Revolution 1

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"Revolution 1"
Canção de The Beatles
do álbum The Beatles
Lançamento 22 de novembro de 1968
Gravação Abbey Road Studios
30 de maio, 4 de junho, 21 de junho de 1968
Gênero(s) Blues, Soft rock
Duração 4:15
Gravadora(s) Apple Records
Composição Lennon/McCartney
Produção George Martin
Faixas de The Beatles
Lado um
  1. "Back in the U.S.S.R."
  2. "Dear Prudence"
  3. "Glass Onion"
  4. "Ob-La-Di, Ob-La-Da"
  5. "Wild Honey Pie"
  6. "The Continuing Story of Bungalow Bill"
  7. "While My Guitar Gently Weeps"
  8. "Happiness Is a Warm Gun"

Lado dois

  1. "Martha My Dear"
  2. "I'm So Tired"
  3. "Blackbird"
  4. "Piggies"
  5. "Rocky Raccoon"
  6. "Don't Pass Me By"
  7. "Why Don't We Do It in the Road?"
  8. "I Will"
  9. "Julia"

Lado 3

  1. "Birthday"
  2. "Yer Blues"
  3. "Mother Nature's Son"
  4. "Everybody's Got Something to Hide Except Me and My Monkey"
  5. "Sexy Sadie"
  6. "Helter Skelter"
  7. "Long, Long, Long"

Lado 4

  1. "Revolution 1"
  2. "Honey Pie"
  3. "Savoy Truffle"
  4. "Cry Baby Cry"
  5. "Revolution 9"
  6. "Good Night"

"Revolution 1" é uma canção dos Beatles composta por John Lennon, creditada a dupla Lennon-McCartney, e lançada no álbum The Beatles ou "Álbum Branco" de 1968. Foi a primeira canção a ser gravada para o disco cerca de seis semanas antes do single "Revolution", lado B de "Hey Jude."

Origens da Criação[editar | editar código-fonte]

A canção foi escrita durante a meditação transcendental em Rishikesh na Índia, e foi inspirada na situação global da época como a revolta estudantil em Paris, a Guerra do Vietnã e o assassinato de Martin Luther King, o que se tornou peça chave na carreira pós-Beatles de John.

Em 1968 havia um grande hiato entre o movimento hippie de "paz e amor" e os tumultos políticos, protestos e repressão. Lennon com seu interesse político crescente se viu confrontando essas ideias e decidiu colocar seus sentimentos sobre o assunto, longe da alienação dos fãs de Beatles. Segundo Lennon na revista Rolling Stone: “Eu queria desabafar sobre o que eu pensava da revolução. Eu achava que já era hora de falarmos sobre isso e parar de não responder perguntas sobre o que achávamos da guerra vietnamita quando estávamos em turnê com Brian Epstein e ter de dizer ‘vamos falar de Guerra dessa vez e não só embromar. Eu pensava sobre isso nas montanhas na Índia. Eu ainda tinha aquele sentimento de ‘Deus irá nos salvar, ’ e que tudo ficaria bem.”

Atritos e discussões[editar | editar código-fonte]

Quando os Beatles entraram em estúdio para começar o disco, John Lennon gravou essa canção e achou que poderia ser um single. Mas Paul McCartney estava com receio de uma música tão politizada se tornar um single e com o apoio de George Harrison vetou a opção de Lennon dizendo que a canção era muito lenta para ser um single. John desabafa sobre isso na revista Rolling Stone em 1980: "Quando Paul e George saíram para um feriado eu comecei "Revolution 1" junto com "Revolution 9." Eu queria colocá-la como um single, eu tinha tudo preparado mas eles chegaram e disseram que não era boa o bastante. E a gente colocou o que? 'Hello Goodbye', ou alguma droga assim? Não, colocamos 'Hey Jude', que valia a pena, mas me desculpe, poderia ter colocado ambos."

Então Lennon irritado gravou uma versão mais rápida reintitulada "Revolution" mas nesse trecho da entrevista para o "The Beatles Anthology," John ainda mostrava seu ressentimento sobre a primeira versão: "Eles disseram que não era rápida o bastante e se pensar nos detalhes, se seria um hit ou não, talvez estivessem certos. Mas os Beatles poderiam ter colocado a versão lenta no single, sem se importar se seria um disco de ouro ou de madeira. Mas por causa daquela irritação com a Yoko e o fato de eu estar tendo uma criação dominante como nos velhos tempos depois de andar apagado por 2 anos causaram atritos. Eu estava acordado novamente e eles não estavam acostumados."

Letra[editar | editar código-fonte]

A letra é explicitamente política e adverte sobre o significado da palavra revolução nos trechos:

"Você diz que quer revolução, todos nós queremos mudar o mundo. Você diz que tem a solução real, adoraríamos ver o plano. Você me pede uma contribuição, nós fazemos o que se pode. Mas se você quer dinheiro para pessoas com mentalidade de ódio, tudo que eu digo é que você irá esperar."

Existe também uma mensagem de "pense por si mesmo", e uma alusão ao ditador chinês Mao Tse-Tung: "Você diz que quer mudar a constituição, todos nós queremos mudar sua cabeça. Você me diz que é a instituição mas é melhor libertar sua mente então. Agora se você ficar carregando fotos do ditador Mao, você não conseguirá nenhum apoio."

A letra ainda contém uma lírica notavelmente diferente do single "Revolution": Lennon adiciona a palavra "IN", seguindo a linha "When you talk about destruction/don't you know that you can count me OUT" (Quando você fala sobre destruição/Saiba você que NÃO pode contar comigo). Durante as gravações ele ficava brigando com a letra, rabiscando e mudando OUT e IN ("NÂO conte comigo" e "pode contar comigo"). John falou em entrevistas que ele estava indeciso em relação a seus sentimentos, então ele incluiu ambas as opções.

Gravação[editar | editar código-fonte]

Os Beatles iniciaram as gravações do disco com "Revolution 1" em 30 de maio de 1968, mais de 16 takes foram feitos, e o último desse foi a base do disco. O mais longo tem 10:17 e termina com Lennon gritando “OK, I've had enough!” ou “Beleza, por hoje chega!” As gravações continuaram por meses a fio e todo o material extra, Lennon usou como base para a surpreendente Revolution 9 como um adicional de vozes e efeitos. Em 4 de junho, Lennon gravou seus vocais deitado no chão do estúdio 3, do Abbey Road Studios com o intuito de fazer sua voz soar diferente. Segundo Brian Gibson, o engenheiro técnico: “John decidiu que se sentiria mais confortável deitado no chão, então eu suspendi um microfone sobre sua boca. Essas coisas sempre me soaram excentricidade demais, mas eles sempre buscavam sons novos, coisas novas.”

A canção foi completada em 21 de junho com a gravação de 2 trompetes e 4 trombones, com os arranjos e condução de George Martin.

Metais arranjados e conduzidos por George Martin

Referências

http://www.beatlesbible.com/songs/revolution-1/ (em inglês)