Partido Nacional Renovador
| Partido Nacional Renovador | |
|---|---|
| Secretário | José Pinto Coelho |
| Fundação | 12 de abril de 2000 |
| Sede | Apartado 2130, 1103-001 Lisboa |
| Ala jovem | Frente Jovem |
| Ideologia | Nacionalismo, Terceira Posição |
| Afiliação Europeia | European National Front, Aliança dos Movimentos Nacionais Europeus |
| Cores | "black" |
| Website | |
| www.pnr.pt/ | |
O Partido Nacional Renovador (P.N.R.)[1] é um partido político português nacionalista. O seu lema é Nação e Trabalho e um dos seus objectivos consiste na valorização de um espírito nacionalista português. Entende que nacionalismo é colocar os interesses da Nação acima de quaisquer interesses sectários. Em 2009 o PNR assumiu-se como apologista da "Nova Direita Nacional, Social e Popular".
O seu programa contém propostas tais como:[2]
- Apoiar a família, a natalidade portuguesa e a educação;
- Restringir a imigração e inverter os fluxos migratórios;
- Combater o crime e reduzir a idade de imputabilidade penal.
- Terminar e combater a corrupção política e social.
- Combater o capitalismo que enforca milhares de famílias portuguesas e põe em cheque a nação, empresas e o trabalho nacional.
- Combater a precariedade no trabalho.
Nas eleições legislativas de 2005 teve cerca de 9400 votos, o que representou 0,2% dos eleitores. Nas eleições autárquicas de 1 de Julho de 2007 para a Câmara Municipal de Lisboa obteve 1501 votos (0,8% dos votos). Nas eleições europeias parlamentares de 2009 a lista do PNR, encabeçada por Humberto Nuno de Oliveira, obteve 13.037 votos, que representaram 0,4% do total expresso. A sua popularidade em Portugal é algo residual. Nas legislativas de 2011 obteve 17.742 votos, o que representa 0,32% do total expresso.
O Partido Nacional Renovador obteve nas Legislativas de 2011 a confiança de 17.742 eleitores, incluindo-se aí 112 votos dos círculos eleitorais da emigração portuguesa no estrangeiro, sendo mais de um terço deste total de portugueses residentes no Brasil. Com um orçamento de 1500 euros, o PNR conseguiu o melhor resultado de sua história, tendo concorrido pela primeira vez em todos os circulos eleitorais.
O seu presidente é, desde Junho de 2005, José Pinto Coelho, que já foi emigrante no Brasil. [3]
Índice |
[editar] História
O PNR, criado em Fevereiro de 2000, tem as suas origens entre os apoiantes dos diversos pequenos partidos, movimentos e coligações eleitorais da direita nacionalista (PDC, MIRN/PDP, FN), surgidos após o PREC, todos eles extintos após algum tempo de actividade sem obter resultados eleitorais apreciáveis.
Após o insucesso das experiências do Partido da Democracia Cristã, Movimento Independente para a Reconstrução Nacional / Partido da Direita Portuguesa e Frente Nacional, e face às dificuldades encontradas pelos militantes da direita nacionalista para conseguir reunir as cinco mil assinaturas necessárias para formar um partido, a aquisição de um partido de centro-esquerda na falência (o PRD) apresentou-se como uma oportunidade.
O Partido Renovador Democrático tinha entrado em decadência, tinha acumulado dívidas e estava sem actividade, mas não foi legalmente extinto. Foi então que elementos da Aliança Nacional e do extinto Movimento de Acção Nacional (MAN) se filiaram no PRD, pagaram as suas dívidas, e, uma vez no controlo do partido, mudaram-lhe o nome para Partido Nacional Renovador (P.N.R.), com um novo programa.
O Movimento de Acção Nacional (MAN) foi extinto por se tratar de uma 'organização que perfilha a ideologia fascista'. [4]
[editar] Plataforma
O PNR opõe-se à imigração económica, alegando que a concorrência de mão-de-obra estrangeira prejudica o acesso a postos de trabalho pelos cidadãos portugueses e serve para manter uma política de baixos salários. Encaram a Família como a instituição basilar da sociedade, e que, como tal, deve ser mais protegida pelo Estado através da criação de um Ministério da Família e da revisão da Lei de Bases da Família.
O PNR é a favor da criminalização do aborto, e advoga a criação de uma rede de infantários do Estado com mensalidades simbólicas: a ideia subjacente a estas duas ideias é o fomento da taxa de natalidade, em razão do decréscimo populacional que se vem verificando em Portugal. Para além disso, o partido propugna punições duras para a violência sobre crianças e a pornografia infantil, e é apologista de que sejam agravadas as penas para os crimes de abuso sexual e outras formas de degradação e molestação de menores, como a exploração do trabalho infantil.
[editar] Aparições públicas
Transcrevemos integralmente a notícia da participação do PNR:
"Foi a confusão total. Já passavam quase 120 minutos da hora marcada para o início do desfile dos agentes das forças de segurança contra a política do Governo quando os organizadores chegaram ao Marquês de Pombal para avisar que, afinal, não ia haver manifestação. Com o argumento de que os agentes da PSP, da GNR, da Polícia Marítima e dos Serviços de Estrangeiros e Fronteiras se recusavam a "desfilar ao lado dos neonazis" (e representantes do Partido Nacional Renovador) que se tinham concentrado naquele local para participar na manifestação. E com receio de que ocorressem conflitos entre os dois lados. A decisão dos organizadores da manifestação - a Comissão Coordenadora Permanente de Sindicatos e Associações das Forças e Serviços de Segurança - enfureceu os agentes das várias forças policiais. Os protestos aumentaram de tom, a confusão gerou-se e, de repente, quando menos se esperava, os elementos das forças de segurança passaram por cima da decisão da organização e começaram a desfilar. A Comissão Coordenadora tinha perdido o controlo da situação. E o desfile fez-se, de facto, até ao Terreiro do Paço, onde está instalado o Ministério da Administração Interna. Aí, os agentes exigiram mudanças do sistema de saúde, na aposentação e melhores condições de trabalho. Os militantes de extrema-direita, após terem tido um palco para falar aos media começaram a dispersar, vendo-se ao longo do desfile um grupo aqui outro acolá. Mas não seguiram a manifestação atrás das forças policiais."[5]
Também, durante a campanha para o referendo do aborto em 2007, o PNR participou da Marcha pela Vida.
No início do mês de Abril de 2007 foi afixado no centro de Lisboa um cartaz do PNR incitando à expulsão de imigrantes do país. O cartaz acabou por ser alvo de diversos actos de vandalismo e ao seu lado foi colocado um cartaz pelo grupo de humoristas Gato Fedorento que, além de ridicularizar os dizeres xenófobos, continha a afirmação "nacionalismo é parvoíce". O cartaz do Gato Fedorento acabou por ser removido por não ter obtido a indispensável licença da Câmara de Lisboa.
O cartaz do PNR seria depois substituído por um outro, criticando os que tinham vandalizado o primeiro cartaz, com a frase «as ideias não se apagam, discutem-se».
No dia 18 de Abril de 2007 um conjunto de mandatos de busca junto de pessoas próximas ao partido levou à detenção pela Polícia Judiciária de mais de 30 indivíduos por todo o país. Apesar de os mandatos de busca terem sido lançados no âmbito das ideias alegadamente segregacionistas do partido, o motivo das detenções foi quase exclusivamente devido à posse de armas.
[editar] Política externa
Em termos externos opõe-se ao processo de federalização da União Europeia, defendendo a cooperação em vez da integração. Preconizam uma União Económica baseada nas vantagens recíprocas para todos os estados, resultantes do alargamento dos mercados e da abolição das barreiras alfandegárias, mas opondo-se à integração política.
É membro do grupo European National Front, grupo ligado à extrema-direita. Neste grupo é possível encontrar partidos como a Front National (França), Vlaams Blok (Flandres, Bélgica), Vlaams Belang, (Flandres, Bélgica), British National Party (Reino Unido), NPD (Alemanha), La Falange (Espanha) entre outros.
O PNR opõe-se também à entrada da Turquia na União Europeia por considerar que a Turquia não é um país europeu nem geograficamente, nem culturalmente, nem etnicamente. Alegam ainda questões relacionadas com a criminalidade, o terrorismo, e alertam para a questão dos direitos humanos.
Em Fevereiro de 2008, O Partido Nacional Renovador, reúne-se com o Embaixador da Sérvia, para a promoção de um juízo mais imparcial por parte da União Europeia.[carece de fontes]
[editar] Juventude Nacionalista
Desde o início do ano de 2006, tem procurado recrutar jovens estudantes em escolas secundárias e em estabelecimentos do ensino superior. Esta situação despertou mais uma vez a atenção das autoridades, que enviaram um relatório aos ministros da Educação e da Administração Interna. Segundo o relatório, apesar de o PNR ser um partido legalizado, existe um risco efectivo de transmissão aos jovens ideias de carácter xenófobo, potenciadoras de violência[6] mas desde a criação da Juventude Nacionalista ainda não existiu qualquer acto de violência racista por parte da mesma ou de membros da Juventude Nacionalista. O líder da Juventude confirmou este recrutamento, refutando, no entanto, a transmissão aos jovens de mensagens de natureza criminal ou violenta.[7] Entre outros argumentos, alegam que existe uma criminalização excessiva por parte das forças políticas e outras, ainda no acto de recrutamento por esta força política e promoção de ideologia, visto que outras forças o podem fazer sem que sejam criminalizadas.
[editar] Controvérsia
O PNR tem sido acusado de promover a discriminação baseada em fundamentos étnicos, religiosos ou sexuais, e de alguma da sua propaganda incitar, subtilmente, à violência e ódio contra certos grupos minoritários, nomeadamente imigrantes e homossexuais. A questão de se o partido deve ser ilegalizado ou não tem sido, e ainda é, motivo de discussão em Portugal, especialmente porque a Constituição Portuguesa proíbe qualquer tipo de discriminação baseada na orientação sexual, sexo ou religião.
O partido não nega ligações a movimentos neo-Nazis.[8] Alguns membros seus e simpatizantes têm sido condenados por discriminação racial e crimes violentos como, entre outros, o assassinato de um dirigente do PSR (José Carvalho) e de um jovem "não-branco" (Alcino Monteiro), depois de terem sido ligados a grupos de extrema-direita armados como a Frente Nacional e os Hammerskin portugueses.[9][10]
Referências
- ↑ Acórdão Nº 250/00. TC - Tribunal Constitucional de Portugal (12 de Abril de 2000). Página visitada em 11 de Outubro de 2009.
- ↑ http://www.pnr.pt/portal/index.php?option=com_content&task=view&id=62&Itemid=103
- ↑ A Semana 05 Abril 2007 Postal de Lisboa
- ↑ Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa / Ministério Público Processo nº 364/91: Extinção do Movimento de Acção Nacional (MAN)
- ↑ DN Online de 8 de Junho de 2006 - PNR quase parou a manifestação
- ↑ PortugalDiário - A informação actualizada ao minuto: as últimas notícias do país e do mundo.. web.archive.org. Página visitada em 2010-03-31.
- ↑ http://www.rr.pt/noticia.asp?idnoticia=171626
- ↑ Actualidades 7 Junho, 2006 Presidente do PNR solidário com Mário Machado
- ↑ Destak.pt. www.destak.pt. Página visitada em 12 de Janeiro de 2010.
- ↑ Mário Machado e 35 'skinheads' sentam-se no banco dos réus - dn - DN. dn.sapo.pt. Página visitada em 12 de Janeiro de 2010.
[editar] Ver também
- Aliança dos Movimentos Nacionais Europeus
- British National Front
- Partido Nacional Britânico
- Partido Nacional Democrata Alemão
- Skinhead white power
- Eleições autárquicas portuguesas de 9 de Outubro de 2005/Lisboa
- Eleições legislativas portuguesas de 2011
[editar] Ligações externas
http://www.facebook.com/pages/PNR-Partido-Nacional-Renovador/116915155007941
- Diário de Noticias, 14 Janeiro 2006 [1]
- Correio da Manhã, 22 Abril 2005 [2]
- Destak.pt, 15 Maio 2007 : Movimento "Parem o PNR" acusa partido de ter ligações criminosas[3]
- A Semana 05 Abril 2007 Postal de Lisboa
- Actualidades 7 Junho, 2006 Presidente do PNR solidário com Mário Machado
- Diário de Noticias 07 Abril 2008 Mário Machado e 35 "skinheads" sentam-se no banco dos réus
- Correio da Manhã 11 Novembro 2007 Líder dos skinheads dava sentenças dentro do PNR
- Público 07.06.2006 Frente Nacional: dirigente Mário Machado diz-se "preso político" de um "Estado opressor"
- Público 20.04.2007 Líder da Frente Nacional ficou em prisão preventiva
- Público 03.10.2008 Mário Machado indignado acusa Rui Pereira de perseguir nacionalistas
- TVI 24 18 Março 2009 Agressão a tiro motiva detenção de Mário Machado
- Diário de Noticias 22 Março 1991 Pedro Grilo - “Skinheads” 30 anos de prisão
- Destak 30 Outubro 2008 Membro do PNR preso por auxiliar imigração ilegal e ter uma cadeia de bordéis
- Diário de Noticias 16 Junho 1995 Mortes sem culpa formada
- Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa / Ministério Público Processo nº 364/91: Extinção do Movimento de Acção Nacional (MAN)
