Dalida

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Dalida
Dalida 1950s (cropped).jpg
Dalida nos anos 1950, época em que foi eleita Miss Egito.
Informação geral
Nome completo Iolanda Cristina Gigliotti[1]
Nascimento 17 de janeiro de 1933
Cairo, Egito
Origem Egípcia (nascimento)
Italiana(ascendência)
Francesa (naturalização)
País  Itália
 Egito
 França
Data de morte 3 de maio de 1987 (54 anos)
Paris, França
Gênero(s) Chanson, Clássica, Disco, Eurodisco, Easy listening, Folk, Europop, Música pop francesa, Música pop árabe, World music, Yé-yé
Instrumento(s) Vocal
Período em atividade 1954-1986 (atriz)
1956-1987 (cantora)
Gravadora(s) Barclay (1956-1977)
Carrere (1977-1987)
Página oficial http://www.dalida.com/
Dalida - signature.svg

Dalida, ONLH OC CC ON OMRI (nascida Jolanda Cristina Gigliotti;[1] Cairo, 17 de janeiro de 1933Paris, 3 de maio de 1987), foi uma famosa cantora e atriz ítalo-francesa nascida no Egito. Dalida vendeu mais de 170 milhões de cópias, recebeu 55 discos de ouro e foi a primeira cantora a receber um Disco de Diamante[2][3], estabelecendo-se como uma das mais notáveis artistas poliglotas a gravar no século XX.

Dalida gravou canções em 10 idiomas: francês, italiano, alemão, espanhol, inglês, árabe, japonês, holandês, hebraico e grego[4][5][6]. Seu idioma materno era o italiano, apesar de ter aprendido o árabe egípcio e também o francês enquanto crescia no Cairo. Ela aprimoraria o seu francês na fase adulta, após se estabelecer em Paris em 1954, tornando-se em seguida fluente em inglês e aprendendo também conversações básicas em alemão e espanhol, além de possuir certa facilidade em cumprimentar seus fãs do Japão utilizando japonês básico.

Quatro das gravações de Dalida em inglês (Alabama Song, Money Money, Let Me Dance Tonight, e Kalimba de Luna) obtiveram bom sucesso principalmente na França e Alemanha sem mesmo terem sido lançadas nos mercados dos Estados Unidos e Reino Unido. Ela juntou ao longo de sua carreira mais de 19 músicas de sucesso atribuídas a seu nome, além de possuir uma longa lista de nas paradas Top 10 e Top 20 em francês, italiano, alemão, espanhol e árabe. Ao longo de sua carreira, seu sucesso de vendagens de compactos e discos foi ininterrupto, perdurando por mais de 30 anos na França, Itália, Alemanha, Bélgica, Espanha, Holanda, Luxemburgo, Suíça, Áustria, Egito, Jordânia, Líbano, Grécia, Canadá, Rússia, Japão e Israel. Sua morte em 1987, aos 54 anos, fez com que a ela fosse atribuída uma imagem icônica de diva trágica, em adição a imagem de renomada cantora que já se havia consolidado. Dalida foi postumamente homenageada pelo "International Star Registry" (EUA), com a emissão de um diploma, concedido um ano após sua morte.

Infância e juventude no Egito[editar | editar código-fonte]

Jolanda Cristina Gigliotti nasceu no distrito de Choubra, no Cairo, Egito[7], em uma família de classe média. Seus avós eram italianos oriundos da Calábria e haviam imigrado ao Egito no início do século XX. Filha do meio, ela tinha dois irmãos: Orlando e Bruno (que mais tarde durante a carreira de Dalida mudaria seu nome para Orlando, como seu outro irmão, e se tornando seu produtor). Seu pai se chamava Pietro Gigliotti e foi o primeiro violinista (primo violino) do "Cairo Opera House"[8], e faleceu quando a filha tinha 12 anos de idade. Ela viveu seus primeiros anos de vida em Choubra onde estudou na Scuola Tecnica Commerciale Maria Ausiliatrice, uma escola católica italiana.

No ano de 1950, participou do concurso de beleza Miss Ondine vencendo a competição[9][3], indo logo após trabalhar como modelo no estúdio de moda "Donna", um dos mais importantes da cidade do Cairo. Em 1954, aos 21 anos, competiu e venceu o Miss Egito daquele ano[10], sendo considerada então a moça mais bela do do Egito e ganhando fama no país.

Dalida aos 21 anos.

Após vencer o Miss Egito ela é convidada a atuar em diversos filmes. Para isso fez aulas de canto já que em grande parte destas produções ela também participava cantando. Iolanda fez os filmes "Joseph et ses frères", "Le masque de Toutankhamon"[11] e "Un verre, une cigarette" (Sigarah wa kas)[12]. Foi quando ela foi descoberta pelo diretor francês Marc de Gastyne que excursionava pelo Egito e a viu nas telas do cinema. Ele a aconselhou a tentar carreira na França, e apesar de toda a relutância de sua mãe, ela mudou-se para Paris na véspera do Natal de 1954, com a intenção de seguir carreira cinematográfica, sob o nome artístico de Dalila[13].

Carreira artística na Europa[editar | editar código-fonte]

Suas buscas no cinema francês não são satisfatórias, e ela então aceita a oportunidade de cantar em um cabaré na Itália. Bruno Coquatrix promovia um programa de calouros para jovens cantores no então recentemente reformado e reinaugurado Olympia de Paris. Dalila interpretou a música "Étrangère Au Paradis" e Bruno Coquatrix se encantou com a interpretação da cantora que logo foi apresentada a Lucien Morisse e Eddie Barclay; a dupla desempenharia papel fundamental na carreira da artista[3]. Morisse foi produtor artístico do popular Radio Europe 1 e Barclay um reconhecido produtor de discos. Eles aconselharam a cantora a adotar um novo nome artístico, Dalida, que para eles soaria melhor. Logo após firmar contrato com Barclay o single de estreia de Dalida, "Madona", foi divulgado e promovido fortemente por Morisse obtendo moderado sucesso.

1956-1964 - a era "Bambino"[editar | editar código-fonte]

O lançamento de "Bambino" em 1956 seria o grande sucesso da cantora, ficando 46 semanas nas paradas Top 10 da França, representando uma das maiores vendagens de discos na história francesa, e por suas vendas (que ultrapassaram as 300.000 cópias) Dalida recebeu seu primeiro Disco de Ouro[2], em 17 de Setembro de 1957. No mesmo ano, Dalida ainda auxiliaria Charles Aznavour no Olympia. O single precedente a "Bambino", a exótica "Gondolier", foi lançada no Natal de 1957, também sendo um grande sucesso, como outros trabalhos da mesma época, tais como "Come Prima (Tu Me Donnes)", "Ciao Ciao Bambina", e uma versão dos The Drifters "Save The Last Dance For Me", "Garde-Moi La Dernière Danse". Dalida e seu produtor Lucien Morrise iniciam um romance, mas havia um problema, ele já era casado e era pai, Lucien prometeu a Dalida que iria se divorciar da esposa para ficar com ela, mas isso demorou vários anos.

Fotos de Dalida nos anos 1960

Lucien consegue se divorciar da esposa e em 1961 se casa com Dalida. Ele, porém, era obcecado pelo trabalho, e muitas vezes não tinha tempo para Dalida, que, sentindo-se abandonada, acabou se vendo apaixonada por um outro rapaz. Dalida e Lucien se divorciaram amigavelmente em 1964; Lucien cometeria suicídio em 1970[14].

Dalida percorreu grande turnê desde 1958 até o começo da década de 1960, se apresentando na França, Egito e Itália. Sua turnê no Egito e Itália difundiu sua fama fora da França e Dalida logo viria a ser reconhecida em toda Europa. Na mesma época Dalida apresentou um mês de shows no Olympia, cuja bilheteria se esgotou completamente. Logo após isso Dalida embarcou para turnê em Hong Kong e Vietnam. Em 1964, Dalida também terminaria a sua transformação para ficar loira. Por toda década de 1960 Dalida frequentemente encheria as apresentações no Olympia, e as apresentações internacionais se tornavam cada vez mais frequentes.

1967-1968 - tentativa de suicídio e recuperação[editar | editar código-fonte]

Dalida inicia um romance com o cantor italiano Luigi Tenco, o qual havia passado cinco anos trabalhando em uma música chamada "Ciao amore ciao". Ele e Dalida a cantariam no Festival de Sanremo de 1967, o evento mais importante de música italiana, que ocorreu na trágica noite de 27 de janeiro[15].

Os jurados não gostaram da canção e eles foram desclassificados. Tenco ficou arrasado e não compareceu ao jantar dos artistas após as apresentações. Depois Dalida foi para o hotel e encontrou Luigi morto no chão do quarto do hotel. O cantor se suicidara com um tiro de pistola na orelha, deixando claro em um bilhete que não se matou porque cansara de viver, mas sim como forma de protesto contra os jurados do festival.

Um mês depois do suicídio de Tenco a cantora arquitetara um plano de suicídio. Dalida teria fingido sair de Paris saindo em direção ao Aeroporto de Orly e de lá embarcar em um voo para a Itália. No entanto ao invés de fazê-lo, Dalida se hospedou no quarto 410 do Hotel Príncipe di Galles[16], o mesmo em que havia se hospedado com Tenco antes de Sanremo. Dalida nexou na maçaneta da porta uma mensagem com o aviso “Não perturbe” e antes de ingerir vários medicamentos escreveu três cartas: uma ao ex-marido, uma à mãe, na qual rogava para que não se desesperasse e outra a seu público[9]. Dalida foi salva pela intervenção de uma uma camareira que percebeu por baixo da porta a luz que estava acessa há mais de 48 horas, advertindo então o gerente do hotel[17]. Um funcionário acessou o quarto da cantora através de um quarto vizinho e a encontrou na cama em estado de coma. Dalida viria a sair do estado de inconsciência após 5 dias ficando de repouso por quatro meses[18] e voltaria a se apresentar em junho de 1967 sendo aclamada pelos franceses em seu retorno aos palcos.

No dia 5 de dezembro de 1968 foi condecorada com a Medalha da Presidência da República, pelo General de Gaulle, sendo ela a única pessoa do mercado fono mecânico a receber essa condecoração[19].

Anos 1970[editar | editar código-fonte]

O início da década de 1970 representou uma fase de transição para a cantora, abrilhantada por alguns de seus singles de maior sucesso. Após adquirir aguçado interesse por estudos na metade da década de 1960, e após a sua tentativa de suicídio, Dalida tentava quebrar a solidão e o tédio lendo muitos livros sobre psicologia, Freud e etc. Ela optou por cantar canções com letras mais profundas[carece de fontes?]. Bruno Coquatrix questionava a evolução da carreira de Dalida, e ficou bastante duvidoso em vendê-la para uma série de apresentações em 1971. Dalida alugou o local das apresentações do próprio bolso, e seu show teve uma comovente aceitação de público. Em 1973, uma versão em francês para a música italiana "Paroles Paroles", originalmente gravada por Mina, foi gravada por Dalida e seu amigo pessoal Alain Delon. A canção se transformou num grande hit e foi o single de número 1 nas paradas da França e Japão. Em seguida, "Il Venait d’Avoir Dix-Huit Ans", alcançou número 1 em nove países, e vendeu três milhões e meio de cópias na Alemanha.

Em 1973, Dalida e o cantor Richard Chanfray iniciam um romance. No começo os dois se entendem bem, mas depois de um certo tempo, Richard se revela um homem agressivo, machista e insuportável. As brigas se tornam frequentes e Dalida tenta se separar dele em diversas ocasiões, mudando de ideia sempre que ele fazia cenas de arrependimento e sentimentalismo tão intensas a ponto de ela ter pena e o conceder novas chances. O relacionamento seria finalmente rompido em 1981, quando Richard já era apresentado como tendo problemas mentais - ele era alquimista e dizia ter poderes paranormais como ressuscitar animais mortos, transformar metal comum em ouro, além de dizer ser a reencarnação do misterioso Conde de St. Germain que viveu no século XVIII. Dois anos após o fim da relação com Dalida, Richard e sua nova namorada se suicidariam, em julho de 1983[20].

Em 1974, o lançamento da canção "Gigi L’Amoroso" apresenta maiores números nas listas que seu predecessor, alcançando o topo das paradas em 12 países. Dalida então começa uma fase de vendas extraordinárias, passando a se apresentar no Japão, Canadá e Alemanha. Em Fevereiro de 1975, os críticos de música da França premiam a cantora com o prestigiado Prix de l'Académie du Disque Français (Prêmio da Academia do Disco Francês).

O ano de 1976 significaria uma reinvenção na carreira de Dalida; em fevereiro daquele ano é lançado o disco "J’Attendrai" cuja música de trabalho de mesmo nome permaneceu quatro semanas no topo das paradas francesas e uma semana na nona colocação[21]. "J'Attendrai" é considerado o primeiro single de Disco Music da França[22][23]. Na mesma época, a popularidade dos shows de variedades era febre por toda a Europa e Dalida fez inúmeras apresentações de TV nessa época, não só na França mas em toda Europa[24].

Em 1978 gravou "Salma Ya Salama", composição francesa com inspiração na música árabe, originalmente gravada língua francesa e dado a seu grande sucesso versionada e regravada em árabe, italiano e alemão. "Salma Ya Salama" e outras canções em árabe gravadas por Dalida como "Helwa Ya Baladi" e "Ahsan Nas" se tornaram extremamente populares no Egito, fazendo de Dalida a única cantora a quebrar a barreira entre a música árabe e a música ocidental. Sua amiga e também cantora, a libanesa Fairouz foi outra grande artista a cruzar as fronteiras musicais mas no lado oposto: do Oriente para o Ocidente, com seu imenso sucesso em toda Europa, América do Norte e Sul, e Austrália[25].

O sucesso de "Salma Ya Salama" foi seguido pelo primeiro single francês de medleys, "Génération ‘78", em estilo disco, trazendo alguns de seus maiores sucessos. Esse também se tornou o primeiro single francês a ser acompanhado de um videoclip. Em Novembro daquele ano Dalida apresentou um musical Broadway no Carnegie Hall de Nova York, com coreografia de Lester Wilson, o mesmo criador das coreografias de John Travolta no ano anterior para o filme Saturday Night Fever. Dois anos depois, acompanhando o sucesso de "Monday Tuesday… Laissez-Moi Danser" no verão de 1979 ela repetiria a mesma apresentação no Palais des Sports, e cada show fechado encorajava mais ainda a cantora a embarcar numa turnê nacional que duraria até o Outono. No mesmo ano, a canção "Gigi In Paradisco", uma continuação à já conhecida "Gigi L’Amoroso" foi lançada.

Anos 1980 e últimos momentos[editar | editar código-fonte]

O ano de 1981 ficou marcado com o lançamento de "Rio do Brasil". Neste ano também Dalida se apresentou por diversas vezes no Olympia, igualando o sucesso da turnê de 1980. Na noite de sua primeira apresentação ela se tornou a primeira cantora do mundo a ser premiada com um Disco de Diamante, em reconhecimento de suas magníficas vendagens que até aquele ponto da carreira passavam os 86 milhões de discos. Dalida passou grande parte de 1982 e 1984 em turnê, lançando o álbum "Les P'tits Mots" em 1983 que trazia grandes hits como "Lucas", "Femme", uma versão francesa de "Smile" de Charles Chaplin, e "Mourir Sur Scène". O álbum "Dali" foi lançado em 1984, e foi acompanhado do lançamento de diversos singles, incluindo "Soleil", "Pour Te Dire Je T’Aime", versão francesa para “I Just Called To Say I Love You" de Stevie Wonder, e "Kalimba de Luna", originalmente gravada por Tony Esposito. Todos estes três apresentaram moderados números de sucesso, e seu próximo álbum, em 1986, "Le Visage de L’Amour", seria seu último álbum de canções totalmente inéditas (Com exceção da última canção, sendo esta "Mourir Sur Scène").

Dalida foi submetida a duas intervenções oftalmológicas em 1985, a obrigando a dar um intervalo em sua carreira, mas isso não a impediu de gravar mais dois grandes sucessos naquele ano: "Reviens-moi" e "Le temps d'aimer".

Ainda em 1985 ela começa um romance com seu médico François Naudy, mas o romance não era satisfatório, ele era um homem frio e ausente, o que fazia Dalida sofrer, apesar de eles ainda ficaram juntos durante dois anos.

Em 1986, ela faria o papel de uma jovem avó no filme de Youssef Chahine "Le Sixième Jour", cuja participação teve positiva repercussão por parte da crítica. Ainda em 1986, ela ainda gravaria mais alguns sucessos como "Parce que je ne t'aime plus", "Les hommes de ma vie", uma nova versão de "La danse de Zorba" e uma canção sobre o seu filme "Le sixiéme jour", esta última seria a última canção gravada de sua vida. Sua derradeira apresentação ao vivo foi no final de abril de 1987 em Ancara, na Turquia, aonde ela cantou para o presidente da Turquia.

Morte[editar | editar código-fonte]

Túmulo de Dalida, no Cemitério de Montmartre, em Paris.

Após 31 anos de sucesso ininterrupto, Dalida tinha uma incrível habilidade de transmitir alegria e otimismo apesar de estar tão ferida sentimentalmente. Dalida teve em sua vida três homens suicidas (vale dizer que o único que estava se relacionando com ela qd se suicidou foi Luigi Tenco), e se sentia cada vez mais sozinha e de certa forma pesarosa por passar sua vida inteira dedicada a sua carreira e a homens que ela acreditava serem o ideal a cada relacionamento, além do fato de não ter podido exercer a maternidade. Os anos começaram naturalmente a passar e a pesar, talvez a canção dela que mais justifique o seu sofrimento seja "Je suis malade".

Após anos de buscas através da filosofia, religião e misticismo a fim de preencher o vazio que a jogara em profunda solidão em virtude de abandonos afetivos e juras não cumpridas, Dalida se suicida aos 54 anos de idade no dia 3 de maio de 1987 ingerindo elevada dose de barbitúricos[26][27], por achar que já tinha dado tudo de si e que nada mais seria novidade para uma profissional que trabalhava incessantemente. Ela deixou duas cartas: uma a seu irmão Orlando e outra ao seu companheiro François Naudy, além de uma nota de suicídio ao seus fãs com a frase: “Pardonnez-moi, la vie m'est insupportable” (Me perdoem, a vida se tornou insuportável para mim)[27].

Legado[editar | editar código-fonte]

Casa onde viveu Dalida, em Paris.

Desde sua morte Dalida tem se tornado figura cultuada por uma nova geração de fãs. Em 1988, a Enciclopédia Universal encomendou uma pesquisa que foi publicada no periódico “Le Monde”, cujo objetivo seria revelar as personalidades de maior impacto na sociedade francesa. Dalida levou o segundo lugar, perdendo apenas para o General de Gaulle.

Em 1992 foi lançada a primeira série trazendo toda sua obra discográfica distribuída em dois tomos: "Les Années Barclay", de 1992[28]contendo 10 CDs e "Les Années Orlando" de 1997, composto de 12 CDs[29].

Em 1997, no cruzamento das ruas Girardon e Abreuvoir , o "Butte Montmartre" em Paris, foi reinaugurado com o nome de Place Dalida (Praça Dalida) e um busto de Dalida foi erigido ali [30].

Em 2000 seu amigo de longa data Charles Aznavour gravou o sucesso "De La Scène À La Seine", uma canção alegre sobre sua vida na França[31], e em 2001 o governo francês homenageou sua memória com um selo postal feito em comemoração aos 15º aniversário de sua morte[32][33]. No mesmo ano, o Grupo Universal Music relançou os primeiros álbuns de Dalida em embalagens de edição especial, tendo todas suas faixas remasterizadas digitalmente. Sua saída da música também foi tema para vários álbuns de remixes. Dalida vendeu um total de mais de 170 milhões de cópias de 1956 até os dias atuais. Desde sua morte, muitos dos sucessos de Dalida foram remixados no estilo techno e dance, sendo sucesso em vários países até os dias de hoje. Orlando, irmão de Dalida, cujo nome verdadeiro é Bruno e que foi seu produtor e empresário é o detentor dos direitos de imagem e fonográficos da cantora. Várias biografias lhe foram consagradas como a oficial escrita pela jornalista Catherine Rihoit sob o olhar de seu irmão Orlando e outra por um de seus sobrinhos. Outras biografias não-oficiais foram lançadas posteriormente, dentre as quais duas escritas por dois admiradores da artista: Ariane Ravier, que chegou a ser também sua fotógrafa, e a outra escrita em português pelo autor brasileiro Jorge de Souza, a única no mundo escrita em português.

Representações na cultura[editar | editar código-fonte]

Em 1999 foi apresentada em Roma a peça "Solitudini - Luigi Tenco e Dalida", escrita e dirigida por Maurizio Valtieri[34]. Em 2005 a vida da cantora foi tema de um telefilme italiano dividido em duas partes, em que Dalida foi interpretada pela atriz Sabrina Ferilli[35].

De 11 de maio a setembro de 2007 a Câmara Municipal de Paris homenageou Dalida por ocasião dos 20 anos de sua morte com uma exposição de suas roupas e fotografias inéditas.

Em janeiro de 2017, um filme sobre sua vida estreará nos cinemas, sob a direção de Lisa Azuelos (filha da cantora e atriz francesa Marie Laforêt, contemporânea de Dalida). O longa terá como protagonista a modelo e atriz Sveva Alviti.

Discografia[editar | editar código-fonte]

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Commons
O Commons possui imagens e outras mídias sobre Dalida

Referências

  1. a b trocou o nome de Iolanda para Yolande, na França
  2. a b «Prêmios e Realizações». Site Oficial de Dalida. Consultado em 5 de maio de 2012. 
  3. a b c Dalida: Entre violon et amour (em francês) (Paris: Éditions Publibook). 2002. ISBN 2-7483-2629-6. Consultado em 9 de maio de 2012.  |nome1= sem |sobrenome1= em Authors list (Ajuda)
  4. «Vingt ans après, Dalida reste une légende» (em francês). Nouvel Observateur. 2 de maio de 2005. Consultado em 10 de fevereiro de 2010. [ligação inativa]
  5. «Une nouvelle compilation des grands succès de Dalida» (em francês). Cyberpresse. 10 de junho de 2009. Consultado em 11 d maio de 2012. 
  6. «Dalida, à la vie, à la mort» (em francês). L'Express. 14 de dezembro de 1995.  Parâmetro desconhecido |acesso data= ignorado (|acessodata=) (Ajuda)
  7. McKinney e Hargreaves, Mark, Alec G. (1997). Post-Colonial Cultures in France (em inglês) (Nova Iorque: Routledge). p. 30. ISBN 0-415-14487-6. Consultado em 8 de maio de 2012. 
  8. S. Uglow, Jennifer (1998). The Northeastern Dictionary of Women's Biography (em inglês) 3ª ed. (Londres: Macmillan). p. 145. ISBN 1-55553-421-X. Consultado em 8 de maio de 2012. 
  9. a b «La biografia di Dalida in italiano» (em italiano). La Page de Dalida. Consultado em 11 de maio de 2012. 
  10. «Biografia de Dalida». RFI Musique. Consultado em 5 de maio de 2012. 
  11. «Le masque de Toutankhamon (1955)». IMDb. Consultado em 11 de maio de 2012. 
  12. «Sigarah wa kas (1955)». IMDb. Consultado em 11 de maio de 2012. 
  13. «Monografia - Dalida» (em italiano). Voci Divine. Consultado em 11 de maio de 2012. 
  14. J. Palmer, Susan (2004). Aliens Adored: Raël's UFO Religion (em inglês) (New Brunswick, New Jersey: Rutgers University Press). p. 34. ISBN 0-8135-3475-5. Consultado em 11 de maio de 2012. 
  15. Deregibus, Enrico (2006). Dizionario completo della canzone italiana (em italiano) (Milão: Giunti Editore). p. 436. ISBN 9788809756250. Consultado em 8 de maio de 2012. 
  16. (4 de abril de 1967) "Dalida racconta come è stata strappata alla morte" (em italiano). Tempo (14). Milão: Mondadori Editore.
  17. «Settimana 8 Aprile 1967». da Disco Sette (em italiano). Hit Parade Italia. Consultado em 9 de maio de 2012. 
  18. «Dalida». Memorial da Fama. Consultado em 15 de maio de 2012. 
  19. «Dalida, a star life from Egypt to France» (em inglês). La Page de Dalida. Consultado em 8 de maio de 2012. 
  20. Simmonds, Jeremy (1987). The Encyclopedia of Dead Rock Stars. Heroin, Handguns, and Ham Sandwiches (em inglês) (Chicago: Chicago Review Press). p. 225. ISBN 9781556527548. 
  21. «Dalida - J'Attendrai (Nummer)» (em holandês). Dutch Charts. Consultado em 9 de maio de 2012. 
  22. «"J'attendrai" (1976)» (em francês). Dalida Eternelle. Consultado em 9 de maio de 2012. 
  23. «J'Attendrai» (em francês). L'Internaut. Consultado em 9 de maio de 2012. 
  24. Lesueur, Daniel (2004). L'Argus Dalida: Discographie mondiale et cotations (em francês) Éditions Alternatives [S.l.] ISBN 2-86227-428-3. 
  25. Sargon Boulos. «Fairouz - Legend and Legacy: Origins of a Legend» (em inglês). Al Mshriq - The Levant. Consultado em 14 de maio de 2012. 
  26. «Dalida - obituário». New York Times. 5/5/1987. Consultado em 5 de maio de 2012. 
  27. a b «Le Journale d'A2 20h00 - Emission du 4 mai 1987». INA - Télévision française - Antenne2. 4/5/1987. Consultado em 5 de maio de 2012. 
  28. «Dalida: Les Annees Barclay» (em inglês). HMV. Consultado em 23 de maio de 2012. 
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  30. «In the footsteps of Dalida». Mont Martre Guide. Consultado em 30 de dezembro de 2009. [ligação inativa]
  31. «"De la scène à la Seine" par C. Aznavour» (em francês). Dalida Éternelle. Consultado em 23 de maio de 2012. 
  32. «Dalida - Biography» (em inglês). Bio Stars International. Consultado em 8 de maio de 2012. 
  33. «Grandes dames en petit format - Dalida» (em francês). AFMEG. Consultado em 8 de maio de 2012. 
  34. «Gli autori DOR si presentano - Scheda Autori» (em italiano). SIAE - Società Italiana degli Autori ed Editori. Consultado em 8 de maio de 2012. 
  35. «Dalida». IMDb. Consultado em 5 de maio de 2012. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]