Encefalopatia hepática

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A encefalopatia hepática (EH), é uma síndrome neuropsiquiátrica que ocorre em consequência de falência hepática aguda, subaguda ou crónica.

Manifesta-se de forma variável, desde pequenas alterações de personalidade e na cognição, até uma diminuição significativa da memória e da atenção. Do ponto de vista motor, pode ir desde ligeiros déficits motores até a hipertonia, hiperreflexia e sinal de Babinski positivo. No que se refere à consciência, pode alcançar o coma.

Sinais e sintomas[editar | editar código-fonte]

A forma mais branda de encefalopatia hepática é difícil de detectar clinicamente, mas pode ser demonstrada em testes neuropsicológicos. Ocorre esquecimento, confusão leve e irritabilidade. A encefalopatia grave é caracterizada por um padrão de sono-vigília invertido (dormindo por dia, ficando acordado durante a noite), irritabilidade acentuada, tremores, dificuldades de coordenação, e problemas na escrita.

As formas mais graves de encefalopatia hepática levam a um rebaixamento do nível da consciência, letargia, sonolência e, eventualmente, coma. Nos estágios intermediários, um movimento característico ao se empurrar os membros é observado, o asterixis ou flapping, que desaparece à medida que piora a sonolência. Há desorientação e amnésia, e comportamento desinibido pode ocorrer. Coma e convulsões representam o estágio mais avançado; edema cerebral (inchaço do tecido cerebral) pode levar à morte.

A encefalopatia ocorre frequentemente em conjunto com outros sintomas e sinais de insuficiência hepática. Estes podem incluir icterícia (coloração amarelada da pele e da esclera dos olhos), ascite (acúmulo de líquido na cavidade abdominal), e edema periférico (inchaço das pernas devido ao acúmulo de fluidos sob a pele). Os reflexos tendinosos podem ser exagerados, e o reflexo plantar pode ser anormal, ou seja, extensão e não de flexão (sinal de Babinski) na encefalopatia grave.

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