Parque Ecológico Promotor Franscisco Lins do Rego

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Portaria 2
Memorial da Imigração Japonesa, dentro do parque.

O Parque Ecológico Francisco Lins do Rêgo, mais conhecido como Parque Ecológico da Pampulha, é administrado pela Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte e foi inaugurado em maio de 2004. É um ponto turístico com importância ecológica ímpar: ele é resultado de uma história de recuperação ambiental e patrimonial. O projeto é dos arquitetos Gustavo Penna, Álvaro Hardy, o Veveco, e Mariza Machado Coelho.

Ao longo dos anos, com a ocupação desordenada em torno de toda a bacia da Pampulha, foi ocorrendo o processo de assoreamento da lagoa. A retirada e o agrupamento de milhões de metros cúbicos de sedimentos depositados na Lagoa deram origem ao Parque Ecológico da Pampulha. Sua área levou cerca de uma década para se estabilizar fisicamente, sendo então colonizada pela fauna e pela flora, num processo de intenso. São cerca de 300 mil metros de área verde, divididos em diversos espaços planejados para o lazer e para a proteção da flora e da fauna locais. O público pode desfrutar da Esplanada, local para prática de esporte, ideal para soltar pipas e receber grandes espetáculos, do Bosque, área arborizada muito utilizada para piqueniques, do Coreto, local que recebe várias apresentações culturais, do Slackparque, espaço para prática de slackline, e do Memorial Japonês, monumento construído em comemoração ao Centenário da Imigração Japonesa ao Brasil celebrando a amizade entre Minas e Japão.

Os parques devem desenvolver suas atividades seguindo a premissa de desempenhar e conciliar suas funções ambiental, educativa, sociocultural, estética e de lazer, de forma a propiciar a melhoria da qualidade ambiental da cidade e possibilitar e estimular a relação e integração da população urbana com a natureza.

Dentre as funções ambientais estão:

  • regulação microclimática;
  • proteção de uma amostra do ecossistema e da biodiversidade associada;
  • controle da poluição hídrica, atmosférica e sonora.

A função educativa engloba:

  • realização de atividades de educação ambiental para o ensino formal e informal;
  • estímulo à prática esportiva e cuidado com a saúde;
  • sensibilização ambiental do visitantes por meio de sinalização interpretativa, distribuição de material educativo, eventos, etc.

Sua função sociocultural inclui:

  • provisão de espaço de interação social;
  • acesso universal e gratuito;
  • atendimento a pessoas com necessidades especiais;
  • diminuição do estresse da vida urbana.

Sua função estética abrange:

  • proteção de beleza natural;
  • diminuição da poluição visual;
  • descontinuidade da malha urbana.

A função de lazer está relacionada com:

  • oferta de diversificadas possibilidades de lazer;
  • promoção de eventos em datas comemorativas;
  • oportunidade de recreação em contato com a natureza.

Memorial da Imigração Japonesa[editar | editar código-fonte]

Inaugurado em 12 de maio de 2009, o Memorial da Imigração Japonesa é mais uma atração turística da Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte. O monumento, construído no Parque Ecológico da Pampulha, celebra a boa relação entre Belo Horizonte, Minas Gerais e o país oriental, unidos por traços culturais, além de parcerias comerciais e tecnológicas.

O Memorial é uma iniciativa da Comissão Mineira para Comemoração do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil, por meio da Associação Mineira de Cultura Nipo-Brasileira e do cônsul-geral honorário do Japão em Belo Horizonte, com patrocínio da Usiminas e Fiemg, e parceira do Governo de Minas e da Prefeitura de Belo Horizonte. No total, foram investidos R$ 8 milhões, parte com o apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, o que resultou em uma obra que impressiona pela beleza, ineditismo e envolvimento das duas culturas.

Para a construção do monumento, foram utilizadas 350 toneladas de aço. Trata-se de uma ponte suspensa sobre um imenso espelho d’agua, cujas extremidades representam de forma simbólica o Japão e Minas Gerais, separados geograficamente por um oceano, porém ligados em ideias e ideais. Ao centro, fica o pavilhão de arte contemporânea, uma sala pintada integralmente de vermelho, que estimula nos visitantes uma experiência sensorial. A cor foi escolhida por ser simbólica nas bandeiras do Japão e de Minas Gerais, além de servir como referência à cultura nipônica. No país oriental, o vermelho faz referência aos rituais de passagem, como nascimento, casamento e morte.  O acesso ao pavilhão de arte contemporânea é feito a partir de duas rampas que remetem às duas culturas: uma cercada por ipês brancos, que representa Minas Gerais, e a outra, rodeada por cerejeiras, simbolizando o Japão.

O projeto é de autoria os arquitetos Gustavo Penna e Mariza Machado Coelho.[1][2]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte

Ver também[editar | editar código-fonte]