Centro Histórico de Macau

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Pix.gif Centro Histórico de Macau *
Welterbe.svg
Património Mundial da UNESCO

Ruinas de Sao Paulo.jpg
As Ruínas de São Paulo, no Centro Histórico de Macau
País China
Critérios (ii)(iii)(iv)(vi)
Referência 1110
Coordenadas N22 11 28.651 E113 32
Histórico de inscrição
Inscrição 15 de Julho de 2005 [1]   (? sessão)
* Nome como inscrito na lista do Património Mundial.

O Centro Histórico de Macau é um conjunto de estruturas históricas datadas de desde o seculo XVII, quando exploradores portugueses chegaram na região hoje conhecida como a cidade de Macau, na China. As construções do Centro Histórico tendem a mostrar a mistura dos estilos arquitetônicos europeus e chineses.[2]

O Centro Histórico de Macau inclui: o Templo de A-Má, o Quartel dos Mouros, a Casa do Mandarim, a Igreja de São Lourenço, a Igreja e Seminário de São José, o Teatro Dom Pedro V, a Biblioteca Sir Robert Ho Tung, a Igreja de Santo Agostinho, o Leal Senado, o Templo de Sam Kai Vui Kun, a Santa Casa da Misericórdia, a Igreja da Sé, a Casa de Lou Kau, a Igreja de São Domingos, as Ruínas de São Paulo, o Templo de Na Tcha, o Troço das Antigas Muralhas de Defesa, a Fortaleza do Monte, a Igreja de Santo António, a Casa Garden, o Cemitério Protestante (incluindo a capela), a Fortaleza da Guia (incluindo a capela e o farol), o Largo da Barra, o Largo do Lilau, o Largo de Santo Agostinho, o Largo do Senado, o Largo da Sé, o Largo de São Domingos, o Largo da Companhia de Jesus e o Largo de Camões.[3] [4] [1]

No dia 15 de julho de 2005, o Centro Histórico de Macau entrou na Lista do Patrimônio Mundial da Humanidade da UNESCO e designado como o 31º sítio do Patrimônio Mundial da China.[5]

Origens culturais e história[editar | editar código-fonte]

Macau, o primeiro entreposto comercial europeu na China, desde da sua ocupação em 1557 pelos portugueses até hoje, foi uma importante porta de acesso da civilização ocidental na China, permitindo o contato entre a Europa com a civilização chinesa, e vice-versa. Durante cinco séculos, Macau foi uma importante plataforma para a simbiose e o intercâmbio cultural entre o oriente e ocidente. Esta intensa troca cultural moldou a identidade de Macau, onde ocorreu um processo de miscigenação que resultou no aparecimento da cultura, do patuá e da comunidade macaense.[2]

O encontro entre as culturas ocidentais e orientais proporcionou a criação de estilos arquitetônicos únicos do Mundo, resultado das fusões de correntes arquitetônicas europeias, chinesas e de outras nações da Ásia. Estes estilos marcam a arquitetura do Centro Histórico de Macau.[2]

Esse conjunto arquitetônico localiza-se em sua maior parte no Sul e Sudoeste de Macau visto que, até ao século XIX, os portugueses, construtores da maioria dos monumentos do Centro Histórico de Macau, eram proibidos de viver no Norte de Macau, região de campos de cultivo possuídos pelos chineses. Até ao séc. XIX, a "Cidade do Santo Nome de Deus de Macau" era pequena e delimitada por muralhas, ocupando somente o Sul da península de Macau. Só a partir do séc. XIX, com o declínio da autoridade e influência chinesa sobre Macau, os portugueses puderam expandir pela cidade para o Norte da península (e posteriormente ocupando também a Taipa e Coloane). Porem, no séc. XIX, o porto de Macau perdeu sua importância com a Primeira Guerra de Ópio, quando Hong Kong se tornou no porto ocidental mais importante na China. A decadência de Macau impediu a sustentação dos elevados custos de construção e manutenção de edifícios grandes, luxuosos e requintados. Um exemplo e a Igreja da Madre de Deus e do Colégio de São Paulo, grandes edifícios requintados, que após um incêndio no ano de 1835, nunca mais foi reconstruído, devido ao elevado custo de reconstrução. O conjunto dos "restos" e vestígios destes 2 edifícios formam, atualmente, as Ruínas de São Paulo.[2]

No dia 15 de julho de 2005, o Centro Histórico de Macau entrou na Lista do Patrimônio Mundial da Humanidade da UNESCO e designado como o 31º sítio do Patrimônio Mundial da China. Comemorações foram feitas em Macau comemorando a entrada na lista, que iria contribuir para o desenvolvimento do turismo na cidade, atividade que se tornou importante para a economia de Macau. A inclusão na lista também contribuiu para a conservação do patrimônio histórico-arquitetônico da cidade e, num contexto mais amplo, representa uma parte importante da História da China. [5]

Referências

  1. a b O Centro Histórico de Macau. Visitado em 12 de março de 2015.
  2. a b c d Valor universal excepcional de “O Centro Histórico de Macau”. Visitado em 12 de março de 2015.
  3. “O Centro Histórico de Macau”. Visitado em 12 de março de 2015.
  4. Centro Histórico de Macau. Visitado em 12 de março de 2015.
  5. a b Historic Centre of Macao (em inglês). Visitado em 12 de março de 2015.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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