Alien vs. Predador

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Alien vs. Predator
Alien vs. Predador (PT/BR)
AVP Alien Vs. Predator.jpg
 Estados Unidos,  Itália,  Alemanha,  Canadá
2004 • cor • 100 min 
Direção Paul W. S. Anderson
Produção Gordon Carroll
John Davis
David Giler
Walter Hill
Roteiro Paul W. S. Anderson
Dan O'Bannon
Ronald Shusett
Shane Salerno
Elenco Sanaa Lathan
Lance Henriksen
Raoul Bova
Ewen Bremner
Colin Salmon
Género ficção científica
Idioma inglês
Música Harald Kloser
Distribuição 20th Century Fox
Receita US$ 172.544.654[1]
Cronologia
Último
Último
Alien: Resurrection
Predator 2
Aliens vs. Predator: Requiem
Próximo
Próximo
Página no IMDb (em inglês)

Alien vs. Predator (br / pt: Alien vs. Predador) é um filme de ficção científica lançado em 2004 produto nos Estados Unidos, Itália, Alemanha e Canadá, dirigido por Paul W. S. Anderson e com roteiro de Paul W. S. Anderson, Dan O'Bannon, Ronald Shusett e Shane Salerno. O filme foi lançado em 13 de agosto de 2004 na América do Norte e recebeu principalmente críticas negativas da mídia especializada. Alguns críticos elogiaram os efeitos especiais e a cenografia, enquanto outros criticaram o filme pelos seus personagens artificiais e diálogos pobres.

Todavia, Alien vs. Predador foi um sucesso comercial, conseguindo arrecadar 172 milhões de dólares tendo gasto 60 milhões de dólares em sua produção.[1] O sucesso do filme conduziu para uma sequência em 2007 intitulada Aliens vs. Predator: Requiem.

A frase promocional original do filme deveria ter sido "sua guerra, nosso mundo", mas antes da divulgação do filme os produtores resolveram alterá-la para "não importa quem vença... nós perderemos". A frase promocional original, posteriormente, foi utilizada no filme Transformers.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

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O milionário Charles Bishop Weyland (Lance Henriksen) descobre uma pirâmide na Antártica à 700 m da superfície. Ele chama uma equipe de segurança, técnicos e cientistas para explorar a pirâmide. Quando chegam lá, descobrem um túnel através do gelo que vai na direção exata da pirâmide, e que ela foi feita pelos predadores, sendo este túnel aberto através de um raio vindo da sua nave em órbita da Terra. Então, os três predadores partem para a Terra, aterrizam e matam vários humanos (seguranças) que ficaram do lado de fora do caminho da pirâmide.

Enquanto isso, já lá dentro, os humanos vão descobrindo alguns segredos como: que a pirâmide foi construída há muitos milênios por povos que habitavam a Antártica numa época que ela era tropical e habitável, e esses faziam sacrifícios aos "deuses" (os predadores) que usavam as vítimas para serem infectadas e gerarem "serpentes" (os aliens) para servirem como caça competitiva; e que a pirâmide muda de forma internamente em suas câmaras de 10 em 10 minutos, como um labirinto até chegar na câmara de sacrifício. Uns humanos ficam e outros vão, até que acham as armas dos predadores numa urna secreta, e estes já dentro da pirâmide aparecem para atacar. Então a pirâmide muda de forma dando oportunidade de escapar a um grupo de pessoas para um outro caminho, e os outros foram aprisionados. Enquanto isso, a serpente mãe (alien-mãe ou rainha) é despertada de sua longa hibernação e começa a colocar ovos que vão até a câmara de sacrifício para eclodir os ovos e as larvas (feito aranhas) incubarem embriões nos corpos das vítimas até eles eclodirem, matando os que ficaram lá presos. E a partir daí começa a infestação dos aliens pela pirâmide.

Até que os sobreviventes Alexa Woods (Sanaa Lathan) e Sebastian de Rosa (Raoul Bova), esperam pela nova formação da pirâmide até que descobrem que devem devolver a arma do predador para ele matar as serpentes (aliens). Mas ao tentar fugir de uma serpente, eles devem pular em um grande buraco, Sebastian tenta salvar Alexa, consegue mas é pego pela serpente e capturado como refém para infectar. Nesse momento um dos predadores é atacado por uma larva após matar alguns aliens adultos e fica por um tempo desacordado. O outro predador foi atacado e morto pelas serpentes. Ao retornar para as ações de combate aos aliens, se depara com Alexa sendo cercada por eles e os mata com sede de vingança, quando ele percebe que ela carrega consigo a sua arma principal de combate. Ela se alia ao predador que resta, e ainda uma serpente (alien) os ataca, mas o predador a mata e faz arma com a cauda e um escudo com o crânio do alien (que é à prova dos danos provocados pelo ácido do sangue deles) e coloca um símbolo de guerreiro no rosto de Alexa, que tem que matar Sebastian, pois ele está com um embrião da serpente no seu corpo.

Eles chegam a um ninho que está prestes a eclodir várias larvas, colocam uma bomba e saem da pirâmide, com a missão de evitar que a serpente (a rainha) chegue até a superfície, mas ela consegue sair e os dois tem que matá-la. Eles conseguem enrolando ela nas próprias correntes que a aprisionava na pirâmide num reservatório de aço suspenso e a empurando num lago congelado, mas o predador é atingido antes desse evento e morre logo após. Então chega a nave mãe dos predadores para resgatar o corpo e reconhecem o símbolo de guerreiro no rosto de Alexa, que recebe uma lança e a sobrevivência como gratidão. A nave parte, mas no interior dela sai um embrião do corpo do predador morto, que foi infectado pela larva no interior da pirâmide. Subentende-se que terá uma nova sequência da trama.

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Elenco[editar | editar código-fonte]

  • Sanaa Lathan como Alexa Woods, protagonista do filme. Alexa é uma guia experiente que já passou muito tempo explorando o Ártico e a Antártica. Ela é contratada para guiar o grupo de cientistas e exploradores das Indústrias Weyland até uma pirâmide localizada sob o gelo de Bouvetøya.
  • Lance Henriksen como Charles Bishop Weyland, o bilionário chefe das Indústrias Weyland. Ele organiza e financia a exploração para investigar a pirâmide.
  • Raoul Bova como Sebastian De Rosa, um arqueólogo contratado para fazer parte do grupo de exploração. Ele é capaz de traduzir os hieróglifos da pirâmide.
  • Ewen Bremner como Graeme Miller, um membro da equipe de exploração.
  • Colin Salmon como Maxwell Stafford, um membro da equipe de exploração e assistente do Senhor Weyland. Ele traz Alexa para a Antártica para que Weyland possa convencê-la a integrar a equipe.
  • Tommy Flanagan como Mark Verheiden, um membro mercenário da equipe de exploração.
  • Joseph Rye como Joe Connors, um membro da equipe de exploração.
  • Agathe De La Boulaye como Adele Rousseau, um membro mercenário da equipe de exploração.
  • Carsten Norgaard como Rustin Quinn, um membro da equipe de exploração.
  • Sam Troughton como Thomas Parkes, um membro da equipe de exploração.
  • Ian Whyte como o Predador, uma das espécies alienígenas titular do filme. Três predadores vêm para a Terra para criar e caçar aliens dentro da pirâmide como uma forma de ritual de passagem. Ian Whyte fez o predador líder, chamado de "Scar" nos créditos do filme.
  • Tom Woodruff, Jr. como o Alien, a outra espécie alienígena titular do filme. Muitos aliens atacam os humanos e predadores dentro da pirâmide. O alien interpretado por Woodruff está listado nos créditos do filme como "Grid", em referência a uma ferida em forma de rede que foi lhe causada durante o filme.
  • Petr Jákl como Stone, membro da equipe de exploração.
  • Pavel Bezdek como Bass, membro da equipe de exploração.
  • Kieran Bew como Klaus, membro da equipe de exploração.
  • Carsten Voigt como Mikkel, membro da equipe de exploração.
  • Jan Pavel Filipensky como Boris, membro da equipe de exploração.
  • Adrian Bouchet como Sven, membro da equipe de exploração.
  • Andy Lucas como Juan Ramirez, membro da equipe de exploração.

Produção[editar | editar código-fonte]

Origens[editar | editar código-fonte]

O conceito de "Alien versus Predador" surgiu com a história em quadrinho homônima (Aliens versus Predador) de 1989, que foi publicada após a aparição de uma caveira Alien na sala de troféus na nave espacial do Predador no filme Predator 2.[2] O roteirista Peter Briggs criou o roteiro original em 1990-1991, que foi baseado na primeira série das histórias em quadrinhos. Em 1991, ele vendeu o conceito para a 20th Century Fox, que possuía os direitos sobre as franquias do filmes, mas a empresa não deu início ao projeto até 2002.A história Alien Vs. Predator atravessou virtualmente todas as formas de mídia antes de se apresentada na forma de filme em 2004, já foi uma bem sucedida série de revistas em quadrinhos, linha de brinquedos, vários videogames, trilha sonora (do jogo para PC) e, inclusive, uma série de cartas.[3]

Um esboço rascunhado por James DeMonaco e Kevin Fox foi rejeitado pelo produtor John Davis, que esperava dar ao filme uma proposta original que pudesse ser ambientada na Terra.[4] Havia seis produtores envolvidos nos planos de filmagem entre as franquias do filme e todos estavam muito preocupados sobre a ideia de um filme apresentando as duas criaturas. Paul W.S. Anderson submeteu a Davis uma história que ele trabalhou por oito anos e apresentou, também, o conceito de arte elaborado por Randy Bowen, impressionado com a ideia de Anderson, Davis comparou o enredo do projeto ao filme Tubarão, sucesso de Steven Spielberg de 1975.[5] Anderson começou a trabalhar no filme depois de terminar o script de Resident Evil: Apocalypse, em parceria com Shane Salerno. A cadeira de diretor foi oferecida para Guillermo del Toro, mas ele optou por dirigir o filme Hellboy (2004).[3]

Enredo e Cenário[editar | editar código-fonte]

Antes de o roteiro oficial ser divulgado, repórteres anunciaram que a história seria sobre humanos que tentaram atrair Predadores usando ovos de Alien, todavia a ideia foi abandonada.[6] Influenciado pelo trabalho de Erich von Däniken, Anderson pesquisou em suas teorias como ele acreditava que civilizações antigas foram capazes de construir gigantescas pirâmides com ajuda alienígena, uma ideia baseada na mitologia asteca. Anderson introduziu esses conceitos em Alien vs. Predator, descrevendo um cenário onde Predadores ensinaram civilizações humanas antigas a construir pirâmides e usaram a Terra para seus rituais de passagem, que ocorriam a cada 100 anos e, onde os Predadores deviam caçar Aliens. Para explicar como essas civilizações desapareceram sem deixar pistas, Anderson introduziu o conceito de que os Predadores, sobrepujados pelos Aliens, usaram suas armas de auto-destruição e mataram todas as formas de vida da área. O romance de H. P. Lovecraft, At the Mountains of Madness (1931), serviu de inspiração para o filme, além de vários elementos da série Aliens vs. Predator em quadrinhos. O roteiro inicial de Anderson previa a apariação de cinco Predadores no filme, posteriormente esse número foi reducido para três.

Como Alien vs. Predator é uma sequência dos filmes do Predador e uma continuação da série Alien, Anderson foi cauteloso para não ser contraditório com a continuidade das franquias. Ele escolheu como set de filmagem a remota Ilha Bouvet na Noruega justificando sua escolha por considerar aquele o ambiente mais hostil da Terra e provavelmente o mais próximo que uma superfície alienígena poderia parecer.[7] E não utilizou nesse filme um ambiente urbano, como por exemplo, a cidade de Nova Iorque para não quebrar a continuidade da série Alien, pois nesses filmes, que se passam no futuro, Ellen Ripley, a protagonista, não tinha conhecimento da existência das criaturas até seu primeiro contato com elas. Quando Ripley e sua equipe de mineração chegam a um planeta desconhecido e encontram o esqueleto de uma rainha Alien e seus ovos no planeta abandonado.

Sobre o elenco[editar | editar código-fonte]

O primeiro ator a ser confirmado para fazer parte do elenco de Alien vs. Predator foi Lance Henriksen, que interpretou o personagem Bishop em Aliens e Alien 3. Por mais que as histórias dos filmes da série Alien se passem há cerca de 150 anos no futuro, em relação ao enredo do filme atual, Anderson quis manter a continuidade com a série incluindo um ator familiar para os fãs. Henriksen interpreta o bilionário Charles Bishop Weyland, um personagem que possui vínculo com a Weyland-Yutani Corporation da série Alien. De acordo com Anderson, as Indústrias Weyland, a qual Charles Bishop é chefe, descobriu a pirâmide alienígena e como resultado desta descoberta uma nova empresa foi criada a Weyland-Yutani Corporation que no futuro, cerca de 150 anos após os eventos do filme, teria criado um andróide à semelhança de Weyland. Seria o mesmo tipo de coisa se, por exemplo, a Microsoft resolvesse criar, daqui a 100 anos, um andróide que se parecesse com Bill Gates.[8]

Anderson optou por um elenco europeu que incluiu o ator italiano Raoul Bova, Ewen Bremner da Escócia e o ator Colin Salmon. Segundo o produtor Davis essa miscigenação de atores dava um toque especial ao filme, dando a possibilidade de elaborar vários e distintos personagens. O papel de Max Stafford foi escrito especificamente para Colin Salmon.[3] Centenas de atrizes fizeram os testes para o papel da heroína do filme Alexa Woods. Sanaa Lathan foi selecionada e uma semana depois dos testes voou para Praga para começar a gravar. Os cineastas sabiam que haveria comparações entre Alexa Woods e Ellen Ripley, a heroína dos filmes Alien e não queriam um clone desta personagem, queriam uma personagem similar com suas próprias peculiaridades.[9] [10]

Anderson revelou em uma entrevista que o governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger estava disposto a reprisar seu papel, fazendo uma pequena aparição no filme, como Major Alan Schaeffer do filme Predator desde que ele perdesse as eleições de 2003 e que as filmagens fossem realizadas em sua casa. Entretanto, Schwarzenegger, venceu as eleições com 48,58% dos votos e ficou impossibilitado de participar de Alien vs. Predator. A atriz Sigourney Weaver, que estrelou Ellen Ripley na série Alien, disse estar feliz por não estar no filme, pois desejava seu personagem morto e que o conceito do filme lhe parecia horrível.[3]

Filmagens e cenografia[editar | editar código-fonte]

A produção começou no final de 2003 nos Estúdios Barrandov em Praga, República Checa, onde a maior parte das filmagens ocorreram. O diretor de arte Richard Bridgland foi o responsável pelos sets de filmagem, adereços e veículos usados no filme, seu trabalho foi baseado na arte conceitual desenhada por Anderson que deu uma noção abrangente de como ele queria que as coisas fossem. De vinte cinco a trinta sets, em tamanho natural, foram construídos nos Estúdios Barrandov, a maioria deles simulando o interior da pirâmide. As pinturas, esculturas e hieróglifos da pirâmide foram influenciados pelas civilizações egípcias, cambojanas e astecas, enquanto que a aparência dos quartos da pirâmide foi baseada para criar uma atmosfera claustrofóbica similar ao filme Alien original.[11] De acordo com Anderson, se esses mesmos sets tivessem sido construídos em Los Angeles ele teriam custado cerca de 20 milhões de dólares, entretanto, em Praga eles custaram 2 milhões, fato que constituiu fator crucial para que o custo final do filme ficasse em torno de 60 milhões de dólares.

Miniaturas de vários metros de altura foram criadas para dar ao filme um efeito de realismo maior do que se conseguiria utilizando computação gráfica. Para a miniatura da estação baleeira e para os sets em tamanho natural foram usados cerca de 700 sacos de neve artificial (entre 15-20 toneladas). Uma miniatura de um quebra-gelo com 4,5 metros de altura foi criado ao custo de aproximadamente 37 mil dólares e 10 semanas de trabalho. O diretor de efeitos especiais, Arthur Windus, declarou que o uso de miniaturas foi extremamente benéfico para o processo de filmagem, alegando que com computação gráfica se perde muito tempo para fazer a cena parecer real, enquanto que com miniaturas basta gravar que a cena está pronta. As cenas na estação baleeira foram gravadas em uma miniatura de 25 metros que demorou vários meses para ser construída, sendo projetado com base em um modelo que poderia ser demolido e, então reconstruído, beneficiando as filmagens.

Efeitos Especiais e Criaturas[editar | editar código-fonte]

A empresa de efeitos especiais Amalgamated Dynamics Incorporated (ADI) foi contratada para o filme tendo trabalhando anteriormente nos filmes Alien 3 e Alien: Resurrection. Os produtores responsáveis pelos efeitos visuais do projeto, que continha cerca de 400 cenas com efeitos, foram Arthur Windus e John Bruno. Os fundadores da Amalgamated Dynamics Incorporated Alec Gillis, Tom Woodruff Jr. e demais membros de sua companhia começaram a desenhar fantasias, miniaturas e efeitos em junho de 2003. Por cinco meses as criaturas foram redesenhadas exaustivamente, as lâminas nos pulsos dos Predadores foram aumentadas cerca de quatro vezes mais do que nos filmes da série "Predator" inicial e um dispositivo de disparo de plasma maior foi criado para o Predador Scar.

A forma básica da máscara do Predador foi mantida, embora detalhes técnicos foram acrescentados e cada Predador teve uma máscara única que os distinguia dos demais. Essas máscaras foram confeccionadas em fibra de vidro, usando moldes de argila e pintadas para dar um aspecto encharcado aos Predadores.[12]

Um boneco hidráulico Alien foi criado pela ADI permitindo a execução de movimentos mais rápidos e dando ao Alien uma aparência mais esguia e esquelética do que se um ator em uma fantasia fosse utilizado. O boneco requereu que seis pessoas o conduzissem, três para a cabeça e corpo, dois para os braços e a sexta pessoa para certificar-se que os sinais chegassem ao computador. O boneco foi usado em seis cenas, incluindo a cena de luta entre um Alien e um Predador que demorou aproximadamente um mês para ficar pronta. A produção tentou utilizar o mínimo possível cenas de computação gráfica; Anderson declarou que pessoas fantasiadas e bonecos são mais assustadores que monstros construídos eletronicamente por meio da computação gráfica. Aproximadamente 70% das cenas foram criadas utilizando-se fantasias, bonecos e miniaturas. A rainha Alien foi filmada usando uma combinação dos três artifícios, as cenas de computação gráfica foram inseridas para simular movimentos da cauda, quanto esta foi difícil de animar usando bonecos e atores.

Anderson louvou as habilidades do diretor de Alien, Ridley Scott e do diretor de Predator, John McTiernan em serem capazes de criar uma atmosfera de suspense sem a necessidade de mostrar as criaturas até as cenas finais dos seus respectivos filmes, coisa que Anderson queria aplicar em seu Alien vs. Predator.[13]

Música[editar | editar código-fonte]

O compositor austríaco Harald Kloser foi contratado para criar a música e ambientação sonora do filme. Kloser foi escolhido por Anderson para esse trabalho por já ter revelado ser fã das franquias e, iniciou-o logo após concluir a trilha sonora do filme O Dia Depois de Amanhã.[14] A trilha sonora foi gravada em Londres e foi principalmente orquestral. Anderson comentou que um filme assustador como este era precisava de uma trilha sonora também assustadora. A trilha sonora foi lançada em 31 de agosto de 2004, com 18 faixas de áudio recebeu críticas mistas. James Christopher Monger do site Allmusic comenta que seguindo os passos dos compositores como James Goldsmith e James Horner, dos filmes antecessores da franquia Alien, Kloser mesclou elementos sinfônicos e orquestrais para dar mais dinamismo às cenas de ação. Ele, também, fez uso de uma miríade de elementos eletrônicos na mixagem de sua obra, todavia, não produziu nada de inovador.[15]

# Título Duração
1. "1904" 1:16
2. "Alien vs. Predator Main Theme" 3:29
3. "Antarctica" 2:19
4. "Bouvetoya Island" 2:09
5. "Down The Tunnel" 1:02
6. "Hanging Bodies" 1:46
7. "Southern Lights" 1:39
8. "Predator Space Ship" 1:12
9. "The Pyramid" 1:11
10. "Temple" 1:11
11. "Dark World" 2:56
12. "History of the World" 3:21
13. "Alien Fight" 3:14
14. "I Need This" 1:45
15. "Weyland´s End" 0:56
16. "Alien Queen" 1:36
17. "Showdown" 3:23
18. "The End...Or Maybe Not" 3:31

Aceitação e críticas[editar | editar código-fonte]

Bilheteria[editar | editar código-fonte]

Alien vs. Predator foi lançado na América do Norte na data de 13 de agosto de 2004 em 3395 cinemas. O filme arrecadou 38,2 milhões de dólares no seu final de semana de estreia, conseguindo uma média de 11.389 dólares por cinema, sendo o número um em bilheteria. Ficou 16 semanas em cartaz nos cinemas e arrecadou 80.281.096 dólares na América do Norte.[16] Internacionalmente, arrecadou 92.262.423 de dólares, sendo 9 milhões no Reino Unido, 16 milhões no Japão e 8 milhões na Alemanha.

Totalizando um faturamento de 172.543.519 de dólares, a maior arrecadação, até então, de um filme das franquias "Alien e Predador", apesar de, apenas considerando a bilheteria americana, "Alien" ter arrecadado mais. Em 2004, Alien vs. Predator foi o trigésimo-terceiro filme com maior arrecadação do ano.[17]

Críticas[editar | editar código-fonte]

Os críticos não foram autorizados a ver o filme com antecedência, mas uma vez que eles o fizeram a resposta, em geral, foi negativa.[18] As principais críticas ao filme foram em relação aos diálogos considerados pobres e superficiais, aos personagens considerados artificiais e edição acelerada durante as sequências de luta. A iluminação também foi criticada, bem como, a edição do filme para ganhar classificação PG-13, que censura o filme para menores de 13 anos. Todavia, os efeitos especiais e a cenografia receberam vários elogios.

Críticos como Rick Kisonak da revista eletrônica Film Threat, Ian Grey do semanal Orlando Weekly e Staci Layne Wilson do site Horror.com elogiaram o filme dizendo que era um filme descontraído e divertido, entretanto, a maioria dos críticos fez uma análise negativa do filme.[19]

Michael Wilmington do jornal Chicago Tribune comentou que Alien vs. Predator, "estava cheio de clichês de filmes de monstros que faz o espectador rezar para que o resto do elenco morra o mais rápido possível, tirando-os (e o espectador também) daquela tormenta". Mathews do jornal New York Daily News comentou que Paul W. S. Anderson provavelmente criou o pior filme de ficção científica desde Battlefield Earth. Gary Dowell do Dallas Morning News alegou que o filme era um clara tentativa de reerguer duas franquias decadentes e Ed Halter do The Village Voice comentou que o filme abria portas para a produção de novas sequências, provavelmente, bem piores que o original.[18] [20] [21]

Em websites americanos, especializados em críticas, o desempenho do filme também não foi considerado bom, no site Rotten Tomatoes Alien Vs. Predator teve 22% de aprovação baseado em 137 críticas[22] e, no site Metacritic, foi cotado em 29 pontos dentro de uma escala de 0 a 100, para essa cotação foram consideradas 21 notas dadas por críticos de importantes mídias americanas, como os jornais The New York Times e Los Angeles Times.[23] Em setembro de 2009 no site brasileiro E-Pipoca o filme estava cotado com 5.2 pontos em uma escala de 0 a 10.[24]

Prêmios e Indicações[editar | editar código-fonte]

O filme recebeu uma indicação ao Framboesa de Ouro em 2005 na categoria de "Pior Remake ou Sequência".[25]

Harald Kloser ganhou o BMI Film Music Award em 2005 pela trilha sonora de Alien vs. Predator, na mesma ocasião ganhou outro prêmio pela trilha sonora de O Dia Depois de Amanhã.[26] [27]

Alien 5 e sequência[editar | editar código-fonte]

Antes da 20th Century Fox autorizar a produção de Alien vs. Predator, o diretor/escritor da série Aliens, James Cameron já estava trabalhando na história para o quinto filme da franquia. Ao saber que a Fox pretendia produzir o Alien vs. Predator, Cameron desistiu de trabalhar em sua história acreditando que isso acabaria com a credibilidade da franquia.[28] Todavia, após assistir o filme, Cameron voltou atrás em sua declaração, afirmando que gostou muito do que assistiu.[29] Em uma entrevista realizada em 2002, Riddley Scott (diretor de Alien) afirmou que, para o quinto filme da série, pretendia voltar ao local onde as criaturas foram vistas pela primeira vez e explicar como elas foram criadas[29] , o que viemos a conhecer como Prometheus, lançado em 2012.

Uma sequência intitulada, Aliens vs. Predator: Requiem, foi lançada em 25 de dezembro de 2007. Dirigido pelos irmãos Greg e Colin Strause, o filme continua a partir da conclusão de seu predecessor Alien vs. Predator.[30]

Lançamento em mídias domésticas[editar | editar código-fonte]

Alien vs. Predator foi lançado em DVD na América do Norte em 25 de janeiro de 2005. O DVD continha duas faixas de comentários de áudio, a primeira apresentada por Paul W.S. Anderson, Lance Henriksen e Sanaa Lathan enquanto a segunda John Bruno (supervisor de efeitos especiais) e os fundadores da ADI, Alec Gillis e Tom Woodruff. Foram incluídos como extras do DVD uma gravação de 25 minutos apresentando o making of do filme e uma galeria com imagens da história em quadrinhos "AVP" da editora Dark Horse, além disso, foram acrescentadas três cenas deletadas do filme. No lançamento, Alien vs. Predator estreou, nos Estados Unidos, como o número um nos ranks de DVD´s mais vendidos e vídeo mais alugados.[31] [32]

Em 7 de março de 2005, uma edição contendo dois discos foi lançada (extreme edition), trazendo cenas inéditas do making of, da pré-produção, produção, pós-produção e licenciamento do filme. Uma edição sem censura do filme (unrated edition) foi lançada em 22 de novembro de 2005, contendo os mesmos extras especiais da extreme edition acrescida de oito minutos de sequências inéditas do filme.[33] O filme foi lançado, nos Estados Unidos, no format Blu-ray em 23 de janeiro de 2007.[34] [35]

Referências

  1. a b Alien vs. Predator (2004) Box Office Mojo. Página visitada em 25 de agosto de 2009.
  2. Cinescape Presents v3 #9. .
  3. a b c d IMDB, . (agosto de 2004). Trivialidades sobre AVP (2004) Internet Movie DataBase. Página visitada em 02 de setembro de 2009.
  4. Davidson, Paul (07 de março de 2002). Alien vs. Predator ainda procurando por um roteiro IGN Movies. Página visitada em 02 de setembro de 2009.
  5. Chambers, Bill (25 de janeiro de 2005). Alien vs. Predator (2004) Film Freak Central. Página visitada em 02 de setembro de 2009.
  6. ., Paul (15 de julho de 2002). Anderson será o diretor de Alien vs. Predador IGN Movies. Página visitada em 04 de setembro de 2009.
  7. (janeiro de 2005) "Let's get ready to rumble!". Movie Magic p. 62.
  8. Horn, Steven (16 de dezembro de 2003). Entrevista com Paul Anderson, diretor de AVP – Parte 02 IGN Movies. Página visitada em 02 de setembro de 2009.
  9. Chau, Thomas (12 de agosto de 2002). Entrevista com Sanna Lathan de AVP Cinema Confidential. Página visitada em 02 de setembro de 2009.
  10. Morales, Wilson (agosto de 2004). AVP: uma entrevista com Sanna Lathan Blackfilm.com. Página visitada em 02 de setembro de 2009.
  11. Spike, TV (13 de julho de 2004). Alien vs. Predator – A new world vision Spike TV. Página visitada em 09 de setembro de 2009.
  12. Gillis, Alec e JR Woodruff, Tom. AVP: The Creature Effects of ADI. 1ª edição ed. [S.l.]: Design Studio Press, 2004. ISBN 0-9726676-5-2
  13. Salisbury, Mark. . "The AVP referee". Fangoria (#235).
  14. Horn, Steven (16 de dezembro de 2003). Entrevista com Paul Anderson, diretor de AVP – parte 3 IGN Movies. Página visitada em 02 de setembro de 2009.
  15. a b Monger, James Christopher. Alien vs. Predator Trilha Sonora Original Allmusic.. Página visitada em 11 de setembro de 2009.
  16. Mojo, . (dezembro de 2004). "Alien vs. Predator" Bilheteria (2004) Box Office Mojo. Página visitada em 25 de agosto de 2009.
  17. Mojo, . (janeiro de 2005). Rank de Filmes de acordo com a arredacação nos EUA em 2004 Box Office Mojo. Página visitada em 25 de agosto de 2009.
  18. a b Kehr, Dave (14 de agosto de 2004). It´s an underground monster world series The New York Daily News. Página visitada em 10 de setembro de 2009.
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  20. Halter, Ed (10 de agosto de 2004). Restos na lama The Village Voice. Página visitada em 10 de setembro de 2009.
  21. Burr, Ty (14 de agosto de 2004). 'Alien vs. Predator' is an enjoyable schlockfest Boston.com. Página visitada em 10 de setembro de 2009.
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  23. Metacritic, . (sem data). Aliens Versus Predator (2004) Metacritic. Página visitada em 23 de setembro de 2009.
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