Controlador de tráfego aéreo

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Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre Controladores de tráfego aéreo. Para Controladores de voo, veja Controlador de voo.


Controlador de tráfego aéreo
Avião
Controlador de tráfego aéreo do aeroporto de Amesterdão Schiphol.
Descrição

Controlador de tráfego aéreo (também conhecido internacionalmente pelo acrônimo ATCO, do inglês Air Traffic Controller) é a pessoa encarregada de separar o tráfego de aeronaves no espaço aéreo e nos aeroportos de modo seguro, ordenado e rápido. Trata-se de uma ocupação profissional geralmente ligada ao Estado. Os controladores de tráfego aéreo trabalham emitindo autorizações aos pilotos, ou seja, dando instruções e informações necessárias dentro do espaço aéreo de sua jurisdição com o objetivo de prevenir colisões entre aeronaves e entre aeronaves e obstáculos nas imediações dos aeroportos.

No Brasil, o controlador de tráfego aéreo é o elo do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB) que faz a interface mais próxima a um acidente aeronáutico. Por isso seu trabalho é muito específico.

Antigamente havia a denominação "controlador de voo" a partir de cursos que levavam esse nome e que também existiam em outros países, mas com o tempo e com a crescente especialização dessa atividade, a denominação internacional "controlador de tráfego aéreo" é a tendência a ser utilizada.

Formação[editar | editar código-fonte]

No Brasil, os controladores de tráfego aéreo são formados em dois locais: os controladores civis são formados na cidade de São José dos Campos, no ICEA - Instituto de Controle do Espaço Aéreo e os militares são formados na cidade de Guaratinguetá na EEAR - Escola de Especialistas da Aeronáutica. Ambas as instituições são da área de ensino da Força Aérea Brasileira.

Ocupação Profissional[editar | editar código-fonte]

Na maioria dos países signatários da Convenção de Chicago a atividade de controlador de tráfego aéreo é reconhecida como profissão. No Brasil, apesar da grande importância desta função, ainda não há o reconhecimento desta atividade como profissão, até porque ela é ainda desconhecida da sociedade em geral, que só veio tomar conhecimento de sua existência praticamente depois do acidente entre o Boeing da Gol Linhas Aéreas Inteligentes e o Embraer Legacy em 29 de setembro de 2006.

Complexidade[editar | editar código-fonte]

Esta atividade torna-se cada vez mais complexa devido ao crescente número de aeronaves que cruzam o espaço aéreo e ao surgimento de aeronaves cada vez mais modernas e rápidas, as quais voam conjuntamente com outras mais antigas e lentas. Os controladores de tráfego aéreo necessitam de diversas habilidades para exercer, de maneira eficiente, o seu trabalho. Dentre outras, eles precisam das seguintes habilidades:

Controladores de Tráfego Aéreo - APP.
  • raciocínio rápido;
  • controle emocional;
  • raciocínio espacial;
  • capacidade de rápida adaptação às mudanças operacionais;
  • capacidade de atuar em grupo;
  • capacidade física e orgância para atuar seja dia ou noite.

Responsabilidade[editar | editar código-fonte]

O controlador de tráfego aéreo possui enorme grau de responsabilidade. Uma falha pode significar a perda simultânea de centenas de vidas. Dentre os serviços prestados pelo controlador às aeronaves, o serviço de Vetoração Radar é o que confere ao controlador o maior nível de responsabilidade. No ato da prestação deste serviço, o controlador literalmente assume a navegação da aeronave transmitindo instruções de velocidade, proa e altitudes a serem executadas pelo piloto. Além da segurança dos passageiros e tripulantes, a atuação do controlador, seja adequada ou inadequada, pode significar, respectivamente, economia ou prejuízo para as companhias aéreas e para a aviação geral. O avião deixou de ser um transporte somente de pessoas a passeio e transformou-se no mais importante meio de transporte. Sabe-se hoje que as crises do setor aéreo podem afetar a vida política, comercial e social de um país. Recentemente (2006), após a crise e os desastres ocorridos, a sociedade pode conferir a importância do controlador de tráfego aéreo.

Estresse[editar | editar código-fonte]

A profissão de controlador de tráfego aéreo é a segunda mais estressante. Veja, segundo a ISMA–BR (International Stress Management Association)[carece de fontes?], quais as profissões mais estressantes:

  1. Controlador de tráfego aéreo e motorista de ônibus.
  2. Policial e segurança.
  3. Atendimento ao público (área de cobrança), executivo e bancário.
Controladores de Tráfego Aéreo - ACC.

Áreas de Atuação[editar | editar código-fonte]

Diferentemente de outros profissionais, o controlador de tráfego aéreo não pode ser facilmente alocado de uma área de trabalho para outra. Para isso são necessários meses de treinamento e adaptação a fim de obter o nível adequado de operacionalidade na nova localidade. A atividade é tão complexa que é dividida em cinco áreas:

  • Centro de Controle de Área;
  • Controle de Aproximação;
  • Torre de Controle;
  • Busca e Salvamento; e
  • Defesa Aérea.

Mesmo após formado, o controlador que for alocado de uma área para outra, ou de uma localidade para outra dentro da mesma área de atuação, precisa passar por meses de estágio operacional a fim de tornar-se capaz de realizar o serviço.

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