Eleições estaduais em Mato Grosso em 1994

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1990 Brasil 1998
Eleições estaduais em  Mato Grosso em 1994
3 de outubro de 1994
(Decisão em primeiro turno)
Dante de Oliveira.jpg Osvaldo sobrinho.JPG
Candidato Dante de Oliveira Osvaldo Sobrinho
Partido PDT PTB
Natural de Cuiabá, MT Pirapozinho, SP
Vice Márcio Lacerda Filinto Correia da Costa
Votos 471.104 167.072
Porcentagem 71,27% 25,27%


Brasão de Mato Grosso.png

Governador de Mato Grosso

Titular
Jaime Campos
PFL

As eleições estaduais em Mato Grosso em 1994 ocorreram em 3 de outubro como parte das eleições gerais no Distrito Federal e em 26 estados. Foram eleitos nesse dia o governador Dante de Oliveira, o vice-governador Márcio Lacerda, os senadores Jonas Pinheiro e Carlos Bezerra, além de oito deputados federais e vinte e quatro estaduais num pleito decidido em primeiro turno.[1]

Nascido em Cuiabá o governador Dante de Oliveira é graduado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Quando universitário militou no Movimento Revolucionário Oito de Outubro numa época onde o movimento escolheu a via política ao invés da luta armada contra o Regime Militar de 1964 e depois ingressou no MDB. Vencido na eleição para vereador de Cuiabá em 1976, elegeu-se deputado estadual em 1978 e findo o bipartidarismo entrou no PMDB sendo eleito deputado federal em 1982 e nessa condição apresentou uma emenda restaurando a eleição direta para presidente[2] e cuja repercussão levou à campanha pelas Diretas Já.

Com a rejeição da emenda a oposição se articulou para as eleições presidenciais indiretas de 1985 e nelas o êxito de Tancredo Neves pôs fim aos governos militares. No mesmo ano Dante de Oliveira foi eleito prefeito de Cuiabá e alguns meses depois da posse licenciou-se do cargo para comandar o Ministério da Reforma Agrária a convite do presidente José Sarney. Ao deixar a prefeitura trocou seu antigo partido pelo PDT e mesmo derrotado na eleição para deputado federal em 1990 por falta de quociente eleitoral, conquistou um novo mandato de prefeito de Cuiabá em 1992 ao qual renunciou para disputar o Palácio Paiaguás.

Para vice-governador foi eleito o advogado Márcio Lacerda, natural de Corumbá e formado em 1974 na Universidade Federal do Rio de Janeiro.[3] Sua família tem base política em Cáceres e graças a esse fato ingressou sucessivamente no MDB e PMDB chegando a presidir tais partidos em Mato Grosso. Foi eleito deputado estadual em 1978, deputado federal em 1982 e senador em 1986.

Resultado da eleição para governador[editar | editar código-fonte]

Com informações oriundas do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso.[1]

Candidatos a governador do estado
Candidatos a vice-governador Número Coligação Votação Percentual
Dante de Oliveira
PDT
Márcio Lacerda
PMDB
121
Frente Cidadania e Desenvolvimento
(PDT, PMDB, PSDB, PT, PSC, PMN, PCdoB, PPS, PSB, PV)
471.104
71,27%
Osvaldo Sobrinho
PTB
Firmino Correia da Costa
PFL
141
União por Mato Grosso
(PTB, PFL, PPR, PP, PL, PRN)
167.072
25,27%
Ivanildo Oliveira
PSD
Não disponível
PSD
411
PSD
(sem coligação)
22.850
3,46%
  Eleito(a)

Resultado da eleição para senador[editar | editar código-fonte]

Foram apurados 1.157.593 votos nominais na disputa pelas duas vagas em aberto.[1][4]

Candidatos a senador da República
Candidatos a suplente de senador Número Coligação Votação Percentual
Jonas Pinheiro
PFL
Blairo Maggi
PFL
253
União por Mato Grosso
(PTB, PFL, PPR, PP, PL, PRN)
281.998
24,36%
Carlos Bezerra
PMDB
Não disponível
PMDB
152
Frente Cidadania e Desenvolvimento
(PDT, PMDB, PSDB, PT, PSC, PMN, PCdoB, PPS, PSB, PV)
281.885
24,35%
Antero Paes de Barros
PDT
Não disponível
PDT
123
Frente Cidadania e Desenvolvimento
(PDT, PMDB, PSDB, PT, PSC, PMN, PCdoB, PPS, PSB, PV)
281.206
24,29%
Louremberg Nunes Rocha
PPR
Não disponível
PPR
112
União por Mato Grosso
(PTB, PFL, PPR, PP, PL, PRN)
250.017
21,60%
Manoel Novaes
PSD
Não disponível
PSD
413
PSD
(sem coligação)
62.487
5,40%
  Eleito(a)

Deputados federais eleitos[editar | editar código-fonte]

São relacionados os candidatos eleitos com informações complementares da Câmara dos Deputados.[5] Ressalte-se que os votos em branco eram considerados válidos para fins de cálculo do quociente eleitoral nas disputas proporcionais até 1997[6] quando essa anomalia foi banida de nossa legislação.

Deputados federais eleitos Partido Votação Percentual Cidade onde nasceu Unidade federativa
Roberto França[7] PSDB 108.127 20,70% Cuiabá  Mato Grosso
Antônio Joaquim PDT 36.170 6,92% Goiânia  Goiás
Rogério Silva PPR 32.173 6,16% Ubá  Minas Gerais
Wellington Fagundes PL 30.023 5,75% Rondonópolis  Mato Grosso
Gilney Viana PT 28.713 5,50% Crisólita  Minas Gerais
Tetê Bezerra PMDB 27.911 5,34% Pirajuí  São Paulo
Rodrigues Palma PTB 26.490 5,07% Cuiabá  Mato Grosso
Augustinho Freitas[7] PP 20.956 4,01% Aparecida do Taboado  Mato Grosso do Sul

Deputados estaduais eleitos[editar | editar código-fonte]

Estavam em jogo as vinte e quatro vagas disponíveis na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.[1]

Referências

  1. a b c d «Banco de dados do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso». Consultado em 7 de setembro de 2014 
  2. «Câmara dos Deputados do Brasil: deputado Dante de Oliveira». Consultado em 7 de setembro de 2014 
  3. «Câmara dos Deputados do Brasil: deputado Márcio Lacerda». Consultado em 7 de setembro de 2014 
  4. Embora cada senador deva ser eleito com dois suplentes (Art. 46 § 3º– CF), mencionamos apenas o primeiro sem prejuízo de citar o outro quando necessário.
  5. «Página oficial da Câmara dos Deputados». Consultado em 7 de setembro de 2014 
  6. «Presidência da República: Lei nº 9.504 de 30/09/1997». Consultado em 7 de setembro de 2014 
  7. a b Durante a legislatura o TSE cassou Augustinho Freitas e em seu lugar assumiu Murilo Domingos e na mesma época Roberto França foi eleito prefeito de Cuiabá permitindo assim a efetivação de Pedro Henry.