IC1

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Disambig grey.svg Nota: Se procura pelo objeto celeste, veja IC 1.


IC 1 - Itinerários Complementares de Portugal
IC 1
737
Cruza com:
 A 2  ,  A 22 ,  A 26 *, N 5, N 10, N 120, N 121, N 123, N 124, N 125 N 253, N 259, N 261, N 261-2, N 262, N 263, N 264, N 267, N 393

O IC1 ou Itinerário Complementar do Litoral é um Itinerário Complementar de Portugal, que liga Caminha com Albufeira numa extensão de 603 km, passando por várias cidades do país. É uma ligação litoral entre a Região Norte e o Algarve, passando pelas regiões do Centro, Área Metropolitana de Lisboa e Alentejo.

Nas regiões do Norte e Centro, o IC 1 é constituído por várias autoestradas que formam a ligação. Da Área Metropolitana de Lisboa, atravessando o Alentejo até ao Algarve, o IC 1 é uma via rápida que não foi constituída numa autoestrada.

Troços[editar | editar código-fonte]

Designação Troço Km Região
A28 Caminha - Porto 95,5 Norte
VCI Porto Norte
A1 Porto - Coimbrões Norte
A44 Coimbrões - Valadares 4 Norte
A29 Valadares - Albergaria-a-Velha 47,5 Norte, Centro
A25 Albergaria-a-Velha - Aveiro 8,5 Centro
A17 Aveiro - Marinha Grande 117 Centro
A8 Marinha Grande - Frielas 124 Centro, AM de Lisboa
A36 Frielas - Prior Velho AM de Lisboa
A12 Prior Velho - Palmela AM de Lisboa
A2 Palmela - Landeira AM de Lisboa
EN10 Landeira - Marateca AM de Lisboa
IC 1 Marateca - Ferreiras 200 AM de Lisboa, Alentejo, Algarve
IC 1 Valença - Ferreiras 603 Norte, Centro, AM de Lisboa, Alentejo, Algarve

A Norte do Tejo[editar | editar código-fonte]

Ponte da Arrábida, principal obra de arte do IC1

A norte do Rio Tejo, o projecto foi concretizado, pois liga, sempre por auto-estrada, Lisboa a Caminha, sempre junto à costa marítima (está ainda previsto o seu prolongamento até Valença, desviando um pouco para interior, onde entroncará com a auto-estrada A 3). O primeiro troço é constituído pela autoestrada A 8, ligando Lisboa a Leiria, via Mafra, Torres Vedras, Bombarral, Óbidos, Caldas da Rainha e Nazaré. O segundo troço, classificado como parte da A 17, é o seguimento contínuo da A 8, até Aveiro. O seu percurso faz-se por Monte Real, Figueira da Foz, Vagos e Ílhavo. Segue mais para Norte, embora através de uma descontinuidade, pela autoestrada A 29 até Vila Nova de Gaia, via Ovar e Espinho. A entrada na cidade invicta é feita pela Ponte da Arrábida e percorre toda a zona oeste da cidade através da Via de Cintura Interna. Acede directamente a zonas influentes da cidade tais como Lordelo do Ouro, Foz do Douro, Boavista, etc. A partir do Porto, segue ainda mais para Norte, pela A 28, servindo localidades como Matosinhos, Vila do Conde, Póvoa de Varzim, Esposende e Viana do Castelo até ao seu término actual na N 13, em Caminha.

A Sul do Tejo[editar | editar código-fonte]

A sul do Tejo, o IC1 só volta a receber tal denominação na Marateca, no concelho de Palmela, na intersecção com a N 10. A partir daí segue até ao Algarve, percorrendo as planícies do Baixo Alentejo, mas afastando-se um pouco para o interior via Alcácer do Sal, Grândola, Lousal e Ourique. A sul de Ourique entra pelos agressivos vales da Serra do Caldeirão, tornando-se bastante sinuosa. Já no Algarve, serve São Bartolomeu de Messines, até entroncar na A22 — Via do Infante (actualmente com portagem), em Guia, Albufeira. Conta ainda com mais 950 metros até à N 125, dando acesso à cidade de Albufeira. Até 2002, à conclusão da autoestrada A 2, era a principal ligação de acesso ao Algarve, vindo de norte e foi parte integrante do IP1 desde 1985.

Possui inúmeras paragens de autocarro em plena via e atravessa inclusive o interior de várias localidades tais como Canal Caveira, Mimosa ou Aldeia de Palheiros, lugares de paragem "obrigatória" para os turistas que se deslocavam para o Algarve antes da entrada em serviço da A2.

De facto, esta longa secção do IC 1 resulta da junção de vários troços de estradas nacionais: a N 5 entre a Marateca e Alcácer do Sal, a N 120 entre Alcácer do Sal e Grândola, a N 259 entre Grândola e cruzamento para Beja, a N 262 entre o cruzamento para Beja e Alvalade do Sado e a N 264 daí até ao Algarve, em São Bartolomeu de Messines. Algumas destas estradas foram beneficiadas antes de receberem a denominação actual, no entanto outras mantiveram-se inalteradas. Apesar desta rota se ter tornado ao longo dos anos a mais utilizada, a principal ligação entre Lisboa e o Algarve, segundo o Plano Rodoviário Nacional de 1945, seria pela N 5 até Torrão do Alentejo e daí até ao Algarve pela N 2.
O IC 1 entre a Marateca, Alcácer do Sal e Grândola iria ser requalificado em 2013[1], estando previsto o desnivelamento de alguns nós e a supressão de alguns cruzamentos, bem como a construção de algumas rotundas. No entanto, apenas em 2018 as obras foram adjudicadas[2], contudo o IC1 já tinha sido alvo de obras de estética, devido ao mau estado da estrada.

Troço Estado km
Marateca - Alcácer do Sal (  A 2  ) Em serviço (sem perfil de IC) Ponte sob a Ribeira da Marateca aberta em 1988.

Em requalificação

24
Variante de Alcácer do Sal Em serviço (1992) - Em requalificação
9
Alcácer do Sal - São Bartolomeu de Messines Em serviço (sem perfil de IC)

Em requalificação entre Alcácer e Grândola

150
São Bartolomeu de Messines - Guia (  A 22  ) Em serviço (1986)
16

Ver também[editar | editar código-fonte]

Segunda auto-estrada Lisboa-Porto

Referências