Diocese de Macau

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Diocese de Macau
Diœcesis Macaonensis
Localização
País China
Arquidiocese Metropolitana Santa Sé
Estatísticas
População 28 686 católicos [1]
Área 28,6 [nota 1] km²
Informação
Rito Romano[2]
Criação da Diocese 23 de Janeiro de 1576[3]
Padroeiro São Francisco Xavier e Santa Catarina de Siena[3]
Governo da Diocese
Bispo José Lai Hung-seng
Jurisdição Diocese
Contactos
Endereço Paço Episcopal, C.P. 324, Largo da Sé, Macau [2] [4]
Página Oficial http://www.catholic.org.mo/

A Diocese de Macau (em latim: Dioecesis Macaonensis) é uma circunscrição eclesiástica da Igreja Católica em Macau, na República Popular da China. Foi erecta pelo Papa Gregório XIII através da bula "Super Specula Militantis Ecclesiae", a 23 de Janeiro de 1576, seguindo o rito romano. Inicialmente com jurisdição eclesiástica sobre a China, o Japão e as ilhas adjacentes, actualmente a diocese abrange somente o território da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), que está dividido em seis paróquias, duas quase-paróquias e uma missão independente.[3] A sua criação em 1576 confirmou o papel que a então colónia portuguesa de Macau desempenhava como centro de formação e de partida de missionários católicos, nomeadamente jesuítas, para os diferentes países da Ásia, principalmente para a China e o Japão. Anteriormente vinculada ao Padroado português e sufragânea da Arquidiocese de Goa, a diocese está hoje na dependência imediata da Santa Sé, querendo isto dizer que é independente da hierarquia católica chinesa e da Associação Patriótica Católica Chinesa. Desde 2003, o bispo de Macau é o prelado chinês D. José Lai Hung-seng, que é o primeiro bispo natural de Macau a governar esta diocese histórica.[3] [2] [5] [6]

Em 2004, a Diocese de Macau contava aproximadamente com 18 mil [2] a 27,5 mil católicos.[7] Em 2008, o número de católicos subiu para cerca de 28,7 mil (cerca de 5,3% da população total), sendo a sua maioria membros da comunidade chinesa. Para além dos chineses, a comunidade católica é também constituída por milhares de filipinos e de lusófonos, entre os quais se destacam os macaenses e os portugueses europeus. Logo, as celebrações litúrgicas são normalmente celebradas em chinês, português e inglês. Em 2008, a diocese foi apoiada por 19 padres diocesanos e três padres especiais vindos do exterior (ao todo, são 22 padres seculares), 52 padres regulares e 13 religiosos, 185 religiosas e 115 missionárias voluntárias.[1] Em 2011, existiam em Macau dez comunidades religiosas masculinas e vinte e duas comunidades religiosas femininas.[8] [9]

Apoiada pelas comunidades religiosas presentes em Macau, a diocese possui uma vasta rede de serviços de assistência social e de educação, constituída em 2008 por 24 instituições de serviço social, onde se incluem oito creches; seis sanatórios para idosos; quatro centros de reabilitação para deficientes físicos e mentais; seis lares para crianças; e 31 estabelecimentos de ensino (incluindo a Universidade de São José), com cerca de 32 mil alunos.[1] [10] Devido à falta de vocações sacerdotais, o seu único seminário, o Seminário de S. José, está actualmente encerrado, sendo o facto apontado como um dos sinais de uma possível crise e declínio da diocese.[11]

A Diocese de Macau tem São Francisco Xavier e Santa Catarina de Siena como santos padroeiros e o seu lema é Scientia et Virtus (Ciência e Virtude). A sua catedral é a Igreja da Sé, que, juntamente com a Igreja de S. Lourenço, a Igreja e Seminário de S. José, a Igreja de St. Agostinho, a Igreja de S. Domingos, as Ruínas de S. Paulo, a Igreja de St. António e a Capela de N. Sra. da Guia, foi incluída em 2005 no "Centro Histórico de Macau", que por sua vez está incluído na Lista do Património Mundial da Humanidade da UNESCO.[3] [12]

História[editar | editar código-fonte]

A fachada da já destruída Igreja da Madre de Deus, anexa ao Colégio de São Paulo. A igreja foi reconstruída em 1602 e destruída em 1835, restando apenas as Ruínas de São Paulo, que inclui a fachada.[13]

O Papa Gregório XIII, através da bula "Super Specula Militantis Ecclesiae", a 23 de Janeiro de 1576, eregiu a Diocese de Macau, com jurisdição eclesiástica inicial sobre a China, o Japão e as ilhas adjacentes. Desmembrada da Diocese de Malaca, a Diocese de Macau foi uma diocese sufragânea da Arquidiocese de Goa até 1975, quando ela passou a estar sob a jurisdição e dependência imediata da Santa Sé. Aquando da fundação da Diocese, Macau já era um sítio com muitos cristãos: em 1568, o número de católicos era de 5 mil, contra os 600 católicos registados em 1561. Em 1644, a cidade de Macau chegou a ter 40 mil católicos, mas, nos primórdios do século XVIII, já só restavam 19509 católicos, de entre uma população total de 20,5 mil habitantes.[1] [2] [6]

Macau, que tornou-se num importante estabelecimento comercial português em meados do século XVI, tornou-se também num importante ponto de partida de missionários católicos para os diferentes países da Ásia, principalmente para a China e o Japão. Eles construiram igrejas, instituições de caridade e de educação, nomeadamente o Colégio de São Paulo (fundado no séc. XVI) e o Seminário de São José (fundado no séc. XVIII). Estas instituições académicas, ambas criadas pelos jesuítas, serviam para formar missionários e padres. Mas, o Colégio foi destruído por um incêndio em 1835 e o Seminário, devido à falta de vocações sacerdotais, deixou de funcionar em 1967. Além da evangelização, estes religiosos católicos, nomeadamente Matteo Ricci, promoveram também o intercâmbio ético, cultural e científico entre o Ocidente e o Oriente. Vários missionários jesuítas, que também eram cientistas, músicos, artistas e escritores, chegaram a desempenhar importantes funções e cargos na Corte imperial chinesa, nomeadamente durante o reinado de Kangxi (1661-1722).[1] [6] [11] [13] [14] [15]

O primeiro a ser sagrado Bispo de Macau foi D. Leonardo de Sá, que só chegou a Macau em 1581, sendo a Diocese administrada pelo bispo D. Belchior Carneiro Leitão até à data mencionada. Foi este bispo jesuíta português que fundou, em 1569, o Hospital dos Pobres (mais tarde renomeado de Hospital de São Rafael) e a Santa Casa da Misericórdia, a primeira instituição europeia de caridade e de beneficência em Macau que tem por objectivo atender às necessidades dos pobres da Cidade.[16] Esta instituição contribuiu muito para o desenvolvimento da assistência social de Macau. D. Belchior fundou também uma leprosaria junto à Igreja de S. Lázaro para cuidar dos leprosos.[1] [17] [18] [19]

Aquando da sua fundação, a Diocese de Macau, vinculado ao Padroado português, teve jurisdição sobre vários territórios eclesiásticos existentes no Extremo Oriente, como por exemplo na China, Japão, Vietname e ilhas adjacentes. No entanto, com o decorrer dos tempos, a Igreja Católica começou a criar gradualmente novas dioceses e circunscrições eclesiásticas no Extremo Oriente e, consequentemente, a Diocese de Macau começou, aos poucos, a perder territórios e igrejas que outrora foram criadas e/ou administradas por ela.[3] [7] Com a criação da Diocese de Funay (1588), dos Vicariatos Apostólicos de Tonquim e da Cochinchina (1659), do Vicariato Apostólico de Nanquim (1659) e da Diocese de Pequim (1690), a jurisdição da Diocese de Macau ficou muito reduzida e albergava não muito mais do que Macau e ilhas adjacentes, Timor e as Províncias chinesas de Guangxi, Hainão e Guangdong.[2] [20] [21] [22]

Não obstante, principalmente durante o bispado de D. João de Casal (1690-1735), a diocese participou na controvérsia dos ritos na China, que dividiu os missionários e prejudicou muito a evangelização na China. D. João de Casal, defendendo a sua autoridade episcopal vinculada ao Padroado português, entrou em conflito directo com o legado papal Charles de Tournon, que chegou a Macau sem a autorização do Padroado em 1707, depois de ser expulso da China pelo Imperador Kangxi. D. João de Casal chegou mesmo a proibir o clero local de obedecer aos decretos de Tournon que condenavam os ritos chineses como supersticiosos e incompatíveis com o catolicismo. Com o agravar dos conflitos, houve até trocas de excomunhão entre os dois prelados. Tournon acabou por morrer em Macau no dia 8 de Junho de 1710. Por causa da controvérsia dos ritos, o Imperador Kangxi, que anteriormente era favorável ao cristianismo, decidiu proibir em 1721 a actividade evangelizadora dos missionários europeus na China. Em 1732/1734, o Imperador Yongzheng expulsou todos os missionários da China, excepto aqueles que trabalhavam na Corte imperial como cientistas ou sábios (na sua maioria, eram jesuítas). Macau serviu-se assim de cidade de refúgio para dezenas de missionários expulsos, incluindo alguns bispos.[14] [22] [23]

Mapa da Diocese de Macau, em 1894.

Em 1841, a Diocese de Macau perdeu a jurisdição sobre Hong Kong, com a criação da Prefeitura Apostólica de Hong Kong. E, em 1848, a Diocese perdeu também a jurisdição sobre Guangdong, Hainão e Guangxi, com a criação do Vicariato Apostólico de Guangdong e Guangxi. Mais tarde, em 1860, após negociações do Governo de Portugal com a Santa Sé, a jurisdição do bispado de Macau e do Padroado português na China passaram a incluir Macau, a província de Guangdong e as ilhas adjacentes. Em 1874, após novas negociações, a Diocese ficou circunscrita a Macau, Hainão, distrito de Heung-Shan (actual Zhongshan), várias ilhas do distrito de San-Vui e Timor Português. Em 1886, passaram da jurisdição do Arcebispo de Goa para a do bispo de Macau as paróquias de São José (em Singapura) e de São Pedro (em Malaca). Por causa do decreto pontifício de 3 de Fevereiro de 1903, que só foi plenamente executado em Setembro de 1908, a Diocese perdeu a jurisdição da ilha de Hainão para o Vicariato Apostólico de Guangdong e, em troca, ganhou a jurisdição da Prefeitura de Shiu-Hing. Logo, a partir de 1908, a Diocese de Macau passou a ter os seguintes territórios: Macau, Timor Português, distrito de Chong-San, prefeitura de Shiu-Hing e paróquias de São José (Singapura) e de São Pedro (Malaca). Em 1940/1941, o território eclesiástico de Timor Português desmembrou-se da Diocese de Macau e tornou-se na Diocese de Díli.[2] [20] [21] [24] [25] Após a implantação da República Popular da China (1949), todos os missionários católicos na China foram presos ou expulsos e toda a actividade religiosa foi proibida pelas novas autoridades comunistas. Por causa disso, a Diocese ficou reduzida apenas a Macau e às paróquias de São José e de São Pedro.[22] Finalmente, em 1981, estas duas paróquias, com pequenas comunidades de luso-descendentes, também desmembraram-se da Diocese de Macau. Por isso, desde 1981, esta circunscrição eclesiástica abrange somente o actual território de Macau.[2] [20] [26]

A Diocese era também a sede do Padroado Português no Extremo Oriente,[27] querendo isto dizer que o Estado português patrocinava, influenciava e protegia a Igreja Católica nos seus domínios. Mas, mesmo assim, isto não impediu que o Marquês de Pombal expulsasse todos os jesuítas do Império português (incluindo Macau) e confiscasse todos os seus bens, em 1762. Na altura, os jesuítas era uma poderosa ordem religosa do Padroado e, por isso, a sua expulsão prejudicou bastante a actividade missionária portuguesa no Extremo Oriente e o ensino em Macau. Durante o século XIX e na sequência da implantação da República Portuguesa (1910), o Estado português, mesmo mantendo o Padroado, continuou a adoptar várias vezes políticas duras contra as ordens religiosas, como por exemplo a extinção das ordens masculinas e o confisco de todos os seus bens (ex: igrejas, conventos, etc.) em 1834. Todas estas acções anti-clericais "apressaram a ruína das missões portuguesas" e também causaram danos consideráveis ao património religioso confiscado: em 1835, a imponente Igreja da Madre de Deus e o Colégio de São Paulo foram destruídas por um incêndio, restando apenas as Ruínas de São Paulo; e em 1861, o Convento e Igreja de São Francisco (construídos pelos franciscanos) foram demolidos pelo Governo de Macau, que construiu no seu lugar o Quartel de São Francisco (em 1864/1866), que aloja actualmente o Comando das Forças de Segurança de Macau.[13] [20] [28] [29] [30] [31] [32]

Nos últimos 50 anos, para responder às necessidades sociais, a Diocese de Macau desenvolveu vários projectos com vista ao bem-estar social, tais como a construção de escolas, creches, clínicas, de lares para idosos, sanatórios para doentes e centros de formação profissional.[1] [7] Ao longo do século XX, a Diocese, apoiando o Governo de Macau, acolheu centenas de milhares de refugiados da China Continental, do Vietname e do Timor-Leste, prestando-lhes um bom serviço sócio-assistencial e educativo. Como por exemplo, durante a Segunda Guerra Mundial, centenas de milhares de chineses refugiaram-se para Macau, elevando a sua população de 280 mil para mais de meio milhão.[33] Entre os principais centros de acolhimento e assistência humanitária aos refugiados, destacava-se particularmente o "Centro Social Mateus Ricci", fundado em 1951 pelo padre jesuíta espanhol Luis Ruiz Suárez na Casa Ricci, que era a residência dos jesuítas em Macau. Esta instituição acolheu mais de 35 mil refugiados da China Continental, que fugiam do comunismo chinês, implantado em 1949. Em 1971, o "Centro Social Mateus Ricci" tornou-se formalmente uma organização subordinada à Diocese de Macau e um membro da Caritas Internationalis, mudando o seu nome para "Caritas de Macau" (ou "Caritas Macau"). Actualmente, a "Caritas Macau" opera uma grande rede de serviços e infra-estruturas destinadas a ajudar os mais pobres e necessitados de Macau.[34] [35] [36] [37] [38]

O último Bispo de etnia portuguesa desta diocese foi D. Arquimínio Rodrigues da Costa, cujo bispado durou de 1976 a 1988, sendo substituído por D. Domingos Lam Ka-tseung, o primeiro bispo de etnia chinesa desta diocese, cujo bispado terminou em 2003. Ele era natural de Hong-Kong. D. Domingos Lam teve a difícil tarefa de preparar a Igreja Católica local para a transferência de soberania de Macau para a República Popular da China, que ocorreu no dia 20 de Dezembro de 1999. Entre outras coisas, ele conseguiu garantir autonomia financeira à diocese, que deixou de receber subsídios governamentais depois de 1999, devido ao fim do Padroado português. Esta solidez financeira foi assegurada pelas propriedades, fundo de reserva, acções, títulos, contas a prazo e investimentos que a Diocese tinha em Macau e nas bolsas de Nova Iorque, Hong Kong e Londres.[39] [40]

O primeiro bispo natural de Macau (segundo de etnia chinesa) da Diocese é o Bispo actual, D. José Lai Hung-seng, cujo bispado começou em 2003. As suas atenções pastorais centraram-se mais na evangelização e na constante formação religiosa dos clérigos e leigos locais.[5] [39] [41]

Encontro das Igrejas Lusófonas[editar | editar código-fonte]

No período entre o dia 24 a 28 de Setembro de 2008, a Diocese de Macau organizou e acolheu o VIII Encontro das Igrejas Lusófonas, sob o tema genérico "Responsabilidades Sociais dos Cristãos em Época de Globalização". Este encontro bianual, também chamada de Encontro das Presidências das Conferências Episcopais dos Países Lusófonos, é um grande evento que reúne os presidentes das conferências episcopais dos países lusófonos e também alguns bispos e padres lusófonos.[42]

Situação actual[editar | editar código-fonte]

De acordo com o artigo 34.º da Lei Básica da Região Administrativa Especial de Macau, "os residentes de Macau gozam da liberdade de crença religiosa e da liberdade de pregar, de promover actividades religiosas em público e de nelas participar". E, de acordo com o seu artigo 128.º, "o Governo da RAEM não interfere nos assuntos internos das organizações religiosas, nem na manutenção e no desenvolvimento de relações das organizações religiosas e dos crentes com as organizações religiosas e os crentes de fora da região de Macau. Não impõe restrições às actividades religiosas que não contrariem as leis da Região Administrativa Especial de Macau". Com estas garantias, os católicos de Macau, após a transferência de soberania de Macau para a República Popular da China (20 de Dezembro de 1999), podem continuar a praticar a sua e foi ainda salvaguardada a autonomia e a independência da Diocese de Macau em relação às autoridades de Macau e da República Popular da China, nomeadamente da Associação Patriótica Católica Chinesa.[1]

Segundo o Anuário Pontifício, existia cerca de 18 mil católicos em Macau (cerca de 4% da população total), 24 padres seculares, 52 padres regulares, 62 ou 64 religiosos e 171 ou 183 religiosas no ano de 2004.[2] Mas, segundo as estatísticas governamentais de Macau (baseadas essencialmente nas estatísticas da Diocese de Macau), o número total de católicos, em 2008, rondava aproximadamente os 28,7 mil católicos (cerca de 5,3% da população total),[1] sendo a sua maioria membros da comunidade chinesa. Para além dos chineses, a comunidade católica local é também constituída por milhares de lusófonos, entre os quais os macaenses e os portugueses europeus, e por milhares de estrangeiros não residentes permanentemente, nomeadamente os filipinos. Também segundo estas mesmas estatísticas, trabalham em Macau, no ano de 2008, 19 padres diocesanos e três padres especiais vindos do exterior (ao todo, são 22 padres seculares), 52 padres regulares e 13 religiosos, 185 religiosas e 115 missionárias voluntárias.[1] Em 2011, existiu em Macau dez comunidades religiosas masculinas e vinte e duas comunidades religiosas femininas.[8] [9]

Apesar de ser uma religião minoritária em Macau, a Igreja Católica local continua a ter influência e a empenhar-se muito em áreas como a assistência social e a educação. A Diocese de Macau possui 24 instituições de serviço social, onde se incluem oito creches; seis sanatórios para idosos; quatro centros de reabilitação para deficientes físicos e mentais; e seis lares para crianças. Na área da educação, no ano lectivo de 2007/2008, esta diocese tutelou um total de 31 estabelecimentos de ensino, com cerca de 32005 alunos. Destes, 1282 frequentavam o ensino superior, 14635 o secundário, 12071 o primário e 4017 o pré-escolar.[1] Criou inclusivamente, juntamente com a Universidade Católica Portuguesa, uma instituição de ensino superior, a Universidade de São José (antigo Instituto Inter-Universitário de Macau), no ano de 1996.[10]

Além da assistência social e educação, a influência católica alarga-se também aos "extractos sociais elevados", existindo vários juristas, empresários, profissionais liberais e políticos locais importantes que são católicos, tais como Florinda da Rosa Silva Chan (Secretária para a Administração e Justiça dos primeiros governos da RAEM), Paul Pun Chi Meng (secretário-geral da Caritas Macau), António Ng Kuok Cheong e Paul Chan Wai Chi (respectivamente deputado e ex-deputado à Assembleia Legislativa de Macau, ambos eleitos pela Associação de Novo Macau Democrático).[39] [43]

Possível crise[editar | editar código-fonte]

Desde 1978, a Diocese de Macau experimenta uma diminuição preocupante no número de católicos e de sacerdotes diocesanos, entrando em contraste com o rápido crescimento da Igreja Católica na China Continental. Esta situação de declínio e de uma possível crise é considerada irónica visto que Macau foi um dos contribuintes fulcrais para a disseminação e crescimento do Catolicismo na China e no Extremo Oriente. De acordo com várias estatísticas publicadas, nomeadamente o Anuário Pontifício, a Diocese de Macau contava, em 1978, com cerca de 39000 fiéis (cerca de 13% da população total), mas, em 2004, contava somente com cerca de 18000 católicos (cerca de 4% da população total),[2] ou, segundo as estatísticas do Governo de Macau, com cerca de 27500 católicos (cerca de 5,6% da população total), no ano de 2005.[7]

O número de baptismos realizados também diminuiu, assim como o número de pessoas que contrairam o casamento na Igreja e o número de pessoas que iam regularmente à missa. O mesmo se passa com o número de sacerdotes diocesanos ou seculares, que, ao longo dos últimos 30 anos, passou quase para metade: de 38 (em 1978) diminuiu para apenas 24 (em 2004).[2] A idade média de um sacerdote na Diocese de Macau é, em 2007, superior aos 60 anos. Durante o século XX, as quatro últimas ordenações sacerdotais locais foram efectuadas entre 1978 a 1992 e o famoso Seminário de São José foi encerrado em 1967. Porém, houve novos acontecimentos que deram vitalidade à Diocese: em 2007, as suas instalações foram reutilizadas para albergar o curso de Estudos do Cristianismo do Instituto Inter-Universitário de Macau, que ensina, entre outras coisas, teologia.[11] [44] E, em 2010, o sul-coreano Michael Lee foi ordenado sacerdote em Macau, depois de ter passado 18 anos desde a última ordenação sacerdotal.[45] [46] Também em 2010, a Diocese conseguiu quatro seminaristas novos, sendo dois deles enviados para Hong Kong para receberem uma melhor formação.[39] [41]

Segundo a opinião de muitos, o rápido crescimento económico de Macau e a dificuldade sentida pela Igreja Católica de estabelecer uma afinidade forte à cultura chinesa [nota 2] são algumas das causas da quebra do número de católicos e da falta preocupante de vocações sacerdotais, que começaram a pôr cada vez mais em causa o futuro e a actividade pastoral e litúrgica da Diocese. Este crescimento económico proporcionou muitas oportunidades de emprego para os jovens locais, principalmente trabalhos relacionados com a indústria dos casinos, e contribuiu para o fomento do materialismo e do consumismo na sociedade local. Segundo a opinião de um padre diocesano local, as pessoas de Macau, rodeadas dos benefícios proporcionados pelos casinos e pelo crescimento económico, esqueceram-se dos benefícios espirituais e religiosos da Igreja Católica.[11] [47] [48]

Outro problema interno da Diocese prende-se com a unidade das várias comunidades que compõem a Igreja local. Na prática, as comunidades chinesa, portuguesa e inglesa ignoram-se mutuamente e os momentos de comunhão, encontro e diálogo entre elas são raras. Esta raridade, patente como por exemplo no baixo número de missas bilingues ou trilingues existentes, favorece por um lado a manutenção e expressão das diferenças culturais, mas por outro lado prejudica uma maior comunhão entre estas comunidades linguísticas e étnicas diferentes mas católicas.[39]

Apesar de todo esse pessimismo catastrófico no seio da Igreja Católica local, o número de baptismos efectuados anualmente, mesmo menos do que antigamente, rondava perto da fasquia dos 100 ou 200, apresentando um sinal de esperança para a comunidade católica de Macau.[41] [49]

Os católicos de expressão portuguesa[editar | editar código-fonte]

A comunidade católica de expressão portuguesa está actualmente em declínio, quer em número (estima-se que aproximadamente só 8 a 10 mil católicos de Macau são de expressão portuguesa, sendo só cerca de mil oriundos de Portugal [nota 3] )[49] quer na sua importância no seio da Diocese de Macau.[50]

Muitos fiéis lusófonos queixavam já há algum tempo da falta de assistência litúrgica e pastoral, provocada principalmente pela falta preocupante de sacerdotes de expressão portuguesa. Muitos membros da comunidade católica lusófona, sentindo-se progressivamente abandonados, afirmam que estão descontentes e inconformados com a cedência progressiva "no estatuto das celebrações eucarísticas em português a favor de outras línguas". Eles queixam-se também da falta de missas em língua portuguesa, algo que muitos clérigos locais não compreendem muito bem, visto que existem, mesmo assim, várias missas em língua portuguesa em várias igrejas locais, se bem que em menor número do que antigamente.[50] Relativamente à questão do abandono da comunidade lusófona, existe várias provas que revelam que a Diocese esforçou-se por preservar esta comunidade histórica, destacando-se, como por exemplo, a intenção (embora não concretizada) de criar uma paróquia exclusivamente portuguesa e a manutenção da celebração da vigília pascal em língua portuguesa na Sé Catedral.[51]

Relativamente à catequese de língua portuguesa, registou-se somente no ano de 2007/2008 cerca de 156 inscrições, revelando mais ainda a situação preocupante da comunidade católica de expressão lusófona.[50]

Os católicos de expressão inglesa[editar | editar código-fonte]

Estima-se que existe em Macau cerca de 8 a 10 mil católicos filipinos, constituindo por isso a maior comunidade católica de expressão inglesa existente em Macau. Isto fez com que a Diocese de Macau tivesse que aumentar o número de missas em inglês, em detrimento das que são celebradas em português.[49] A comunidade católica filipina é muito dinâmica e os seus membros, com um grande espírito de entreajuda e solidariedade, animam as igrejas e as celebrações eucarísticas. Além de muitos serem praticantes e devotos, eles são "muito virados para a família, para o trabalho".[39]

Instituições, associações e ordens religosas em Macau[editar | editar código-fonte]

A primeira ordem religiosa a ser acolhida em Macau foi a Companhia de Jesus, em 1563-1565, que fundou logo uma residência perto da actual Igreja de St. António. Naturalmente, os jesuítas escolheram Macau para ser o seu quartel-general no Extremo Oriente, sendo nesta cidade que construiram o seu colégio universitário e seminário. Foi também em Macau que residiram os seus visitadores e provinciais da China e do Japão, entre os quais se destacava Alessandro Valignano. Já após a erecção da Diocese de Macau em 1576, estabeleceram-se também em Macau os franciscanos (em 1579-1580), os agostinhos (em 1586-1587), os dominicanos (em 1587-1588) e as clarissas (em 1633-1634). Todas estas ordens religiosas, nomeadamente os jesuítas, contribuiram muito para o ensino em Macau e para as missões católicas do Extremo Oriente.[1] [6] [52]

Porém, as ordens religiosas masculinas foram extintas no Império português (incluindo Macau) em 1834-1835, afectando seriamente o Padroado Português no Extremo Oriente e o ensino ocidental em Macau. Os jesuítas já tinham sido expulsos de Macau em 1762,[6] mas acabaram por regressar novamente em 1862. Porém, eles foram novamente expulsos em 1872, para depois voltarem a regressar em 1890. A Ordem das Clarissas foi extinta em Macau em 1875, com a morte da sua última religiosa.[52] No final do século XIX e início do século XX, a diocese recebeu as Filhas da Caridade Canossianas em 1874, as Franciscanas Missionárias de Maria em 1903 e os Salesianos de Dom Bosco em 1906. A presença salesiana em Macau se fez sentir com a criação de várias instituições de ensino e de solidariedade social, tais como o Colégio Dom Bosco, o Colégio Yuet Wah e o Instituto Salesiano (ex-Orfanato da Imaculada Conceição), que foi fundado em 1906 por São Luigi Versiglia. Com a implantação da República Portuguesa em 1910, estas ordens religiosas foram expulsas de Macau, mas muitas delas continuaram a operar nos territórios não-portugueses que estavam sob a juridisção da diocese. Mais tarde, com o acalmar da situação política, elas puderam regressar e novas comunidades religiosas também se instalaram na cidade, nomeadamente as Missionárias de Nossa Senhora dos Anjos (em 1929), a Ordem das Carmelitas Descalças (em 1941), as Missionárias de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (em 1966) e as Filhas de São Paulo (em 1969).[1] [53]

Segundo o site oficial da Diocese de Macau, estão actualmente em Macau dez comunidades religiosas masculinas: a Companhia de Jesus, os Salesianos de Dom Bosco, a Pia Sociedade de São Paulo, os Missionários Combonianos do Coração de Jesus, as Missões Dominicanas de Nossa Senhora do Rosário, a Sociedade de Nossa Senhora da Santíssima Trindade (SOLT), a Comunidade das Beatitudes, a Congregação dos Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria, a Sociedade do Verbo Divino e a Congregação Clerical dos Bem-Aventurados Mártires Coreanos.[8] Em relação às comunidades religiosas femininas, elas são em número de vinte e dois: as Filhas da Caridade Canossianas, as Franciscanas Missionárias de Maria, as Filhas de Maria Auxiliadora, as Irmãs do Precioso Sangue, as Missionárias de Nossa Senhora dos Anjos (ou Angelinas), as Missionárias Dominicanas do Rosário, as Irmãs de Nossa Senhora da Caridade do Bom Pastor, as Filhas de São Paulo, as Missionárias de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, as Irmãzinhas de Jesus, as Missionárias da Caridade, as Irmãs de São Domingos (Maryknoll), a Congregação das Irmãs da Caridade de Santa Ana, as Irmãzinhas de Maria, a Congregação dos Sagrados Corações de Jesus e de Maria e da Adoração Perpétua do Santíssimo Sacramento, as Missionaries of Christ Jesus, a Comunidade das Beatitudes, o Instituto Secular Nossa Senhora da Anunciação, a Congregação das Irmãs Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora, as Irmãs dos Bem-Aventurados Mártires Coreanos, as monjas da Ordem Trapista e o Instituto Secular das Voluntárias de Dom Bosco.[9] As irmãs religiosas estão actualmente representadas na Associação das Religiosas de Macau.[54]

Para além das comunidades religiosas, existem também em Macau várias instituições, movimentos e associações católicas, tais como a Prelatura da Santa Cruz e Opus Dei,[55] a Confraria de Nosso Senhor Bom Jesus dos Passos, a Confraria de Nossa Senhora do Rosário da Mãe de Deus e a Confraria de Santo António de Lisboa, a Venerável Ordem Terceira de Penitência de S. Francisco de Assis, o Movimento dos Focolares, o Clube Serra, a Acção Católica Feminina de Macau e a Associação de Leigos Católicos de Macau.[54] [56] [57] As inúmeras escolas católicas locais, operadas quer pelas comunidades religiosas quer pelos padres diocesanos, são actualmente reunidas e representadas pela Associação das Escolas Católicas de Macau. A diocese possui também uma instituição de ensino superior católica, designada por Universidade de São José.[10] [54]

Para além dos inúmeros estabelecimentos e serviços sociais mantidos pelas ordens e congregações religiosas, existem também em Macau várias instituições laicais de solidariedade social e de inspiração católica, tais como a Cáritas de Macau, o Secretariado Diocesano dos Serviços de Assistência Social, a Santa Casa da Misericórdia, a Sociedade de São Vicente de Paulo e a Associação Piedosa Asilo de São José de Macau. A mais antiga delas é sem dúvida nenhuma a Santa Casa da Misericórdia, fundada em 1569 pelo bispo D. Melchior Carneiro Leitão e actualmente com uma gestão independente da diocese.[58] [59] [60] [57]

Meios de comunicação social[editar | editar código-fonte]

Em 1974, o Bispo D. Arquimínio Rodrigues da Costa, vendo os meios de comunicação social a florescer rapidamente e a tornar cada vez mais popular dentro da sociedade de Macau, decidiu estabelecer o Centro Diocesano dos Meios de Comunicação Social (CDMCS). Este novo órgão diocesano, fundado em 1975, tem como função de coordenar todo o apostolado audiovisual da Diocese, apoiando a promoção da dignidade e dos valores morais humanos e a evangelização de Macau e das suas vizinhanças levado a cabo pela Diocese. O CDMCS é dividido em várias secções ou departamentos: produção e emissão de programas de rádio, actividades cinematográficas, produção de vídeo e televisão, promoção artístico-cultural e actividades de «meios de grupo» [61] . Para além deste organismo diocesano, as Filhas de São Paulo, residentes em Macau desde 1969, dedicam-se também no apostolado dos meios de comunicação social.[53]

Actualmente, a Diocese de Macau possui um semanário em língua chinesa, a "Aurora" (em chinês: 晨曦),[3] [62] e um semanário em língua portuguesa, "O CLARIM", fundado em 1948 e cujo actual director é o padre Albino Bento Pais.[63] Para além dos jornais publicados pela Diocese, a imprensa católica é constituída pelo menos por um outro semanário em língua chinesa, o "Observatório de Macau" (em chinês: 澳門觀察報), fundado pela Associação de Leigos Católicos de Macau no dia 16 de Janeiro de 1995 e cujo actual director é Paul Chan Wai Chi.[64]

Paróquias e outras divisões[editar | editar código-fonte]

Igreja de São Lázaro, construída entre 1557 e 1560, é uma das igrejas mais antigas de Macau.[18]
Igreja de Santo António, construída pelos jesuítas antes de 1560, é uma das igrejas mais antigas de Macau.[65]
Igreja de São Lourenço, construída pelos jesuítas antes de 1560, é uma das igrejas mais antigas de Macau.[66]

A Diocese de Macau está dividida em seis paróquias (cinco na Península de Macau e uma na Taipa), duas quase-paróquias (na Península de Macau) e uma missão independente (em Coloane):[3] [30] [67] [68]

Igrejas e capelas[editar | editar código-fonte]

Segundo as estatísticas do Governo da RAEM, a Diocese de Macau possuiu 18 igrejas e capelas com edifício próprio e 56 capelas nas suas instalações diocesanas,[1] sendo grande parte delas dedicadas à Virgem Maria, aos santos populares (ex: Santo António) ou aos santos fundadores das ordens religiosas que as construíram (ex: São Domingos e Santo Agostinho).[69] As três igrejas mais antigas de Macau, todas construídas antes de 1560, são a Igreja de São Lázaro, a Igreja de São Lourenço e a Igreja de Santo António, sendo as duas últimas edificadas pelos jesuítas, que foram os primeiros missionários a residirem em Macau.[65] [66] A Igreja de São Lázaro, onde perto dela foi construída pelo bispo D. Melchior Carneiro Leitão uma leprosaria actualmente inexistente, foi a primeira Catedral da cidade e o centro da comunidade católica chinesa. Porém, em 1622, a então recém-construída Igreja da Sé tornou-se na Catedral, facto que perdura até hoje.[18] [70]

Os jesuítas também reconstruíram, em 1602, a imponente Igreja da Madre de Deus, dedicada à Virgem Maria, mas também chamada vulgarmente de Igreja de São Paulo, porque estava anexa ao famoso Colégio de São Paulo, onde os missionários jesuítas eram formados antes de evangelizarem o Extremo Oriente. Infelizmente, ambos os edifícios foram destruídos por um incêndio, em 1835, restando apenas hoje a grandiosa fachada e algumas ruínas adicionais.[13] [70] [71] Para além dos jesuítas, os dominicanos e os agostinhos também residiram em Macau e construíram respectivamente a Igreja de São Domingos (em 1587) e a Igreja de Santo Agostinho (em 1586 ou 1591), anexas aos seus respectivos conventos.[70] [72] [73]

Em 1622, foram construídas a Capela de Nossa Senhora da Guia (inicialmente gerida pelas clarissas)[74] e a Capela de Nossa Senhora da Penha.[70] No século XVIII, foram construídas a Capela de São Tiago (em 1740) e a Igreja de São José (em 1758), anexa ao Seminário jesuíta de São José. No século XIX, foram construídas a Capela de São Miguel (em 1875), anexa ao cemitério com o mesmo nome; e a Igreja de Nossa Senhora do Carmo (em 1885), na ilha da Taipa, que foi anexada no mesmo século à colónia portuguesa de Macau. Os portugueses também ocuparam a ilha de Coloane, onde construíram na vila de Coloane a Igreja ou Capela de São Francisco Xavier, em 1928.[70] Em pleno século XX, foram construídas a nova Igreja de São Francisco Xavier (perto de Mong-Há, em 1951), a Igreja de Nossa Senhora das Dores (em 1966), a nova Igreja de Nossa Senhora de Fátima (em 1967) e a Igreja de São José Operário (em 1998).[70] [75]

Inicialmente, as igrejas mais antigas eram construídas com madeira, taipa, bambu, palha, esteiras e argila. A partir de meados do século XVII, a pedra, o tijolo, a argamassa e outros materiais mais modernos (ex: betão) acabaram por tornar-se nos materiais mais comuns de construção.[69] [70] Devido principalmente a danos causados por incêndios ou tufões, muitas das igrejas foram alvo de amplificação, reparação e reconstrução, tais como a Capela de Nossa Senhora da Penha em 1935, a Igreja da Sé em 1850 e em 1937/1938, a Igreja de São Lourenço em 1801/1803, a Igreja de Santo António em 1638 e em 1940, a Igreja de Santo Agostinho em 1814, a Igreja de São Domingos em 1997 e a Igreja de São Lázaro em 1885/1886.[18] [70] [76]

Grande parte das igrejas e capelas de Macau apresentam uma arquitectura europeia barroca, mas enriquecida por características originárias do Oriente (ex: Goa), tais como o uso da telha chinesa em vários telhados e a existência de painéis de terracota e de motivos orientais esculpidos em algumas fachadas.[69] Devido ao seu alto valor histórico e arquitectónico, a Igreja de S. Lourenço, a Igreja e Seminário de S. José, a Igreja de St. Agostinho, a Igreja da Sé, a Igreja de S. Domingos, as Ruínas de S. Paulo, a Igreja de St. António e a Capela de N. Sra. da Guia foram incluídos em 2005 no "Centro Histórico de Macau", que por sua vez está incluído na Lista do Património Mundial da Humanidade da UNESCO.[12]

Procissões[editar | editar código-fonte]

Anualmente, a Diocese organiza 3 grandes e tradicionais procissões anuais:

Estas procissões são as mais importantes expressões públicas de piedade popular local, sendo participadas por várias centenas de católicos devotos. Alguns destes católicos vivem fora de Macau e visitam esta cidade especialmente para participarem nestas procissões, nomeadamente a de Nossa Senhora de Fátima, e conhecerem a religiosidade católica local, espelhada quer nas procissões quer nas igrejas de Macau.[39]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. Área actual da Região Administrativa Especial de Macau
  2. Neste aspecto, o Budismo, o Confucionismo e o Taoísmo, crenças com um grande número de fiéis na China (incluindo Macau), são religiões e filosofias que estabeleceram há muito tempo uma forte afinidade à cultura chinesa.
  3. Isto quer dizer que a maioria dos católicos de expressão portuguesa são naturais de Macau, sendo a sua maioria constituída por macaenses, que são, pelo menos, bilingues (português/chinês), e alguns deles até são chineses que sabem falar português.

Referências

  1. a b c d e f g h i j k l m n Religiões e Hábitos, do Macau Yearbook 2009
  2. a b c d e f g h i j k Diocese of Macau, no site da Catholic Hierarchy (em inglês). Nota: Esta página está desactualizada nos dados referentes à superfície/área actual da Diocese e ao número de paróquias
  3. a b c d e f g h Informações gerais da Diocese de Macau, no site oficial da Diocese de Macau (em chinês)
  4. Paço Episcopal, no site da Rede do Património Cultural de Macau
  5. a b Biografia do Bispo D. José Lai Hung-seng, no site da Diocese de Macau
  6. a b c d e Monsenhor Manuel Teixeira, "Bispos, Missionários, Igrejas e Escolas: no IV Centenário da Diocese de Macau" (Macau e a sua Diocese, Vol. 12), Macau, Tipografia da Missão do Padroado, 1976; págs. 33, 98, 100, 101, 102 e 103.
  7. a b c d e Religiões e Hábitos, do Macau Yearbook 2006
  8. a b c Informação sobre as ordens e congregações religiosas masculinas em Macau, no site da Diocese de Macau
  9. a b c Informação sobre as ordens e congregações religiosas femininas em Macau, no site da Diocese de Macau
  10. a b c Entidades Associadas da Universidade Católica Portuguesa, no site da Universidade Católica Portuguesa.
  11. a b c d Número de fiéis e sacerdotes católicos caiu para metade desde 1978, Jornal Tribuna de Macau, 27 de Dezembro de 2007
  12. a b O Centro Histórico de Macau, com a lista dos monumentos classificados.
  13. a b c d Ruínas de S. Paulo, no site da Rede do Património Cultural de Macau
  14. a b The Church in China, na Catholic Encyclopedia (1913)
  15. Valor universal excepcional de “O Centro Histórico de Macau”
  16. Santa Casa da Misericórdia, no site da Rede do Património Cultural de Macau
  17. Monsenhor Manuel Teixeira, "Vultos marcantes em Macau", Direcção dos Serviços de Educação e Cultura, 1982
  18. a b c d Igreja de São Lázaro e adro, no site da Rede do Património Cultural de Macau
  19. Monsenhor Manuel Teixeira, "Bispos, Missionários, Igrejas e Escolas: no IV Centenário da Diocese de Macau" (Macau e a sua Diocese, Vol. 12), Macau, Tipografia da Missão do Padroado, 1976; págs. 43, 44 e 100
  20. a b c d Macao, Catholic Encyclopedia (1913)
  21. a b Diocese de Macau no GCatholic
  22. a b c Monsenhor Manuel Teixeira, "Bispos, Missionários, Igrejas e Escolas: no IV Centenário da Diocese de Macau" (Macau e a sua Diocese, Vol. 12), Macau, Tipografia da Missão do Padroado, 1976; págs. 34, 37, 38, 39 e 57.
  23. Martins, Paulo Miguel. Percorrendo o Oriente: A vida de António de Albuquerque Coelho, 1682-1745. [S.l.]: Livros Horizonte, 1998. ISBN 972-24-1046-6; págs. 33-40
  24. 74º aniversário da Diocese de Díli, Timor-Leste, no blog Renovar Timor
  25. 70 anos da diocese de Díli, Agência Ecclesia, 8 de Setembro de 2010
  26. History of the St Joseph's Catholic Church
  27. Decreto-Lei n.º 81/88/M
  28. Monsenhor Manuel Teixeira, Os franciscanos em Macau, 1978; págs. 64 e 65
  29. Quartel de São Francisco - Sítios a visitar - Descobrir Macau - Direcção dos Serviços de Turismo
  30. a b Monsenhor Manuel Teixeira, "Bispos, Missionários, Igrejas e Escolas: no IV Centenário da Diocese de Macau" (Macau e a sua Diocese, Vol. 12), Macau, Tipografia da Missão do Padroado, 1976; págs. 35, 36, 102 e 103
  31. Extinção das Ordens religiosas, Agência Ecclesia, 29 de Junho de 2004
  32. Artur Villares, As ordens religiosas em Portugal nos princípios do século XX, 1995
  33. Monsenhor Manuel Teixeira, "Bispos, Missionários, Igrejas e Escolas: no IV Centenário da Diocese de Macau" (Macau e a sua Diocese, Vol. 12), Macau, Tipografia da Missão do Padroado, 1976; págs. 101
  34. Our Story - Casa Ricci Social Services, no site oficial da Casa Ricci Social Services (em inglês)
  35. Introduction - Caritas Macau, no site oficial da Caritas Macau (em inglês)
  36. To give and not to count the cost, uma biografia em inglês do padre Luiz Ruiz Suarez (em inglês)
  37. Hong Kong: The Travel Agents, Time, 14 de Dezembro de 1962
  38. Brief biography F. Luis Ruiz, Agenzia Fides, 5/6/2004 (em inglês)
  39. a b c d e f g O meu mundo não é deste reino – A Igreja católica, em Macau, dez anos depois da transição, Revista Macau, Dezembro de 2010
  40. O bispo que acreditava mais nas pessoas do que nas leis, O Clarim, 31 de Julho de 2009
  41. a b c D. José Lai, Bispo de Macau: A evangelização não é uma batalha perdida, Revista Macau, Dezembro de 2010
  42. Bispos Lusófonos reunidos em Macau, da Agência Ecclesia (25 de Setembro de 2008)
  43. Florinda Chan deve ser a primeira a ser demitida, Ponto Final, 18 de Agosto de 2010
  44. Estudantes da China em curso do IIUM podem facilitar relações entre Vaticano e Pequim, Jornal Tribuna de Macau, 27 de Abril de 2008
  45. Por vontade de Deus - Diácono Michael Lee vai ser ordenado sacerdote a 8 de Dezembro, O Clarim, 1 de Outubro de 2010
  46. Macau: Nova ordenação sacerdotal na diocese de Macau depois de 18 anos, do Verbonet (19 de Dezembro de 2010)
  47. A Gambling-Fueled Boom Adds to a Church’s Bane, International Herald Tribune/New York Times, 26 de Dezembro de 2007
  48. Crisis of faith for Catholics in Macao, International Herald Tribune/New York Times, 23 de Dezembro de 2007
  49. a b c Comunidade católica lusófona está em crise, Jornal Tribuna de Macau, 10 de Março de 2008
  50. a b c Praticantes queixam-se da falta de missas em português, Jornal Tribuna de Macau, 10 de Março de 2008
  51. A parábola de Babel aplicada a Macau, Jornal Tribuna de Macau, 10 de Março de 2008
  52. a b Rafael Ávila Azevedo, A influência da cultura portuguesa em Macau, Instituto de Cultura e Língua Portuguesa, Ministério da Educação (Portugal), Novembro de 1984; n. 21-22
  53. a b Monsenhor Manuel Teixeira, "Bispos, Missionários, Igrejas e Escolas: no IV Centenário da Diocese de Macau" (Macau e a sua Diocese, Vol. 12), Macau, Tipografia da Missão do Padroado, 1976; págs. 79, 80, 87 e 88.
  54. a b c Lista dos bispos de Macau no site oficial da Diocese de Macau
  55. Santo Trabalho de Deus, O Clarim, 25 de Fevereiro de 2011.
  56. Estatutos da Associação de Leigos Católicos de Macau (1994) e respectivas modificações (2003), no site da Imprensa Oficial de Macau
  57. a b Despacho n. 17/SAA/86, no Boletim Oficial de Macau, n. 38 de 22 de Setembro de 1986; págs. 2660 e 2661
  58. Asilo de S. José, no site do Instituto de Acção Social da RAEM
  59. Santa Casa da Misericórdia, no site da Rede do Património Cultural de Macau
  60. Compromisso da Santa Casa da Misericórdia de Macau (1997), no site da Imprensa Oficial de Macau
  61. A Igreja de Macau e o Apostolado, no site do Centro Diocesano dos Meios de Comunicação Social.
  62. Publicações da Aurora, no site oficial da Diocese de Macau
  63. Quem somos, no site d'O CLARIM
  64. Outra vez a secretária Chan!, Hoje Macau, 17 de Setembro de 2010
  65. a b Igreja de Santo António, no site da Rede do Património Cultural de Macau.
  66. a b Igreja de S. Lourenço, no site da Rede do Património Cultural de Macau
  67. Exposição dos Retratos dos Bispos da Diocese de Macau - um panfleto publicado em 2006 que contém informações sobre a Diocese de Macau
  68. Informações sobre as paróquias, missões e quase-paróquias de Macau, no site oficial da Diocese de Macau
  69. a b c Macau Catholic Churches - Ancient and Historic Churches in Macao, in Ola! Macau Tourism Guide
  70. a b c d e f g h Igrejas - Sítios a visitar - Descobrir Macau - Direcção dos Serviços de Turismo Direcção dos Serviços de Turismo de Macau, acessado em 12 de março de 2011.
  71. Igreja da Madre de Deus (Macau), no site da Infopédia.
  72. Igreja de S. Domingos, no site da Rede do Património Cultural de Macau
  73. Igreja de Santo Agostinho, no site da Rede do Património Cultural de Macau
  74. Fortaleza da Guia, no site da Rede do Património Cultural de Macau
  75. Introdução em chinês da Igreja de São José Operário no seu site oficial
  76. Monsenhor Manuel Teixeira, "Bispos, Missionários, Igrejas e Escolas: no IV Centenário da Diocese de Macau" (Macau e a sua Diocese, Vol. 12), Macau, Tipografia da Missão do Padroado, 1976; pág. 80
  77. Procissão de N. Sr. dos Passos no website "macautourism.gov.mo"
  78. Procissão da Nª Srª de Fátima no website "macautourism.gov.mo"
  79. Procissão do Senhor Morto realiza-se amanhã à tarde, Jornal Tribuna de Macau, 20 de Março de 2008

Ligações externas[editar | editar código-fonte]