Eleições estaduais em Mato Grosso em 1962

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Eleição parlamentar no  Mato Grosso em 1962
7 de outubro de 1962
(Senadores eleitos)
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Líder Filinto Müller Vicente Bezerra Neto
Partido PSD PTB
Natural de Cuiabá, MT Lavras da Mangabeira, CE
Votos 86.098 69.396
Porcentagem 30,02% 24,20%


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Senador de Mato Grosso

As eleições estaduais em Mato Grosso em 1962 ocorreram em 7 de outubro como parte das eleições gerais em 22 estados e nos territórios federais do Amapá, Rondônia e Roraima. Foram eleitos os senadores Filinto Müller e Vicente Bezerra Neto, além de oito deputados federais e trinta estaduais.[1]

O senador mais votado foi Filinto Müller. Natural de Cuiabá, migrou para o Rio de Janeiro e entrou na Escola Militar do Realengo. Acusado de participar da Revolta dos 18 do Forte de Copacabana foi preso e ao fim da pena foi transferido para Campo Grande. Partícipe da Revolta Paulista de 1924 exilou-se na Argentina por três anos e foi preso ao voltar ao Brasil sendo libertado via habeas corpus e lotado no Ministério da Guerra. Vitoriosa a Revolução de 1930, foi assessor do ministro José Fernandes Leite de Castro e do interventor paulista, João Alberto Lins de Barros até voltar ao Rio de Janeiro onde assumiu a chefia de polícia do Distrito Federal e nela permaneceu até o fim da Era Vargas.[2] Leal ao presidente deposto, filiou-se ao PSD e mesmo derrotado nas eleições para senador em 1945 e governador em 1950 e 1960, tornou-se o senador recordista de mandatos por Mato Grosso ao conquistar o terceiro mandato este ano, ele que vencera as eleições de 1947 e 1954.[3]

A disputa pela segunda vaga foi decidida por estreita margem e nesse embate a cadeira de senador acabou entregue ao advogado e jornalista Vicente Bezerra Neto. Cearense de Lavras da Mangabeira, ele se formou pela Universidade Federal do Ceará[4] e chegou a Corumbá em 1939[nota 1] exercendo as funções de defensor público e promotor de justiça. Eleito deputado estadual em 1950, 1954 e 1958, chegou a presidir a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Ao vencer esta eleição tornou-se o primeiro senador mato-grossense filiado ao PTB, legenda à qual sempre militou.

Resultado da eleição para senador[editar | editar código-fonte]

Os números a seguir têm por fonte os arquivos do Tribunal Superior Eleitoral que informa a apuração de 286.804 votos nominais.[1][nota 2]

Candidatos a senador da República
Candidatos a suplente de senador Número Coligação Votação Percentual
Filinto Müller
PSD
Humberto Neder
PSD
-
Aliança Democrática Social Trabalhista de Mato Grosso
(PSD, PTB)
86.098
30,02%
Vicente Bezerra Neto
PTB
Gastão Müller
PTB
-
Aliança Democrática Social Trabalhista de Mato Grosso
(PSD, PTB)
69.396
24,20%
João Vilas Boas
UDN
João Fragelli
UDN
-
UDN (sem coligação)
67.312
23,47%
Júlio Castro Pinto
UDN
João Moreira de Barros
UDN
-
UDN (sem coligação)
63.998
22,31%
  Eleito

Deputados federais eleitos[editar | editar código-fonte]

São relacionados os candidatos eleitos com informações complementares da Câmara dos Deputados.[5][6]

Deputados federais eleitos Partido Votação Percentual Cidade onde nasceu Unidade federativa
João Ponce de Arruda PSD 22.551 12,10% Cuiabá  Mato Grosso
Wilson Fadul[nota 3] PTB 22.070 11,84% Valença  Rio de Janeiro
Wilson Martins UDN 21.969 11,79% Campo Grande  Mato Grosso do Sul
Saldanha Derzi UDN 17.969 9,64% Ponta Porã  Mato Grosso do Sul
Ítrio Correia da Costa UDN 16.220 8,70% Cuiabá  Mato Grosso
Filadelfo Garcia PSD 15.482 8,31% Coxim  Mato Grosso do Sul
Rachid Mamed PSD 10.744 5,76% Cuiabá  Mato Grosso
Edison Garcia UDN 7.713 4,14% Cáceres  Mato Grosso

Deputados estaduais eleitos[editar | editar código-fonte]

Estavam em jogo 30 cadeiras na Assembleia Legislativa de Mato Grosso e elas foram assim distribuídas: treze para a UDN, nove para o PSD, sete para o PTB e uma para o PSP.[1]

Notas

  1. Nessa época a cidade em questão pertencia ao antigo estado de Mato Grosso que compreendia também os atuais estados de Rondônia (criado em 1943 sob o nome de Território Federal do Guaporé) e Mato Grosso do Sul (criado em 1977 e instalado em 1979).
  2. Ressalte-se que este ano passou a vigorar a regra segundo a qual o suplente seria eleito à mesma chapa que o titular e não mais numa disputa separada.
  3. Cassado em 12 de junho de 1964 pelo Ato Institucional Número Um foi substituído por Miguel Marcondes.

Referências