Piggies

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"Piggies"
Canção de The Beatles
do álbum The Beatles
Lançamento 22 de novembro de 1968
Gravação Abbey Road Studios
22-23 de agosto de 1968
Gênero(s) Barroco, rock
Duração 2:04
Gravadora(s) Apple Records
Composição George Harrison
Produção George Martin
Faixas de The Beatles
Lado um
  1. "Back in the U.S.S.R."
  2. "Dear Prudence"
  3. "Glass Onion"
  4. "Ob-La-Di, Ob-La-Da"
  5. "Wild Honey Pie"
  6. "The Continuing Story of Bungalow Bill"
  7. "While My Guitar Gently Weeps"
  8. "Happiness Is a Warm Gun"

Lado dois

  1. "Martha My Dear"
  2. "I'm So Tired"
  3. "Blackbird"
  4. "Piggies"
  5. "Rocky Raccoon"
  6. "Don't Pass Me By"
  7. "Why Don't We Do It in the Road?"
  8. "I Will"
  9. "Julia"

Lado 3

  1. "Birthday"
  2. "Yer Blues"
  3. "Mother Nature's Son"
  4. "Everybody's Got Something to Hide Except Me and My Monkey"
  5. "Sexy Sadie"
  6. "Helter Skelter"
  7. "Long, Long, Long"

Lado 4

  1. "Revolution 1"
  2. "Honey Pie"
  3. "Savoy Truffle"
  4. "Cry Baby Cry"
  5. "Revolution 9"
  6. "Good Night"

"Piggies" é uma canção dos Beatles escrita por George Harrison inclusa no álbum The Beatles ou "Álbum Branco" de 1968. “Piggies” é a canção do meio de uma sequência de músicas com animais no título: “Blackbird” (Melro-preto) e “Rocky Raccoon” (Guaxinim “Rocky”). Foi uma decisão deliberada, de Lennon/McCartney na montagem do tracklist.

Origens da Criação[editar | editar código-fonte]

Assim como “Taxman” e “Think For Yourself,” essa é mais uma crítica social feita por Harrison. Num estilo barroco, quase como canção de crianças, com harpas e cravos e um contraponto com um riff de blues, Harrison esboçou todo seu desgosto com a classe social esnobe, os chamando de porcos. A canção é também mal-interpretada como sendo anti-autoridade (como a polícia que tem o apelido pejorativo de “porcos”).

Letra[editar | editar código-fonte]

A letra irônica de George trás uma fábula sobre os "Porquinhos." Frases como, "Os porquinhos vivem chafurdando na lama," "com suas camisas brancas engomadas," "eles sempre tem sujeira pra fazer" e "eles vivem suas vidas de porcos," mostram de maneira simbólica comparando-os com a burguesia local de Londres. A mãe de Harrison contribuíu com a frase, "O que eles precisam é umas boas palmadas," e Lennon contribuiu com a frase final, "Agarrando garfos e facas para comerem seu bacon" apesar da idéia original ser "para cortar suas bistecas."

Gravação[editar | editar código-fonte]

A canção foi gravada em 19 de setembro em poucas tomadas no Abbey Road Studios. Lennon empolgado com sua expêriencia de colagem de fitas (que mais tarde gerou "Revolution 9") fez uma colagem com grunhidos de porcos e o assistente de produção de Martin, Chris Thomas, gravou a harpa e o cravo. Os arranjos foram um trabalho duplo de Harrison e George Martin. Em alguns trechos sua voz é modificada com sintetizadores. John Lennon participa fazendo os grunhidos de porco.

Os músicos[editar | editar código-fonte]

Curiosidades e referências[editar | editar código-fonte]

  • Há uma versão desconhecida da letra que foi deixada de lado na época e só foi executada posteriormente nos shows solo de George Harrison nos anos 90. Essa versão pode ser vista em seu álbum ao vivo, Live in Japan. Segue abaixo:

“Yeah, everywhere there's lots of piggies/Playing piggy pranks” (Sim, todo lugar tem muitos porquinhos/Fazendo malandragem de porcos)

“And you can see them on their trotters/Down at the piggy banks” (E voce pode vê-los em seus cavalos/Descendo para o banco dos porcos)

“Paying piggy thanks/To they pig brother” (Pagando favores de porcos/Para seus aliados porcos)

  • Charles Manson interpretou muito das canções do disco e as usou como explicação para justificar seus crimes. “O que eles precisam é umas boas palmadas” soou como se ele devesse atacar a polícia. Durante os assassinatos, ele mandou seus seguidores usarem facas e garfos para cortar as vítimas como mencionado na canção e também escreveu com sangue das vítimas nas paredes, palavras como: “porcos políticos” e “morte aos porcos.”
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