A35 (autoestrada)

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IC 12 - Autoestradas de Portugal
Nome: {{{Designacao}}}
Traçado actual: Santa Comba Dão - Canas de Senhorim
Traçado previsto: Mira - Mangualde (94 Km projectada)
Tráfego médio diário: {{{TMD}}} Ano: {{{TMD_ano}}}
IC 12
21
Cruza com: Concessionário: Regime:
 A 1 *,  A 17 *,  A 25 * , N 234, N 230, N 337 Infraestruturas de Portugal Gratuito

O IC12 é uma via rápida portuguesa com perfil de autoestrada. A numeração A35 está reservada caso esta estrada venha a ser convertida numa autoestrada. Já existe parte do IC12, entre Santa Comba Dão e Canas de Senhorim. Este troço tem 21 km de comprimento e foi concluído em 1998. Está previsto que o IC12 seja prolongado quer para oeste (até Mira), quer para este (até Mangualde). Assim, quando concluído, o IC12 terá 94 km de extensão e ligará a Mira a Mangualde, passando pela Mealhada e por Santa Comba Dão.[1] Atualmente, o IC12 está isolado do resto da rede portuguesa de autoestradas e vias rápidas com perfil de autoestrada, mas quando concluído, ligará a A17 (em Mira), a A1 (na Mealhada) e a A25 (antigo IP5, em Mangualde). Também houve projetos para que o traçado do IC12 fosse comum ao da planeada A24 — Autoestrada Coimbra–Viseu no troço entre Mealhada e Mortágua.[2]

O troço atualmente existente do IC12 (Santa Comba DãoCanas de Senhorim) não tem portagens. Está previsto que o novo troço Mira–Santa Comba Dão irá ser uma autoestrada com portagens.[3][4] Já quanto ao troço Canas de Senhorim–Mangualde têm sido apresentados projetos quer para construí-lo como uma autoestrada com portagens,[5][4] quer sem portagens.[3]



IC 12 - Itinerários Complementares de Portugal
IC 12
21
Cruza com:
 A 1 *,  A 17 *,  A 25 * , N 234, N 230, N 337

Estado dos Troços[editar | editar código-fonte]

Troço Situação (2010) km
Mira (  A 17  ) - Mealhada (  A 1  ) Em projecto
-
Mealhada (  A 1  ) - Mealhada (  A 24  ) Adjudicação do projecto suspensa
(Concessão: Auto-Estradas do Centro)
8
Mealhada (  A 24  ) - Mortágua (troço comum com a A 24) Adjudicação do projecto suspensa
(Concessão: Auto-Estradas do Centro)
22
Mortágua (  A 24  ) - Santa Comba Dão (  IP 3  ) Adjudicação do projecto suspensa
(Concessão: Auto-Estradas do Centro)
13
Santa Comba Dão (  IP 3  ) - Carregal do Sal Em serviço (1998)
8
Carregal do Sal - Canas de Senhorim Em serviço (1995)
13
Canas de Senhorim - Mangualde (  A 25  ) Adjudicação do projecto suspensa
(Concessão: Auto-Estradas do Centro)
22

História[editar | editar código-fonte]

Em 1985 foi aprovado um novo Plano Rodoviário Nacional, que substituiu o de 1945. Este novo Plano previa que a numeração IC12 fosse atribuída a uma futura via rápida que seria construída entre Viseu, Seia e Covilhã (que corresponde parcialmente ao traçado atualmente previsto para o IC37).[6] O Plano Rodoviário Nacional de 1985 não previa a construção de nenhum itinerário complementar no eixo Mira–Santa Comba Dão–Mangualde, mas considerava que o eixo era suficientemente importante para ter uma estrada do Estado. Com efeito, o Plano previa a existência da estrada nacional N234, que ligava Mira, Santa Comba Dão e Mangualde.

Nos anos seguintes foi ganhando força a ideia de construir uma variante à N234 entre Santa Comba Dão (IP3) e Mangualde (IP5), para substituir o obsoleto traçado original dessa Estrada Nacional, o qual atravessava o interior de diversas localidades (como as vilas de Carregal do Sal e Nelas).[7] Em 1991 foi concluído o estudo prévio da variante Santa Comba Dão–Mangualde[8] e em 1995 foi inaugurado o primeiro lanço, entre Carregal do Sal e Canas de Senhorim. Esse lanço era uma via rápida com 2 faixas de rodagem (separadas por uma barreira New Jersey) e estava sinalizado como N234. Tal como qualquer rodovia não concessionada a privados, a variante à N234 foi construída diretamente pelo Estado, por via da Junta Autónoma de Estradas, que também ficou responsável pela sua manutenção. O segundo lanço da variante, entre Santa Comba Dão (IP3) e Carregal do Sal, abriu em 1998, também com formato de via rápida com perfil transversal de autoestrada. Esta variante acabou por ser integrada no itinerário complementar IC12, depois da revisão do Plano Rodoviário Nacional. À data de 2018, o lanço Canas de Senhorim–Mangualde do IC12 continua por construir.

Em finais da década de 1990 e inícios da década de 2000 foi elaborado o Plano Rodoviário Nacional de 2000.[9][10][11] Ao contrário do Plano de 1985, o Plano de 2000 previa que o eixo Mira–Santa Comba Dão–Mangualde fosse servido por um itinerário complementar, o IC12, que deveria ter perfil transversal de autoestrada em toda a sua extensão.[nota 1][9][10] Com efeito, a variante à N234 que já estava construída entre Santa Comba Dão e Canas de Senhorim foi integrada no IC12 (recorde-se que esta variante tinha perfil transversal de autoestrada). Na altura, estava previsto que o IC12 seria uma autoestrada com portagens entre Mira e Santa Comba Dão e que seria gratuito daí até Mangualde.[3] O Plano Rodoviário Nacional de 2000 classificou especificamente algumas rodovias como Estradas Nacionais para servirem de alternativa a autoestradas com portagem.[9] Com efeito, o Plano previa a manutenção da N234 enquanto estrada estatal alternativa ao IC12 entre Mira e Santa Comba Dão e a sua desclassificação para estrada municipal de Santa Comba Dão em diante, sendo nesse troço inteiramente substituída pelo IC12 (já que nesse troço o IC12 não teria portagens). Em consequência, depois da conclusão (em 1998) do troço Santa Comba DãoCanas de Senhorim do IC12 (que não tem portagens), o traçado original da N234 entre essas duas localidades foi desclassificado para estrada municipal (M234).

Em 1999, o governo de Portugal (então liderado por António Guterres) lançou a concessão IC12. A empresa que viesse a ficar com a concessão teria que construir o IC12 com perfil de autoestrada e com portagens entre Mira e Santa Comba Dão e sem portagens entre Canas de Senhorim e Mangualde.[3] A responsabilidade pela manutenção do troço do IC12 que então já estava construído (entre Santa Comba Dão e Canas de Senhorim) seria transferida do Instituto das Estradas de Portugal (que sucedeu à Junta Autónoma de Estradas) para a empresa concessionária. Contudo, a Concessão IC12 acabou por não avançar.

Em 2002 o Instituto das Estradas de Portugal aprovou uma proposta para atribuir a numeração e classificação de autoestrada a todos os troços com perfil de autoestrada da rede de estradas portuguesa (quer existentes, quer planeados).[12] No caso do IC12 foi proposta a numeração A35.[1]

Em 2007, o governo (então liderado por José Sócrates) lançou a Subconcessão Autoestradas do Centro que, entre outras obras, previa a construção do IC12 entre Mealhada (A1) e Santa Comba Dão e entre Canas de Senhorim e Mangualde.[13] A concessão Autoestradas do Centro não incluía a construção do IC12 entre Mira e Mealhada.[13] À semelhança da concessão de 1999, o IC12 teria portagens a oeste de Santa Comba Dão e a empresa que ficasse com a concessão teria que manter o troço intermédio entre Santa Comba Dão e Canas de Senhorim (que não tem portagens).[5][4] Contudo, ao contrário da concessão de 1999, estava previsto que o novo troço Canas de Senhorim–Mangualde teria portagens.[5][4] Também estava previsto que entre Mealhada e Mortágua o IC12 teria um traçado comum com a projetada A24 — Autoestrada Coimbra–Viseu. A construção dos novos troços deveria ter-se iniciado em 2009, no entanto, a concessão Autoestradas do Centro acabou por não avançar, pois as dificuldades económicas levaram a que em Abril de 2010 esta concessão fosse suspensa por tempo indeterminado.[14]

Saídas[editar | editar código-fonte]

Santa Comba Dão - Canas de Senhorim[editar | editar código-fonte]

Número da Saída km Nome da Saída Estrada que liga
502 0.svg 0 Coimbra / Figueira da Foz
Viseu / Santa Comba Dão
 IP 3 
Sinnbild Autobahnausfahrt.svg 1 0 Rojão Grande
Tábua
M 234
N 234-6
Sinnbild Autobahnausfahrt.svg 2 9 Carregal do Sal
Tondela
R 230
Sinnbild Autobahnausfahrt.svg 3 15 Oliveirinha
Cabanas de Viriato
N 337
Norwegian-road-sign-504.0.svg Cruzamento 21 Canas de Senhorim
Lapa do Lobo
M 234
direção
Nelas
Mangualde
N 234

Mealhada - Santa Comba Dão[editar | editar código-fonte]

Por construir
Número da Saída Nome da Saída Estrada que liga
502 0.svg Spain traffic signal tp18.svg Lisboa / Coimbra
Porto / Aveiro
 A 1 
Sinnbild Autobahnausfahrt.svg Spain traffic signal tp18.svg Mealhada N 1
Sinnbild Autobahnausfahrt.svg Spain traffic signal tp18.svg Coimbra
Águeda
Spain traffic signal tp18.svg  A 24 
Spain traffic signal tp18.svg  IC 2 
Início do troço comum com a A 24
Sinnbild Autobahnausfahrt.svg Spain traffic signal tp18.svg Mortágua N 334-1
Spain traffic signal s63.svg Spain traffic signal tp18.svg Viseu  A 24 
Fim do troço comum com a A 24
Sinnbild Autobahnausfahrt.svg Spain traffic signal tp18.svg Santa Comba Dão
Tondela
 IP 3 
Sinnbild Autobahnausfahrt.svg Spain traffic signal tp18.svg Tábua actual  IC 12 

Canas de Senhorim - Mangualde[editar | editar código-fonte]

Por construir
Número da Saída Nome da Saída Estrada que liga
Sinnbild Autobahnausfahrt.svg Spain traffic signal tp18.svg Canas de Senhorim M 641
Sinnbild Autobahnausfahrt.svg Spain traffic signal tp18.svg Nelas N 231
Sinnbild Autobahnausfahrt.svg Spain traffic signal tp18.svg Nelas (nascente)
Sinnbild Autobahnausfahrt.svg Spain traffic signal tp18.svg Mangualde (oeste)
Moimenta de Maceira Dão
M 595
Spain traffic signal s63.svg Spain traffic signal tp18.svg Mangualde / Guarda
Viseu
 A 25 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  1. Estudo de Impacto Ambiental do IC 12 - A 1 / Santa Comba Dão [1]
  2. Estudo de Impacto Ambiental do IC 12 - Canas de Senhorim / Mangualde [2]

Notas

  1. Na versão original do Plano Rodoviário Nacional de 2000 (Julho de 1998), estava previsto que o eixo Viseu–Seia–Covilhã (que era para ser servido pelo IC12 "original", uma via rápida que nunca chegou a ser construída) fosse servido pela N231 entre Viseu (IP5), Seia e Trigais (IC6). Na primeira alteração ao Plano Rodoviário Nacional 2000 (em Julho de 1999), foi criado o IC37 entre Viseu e Seia e a N231 foi encurtada para ligar apenas Seia a Trigais (IC6).

Referências

  1. a b «Classificação e Demarcação da Rede Nacional de Auto-estradas». Agosto de 2002. Consultado em 2 de julho de 2018. 
  2. «Resumo Não-Técnico — IP3-Mealhada/Viseu (IP5) e IC12-A1/IP1 (Mealhada)/Santa Comba Dão» (PDF). Agência Portuguesa do Ambiente. Outubro de 2007. Consultado em 18 de julho de 2018. 
  3. a b c d «Decreto-Lei n.º 541/99». Diário da República, 1.ª série-A. 13 de dezembro de 1999. Consultado em 1 de julho de 2018. 
  4. a b c d «Anúncio de procedimento n.º 4928/2009». Diário da República, 2.ª série. 19 de outubro de 2009. Consultado em 1 de julho de 2018. 
  5. a b c «Anúncio de Concurso». Diário da República, 2.ª série, p. 15321. 7 de abril de 2008. Consultado em 1 de julho de 2018. 
  6. «Decreto-Lei n.º 380/85». Diário da República, I série. 26 de setembro de 1985. Consultado em 1 de julho de 2018. 
  7. «Resolução do Conselho de Ministros n.º 22/94». Diário da República, I série-B. 13 de abril de 1994. Consultado em 1 de julho de 2018. 
  8. «Resumo Não-Técnico — IC12 Canas de Senhorim/Mangualde» (PDF). Agência Portuguesa do Ambiente. Outubro de 2007. Consultado em 2 de julho de 2018. 
  9. a b c «Decreto-Lei n.º 222/98». Diário da República, I série-A. 17 de julho de 1998. Consultado em 1 de julho de 2018. 
  10. a b «Lei n.º 98/99». Diário da República, I série-A. 26 de julho de 1999. Consultado em 1 de julho de 2018. 
  11. «Decreto-Lei n.º 182/2003». Diário da República, I série-A. 16 de agosto de 2003. Consultado em 1 de julho de 2018. 
  12. «Dois mil quilómetros de auto-estrada». Correio da Manhã. 28 de janeiro de 2003. Consultado em 2 de julho de 2018. 
  13. a b «Resolução do Conselho de Ministros n.º 181/2007». Diário da República, 1.ª série. 11 de dezembro de 2007. Consultado em 1 de julho de 2018. 
  14. «Auto-estradas do Centro suspensas pelo Governo». Jornal de Notícias. 29 de abril de 2010. Consultado em 18 de julho de 2018.