAU
20
EUA
18
BRA
17
19º 0
2014 Marussia F1 Team Marussia MR03 Ferrari 059/3 AUS
Ret
MAL
Ret
BHR
16
CHN
17
ESP
18
MON
9
CAN
Ret
AUT
15
GBR
14
ALE
15
HUN
15
BEL
18†
ITA
18
SIN
16
JAP
20†
RUS
Les
EUA
Les
BRA
Les
EAU
Les
17º 2

† Não terminou o Grande Prêmio, mas foi classificado porque completou 90% da corrida.

Referências

  1. «Jules Bianchi». Ferrari.com 
  2. «Jules Bianchi stats f1». statsf1 
  3. a b «Jules Bianchi | Racing career profile | Driver Database». www.driverdb.com. Consultado em 9 de outubro de 2022 
  4. a b Ferrari confirma Bianchi como piloto de testes em 2011 Portal Terra
  5. a b Rafael Lopes e Marcelo Courrege (1 de março de 2013). «Luiz Razia fora da F-1: patrocinador não paga e Marussia convoca Bianchi». Globoesporte.com. Consultado em 1 de março de 2013 
  6. «Há seis anos, F1 perdia Jules Bianchi». motorsport.uol.com.br. Consultado em 11 de outubro de 2022 
  7. «Jules Bianchi é levado inconsciente a hospital após gravíssimo acidente». GloboEsporte.com. Globo.com. 5 de outubro de 2014 
  8. «Standings». Formula 1® - The Official F1® Website (em inglês). Consultado em 11 de outubro de 2022 
  9. gazetaesportiva. «Bianchi aprova estreia e trabalha em simulador para evoluir em Sepang». Terra. Consultado em 12 de outubro de 2022 
  10. «Jules Bianchi era o escolhido para suceder Raikkonen, revela Montezemolo». ESPN. Consultado em 11 de outubro de 2022 
  11. «Os inesquecíveis e celebrados dois pontos somados por Jules Bianchi em Mônaco há cinco anos». ge. Consultado em 11 de outubro de 2022 
  12. «Francês se diz 'orgulhoso' após marcar primeiros pontos da Marussia na história da F-1». ESPN. Consultado em 12 de outubro de 2022 
  13. LS (6 de julho de 2014). «F1 – Comentários pós corrida – Mercedes – GP da Inglaterra 2014». Autoracing | F1 | Indy | MotoGP | StockCar | NASCAR. Consultado em 12 de outubro de 2022 
  14. «GP do Japão | Evento | Motorsport.com». motorsport.uol.com.br. Consultado em 12 de outubro de 2022 
  15. «Veja fotos do grave acidente de Jules Bianchi no GP do Japão». Terra. Consultado em 11 de outubro de 2022 
  16. GloboEsporte.comSuzuka, Por; Japão. «Testemunha, Sutil fala em situação crítica de Bianchi e cobra safety car». globoesporte.com. Consultado em 12 de outubro de 2022 
  17. terra. «Bianchi pode ficar em estado vegetativo; entenda lesão». Terra. Consultado em 12 de outubro de 2022 
  18. «Bianchi tem lesão grave no cérebro, e segue em estado crítico; família agradece apoio». ESPN. Consultado em 12 de outubro de 2022 
  19. GloboEsporte.comSuzuka, Por; Japão. «FIA pede investigação urgente sobre causas do acidente de Jules Bianchi». globoesporte.com. Consultado em 11 de outubro de 2022 
  20. «Bianchi é o primeiro piloto a morrer em GP desde Senna em 1994». motorsport.uol.com.br. Consultado em 12 de outubro de 2022 
  21. terra. «Bianchi não resiste após coma, e F1 tem 1ª morte desde Senna». Terra. Consultado em 12 de outubro de 2022 
  22. GloboEsporte.comNice, Por; França. «Jules Bianchi morre aos 25 anos, nove meses após grave acidente no Japão». globoesporte.com. Consultado em 12 de outubro de 2022 
  23. Vivo, Nathalia de (17 de julho de 2020). «Na Garagem: Nove meses após grave acidente no Japão, Bianchi morre aos 25 anos - Notícia de Fórmula 1». Grande Prêmio. Consultado em 12 de outubro de 2022 
  24. «Mãe de Jules Bianchi: «'Halo' surgiu após o acidente do meu filho e hoje salvou o Romain»». www.record.pt. Consultado em 11 de outubro de 2022 
  25. a b «F1, HALO: A salvar vidas desde 2018 | AutoSport». www.autosport.pt. Consultado em 17 de fevereiro de 2022 
  26. «Após morte, família de Bianchi move ação contra FIA e F1». motorsport.uol.com.br. Consultado em 12 de outubro de 2022 
  27. «FIA decide implantar safety-car virtual na próxima temporada ad Fórmula 1». ESPN. Consultado em 11 de outubro de 2022 
  28. «Fórmula 1 define regras de Safety Car virtual para 2015». motorsport.uol.com.br. Consultado em 11 de outubro de 2022 
  29. «FIA aposenta carro 17 da Fórmula 1 para homenagear Jules Bianchi - Gazeta Esportiva». www.gazetaesportiva.com. Consultado em 12 de outubro de 2022 
  30. «Leclerc: Bianchi merecia a vaga da Ferrari na F1 mais do que eu». motorsport.uol.com.br. Consultado em 12 de outubro de 2022 
  31. «https://esporte.uol.com.br/f1/ultimas-noticias/2015/07/20/bianchi-era-o-substituto-de-raikkonen-na-ferrari-revela-ex-presidente.htm». esporte.uol.com.br (em inglês). Consultado em 11 de outubro de 2022  Ligação externa em |titulo= (ajuda)
  32. Bloisi, Guilherme (9 de outubro de 2022). «Red Bull pede investigação profunda da FIA sobre trator em Suzuka: "Inaceitável" - Notícia de Fórmula 1 - Grande Prêmio». Grande Prêmio. Consultado em 11 de outubro de 2022 
  33. «Gasly arriscou punição para evitar acidente: "Eu estaria morto"». ge. Consultado em 11 de outubro de 2022 
  34. Netto, André (9 de outubro de 2022). «FIA repete Bianchi e solta trator em Suzuka em acidente de Sainz. E Gasly quase bate - Notícia de Fórmula 1». Grande Prêmio. Consultado em 11 de outubro de 2022 
  35. «F1: Pai de Jules Bianchi critica situação em Suzuka: "sem respeito pela memória Jules" | AutoSport». www.autosport.pt. Consultado em 12 de outubro de 2022 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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