Dilophosaurus

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Como ler uma infocaixa de taxonomiaDilophosaurus
Ocorrência: Jurássico Inferior
193 Ma
Holótipo UCMP 37302 (as cristas cranianas não são preservadas no fóssil original), Museu Real de Ontário.
Holótipo UCMP 37302 (as cristas cranianas não são preservadas no fóssil original), Museu Real de Ontário.
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Clado: Dinosauria
Ordem: Saurischia
Subordem: Theropoda
Família: Dilophosauridae
Género: Dilophosaurus
Welles, 1970
Espécie-tipo
Dilophosaurus wetherilli
Sinónimos
  • Megalosaurus wetherilli
    Welles, 1954

Dilophosaurus (do grego δύο (di) + λοφος (lophos) + σαῦρος (saurus); "lagarto de duas cristas") (em português, dilofossauro) foi um gênero de dinossauro carnívoro e bípede que viveu durante o inicio do período Jurássico inferior.[1] Provavelmente ele também foi o maior predador de sua época, apesar de provavelmente se alimentar também de carcaças. Três esqueletos foram descobertos no norte do Arizona em 1940 e os dois mais bem preservados foram coletados em 1942. O espécime mais completo tornou-se o holótipo de uma nova espécie do gênero Megalosaurus, denominada M. wetherilli por Samuel P. Welles em 1954. Welles encontrou um esqueleto maior pertencente à mesma espécie em 1964. Percebendo que exibia cristas no crânio, ele atribuiu a espécie ao novo gênero Dilophosaurus em 1970, o Dilophosaurus wetherilli.[2]

Descrição[editar | editar código-fonte]

O dilofosauro foi um dos primeiros grandes dinossauros predadores, um terópode de tamanho médio, embora pequeno em comparação com alguns dos terópodes posteriores.[3] Esbelto e levemente construído, seu tamanho era comparável ao de um urso pardo.[4] Em seu estado adulto tinha um corpo robusto porem ágil e poderia medir em torno de 6 metros de comprimento, 2 metros de altura e pesava cerca de 500 quilogramas.[5]

O dilofossauro tinha 2 marcas principais: suas duas cristas que certamente eram recobertas por material córneo colorido e deveriam possuir cores vivas, sua outra marca seria possuir 4 dedos nas patas dianteiras, em vez de 3 como muitos outros terópodes.[5] A crina dele seria sustentada por 2 arestas finas que sustentavam uma crina dupla, essas arestas eram separadas entre si formando uma especie de "V" sobre a cabeça do animal, devido a fragilidade das mesmas muito é provável que não eram usadas como arma de ataque ou defesa é mais provável que fossem utilizadas para a identificação entre outros indivíduos de mesma espécie ou então para atrair as fêmeas[6]. Balançando a cabeça, os machos exibiam as cristas, mostrando vigor e tentando parecer maiores e mais ferozes (como são algumas aves hoje em dia) de que os concorrentes para conquistar uma parceira, dando ao carnívoro o direito de acasalar sem uma luta potencialmente danosa.[7]

Apesar de ter uma cabeça levemente desproporcional ao seu corpo(sendo maior do que o normal) suas cristas localizadas entre suas cavidades nasais e as orbitas dos olhos eram constituídas de um osso resistente porem leve alem de ter um pescoço comprido e bem flexível que ajudava na sustentação. O dilofossauro andava e corria com suas fortes pernas traseiras equilibrando-se com uma longa calda

História da descoberta[editar | editar código-fonte]

Os primeiros vestígios do animal foram encontrados nos EUA 1942, por Sam Welles. No inicio como não foram encontrados muitos fosseis ele foi primeiramente confundido com um megalossauro. somente depois de muitas pesquisas e descobertas foi que os cientistas entenderam que era uma nova espécie.

O dilofossauro só ganhou o nome cientifico em 1970.

O dilofossauro possuía uma estranha "fissura" na parte superior da mandíbula, o que fez muitos pesquisadores acreditarem que ele se alimentaria de carniça, pois sua mandíbula seria fraca demais assim se lutasse com outro dinossauro, ou tentasse segurar com força poderia quebrá-la. Ele provavelmente usava os braços e as pernas para caçar, se ele realmente fizesse isso, isto lhe compensaria de ter um crânio fraco.

O dilophossauro viveu na América do Norte e foi descoberto em 1942 no Arizona, Estados Unidos. Foi um dos primeiros grandes terópodes, possuía duas cristas na cabeça, formando uma espécie de "V", possivelmente usada para impressionar as fêmeas ou assustar inimigos. Provavelmente possuíam uma coloração alaranjada.

Outro ponto interessante sobre esse animal seria sua agilidade, se levarmos em conta seu tamanho; ele tinha fortes patas traseiras e seu pescoço comprido e flexível permitiam-lhe equilibrar-se sobre suas presas.

Outra espécie, Dilophosaurus sinensis da China, foi nomeada em 1993, mas mais tarde foi encontrada a pertencer ao gênero Sinosaurus.

Cultura popular[editar | editar código-fonte]

Modelo mostrando a crista estilo 'Jurassic Park' e postura desatualizada (pronada) da mão, Museo del Desierto Chihuahuense

Essa espécie apareceu no romance Jurassic Park de 1990, do escritor americano Michael Crichton, e seu livro foi adaptado em 1993 no primeiro filme da série Jurassic Park, quando o personagem de Wayne Knight (Dennis Nedry) é atacado após um acidente enquanto tentava fugir da ilha Nublar. Ao contrário do que é mostrado no filme, não há evidências de que este animal era capaz de cuspir veneno em suas vítimas, e muito menos, que abrisse uma gola como a do lagarto-dragão-australiano. O dilofossauro tinha o mesmo tamanho aproximado de um Megaraptor, mas provavelmente bem menos inteligente; pois o dilofossauro provavelmente caçava sozinho e o Megaraptor em bandos, o que fazia da caça dos Megaraptors mais bem sucedida..[8][9][10]

Este predador de tamanho médio habitava zonas de planície. Uma combinação de dedos longos e flexíveis nas patas superiores, dentes longos e finos, assim como uma abertura/falha dentária na mandíbula superior, fazia dele, um predador bem adaptado para a captura de presas menores. No topo da cabeça tinha um par de cristas de osso fino que em vida provavelmente seriam coloridas. Assim como as penas nos perus e pavões atuais, o Dilophosaurus poderá ter usado as cristas como órgãos sexuais secundários, alertando rivais ou como meio de obter a atenção de potenciais fêmeas. Esta seria uma forma eficaz de competir por comida e por fêmeas sem o risco de ferimentos.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Dilophosaurus». Lexico Dictionaries (em inglês). Oxford. Consultado em 24 de fevereiro de 2020 
  2. «Dilophosaurus». www.prehistoric-wildlife.com. Consultado em 24 de fevereiro de 2020 
  3. Welles, S. P. (1984). "Dilophosaurus wetherilli(Dinosauria, Theropoda), osteology and comparisons". Palaeontographica Abteilung A. 185: 85–180.
  4. Paul, Gregory S. (1988). Predatory dinosaurs of the world : a complete illustrated guide. [S.l.]: New York : Simon and Schuster 
  5. a b Hamilton, Jason (2008). «Dilophosaurus». scienceviews. Consultado em 24 de fevereiro de 2020 
  6. «Dilophosaurus wetherilli "venenifer" (*) (C/N) | Jurassic-Pedia» (em inglês). Consultado em 24 de fevereiro de 2020 
  7. «Let's Talk about Jurassic Park: Part 4 – Dilophosaurus – Mike of the Mesozoic» (em inglês). Consultado em 24 de fevereiro de 2020 
  8. Crichton, M. (1990). Jurassic Park. London: Random Century Group. pp. 76–78. ISBN 978-0-394-58816-2 
  9. Shay, D.; Duncan, J. (1993). The Making of Jurassic Park. New York: Boxtree Ltd. pp. 24, 35–36, 113. ISBN 978-1-85283-774-7 
  10. Duncan, J. (2007). The Winston Effect: The Art and History of Stan Winston Studio. London: Titan Books. pp. 177–178. ISBN 978-1-84576-150-9 
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