Arquidiocese de Goa e Damão

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Arquidiocese de Goa e Damão
Archidiœcesis Goanus et Damanensis
Sé Catedral de Santa Catarina
Localização
País Índia
Dioceses Sufragâneas Diocese de Sindhudurg
Estatísticas
População 1 763 598
627 400 católicos
Área 4 194 km²
Paróquias 166
Sacerdotes 630
Informação
Rito Romano
Criação da Diocese 31 de janeiro de 1533
Elevação a Arquidiocese 4 de fevereiro de 1558
(unificação com
a Diocese de Damão em
1 de maio de 1928)
Catedral Sé Catedral de Santa Catarina
Padroeiro São Francisco Xavier
Governo da Arquidiocese
Arcebispo Filipe Neri Ferrão
Arcebispo Emérito Raul Nicolau Gonçalves
Jurisdição Sé Metropolitana Primacial Patriarcal
Contatos
Endereço Paço Patriarcal, P.O. Box 216, Altinho, Panaji, Goa-403001,
India
Página Oficial www.archgoadaman.org/
dados em catholic-hierarchy.org

A Arquidiocese de Goa e Damão (em latim: Archidiœcesis Goanus et Damanensis) é uma arquidiocese da Igreja Católica na Índia. É a mais antiga diocese em atividade no Oriente, sendo suas origens vinculadas à chegada dos portugueses à Costa do Malabar. O arcebispo de Goa e Damão também utiliza o título de Primaz das Índias ou Primaz do Oriente. Seu atual arcebispo metropolita é o patriarca Filipe Neri Ferrão. A da arquidiocese é a Sé Catedral de Santa Catarina, em Goa Velha e tem com o co-catedral a Co-catedral de Nossa Senhora do Mar, em Damão. Sua Basílica Menor é a Basílica do Bom Jesus, em Goa.

História[editar | editar código-fonte]

O Papa Clemente VII erigiu a Diocese de Goa a 31 de Janeiro de 1533, pela bula papal Romani Pontificis Circumspectio.[1] A jurisdição da nova diocese estendia-se então desde o Cabo da Boa Esperança até à China e Japão. A 4 de Fevereiro de 1557, o Papa Paulo IV separou a Diocese de Goa da Província Eclesiástica de Lisboa e elevou-a a Arquidiocese Metropolitana, tendo por sufragâneas as dioceses de Cochim e Malaca. Com o decorrer do tempo outras dioceses foram incluídas na área Metropolitana de Goa: Macau, Funay no Japão, Cranganore e Meliapor na Índia, Nanquim e Pequim na China, Moçambique em África e ainda Damão.

Em 1572 o Papa Gregório XIII, por breve de 15 de Março, concedeu ao Arcebispo de Goa o título de Primaz do Oriente. Em 1857, Goa havia ganho diversas dioceses sufragâneas no subcontinente indiano mas retinha apenas Macau e Moçambique fora da referida zona geográfica. A 23 de Janeiro de 1886, o Papa Leão XIII investiu o Arcebispo de Goa com o título de Patriarca das Índias Orientais. No mesmo ano a Arquidiocese de Cranganore foi dissolvida e o título anexado ao da Diocese de Damão, também ela por sua vez dissolvida em 1928 e anexada à Arquidiocese de Goa. Desde essa data, o arcebispo passou a ser chamado por Arcebispo de Goa e Damão, possuindo também as designações de Patriarca das Índias Orientais e Arcebispo Titular de Cranganore.

Em 1940, Díli foi elevada a diocese e colocada como sufragânea de Goa ao passo que Moçambique foi no mesmo ano desmembrada da Arquidiocese Metropolitana. Em 1953 a Arquidiocese de Goa perdeu as dioceses sufragâneas de Cochim, Meliampor e Canara no seguimento da reorganização territorial eclesiástica do novo estado indiano.

A 18 de Dezembro de 1961, a União Indiana invadiu os territórios de Goa, Damão e Diu e no ano seguinte o Arcebispo Patriarca Dom José Vieira de Alvernaz abandonou o território. Em 1965, o território de Diu foi confiado à Sociedade Missionária de São Francisco Xavier. A complexa questão da invasão da Índia Portuguesa, levou a que a Santa Sé apenas em 1975 tenha aceite a resignação do último Patriarca colocando a Arquidiocese de Goa directamente subordinada à Santa Sé. As dioceses de Macau e Díli foram também separadas da Arquidiocese Metropolitana e colocadas também directamente subordinadas à Santa Sé.

Pela Bula "Quoniam Archdioecesi" de 30 de Janeiro de 1978, o Papa Paulo VI nomeou o Rev. Bispo Raul Nicolau Gonçalves para Arcebispo de Goa e Damão com o título "ad honorem" de Patriarca das Índias Orientais. Pela Bula "Inter Gravissimas" de 12 de Dezembro de 2003, o Papa João Paulo II nomeou o Rev. Filipe Neri Ferrão como novo Arcebispo de Goa e Damão concedendo-lhe igualmente "ad honorem" o título de Patriarca. A atribuição do título de Patriarca não é obrigatória sendo uma prerrogativa do Santo Padre.

A Arquidiocese de Goa e Damão permaneceu até 25 de Novembro de 2006 um raro caso dentro da Igreja Católica, já que se tratava de um arcebispo que não era metropolita, uma vez que a Arquidiocese não tinha dioceses sufragâneas desde 1 de Janeiro de 1975, quando as dioceses de Macau e de Díli foram separadas dela. A 25 de Novembro de 2006, o Papa Bento XVI resolveu esta questão, ao tornar a Diocese de Sindhudurg uma sufragânea de Goa e Damão, que, juntos, formaram uma nova província eclesiástica.

Lista de Bispos de Goa[editar | editar código-fonte]

  1. Francisco de Melo (1533)
  2. Frei João Afonso de Albuquerque (1539-1553)

Lista de Arcebispos de Goa[editar | editar código-fonte]

  1. Gaspar Jorge de Leão Pereira (1558-1567)
  2. Frei Jorge Temudo (1567-1571)
  3. Gaspar Jorge de Leão Pereira (1571-1576)
  4. Frei Henrique de Távora e Brito (1578-1581)
  5. Frei João Vicente da Fonseca (1583-1586)
  6. Frei Mateus de Medina (1588-1593)
    André de Santa Maria (1593-1595) (bispo de Cochim, como administrador apostólico)
  7. Frei Aleixo de Menezes (1595-1612), depois arcebispo de Braga
    Frei Domingos da Trindade (1612)
  8. Frei Cristóvão de Sá e Lisboa (1612-1622)
  9. Frei Sebastião de São Pedro (1624-1629)
    Gonçalo Veloso, vigário capitular (1629 - 1630)
    Frei João da Rocha (1630-1631) (bispo-titular de Hierapolis, como administrador apostólico)
  10. Frei Manuel Teles de Brito (1631-1633)
    Frei Miguel da Cruz Rangel (1634-1635) (bispo de Cochim, como administrador apostólico)
  11. Frei Francisco dos Mártires (1635-1652)
    Frei João de São Jacinto (1660-1661)
  12. Frei Cristóvão da Silveira (1670-1673)
  13. Frei António Brandão (1674-1678)
  14. Manuel de Sousa Meneses (1680-1684)
  15. Frei Alberto de São Gonçalo da Silva (1686-1688)
    Pedro da Silva (1688-1690) (bispo de Cochim, administrador apostólico)
  16. Frei Agostinho da Anunciação (1690-1713)
  17. Sebastião de Andrade Pessanha (1715-1721)
  18. Frei Inácio de Santa Teresa (1721-1740)
  19. Frei Eugénio de Trigueiros (1741)
  20. Frei Lourenço de Santa Maria e Melo (1741-1750)
  21. António Taveira da Neiva Brum da Silveira (1750-1773)
  22. Frei Francisco da Assunção e Brito (1773-1783)
  23. Frei Manuel de Santa Catarina (1784-1812)
  24. Frei Manuel de São Galdino (1812-1831)
    José Paulo da Costa Pereira de Almeida (1831-1835) (padre, Deão da Sé)
    Paulo António Dias da Conceição (1835-1837) (padre, administrador da Sé)
    António Feliciano de Santa Rita Carvalho (1837-1839) (vigário capitular e governador do arcebispado de Goa)
    António João de Ataíde (1839-1844)
  25. José Maria da Silva Torres (1844-1851)
    Joaquim de Santa Rita Botelho (1851 - ????) (Bispo de Cochim, vigário capitular e governador do arcebispado de Goa)
  26. João Crisóstomo de Amorim Pessoa (1862-1874), depois arcebispo de Braga
  27. Aires de Ornelas e Vasconcelos (1875-1880)
  28. António Sebastião Valente (1882-1908)
  29. Mateus de Oliveira Xavier (19091929)
  30. Teotónio Emanuel Ribeira Vieira de Castro (19291940)
  31. José da Costa Nunes (19401953)
  32. José Vieira Alvernaz (19531975)
  33. Raul Nicolau Gonçalves (19782004)
  34. Filipe Neri António Sebastião do Rosário Ferrão (2004presente)

Fontes[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Stephen Neill. A History of Christianity in India: The Beginnings to AD 1707 (em inglês). Reino Unido: Cambridge University Press, 2004. 117 p. ISBN 0521548853


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