Rotavirus

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Como ler uma caixa taxonómicaRotavirus
Reconstrução por computador dum rotavírus baseada em várias micrografias electrónicas. Uma partícula deste vírus é esférica com protrusões superficiais regularmente espaçadas.

Reconstrução por computador dum rotavírus baseada em várias micrografias electrónicas. Uma partícula deste vírus é esférica com protrusões superficiais regularmente espaçadas.
Classificação científica
Grupo: Grupo III (dsRNA)
Ordem: Não atribuído
Família: Reoviridae
Subfamília: Sedoreovirinae
Género: Rotavirus
Espécie-tipo
Rotavirus A
Espécies
  • Rotavirus A
  • Rotavirus B
  • Rotavirus C
  • Rotavirus D
  • Rotavirus E
  • Rotavirus F
  • Rotavirus G
  • Rotavirus Ha

Rotavirus (em latim: rota, roda, pela sua forma) é um género de vírus de RNA bicatenário da família Reoviridae. É umas das principais causas de diarreia grave em lactentes e crianças jovens, e é um dos diversos vírus que causam infeções comummente chamadas de gastroenterites. Estima-se que, aos cinco anos de idade, quase todas as crianças do mundo tenham sido infectadas por um rotavírus ao menos uma vez. No entanto, como em cada infecção a imunidade se desenvolve, as infecções subsequentes são menos graves e adultos raramente são afectados. Existem oito espécies deste tipo de vírus, conhecidas como A, B, C, D, E, F, G e H. O Rotavírus A, o mais comum, é o responsável por mais de 90% das infecções em seres humanos.

O vírus é transmitido pela rota fecal-oral. Infecta e danifica as células que revestem o intestino delgado (enterócitos) provocando gastroenterite. O rotavírus foi descoberto em 1973 e é responsável por 50% dos internamentos hospitalares devido a diarreias agudas em crianças. Para além do seu impacto na saúde humana, os rotavírus também causam infecções em animais, inclusive no gado.

Causam gastroenterites limitadas com diarreia, vómitos, muita dor abdominal e náuseas, após transmissão em comida, objectos ou água infectada com vírus proveniente de fezes. É a causa mais comum de diarreia infecciosa nas crianças da Europa.

A infecção de rotavírus é geralmente uma doença fácil de controlar na infância, no entanto, ainda assim, a cada ano em todo o mundo morrem cerca de 450 mil crianças com idades inferiores a cinco anos infectadas, a maioria das quais vive em países em vias de desenvolvimento económico, e quase dois milhões ficam gravemente doentes. O tratamento é feito pela administração de muita água com um pouco de sal e açúcar (soro caseiro), para restabelecer os líquidos e electrólitos perdidos na diarreia. As campanhas de higiene para combater os rotavírus centram-se na terapia de reidratação oral para crianças infectadas e na vacinação para prevenção da doença. A incidência e gravidade das infecções do rotavírus baixaram significativamente nos países que incluíram a vacinação contra os rotavírus às suas normas rotineiras de imunização das crianças.

Sintomatologia[editar | editar código-fonte]

A gastroenterite produzida pelo rotavírus é uma doença que pode ser tanto leve como grave, caracterizada por vómitos, diarreia aquosa e febre baixa. Afecta sobretudo as crianças. Uma vez que uma criança é infectada pelo vírus, existe um período de incubação de aproximadamente dois dias antes de aparecerem os sintomas.[1] Estes geralmente começam com vómitos seguidos por quatro a oito dias de diarreia abundante. A desidratação é mais comum em infecções de rotavírus do que na maioria daquelas causadas por patógenos bacterianos, e é a causa mais comum das mortes relacionadas à infecção do rotavírus.[2]

As infecções de rotavírus A podem ocorrer durante toda a vida: a primeira vez geralmente constitui sintomas, mas as sucessivas possíveis infecções são normalmente leves ou assintomáticas,[3][4] uma vez que o sistema imunitário providencia alguma proteção contra o vírus.[5][6] Consequentemente, as infecções sintomáticas são mais frequentes em crianças com idades inferiores a dois anos e decresce progressivamente até aos 45 anos.[7] A infecção nas crianças recém-nascidas é comum, mas geralmente está associada a doença assintomática ou leve;[8] a maioria dos sintomas graves tendem a ocorrer em crianças entre os seis meses e os dois anos de idade, ou entre idosos e pessoas imunodeprimidas. Devido à imunidade adquirida durante a infância, a maioria dos adultos não está susceptível ao rotavírus; e as gastroenterites que surgem em adultos geralmente apresentam outros agentes diferentes do rotavírus, no entanto infeções assintomáticas nos adultos podem preservar a transmissão da infeção na comunidade.[9]

Transmissão[editar | editar código-fonte]

O rotavírus é transmitido pela rota fecal-oral, através do contacto com mãos contaminadas, superfícies e objectos,[10] e possivelmente por via respiratória.[11] As fezes de uma pessoa infectada podem conter mais de 10 biliões de partículas infecciosas por grama;[3] e são tão-somente necessárias menos de cem partículas para transmitir a infecção a outra pessoa.[8]

Os rotavírus são estáveis no meio ambiente e foram encontrados em amostras em estuários a níveis tão elevados como 1-5 partículas infecciosas por galão americano (3,78 litros); o vírus permanece infeccioso entre 9 e 19 dias.[12] As medidas sanitárias adequadas para a eliminação de bacterias e parasitas parecem ser ineficazes no controle do rotavírus, uma vez que a incidência de infeções em países com altos padrões de saúde é similar à dos países de nível inferior.[11]

Mecanismos da infecção[editar | editar código-fonte]

Micrografia electrónica de um enterócito infectado por um rotavírus com a sua superfície destruída (acima) comparado com uma célula não infectada (abaixo). Barra de aproximadamente 500 nm.

A diarreia é causada por diversas actividades dos vírus. A má-absorção deve-se à destruição das células do epitélio intestinal denominadas enterócitos. A proteína tóxica NSP4 do rotavírus induz uma secreção de cloreto dependente do ião cálcio e da idade, que interrompe o transportador SGLT1, o qual intervém na reabsorção de água, reduzindo aparentemente a actividade das dissacaridases e, possivelmente, activa os reflexos secretores dependentes do ião cálcio do sistema nervoso entérico.[13] Os enterócitos intactos segregam lactase no intestino delgado; a intolerância à lactose do leite causada por uma deficiência de lactase é um sintoma da infecção de rotavirus,[14] que pode persistir durante semanas.[15] Muitas vezes a diarreia reaparece quando se reintroduz o leite na dieta da criança, devido à fermentação bacteriana do açúcar dissacárido lactose no intestino.[16]

Diagnóstico e detecção[editar | editar código-fonte]

O diagnóstico das infeções do rotavírus normalmente é feito depois que se diagnostica gastroenterite como causa duma diarreia grave. À maioria das crianças internadas nos hospitais com gastroenterite é-lhes feito um exame para detecção do rotavírus A.[17][18] O diagnóstico específico da infecção do rotavírus A é realizado examinando as fezes das crianças por meio de um ensaio de imunoabsorção enzimática. Os testes são sensíveis e específicos e detectam todos os serotipos do rotavírus A.[19] Em laboratórios de investigação podem ser utilizados outros métodos, como a microscopia electrónica e a PCR.[20] A PCR com reversotranscrição (RT-PCR) pode detectar e identificar todas as espécies e serotipos de rotavírus nos humanos.[21]

Tratamento e prognóstico[editar | editar código-fonte]

O tratamento das infeções agudas de rotavírus não é específico e implica o tratamento dos sintomas e, o mais importante, a manutenção da hidratação.[22] Se não forem tratadas, as crianças podem morrer duma grave desidratação dela resultante.[23] Dependendo da gravidade da diarreia, o tratamento consiste numa terapia de reidratação oral, durante a qual é dada à criança água extra para beber que contém pequenas quantidades de sais e açúcares.[24] Em 2004, a OMS e a UNICEF recomendaram o uso de soluções de reidratação oral de baixa osmolaridade e suplementos de zinco para tratamento em duas fases da diarreia aguda.[25] Algumas infeções são graves o bastante que justificam hospitalização, durante a qual se administram fluídos por via intravenosa ou por tubo nasogástrico, e podem ser monitorizados os níveis de electrólitos e glicemia da criança.[17] As infeções de rotavírus raramente causam outras complicações, e se a criança receber o tratamento adequado o prognóstico é positivo.[26]

Epidemiologia[editar | editar código-fonte]

Variação estacional das infeções de rotavírus A numa região da Inglaterra: a frequência das infeções aumenta durante o inverno do hemisfério norte.

O rotavírus A é responsável por mais de 90% das gastroenterites por rotavírus nos humanos,[27] e é endémico em todo o mundo. A cada ano os rotavírus provocam milhões de casos de diarreia nos países em vias de desenvolvimento, quase 2 milhões necessitam de hospitalização e estima-se que haja 453 mil mortes de crianças menores de cinco anos devido a esta doença,[28][29] 85% das quais vivem em países não desenvolvidos.[30][31][32] O importante papel do rotavírus enquanto causador de diarreias não é suficientemente reconhecido pela comunidade sanitária em todo o mundo,[33] especialmente nos países em vias de desenvolvimento.[28] É possível afirmar que praticamente todas as crianças foram infectadas pelo rotavírus antes dos 5 anos.[34] Entre as crianças pequenas é a principal causa de diarreia grave, e é responsável por aproximadamente 20% dos casos e por 50% das hospitalizações nesta faixa etária.[28] Os rotavírus causam 37% das mortes atribuídas a todos os tipos de diarreia e 5% de todas as mortes infantis em crianças com idades inferiores a 5 anos.[29][35][36] As infeções por rotavírus dão-se principalmente durante os meses frios e secos.[37][38] Desconhece-se o número de casos em que se pode atribuir a comida contaminada.[39] Noutra estimativa feita pela UNICEF e OMS é indicado o seguinte: "Estima-se que o rotavírus causa 40% de todos os ingressos hospitalares devido a diarreias entre os crianças abaixo dos 5 anos de idade em todo o mundo, dando origem a 100 milhões de episódios de diarreia aguda todos os anos, que têm como resultado a morte de entre 350.000 e 600.000 crianças".[40]

Os surtos de diarreia provocada por rotavírus A são comuns entre as crianças pequenas hospitalizadas, as crianças maiores que frequentam creches e idosos em residências da terceira idade.[41][42] Em 2005 o maior registo de epidemia de diarreia por rotavírus ocorreu em Nicarágua, associada a mutações no genoma do rotavírus A, que possivelmente fizeram com que o vírus evitasse a imunidade prevalente da população.[43][44]

O rotavírus B, também chamado rotavírus da diarreia nos adultos ou ADRV, causou grandes epidemias na China que afectaram milhares de pessoas de todas as idades. Essas epidemias ocorreram como resultado da contaminação de águas potáveis com águas residuais.[45][46] Também houve infeções de rotavírus B na Índia em 1998 por uma cepa chamada CAL, que, diferentemente do ADRV, é endémica.[47][48] Até agora, as epidemias causadas pelo rotavírus B estão confinadas fundamentalmente à China.[49]

O rotavírus C foi associado a casos raros e esporádicos de diarreia em crianças, podendo afectar a toda a família.[50]

Prevenção[editar | editar código-fonte]

Os rotavírus têm uma característica forma arredondada.

Como a melhoria das medidas higiénicas não diminui a prevalência das doenças retrovirais, e a frequência de hospitalizações se mantém alta apesar do uso de terapia de reidratação oral, a principal intervenção sanitária que se pode aplicar é a vacinação.[51] Foram elaboradas duas vacinas contra as infeções de rotavírus A que são seguras e efectivas em crianças:[52] Rotarix da GlaxoSmithKline[53] e RotaTeq da Merck, com estruturas e esquemas posológicos diferentes.[54] Ambas são administradas por via oral e contêm vírus atenuados vivos.[52] Estas vacinas foram estudadas de uma forma extensa, incluindo países europeus, antes do seu lançamento, evidenciando um bom perfil de eficácia e segurança. Em 2009, a OMS recomendou que se incluísse uma vacina contra os rotavírus em todos os programas nacionais de imunização.[55] A incidência e gravidade das infeções por rotavírus diminuiu significativamente nos países que aplicaram esta recomendação.[56][52] Por exemplo, no México, que em 2006 estava entre os primeiros países do mundo em que a vacinação contra o rotavírus foi introduzida, as taxas de doenças diarreicas caíram durante o episódio de rotavírus de 2009 em mais do 65% entre as crianças com idades inferiores 2 anos.[57] Em Nicarágua, que em 2006 se converteu no primeiro país em vias de desenvolvimento a introduzir a vacina do rotavírus, as infeções graves de rotavírus foram reduzidas em 40% e o ingresso nos cuidados intensivos para metade.[58] Nos Estados Unidos a vacinação contra os rotavírus desde 2006 tem reduzido as hospitalizações relacionadas com o rotavírus em 86%. As vacinas puderam também contribuir para a prevenção da doença em crianças não vacinadas ao limitar o número de infeções circulantes.[59]

Existem licenças de vacinas contra o rotavírus em mais de 100 países, mas apenas 28 países introduziram nos seus planos de vacinação rotineiros a vacinação contra o rotavírus.[60][61][62][63] Os ensaios sobre a segurança e eficácia das vacinas Rotarix e RotaTeq na África e Ásia concluíram que as vacinas reduziam drasticamente as diarreias graves entre crianças nos países em vias de desenvolvimento, nos quais ocorria a maioria das mortes por rotavírus.[64] Em 2012 a revisão Cochrane de 41 ensaios clínicos. em que participaram 186.263 pessoas, concluiu que o Rotarix e o RotaTeq são vacinas efectivas.[65] Estão a ser desenvolvidas outras vacinas contra os rotavírus.[66] A partir de setembro de 2013, a vacina foi oferecida a todas as crianças no Reino Unido entre os dois e três meses de idade.[67] No estado espanhol a vacinação por rotavírus não constitui parte do programa geral de vacinação nem está financiada pela saúde pública, mas é recomendada pelo Comité Assessor de Vacinas da Associação Espanhola de Pediatria e pela Sociedade Europeia de Gastroenterologia,[68] Hepatologia e Nutrição Pediátrica (ESPGHAN) e pela Sociedade Europeia de Infetologia Pediátrica (ESPID) e Organização Mundial da Saúde (OMS). Em Portugal, as vacinas contra o rotavírus são comercializadas desde 2006. Os estudos realizados noutros países demonstram que os benefícios da vacinação compensam os custos, mas até que a relação custo-eficácia em Portugal seja apurada, a SPP não tem base para defender a inclusão no Plano Nacional de Saúde.

As recomendações americanas do Advisory Committee on Immunization Practices (ACIP) de 2009 referem que a administração não deve ser feita no hospital pelo risco de transmissão do vírus vacinal.[69] As recomendações europeias de 2015 da European Society for Paediatric Infectious Diseases (ESPID)[70] defendem a sua utilização nos ainda hospitalizados, reforçando que nestas circunstâncias deverão ser rigorosamente cumpridas as medidas para evitar transmissão a grupos de risco. Uma publicação de 2014 sobre segurança da utilização da vacina contra o rotavírus numa unidade de cuidados intensivos neonatais americana concluiu que a vacina era bem tolerada e com baixo risco de transmissão sintomática aos não vacinados.[71]

Apesar das limitações dos estudos pelo pequeno número de doentes incluídos, os resultados sugerem que as crianças infetadas por VIH têm uma resposta a esta vacina comparável às crianças VIH negativas, sendo ambas bem toleradas.[72][73]

A organização não governamental PATH, a OMS, os Centers for Disease Control and Prevention dos EEUU e a GAVI Alliance estão a trabalhar para levar as vacinas de rotavírus aos países em vias de desenvolvimento, onde se origina a maioria dos casos e mortes em crianças.[74]

Infecção noutros animais[editar | editar código-fonte]

Os rotavirus infetam crias de muitas espécies de animais e são uma das principais causas de diarreia nos animais selvagens e domésticos em todo o mundo.[75] Como são um agente patogénico do gado, designadamente de bezerros e leitões, o rotavírus é uma das causas de perdas económicas dos agricultores devido aos custos dos tratamentos associados com elevados níveis de morbidade e mortalidade.[76] Estes rotavírus que afectam os animais são um potencial reservatório para o intercâmbio genético com os rotavírus de humanos.[76] Existem evidências de que os rotavírus animais podem infetar humanos, quer por transmissão directa do vírus quer por ceder um ou vários dos seus segmentos genómicos de RNA a cepas humanas (por redistribuição ou recombinação).[77][78]

Virologia[editar | editar código-fonte]

Tipos de rotavírus[editar | editar código-fonte]

Existem cinco espécies de rotavírus, denominadas A, B, C, D e E. As infeções em humanos devem-se principalmente ás espécies A, B e C, mas especialmente à A. As cinco espécies podem provocar doenças noutros animais.[79] O rotavírus A tem várias cepas, chamadas serotipos.[80] Para os rotavírus, similarmente ao que ocorre no virus da gripe, é utilizado um sistema de classificação dual baseado nas duas proteínas de superfície do vírus. Uma delas é a glicoproteína VP7, que define os serotipos G, e a outra é a proteína VP4 sensível à protease, que define os serotipos P.[81] Uma vez que dois genes que determinam os tipos G e P podem transmitir-se separadamente à progénie destes vírus, são encontradas diferentes combinações.[82]

Estrutura[editar | editar código-fonte]

O genoma do rotavírus consiste de 11 moléculas de RNA bicatenário distintas, que possuem um total de 18.555 nucleótidos. Cada um destes segmentos ou moléculas é um gene, numerados do 1 ao 11 por tamanho decrescente. Cada gene codifica uma proteína, excepto o gene 9, que codifica duas.[83] O RNA é rodeado por uma cápside proteica icosaédrica de três camadas. As partículas virais têm cerca de 76,5 nm de diâmetro e não apresentam envoltura.[84][85]

Proteínas[editar | editar código-fonte]

Existem seis proteínas virais (VPs), que formam a partícula vírica (virião). Estas proteínas estruturais denominam-se por VP1, VP2, VP3, VP4, VP6 e VP7. Para além das VPs, existem seis proteínas não estruturais (NSPs), que se produzem só nas células infectadas por rotavírus, designadamente: NSP1, NSP2, NSP3, NSP4, NSP5 e NSP6.[79]

Diagrama simplificado da localização de proteínas estruturais de rotavírus. A imagem mostra as moléculas de RNA rodeadas pela proteína VP6 que está rodeada pela proteína VP7. A proteína V4 destaca-se da superficie da partícula vírica esférica.

Pelo menos seis das doze proteínas codificadas pelo genoma do rotavírus unem-se ao RNA.[86] A função destas proteínas na replicação do rotavírus não é totalmente compreendida; acredita-se que estejam relacionadas com a síntese de RNA e o seu empacotamento no virião, o transporte de RNAm para o sítio de replicação do genoma, e a tradução do RNAm e regulação da expressão genética.[87]

Proteínas estruturais[editar | editar código-fonte]

A VP1 está localizada na parte central (núcleo) do vírus e é uma enzima RNA polimerase.[88] Numa célula infectada esta enzima produz transcrições de RNAm para a síntese de proteínas virais e produz cópias dos segmentos de RNA que formam o genoma do rotavírus para a produção de novas partículas víricas.

Micrografia electrónica de nanopartículas de ouro ligadas a um rotavírus. Os objectos circulares pequenos escuros são nanopartículas de ouro cobertas com um anticorpo monoclonal específico para a proteína VP6 do rotavírus.

A VP2 forma a camada central do virião e liga-se ao genoma de RNA.[89]

A VP3 forma parte do núcleo interno do virião e é uma enzima chamada guanilil transferase, que catalisa a formação da cap 5' durante a modificação pós-transcricional do RNAm.[90] A cap 5' estabiliza o RNAm viral ao protegê-lo das enzimas que degradam os ácidos nucleicos designados de nucleases.[91]

A VP4 está na superfície do virião e sobressai como uma espícula.[92] Liga-se a moléculas receptoras da superfície celular e orienta a entrada do vírus na célula.[93] A VP4 deve ser modificada pela enzima tripsina (uma protease), que se encontra no trato digestivo, transformando-se em VP5* e VP8* antes que o vírus possa tornar-se infeccioso.[94] A VP4 determina o quão virulento o vírus é e define o tipo P do vírus.[95]

A VP6 forma a massa da cápside. É fortemente antigénica e pode ser utilizada para identificar as espécies de rotavírus.[3] Esta proteína é utilizada em testes laboratoriais para as infeções de rotavírus A.[96]

A VP7 é uma glicoproteína que forma a superfície externa do virião. Para além das suas funções estruturais, determina que o virus seja uma cepa do tipo G e, juntamente com a VP4, está implicada na imunidade à infecção.[84]

Proteínas virais não estruturais[editar | editar código-fonte]

A NSP1, produto do gene 5, trata-se duma proteína não estrutural que se une ao RNA.[97]

A NSP2 é uma proteína de ligação ao RNA que se acumula nas inclusões citoplasmáticas (viroplasma) necessárias para a replicação do genoma.[98][99]

A NSP3 liga-se ao RNAm viral nas células infectadas e é responsável pelo bloqueio da síntese de proteínas celulares.[100]

A NSP4 é uma enterotoxina viral que induz diarreia e foi a primeira enterotoxina viral descoberta.[13]

A NSP5 é codificada pelo segmento genómico 11 do rotavírus A e, em células infectadas pelo vírus, a NSP5 acumula-se no viroplasma.[101]

A NSP6 é uma proteína que se liga a ácidos nucleicos,[102] e é codificada no gene 11 a partir dum quadro de leitura aberta fora de fase.[103]

Proteínas e genes de rotavírus
Segmento de RNA (gene) Tamanho (pares de bases) Proteína Peso molecular (kDa) Localização Cópias por partícula Função
1 3302 VP1 125 Nos vértices da parte central ('núcleo') <25 RNA polimerase RNA dependente
2 2690 VP2 102 Forma a camada interna do núcleo 120 Estimula a RAN replicase viral
3 2591 VP3 88 Nos vértices do núcleo <25 Enzima guanilil-transferase que coloca a cap 5' no RNAm
4 2362 VP4 87 Espícula de superficie 120 Ligação à célula, virulência
5 1611 NSP1 59 Não-estrutural 0 Ligação à extremidade 5' do RNA
6 1356 VP6 45 Cápsida interna 780 Estrutural e antígeno específico de espécie
7 1104 NSP3 37 Não-estrutural 0 Aumenta a actividade do RNAm viral e detém a síntese proteica celular
8 1059 NSP2 35 Non estrutural 0 NTPase envolvida no empacotamento do RNA
9 1062 VP7¹ VP7² 38 e 34 Superfície 780 Estrutural e antígeno de neutralização
10 751 NSP4 20 Não-estrutural 0 Enterotoxina
11 667 NSP5 NSP6 22 Não-estrutural 0 Modulador que se liga ao RNA monocatenário e bicatenário de NSP2

Esta tabela é baseada no estudo da cepa do rotavírus símio SA11.[104][105][106] As atribuições de codificação da RNA-proteína diferem nalgumas cepas.

Replicação[editar | editar código-fonte]

Representação simplificada do ciclo de replicação dum rotavírus.

Os rotavírus replicam-se principalmente no trato gastrointestinal[107] e infectam os enterócitos das vilosidades (villi) do intestino delgado, provocando mudanças estruturais e funcionais no epitélio.[108] O triplo recobrimento proteico do vírus torna-o resistente ao pH ácido do estômago e ás enzimas digestivas do trato gastrointestinal.

O vírus entra nas células por endocitose mediada por receptores e forma uma vesícula chamada endossoma. As proteínas da terceira camada (a VP7 e a espícula VP4) rompem a membrana do endossoma, criando uma diferença na concentração do cálcio. Isto provoca a rotura dos trímeros da VP7 em subunidades proteicas separadas, deixando as VP2 e VP6 em volta do RNA bicatenário viral, formando uma partícula de dupla camada (DLP).[109]

As onze moléculas de RNA bicatenário permanecem dentro das duas camadas proteicas protectoras e a RNA polimerase DNA-dependente viral gera transcritos de RNAm do genoma viral bicatenário. Ao permanecer dentro do núcleo, o RNA viral consegue evadir as respostas imunitárias do hóspede que utilizam o RNA de interferência, que são ativadas pela presença do RNA bicatenário na célula.

Durante a infecção, o rotavírus produz RNAm tanto para a síntese de proteínas como para a replicação génica. A maioria das proteínas do rotavírus acumula-se no viroplasma, onde se replica o RNA e se aglomeram as partículas de dupla camada (DLPs). O viroplasma forma-se ao redor do núcleo celular apenas duas horas depois da infecção vírica, e consiste de fábricas virais que se pensa serem formadas por duas proteínas víricas não estruturais: NSP5 e NSP2. A inibição da NSP5 por interferência de RNA dá lugar a uma forte diminuição na replicação dos rotavírus. As partículas de dupla camada migram para o retículo endoplasmático, onde adquirem a sua terceira camada, a mais externa, formada por VP7 e VP4. Os vírus filhos liberam-se da célula por lise.[94][110][111]

História[editar | editar código-fonte]

Diagrama simplificado da localização das proteínas estruturais do rotavírus.

Em 1943, Jacob Luz e Horace Hodes provaram que um agente filtrável nas fezes de crianças com diarreia infecciosa também causou diarreia em bovinos.[112] Três décadas mais tarde, amostras conservadas do agente mostraram-se ser o rotavírus.[113] Nos anos seguintes, um vírus em camundongos mostrou-se relacionado com o vírus que causa diarreia.[114][115] Em 1973, Ruth Bishop descreveu vírus relacionados encontrados em crianças com gastroenterite.[116][117]

Em 1974, Thomas Henry Flewett sugeriu o nome de rotavírus depois de observar que, quando visto através de um microscópio de elétrons, uma partícula de rotavírus parece uma roda (rota, em latim);[118][119] o nome foi oficialmente reconhecido pelo Comitê Internacional de Taxonomia de Vírus quatro anos depois.[120] Em 1976, os vírus relacionados foram descritos em diversas outras espécies de animais.[115] Esses vírus, todos causando gastroenterite aguda, foram reconhecidos como um patógeno coletivo que afeta seres humanos e animais em todo o mundo.[118] Sorotipos de rotavírus foram primeiramente descritos em 1980[121] e, no ano seguinte, o rotavírus a partir de seres humanos foi cultivado em culturas de células derivadas de rins de macaco, pela adição de tripsina (uma enzima encontrada no duodeno de mamíferos e agora conhecida por ser essencial ao rotavírus para replicar) ao meio de cultura.[122] A capacidade de cultivar rotavírus em meio de cultura foi responsável por acelerar o ritmo das investigações e, em meados da década de 1980, os primeiros candidatos a vacinas estavam sendo avaliados.[123]

Em 1998, uma vacina contra o rotavírus foi licenciada para uso nos Estados Unidos. Ensaios clínicos nos Estados Unidos, Finlândia e Venezuela haviam encontrado entre 80 e 100% de eficiência na prevenção de diarreia grave causada por rotavírus, e os investigadores não tinham detectado nenhum efeito adverso grave estatisticamente significante.[124][125] O fabricante, porém, retirou o produto do mercado em 1999, depois que se descobriu que a vacina pode ter contribuído para um aumento do risco de intussuscepção, um tipo de obstrução intestinal, em uma de cada 12.000 crianças vacinadas.[126] A experiência provocou um intenso debate sobre os riscos e benefícios relativos de uma vacina contra o rotavírus.[127] Em 2006, duas novas vacinas contra a infecção do rotavírus foram mostradas seguras e eficazes em crianças[128] e, em junho de 2009, a Organização Mundial de Saúde recomendou que a vacinação contra o rotavírus fosse incluída em todos os programas nacionais de imunização para fornecer proteção contra este vírus.[129]

Em 2015, a Índia revelou uma vacina mais barata com o apoio do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos.[130]

Referências

  1. Hochwald C, Kivela L (1999). «Rotavirus vaccine, live, oral, tetravalent (RotaShield)». Pediatr. Nurs. [S.l.: s.n.] 25 (2): 203–4, 207. PMID 10532018. 
  2. Maldonado YA, Yolken RH (1990). «Rotavirus». Baillieres Clin. Gastroenterol. [S.l.: s.n.] 4 (3): 609–25. doi:10.1016/0950-3528(90)90052-I. PMID 1962726. 
  3. a b c Bishop RF (1996). «Natural history of human rotavirus infection». Arch. Virol. Suppl. [S.l.: s.n.] 12: 119–28. PMID 9015109. 
  4. Glass RI, Parashar UD, Bresee JS, Turcios R, Fischer TK, Widdowson MA, Jiang B, Gentsch JR (2006). «Rotavirus vaccines: current prospects and future challenges». Lancet [S.l.: s.n.] 368 (9532): 323–32. doi:10.1016/S0140-6736(06)68815-6. PMID 16860702. 
  5. Offit PA (2001). Gastroenteritis viruses (New York: Wiley). pp. 106–124. ISBN 0-471-49663-4. 
  6. Ward R (2009). «Mechanisms of protection against rotavirus infection and disease». The Pediatric Infectious Disease Journal [S.l.: s.n.] 28 (3 Suppl): S57–9. doi:10.1097/INF.0b013e3181967c16. PMID 19252425. 
  7. Ramsay M and Brown D (2000). Desselberger, U.; Gray, James, : . Rotaviruses: methods and protocols (Totowa, NJ: Humana Press). p. 217. ISBN 0-89603-736-3. Free ebook [1]
  8. a b Grimwood K, Lambert SB (2009). «Rotavirus vaccines: opportunities and challenges». Human Vaccines [S.l.: s.n.] 5 (2): 57–69. doi:10.4161/hv.5.2.6924. PMID 18838873. 
  9. Hrdy DB (1987). «Epidemiology of rotaviral infection in adults». Rev. Infect. Dis. [S.l.: s.n.] 9 (3): 461–9. doi:10.1093/clinids/9.3.461. PMID 3037675. 
  10. Butz AM, Fosarelli P, Dick J, Cusack T, Yolken R (1993). «Prevalence of rotavirus on high-risk fomites in day-care facilities». Pediatrics [S.l.: s.n.] 92 (2): 202–5. PMID 8393172. 
  11. a b Dennehy PH (2000). «Transmission of rotavirus and other enteric pathogens in the home». Pediatr. Infect. Dis. J. [S.l.: s.n.] 19 (10 Suppl): S103–5. doi:10.1097/00006454-200010001-00003. PMID 11052397. 
  12. Rao VC, Seidel KM, Goyal SM, Metcalf TG, Melnick JL (1 August 1984). «Isolation of enteroviruses from water, suspended solids, and sediments from Galveston Bay: survival of poliovirus and rotavirus adsorbed to sediments» (PDF). Appl. Environ. Microbiol. [S.l.: s.n.] 48 (2): 404–9. PMC 241526. PMID 6091548. 
  13. a b Hyser JM, Estes MK (January 2009). «Rotavirus vaccines and pathogenesis: 2008». Current Opinion in Gastroenterology [S.l.: s.n.] 25 (1): 36–43. doi:10.1097/MOG.0b013e328317c897. PMC 2673536. PMID 19114772. 
  14. Farnworth ER. (junho de 2008). "The evidence to support health claims for probiotics" 138 (6): 1250S–4S. PMID 18492865.
  15. Ouwehand A, Vesterlund S. (2003). "Health aspects of probiotics" 6 (6): 573–80. PMID 12811680.
  16. Arya SC. (1984). "Rotaviral infection and intestinal lactase level" 150 (5) p. 791. PMID 6436397.
  17. a b Patel MM, Tate JE, Selvarangan R, Daskalaki I, Jackson MA, Curns AT, Coffin S, Watson B, Hodinka R, Glass RI, Parashar UD (2007). «Routine laboratory testing data for surveillance of rotavirus hospitalizations to evaluate the impact of vaccination». The Pediatric Infectious Disease Journal [S.l.: s.n.] 26 (10): 914–9. doi:10.1097/INF.0b013e31812e52fd. PMID 17901797. 
  18. The Pediatric ROTavirus European CommitTee (PROTECT) (2006). «The paediatric burden of rotavirus disease in Europe». Epidemiol. Infect. [S.l.: s.n.] 134 (5): 908–16. doi:10.1017/S0950268806006091. PMC 2870494. PMID 16650331. 
  19. Angel J, Franco MA, Greenberg HB (2009). Mahy WJ; Van Regenmortel MHV, : . Desk Encyclopedia of Human and Medical Virology (Boston: Academic Press). p. 278. ISBN 0-12-375147-0. 
  20. Goode, Jamie; Chadwick, Derek (2001). Gastroenteritis viruses (New York: Wiley). p. 14. ISBN 0-471-49663-4. 
  21. Fischer TK, Gentsch JR (2004). «Rotavirus typing methods and algorithms». Reviews in Medical Virology [S.l.: s.n.] 14 (2): 71–82. doi:10.1002/rmv.411. PMID 15027000. 
  22. Diggle L (2007). «Rotavirus diarrhoea and future prospects for prevention». Br. J. Nurs. [S.l.: s.n.] 16 (16): 970–4. PMID 18026034. 
  23. Alam NH, Ashraf H (2003). «Treatment of infectious diarrhea in children». Paediatr. Drugs [S.l.: s.n.] 5 (3): 151–65. PMID 12608880. 
  24. Sachdev HP (1996). «Oral rehydration therapy». Journal of the Indian Medical Association [S.l.: s.n.] 94 (8): 298–305. PMID 8855579. 
  25. World Health Organization, UNICEF. «Joint Statement: Clinical Management of Acute Diarrhoea» (PDF). Consultado em 3 May 2012. 
  26. Ramig RF (2007). «Systemic rotavirus infection». Expert Review of Anti-infective Therapy [S.l.: s.n.] 5 (4): 591–612. doi:10.1586/14787210.5.4.591. PMID 17678424. 
  27. Leung AK, Kellner JD, Davies HD (2005). «Rotavirus gastroenteritis». Adv. Ther. [S.l.: s.n.] 22 (5): 476–87. doi:10.1007/BF02849868. PMID 16418157. 
  28. a b c Simpson E, Wittet S, Bonilla J, Gamazina K, Cooley L, Winkler JL (2007). «Use of formative research in developing a knowledge translation approach to rotavirus vaccine introduction in developing countries». BMC Public Health [S.l.: s.n.] 7: 281. doi:10.1186/1471-2458-7-281. PMC 2173895. PMID 17919334. 
  29. a b Tate JE, Burton AH, Boschi-Pinto C, Steele AD, Duque J, Parashar UD (2012). «2008 estimate of worldwide rotavirus-associated mortality in children younger than 5 years before the introduction of universal rotavirus vaccination programmes: a systematic review and meta-analysis». Lancet Infect Dis [S.l.: s.n.] 12 (2): 136–141. doi:10.1016/S1473-3099(11)70253-5. PMID 22030330. 
  30. World Health Organization (2008). «Global networks for surveillance of rotavirus gastroenteritis, 2001–2008» (PDF). Weekly Epidemiological Record [S.l.: s.n.] 83 (47): 421–428. Consultado em 3 de maio de 2012. 
  31. Centers for Disease Control and Prevention (CDC) (2009). «Reduction in rotavirus after vaccine introduction—United States, 2000–2009». MMWR. Morbidity and Mortality Weekly Report [S.l.: s.n.] 58 (41): 1146–9. PMID 19847149. Consultado em 2009-12-20. 
  32. Fischer TK, Viboud C, Parashar U; et al. (2007). «Hospitalizations and deaths from diarrhea and rotavirus among children <5 years of age in the United States, 1993–2003». J. Infect. Dis. [S.l.: s.n.] 195 (8): 1117–25. doi:10.1086/512863. PMID 17357047. 
  33. Rodrigo C, Salman N, Tatochenko V, Mészner Z, Giaquinto C (2010). «Recommendations for rotavirus vaccination: A worldwide perspective». Vaccine [S.l.: s.n.] 28 (31): 5100–8. doi:10.1016/j.vaccine.2010.04.108. PMID 20472032. 
  34. Parashar UD, Gibson CJ, Bresse JS, Glass RI (2006). «Rotavirus and severe childhood diarrhea». Emerging Infect. Dis. [S.l.: s.n.] 12 (2): 304–6. doi:10.3201/eid1202.050006. PMID 16494759. 
  35. Rheingans RD, Heylen J, Giaquinto C (2006). «Economics of rotavirus gastroenteritis and vaccination in Europe: what makes sense?». Pediatr. Infect. Dis. J. [S.l.: s.n.] 25 (1 Suppl): S48–55. doi:10.1097/01.inf.0000197566.47750.3d. PMID 16397429. 
  36. Ryan MJ, Ramsay M, Brown D, Gay NJ, Farrington CP, Wall PG (1996). «Hospital admissions attributable to rotavirus infection in England and Wales». J. Infect. Dis. [S.l.: s.n.] 174 (Suppl 1): S12–8. PMID 8752285. 
  37. Atchison CJ, Tam CC, Hajat S, van Pelt W, Cowden JM, Lopman BA (2010). «Temperature-dependent transmission of rotavirus in Great Britain and The Netherlands». Proceedings. Biological Sciences / the Royal Society [S.l.: s.n.] 277 (1683): 933–42. doi:10.1098/rspb.2009.1755. PMC 2842727. PMID 19939844. 
  38. Levy K, Hubbard AE, Eisenberg JN (2009). «Seasonality of rotavirus disease in the tropics: a systematic review and meta-analysis». International Journal of Epidemiology [S.l.: s.n.] 38 (6): 1487–96. doi:10.1093/ije/dyn260. PMC 2800782. PMID 19056806. 
  39. Koopmans M, Brown D (1999). «Seasonality and diversity of Group A rotaviruses in Europe». Acta Paediatrica Supplement [S.l.: s.n.] 88 (426): 14–9. doi:10.1111/j.1651-2227.1999.tb14320.x. PMID 10088906. 
  40. UNICEF/WHO (2009) "Diarrhoea: Why children are still dying and what can be done." Consultado a 23 de maio de 2010
  41. Anderson EJ, Weber SG (2004). «Rotavirus infection in adults». The Lancet Infectious Diseases [S.l.: s.n.] 4 (2): 91–9. doi:10.1016/S1473-3099(04)00928-4. PMID 14871633. 
  42. Hopkins RS, Gaspard GB, Williams FP, Karlin RJ, Cukor G, Blacklow NR (1984). «A community waterborne gastroenteritis outbreak: evidence for rotavirus as the agent». American Journal of Public Health [S.l.: s.n.] 74 (3): 263–5. doi:10.2105/AJPH.74.3.263. PMC 1651463. PMID 6320684. 
  43. Bucardo F, Karlsson B, Nordgren J; et al. (2007). «Mutated G4P[8] rotavírus associated with a nationwide outbreak of gastroenteritis in Nicaragua in 2005». J. Clin. Microbiol. [S.l.: s.n.] 45 (3): 990–7. doi:10.1128/JCM.01992-06. PMC 1829148. PMID 17229854. 
  44. Linhares AC, Pinheiro FP, Freitas RB, Gabbay YB, Shirley JA, Beards GM (1981). «An outbreak of rotavirus diarrhea among a non-immune, isolated South American Indian community». Am. J. Epidemiol. [S.l.: s.n.] 113 (6): 703–10. PMID 6263087. 
  45. Hung T, Chen GM, Wang CG; et al. (1984). «Waterborne outbreak of rotavirus diarrhea in adults in China caused by a novel rotavirus». Lancet [S.l.: s.n.] 1 (8387): 1139–42. doi:10.1016/S0140-6736(84)91391-6. PMID 6144874. 
  46. Fang ZY, Ye Q, Ho MS; et al. (1989). «Investigation of an outbreak of adult diarrhea rotavirus in China». J. Infect. Dis. [S.l.: s.n.] 160 (6): 948–53. doi:10.1093/infdis/160.6.948. PMID 2555422. 
  47. Kelkar SD, Zade JK (2004). «Group B rotaviruses similar to strain CAL-1, have been circulating in Western India since 1993». Epidemiol. Infect. [S.l.: s.n.] 132 (4): 745–9. doi:10.1017/S0950268804002171. PMC 2870156. PMID 15310177. 
  48. Ahmed MU, Kobayashi N, Wakuda M, Sanekata T, Taniguchi K, Kader A, Naik TN, Ishino M, Alam MM, Kojima K, Mise K, Sumi A (2004). «Genetic analysis of group B human rotaviruses detected in Bangladesh in 2000 and 2001». J. Med. Virol. [S.l.: s.n.] 72 (1): 149–55. doi:10.1002/jmv.10546. PMID 14635024. 
  49. Penaranda ME, Ho MS, Fang ZY; et al. (1 October 1989). «Seroepidemiology of adult diarrhea rotavirus in China, 1977 to 1987» (PDF). J. Clin. Microbiol. [S.l.: s.n.] 27 (10): 2180–3. PMC 266989. PMID 2479654. 
  50. Desselberger U, Iturriza-Gomera, Gray JJ (2001). Gastroenteritis viruses (New York: Wiley). pp. 127–128. ISBN 0-471-49663-4. 
  51. Bernstein DI (2009). «Rotavirus overview». The Pediatric Infectious Disease Journal [S.l.: s.n.] 28 (3 Suppl): S50–3. doi:10.1097/INF.0b013e3181967bee. PMID 19252423. 
  52. a b c Jiang V, Jiang B, Tate J, Parashar UD, Patel MM (2010). «Performance of rotavirus vaccines in developed and developing countries». Human Vaccines [S.l.: s.n.] 6 (7): 532–42. doi:10.4161/hv.6.7.11278. PMC 3322519. PMID 20622508. 
  53. O'Ryan M (2007). «Rotarix (RIX4414): An oral human rotavirus vaccine». Expert review of vaccines [S.l.: s.n.] 6 (1): 11–9. doi:10.1586/14760584.6.1.11. PMID 17280473. 
  54. Matson DO (2006). «The pentavalent rotavirus vaccine, RotaTeq». Seminars in paediatric infectious diseases [S.l.: s.n.] 17 (4): 195–9. doi:10.1053/j.spid.2006.08.005. PMID 17055370. 
  55. Tate JE, Patel MM, Steele AD, Gentsch JR, Payne DC, Cortese MM, Nakagomi O, Cunliffe NA, Jiang B, Neuzil KM, de Oliveira LH, Glass RI, Parashar UD (2010). «Global impact of rotavirus vaccines». Expert Review of Vaccines [S.l.: s.n.] 9 (4): 395–407. doi:10.1586/erv.10.17. PMID 20370550. 
  56. Giaquinto C, Dominiak-Felden G, Van Damme P, Myint TT, Maldonado YA, Spoulou V, Mast TC, Staat MA (2011). «Summary of effectiveness and impact of rotavirus vaccination with the oral pentavalent rotavirus vaccine: a systematic review of the experience in industrialized countries». Human Vaccines [S.l.: s.n.] 7 (7): 734–48. doi:10.4161/hv.7.7.15511. PMID 21734466. 
  57. Richardson, V; Hernandez-Pichardo J, Quintanar-Solares M, et al. (2010). «Effect of Rotavirus Vaccination on Death From Childhood Diarrhea in Mexico». The New England Journal of Medicine [S.l.: s.n.] 362 (4): 299–305. doi:10.1056/NEJMoa0905211. PMID 20107215. Consultado em 8 May 2012. 
  58. Patel M, Pedreira C, De Oliveira LH; et al. (2012). «Duration of protection of pentavalent rotavirus vaccination in Nicaragua». Pediatrics [S.l.: s.n.] 130 (2): e365–72. doi:10.1542/peds.2011-3478. PMID 22753550. 
  59. Patel, MM; Parashar UD, eds. (2011). «Real World Impact of Rotavirus Vaccination». Pediatric Infectious Disease Journal [S.l.: s.n.] 30 (Supplement). Consultado em 8 de maio de 2012. 
  60. World Health Organization. «Global Immunization Data, March 2012» (PDF). Consultado em 3 May 2012. 
  61. Widdowson MA, Steele D, Vojdani J, Wecker J, Parashar U (2009). «Global rotavirus surveillance: determining the need and measuring the impact of rotavirus vaccines». The Journal of Infectious Diseases [S.l.: s.n.] 200 (Suppl 1): S1–8. doi:10.1086/605061. PMID 19817589. 
  62. Tate JE, Cortese MM, Payne DC, Curns AT, Yen C, Esposito DH, Cortes JE, Lopman BA, Patel MM, Gentsch JR, Parashar UD (2011). «Uptake, impact, and effectiveness of rotavirus vaccination in the United States: review of the first 3 years of postlicensure data». The Pediatric Infectious Disease Journal [S.l.: s.n.] 30 (1 Suppl): S56–60. doi:10.1097/INF.0b013e3181fefdc0. PMID 21183842. 
  63. Waggie Z, Hawkridge A, Hussey GD (2010). «Review of rotavirus studies in Africa: 1976–2006». The Journal of Infectious Diseases [S.l.: s.n.] 202 (Suppl): S23–33. doi:10.1086/653554. PMID 20684708. 
  64. World Health Organization (2009). «Rotavirus vaccines: an update» (PDF). Weekly Epidemiological Record [S.l.: s.n.] 51–52 (84): 533–540. Consultado em 8 May 2012. 
  65. Soares-Weiser K, Maclehose H, Bergman H; et al. (2012). «Vaccines for preventing rotavirus diarrhoea: vaccines in use». Cochrane Database Syst Rev [S.l.: s.n.] 11: CD008521. doi:10.1002/14651858.CD008521.pub3. PMID 23152260. 
  66. Ward RL, Clark HF, Offit PA (2010). «Influence of potential protective mechanisms on the development of live rotavirus vaccines». The Journal of Infectious Diseases [S.l.: s.n.] 202 (Suppl): S72–9. doi:10.1086/653549. PMID 20684721. 
  67. UK Department of Health: New vaccine to help protect babies against rotavirus. Consultado a 10 de novembro de 2012
  68. CAV-AEP El Portal de las vacunas de la Asociación Española de Pediatría [2]
  69. CDC. Prevention of rotavirus gastroenteritis among infants and children: Recommendations of the Advisory Committee on Immunization Practices (ACIP). MMWR 2009; 58 (No. RR-2).
  70. Vesikari T, Van Damme P, Giaquinto C, et al. European Society for Paediatric Infectious Diseases consensus recommendations for rotavirus vaccination in Europe: update 2014. Pediatr Infect Dis J 2015;34:635-43.
  71. Monk HM, Motsney AJ, Wade KC. Safety of rotavirus vaccine in the NICU. Pediatrics. 2014; 133:e1555-60.
  72. Steele AD, Madhi SA, Louw CE et al. Safety, Reactogenicity, and Immunogenicity of Human Rotavirus Vaccine RIX4414 in Human Immunodeficiency Virus-positive Infants in South Africa. Pediatr Infect Dis J 2011;30:125-30.
  73. Laserson KF, Nyakundi D, Feikin DR et al. Safety of the pentavalent rotavirus vaccine (PRV), RotaTeq(®), in Kenya, including among HIV-infected and HIV-exposed infants. Vaccine 2012; 30:A61-70.
  74. Moszynski P (2011). «GAVI rolls out vaccines against child killers to more countries». BMJ (Clinical Research Ed.) [S.l.: s.n.] 343: d6217. doi:10.1136/bmj.d6217. PMID 21957215. 
  75. Edward J Dubovi; Nigel James MacLachlan (2010). Fenner's Veterinary Virology, Fourth Edition (Boston: Academic Press). p. 288. ISBN 0-12-375158-6. 
  76. a b Martella V, Bányai K, Matthijnssens J, Buonavoglia C, Ciarlet M (2010). «Zoonotic aspects of rotaviruses». Veterinary Microbiology [S.l.: s.n.] 140 (3–4): 246–55. doi:10.1016/j.vetmic.2009.08.028. PMID 19781872. 
  77. Müller H, Johne R (2007). «Rotaviruses: diversity and zoonotic potential—a brief review». Berl. Munch. Tierarztl. Wochenschr. [S.l.: s.n.] 120 (3–4): 108–12. PMID 17416132. 
  78. Cook N, Bridger J, Kendall K, Gomara MI, El-Attar L, Gray J (2004). «The zoonotic potential of rotavirus». J. Infect. [S.l.: s.n.] 48 (4): 289–302. doi:10.1016/j.jinf.2004.01.018. PMID 15066329. 
  79. a b Kirkwood CD (2010). «Genetic and antigenic diversity of human rotaviruses: potential impact on vaccination programs». The Journal of Infectious Diseases [S.l.: s.n.] 202 (Suppl): S43–8. doi:10.1086/653548. PMID 20684716. 
  80. O'Ryan M (2009). «The ever-changing landscape of rotavirus serotypes». The Pediatric Infectious Disease Journal [S.l.: s.n.] 28 (3 Suppl): S60–2. doi:10.1097/INF.0b013e3181967c29. PMID 19252426. 
  81. Patton JT (2012). «Rotavirus diversity and evolution in the post-vaccine world». Discovery Medicine [S.l.: s.n.] 13 (68): 85–97. PMID 22284787. 
  82. Desselberger U, Wolleswinkel-van den Bosch J, Mrukowicz J, Rodrigo C, Giaquinto C, Vesikari T (2006). «Rotavirus types in Europe and their significance for vaccination». Pediatr. Infect. Dis. J. [S.l.: s.n.] 25 (1 Suppl.): S30–41. doi:10.1097/01.inf.0000197707.70835.f3. PMID 16397427. 
  83. Desselberger, U.; Gray, James (2000). Desselberger, U.; Gray, James, : . Rotaviruses: methods and protocols (Totowa, NJ: Humana Press). p. 2. ISBN 0-89603-736-3. 
  84. a b Pesavento JB, Crawford SE, Estes MK, Prasad BV (2006). «Rotavirus proteins: structure and assembly». Curr. Top. Microbiol. Immunol. [S.l.: s.n.] 309: 189–219. doi:10.1007/3-540-30773-7_7. PMID 16913048. 
  85. Prasad BV, Chiu W (1994). «Structure of rotavirus». Curr. Top. Microbiol. Immunol. [S.l.: s.n.] 185: 9–29. PMID 8050286. 
  86. Patton JT (1995). «Structure and function of the rotavirus RNA-binding proteins». J. Gen. Virol. (PDF) [S.l.: s.n.] 76 (11): 2633–44. doi:10.1099/0022-1317-76-11-2633. PMID 7595370. 
  87. Patton JT (2001). «Rotavirus RNA replication and gene expression». Novartis Found. Symp. [S.l.: s.n.] 238: 64–77; discussion 77–81. doi:10.1002/0470846534.ch5. PMID 11444036. 
  88. Vásquez-del Carpió R, Morales JL, Barro M, Ricardo A, Spencer E (2006). «Bioinformatic prediction of polymerase elements in the rotavirus VP1 protein». Biol. Res. [S.l.: s.n.] 39 (4): 649–59. doi:10.4067/S0716-97602006000500008. PMID 17657346. 
  89. Arnoldi F, Campagna M, Eichwald C, Desselberger U, Burrone OR (2007). «Interaction of rotavirus polymerase VP1 with nonstructural protein NSP5 is stronger than that with NSP2». J. Virol. [S.l.: s.n.] 81 (5): 2128–37. doi:10.1128/JVI.01494-06. PMC 1865955. PMID 17182692. 
  90. Angel J, Franco MA, Greenberg HB (2009). Mahy BWJ; Van Regenmortel MHV, : . Desk Encyclopedia of Human and Medical Virology (Boston: Academic Press). p. 277. ISBN 0-12-375147-0. 
  91. Cowling VH (2010). «Regulation of mRNA cap methylation». Biochem. J. [S.l.: s.n.] 425 (2): 295–302. doi:10.1042/BJ20091352. PMC 2825737. PMID 20025612. 
  92. Gardet A, Breton M, Fontanges P, Trugnan G, Chwetzoff S (2006). «Rotavirus spike protein VP4 binds to and remodels actin bundles of the epithelial brush border into actin bodies». J. Virol. [S.l.: s.n.] 80 (8): 3947–56. doi:10.1128/JVI.80.8.3947-3956.2006. PMC 1440440. PMID 16571811. 
  93. Arias CF, Isa P, Guerrero CA, Méndez E, Zárate S, López T, Espinosa R, Romero P, López S (2002). «Molecular biology of rotavirus cell entry». Arch. Med. Res. [S.l.: s.n.] 33 (4): 356–61. doi:10.1016/S0188-4409(02)00374-0. PMID 12234525. 
  94. a b Jayaram H, Estes MK, Prasad BV (2004). «Emerging themes in rotavirus cell entry, genome organization, transcription and replication». Virus Research [S.l.: s.n.] 101 (1): 67–81. doi:10.1016/j.virusres.2003.12.007. PMID 15010218. 
  95. Hoshino Y, Jones RW, Kapikian AZ (2002). «Characterization of neutralization specificities of outer capsid spike protein VP4 of selected murine, lapine, and human rotavirus strains». Virology [S.l.: s.n.] 299 (1): 64–71. doi:10.1006/viro.2002.1474. PMID 12167342. 
  96. Beards GM, Campbell AD, Cottrell NR, Peiris JS, Rees N, Sanders RC, Shirley JA, Wood HC, Flewett TH (1 February 1984). «Enzyme-linked immunosorbent assays based on polyclonal and monoclonal antibodies for rotavirus detection» (PDF). J. Clin. Microbiol. [S.l.: s.n.] 19 (2): 248–54. PMC 271031. PMID 6321549. 
  97. Hua J, Mansell EA, Patton JT (1993). «Comparative analysis of the rotavirus NS53 gene: conservation of basic and cysteine-rich regions in the protein and possible stem-loop structures in the RNA». Virology [S.l.: s.n.] 196 (1): 372–8. doi:10.1006/viro.1993.1492. PMID 8395125. 
  98. Kattoura MD, Chen X, Patton JT (1994). «The rotavirus RNA-binding protein NS35 (NSP2) forms 10S multimers and interacts with the viral RNA polymerase». Virology [S.l.: s.n.] 202 (2): 803–13. doi:10.1006/viro.1994.1402. PMID 8030243. 
  99. Taraporewala ZF, Patton JT (2004). «Nonstructural proteins involved in genome packaging and replication of rotaviruses and other members of the Reoviridae». Virus Res. [S.l.: s.n.] 101 (1): 57–66. doi:10.1016/j.virusres.2003.12.006. PMID 15010217. 
  100. Poncet D, Aponte C, Cohen J (1 June 1993). «Rotavirus protein NSP3 (NS34) is bound to the 3' end consensus sequence of viral mRNAs in infected cells» (PDF). J. Virol. [S.l.: s.n.] 67 (6): 3159–65. PMC 237654. PMID 8388495. 
  101. Afrikanova I, Miozzo MC, Giambiagi S, Burrone O (1996). «Phosphorylation generates different forms of rotavirus NSP5». J. Gen. Virol. [S.l.: s.n.] 77 (9): 2059–65. doi:10.1099/0022-1317-77-9-2059. PMID 8811003. 
  102. Rainsford EW, McCrae MA (2007). «Characterization of the NSP6 protein product of rotavirus gene 11». Virus Res. [S.l.: s.n.] 130 (1–2): 193–201. doi:10.1016/j.virusres.2007.06.011. PMID 17658646. 
  103. Mohan KV, Atreya CD (2001). «Nucleotide sequence analysis of rotavirus gene 11 from two tissue culture-adapted ATCC strains, RRV and Wa». Virus Genes [S.l.: s.n.] 23 (3): 321–9. doi:10.1023/A:1012577407824. PMID 11778700. 
  104. Desselberger U. Rotavirus: basic facts. In Rotaviruses Methods and Protocols. Ed. Gray, J. and Desselberger U. Humana Press, 2000, pp. 1–8. ISBN 0-89603-736-3
  105. Patton JT. Rotavirus RNA replication and gene expression. In Novartis Foundation. Gastroenteritis Viruses, Humana Press, 2001, pp. 64–81. ISBN 0-471-49663-4
  106. Claude M. Fauquet; J. Maniloff; Desselberger, U. (2005). Virus taxonomy: classification and nomenclature of viruses: 8th report of the International Committee on Taxonomy of Viruses (Amsterdam: Elsevier/Academic Press). p. 489. ISBN 0-12-249951-4. 
  107. Greenberg HB, Estes MK (2009). «Rotaviruses: from pathogenesis to vaccination». Gastroenterology [S.l.: s.n.] 136 (6): 1939–51. doi:10.1053/j.gastro.2009.02.076. PMID 19457420. 
  108. Greenberg HB, Clark HF, Offit PA (1994). «Rotavirus pathology and pathophysiology». Curr. Top. Microbiol. Immunol. [S.l.: s.n.] 185: 255–83. PMID 8050281. 
  109. Baker M, Prasad BV (2010). «Rotavirus cell entry». Current Topics in Microbiology and Immunology [S.l.: s.n.] 343: 121–48. doi:10.1007/82_2010_34. PMID 20397068. 
  110. Patton JT, Vasquez-Del Carpio R, Spencer E (2004). «Replication and transcription of the rotavirus genome». Curr. Pharm. Des. [S.l.: s.n.] 10 (30): 3769–77. doi:10.2174/1381612043382620. PMID 15579070. 
  111. Ruiz MC, Leon T, Diaz Y, Michelangeli F (2009). «Molecular biology of rotavirus entry and replication». TheScientificWorldJournal [S.l.: s.n.] 9: 1476–97. doi:10.1100/tsw.2009.158. PMID 20024520. 
  112. Light JS, Hodes HL (1943). «Studies on epidemic diarrhea of the new-born: Isolation of a Filtrable Agent Causing Diarrhea in Calves». Am. J. Public Health Nations Health [S.l.: s.n.] 33 (12): 1451–4. PMC 1527675. PMID 18015921. 
  113. Mebus CA, Wyatt RG, Sharpee RL; et al. (1 August 1976). «Diarrhea in gnotobiotic calves caused by the reovirus-like agent of human infantile gastroenteritis» (PDF). Infect. Immun. [S.l.: s.n.] 14 (2): 471–4. PMC 420908. PMID 184047. 
  114. Rubenstein D, Milne RG, Buckland R, Tyrrell DA (1971). «The growth of the virus of epidemic diarrhoea of infant mice (EDIM) in organ cultures of intestinal epithelium». British journal of experimental pathology [S.l.: s.n.] 52 (4): 442–45. PMID 4998842. 
  115. a b Woode GN, Bridger JC, Jones JM, Flewett TH, Davies HA, Davis HA, White GB (1 September 1976). «Morphological and antigenic relationships between viruses (rotaviruses) from acute gastroenteritis in children, calves, piglets, mice, and foals» (PDF). Infect. Immun. [S.l.: s.n.] 14 (3): 804–10. PMC 420956. PMID 965097. 
  116. Bishop RF, Davidson GP, Holmes IH, Ruck BJ (1973). «Virus particles in epithelial cells of duodenal mucosa from children with acute non-bacterial gastroenteritis». Lancet [S.l.: s.n.] 2 (7841): 1281–3. doi:10.1016/S0140-6736(73)92867-5. PMID 4127639. 
  117. Bishop RF, Davidson GP, Holmes IH, Ruck BJ (1973). «Letter: Evidence for viral gastroenteritis». N. Engl. J. Med. [S.l.: s.n.] 289 (20): 1096–7. PMID 4742237. 
  118. a b Flewett TH, Woode GN (1978). «The rotaviruses». Arch. Virol. [S.l.: s.n.] 57 (1): 1–23. doi:10.1007/BF01315633. PMID 77663. 
  119. Flewett TH, Bryden AS, Davies H, Woode GN, Bridger JC, Derrick JM (1974). «Relation between viruses from acute gastroenteritis of children and newborn calves». Lancet [S.l.: s.n.] 2 (7872): 61–3. doi:10.1016/S0140-6736(74)91631-6. PMID 4137164. 
  120. Matthews RE (1979). «Third report of the International Committee on Taxonomy of Viruses. Classification and nomenclature of viruses». Intervirology [S.l.: s.n.] 12 (3–5): 129–296. doi:10.1159/000149081. PMID 43850. 
  121. Beards GM, Pilfold JN, Thouless ME, Flewett TH (1980). «Rotavirus serotypes by serum neutralisation». J. Med. Virol. [S.l.: s.n.] 5 (3): 231–7. doi:10.1002/jmv.1890050307. PMID 6262451. 
  122. Urasawa T, Urasawa S, Taniguchi K (1981). «Sequential passages of human rotavirus in MA-104 cells». Microbiol. Immunol. [S.l.: s.n.] 25 (10): 1025–35. PMID 6273696. 
  123. Vesikari T, Isolauri E, Delem A; et al. (1985). «Clinical efficacy of the RIT 4237 live attenuated bovine rotavirus vaccine in infants vaccinated before a rotavirus epidemic». J. Pediatr. [S.l.: s.n.] 107 (2): 189–94. doi:10.1016/S0022-3476(85)80123-2. PMID 3894608. 
  124. «Rotavirus vaccine for the prevention of rotavirus gastroenteritis among children. Recommendations of the Advisory Committee on Immunization Practices (ACIP)». MMWR Recomm Rep [S.l.: s.n.] 48 (RR-2): 1–20. 1999. PMID 10219046. 
  125. Kapikian AZ (2001). «A rotavirus vaccine for prevention of severe diarrhoea of infants and young children: development, utilization and withdrawal». Novartis Found. Symp. [S.l.: s.n.] 238: 153–71; discussion 171–9. doi:10.1002/0470846534.ch10. PMID 11444025. 
  126. Bines JE (2005). «Rotavirus vaccines and intussusception risk». Curr. Opin. Gastroenterol. [S.l.: s.n.] 21 (1): 20–5. PMID 15687880. 
  127. Bines J (2006). «Intussusception and rotavirus vaccines». Vaccine [S.l.: s.n.] 24 (18): 3772–6. doi:10.1016/j.vaccine.2005.07.031. PMID 16099078. 
  128. Dennehy PH (2008). «Rotavirus vaccines: an overview». Clin. Microbiol. Rev. [S.l.: s.n.] 21 (1): 198–208. doi:10.1128/CMR.00029-07. PMC 2223838. PMID 18202442. 
  129. «Meeting of the immunization Strategic Advisory Group of Experts, April 2009—conclusions and recommendations». Relevé Épidémiologique Hebdomadaire / Section D'hygiène Du Secrétariat De La Société Des Nations = Weekly Epidemiological Record / Health Section of the Secretariat of the League of Nations [S.l.: s.n.] 84 (23): 220–36. junho de 2009. PMID 19499606.  [3]
  130. «India unveils Rotavirus vaccine, claimed to be cheapest». India Times. Consultado em 21 de abril de 2016. 
Rotavirus
Classificação e recursos externos
CID-10 A08.0
CID-9 008.61
DiseasesDB 11667
MedlinePlus 000252
eMedicine emerg/401
MeSH D012400

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Rotavirus
Wikispecies
O Wikispecies tem informações sobre: Rotavirus