Fernando Sánchez Dragó

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Fernando Sánchez Dragó
Fernando Sánchez Dragó
Nascimento 2 de outubro de 1936 (82 anos)
Madrid, Espanha
Nacionalidade Espanha Espanhola
Ocupação Ensaísta, romancista, crítico literário e apresentador de televisão
Prêmios Prémio Planeta 1992
Magnum opus Carta de Jesus ao Papa
Página oficial
www.sanchezdrago.com

Fernando Sánchez Dragó (Madrid, 2 de outubro de 1936) é um escritor espanhol.

Escrive principalmente ensaios, romances e também faz crítica literária. É autor de mais de quarenta livros, entre eles Gárgoris y Habidis e La prueba del laberinto (romance que ganhou o Prémio Planeta)

É um homem de opiniões heterodoxas, muitas delas politicamente incorretas.

É pai de 4 filhos, umo delos é a actriz, locutora de rádio e escritora espanhola Ayanta Barilli, o mais novo, Akela, nasceu em 2012 quando o escritor tinha 75 anos, deve o seu nome a um personagem de O Livro da Selva, o lobo pai de Mogli.

Biografía[editar | editar código-fonte]

Fernando Sánchez Dragó é filho póstumo do jornalista Fernando Sánchez Monreal, morto na Guerra Civil Espanhola pouco depois da insurreição contra a República de uma parte do exército.

Foi um estudante do Colegio del Pilar, de Madrid. Obteve a sua licenciatura em Filologia Românica (1959) e Línguas Modernas, especialidade em italiano (1962) e o grau de Doutor em Letras na Universidade de Madrid.

Durante os anos cinquenta e sessenta participou nos protestos anti-franco, especialmente nos eventos de 1956, pelo qual foi preso. Durante sua juventude, foi um membro do Partido Comunista da Espanha, PCE, esteve preso e exilado pela sua escrita e ideologia.[1]

Foi exilado da Espanha em 1964 e retornou em 1970.[2]

Durante seu exílio foi um correspondente de imprensa[3] adotando o nome do seu pai como pseudônimo.[4]

Ensinou em universidades na Itália, Japão, Senegal, nos Marrocos, na Jordânia, Quênia, nos Estados Unidos e na Espanha, onde trabalhou como professor de língua espanhola e literatura e história espanhola e colaborou com diferentes publicações; mas é conhecido sobretudo por sua participação em programas de rádio e televisão, muitas vezes relacionados à literatura. Trabalhou na televisão italiana (RAI), do Japão (NHK), a Televisão Espanhola (RTVE) e em Telemadrid;[5] colabora com estações de rádio de Espanha (SER, Onda Cero, COPE) e várias publicações como o jornal El Mundo o a revista Época de Espanha. Seu trabalho como diretor e apresentador em programas de televisão inclui Encuentros con las letras (1980-1981), Tauromaquia (1980-1983), Biblioteca Nacional (1982-1983), Con el mundo por montera (1989-1990) e Negro sobre blanco (1997-2004), todos caracterizados pela qualidade intelectual dos convidados e pela vivacidade dos suos debates.[6]

Pediu o voto a favor de José María Aznar nas eleçoes gerais de 1993.[7]

Entre 1999[8] e 2016[9] foi membro do júri do prémio Principe das Astúrias das letras.

Ganhou os prêmios:

  • Premio Nacional de Ensayo em 1979 por Gárgoris y Habidis, ensaio em que segue o rastro da alma atemporal da Espanha nas suas expressões espirituais desde a pré-história até o século XIX.[10]
  • Prémio Planeta em 1992 por La prueba del Laberinto (romance).
  • Premio Fernando Lara de Novela em 2006 por Muertes paralelas, uma investigação sob a forma de um romance sobre as circunstâncias da morte do seu pai na Guerra Civil Espanhola.[11]

Pensamento[editar | editar código-fonte]

Fernando Sánchez Dragó é espiritualista, se define como um "místico sem religião".[12]

É um é apaixonado por os livros, as viagens, o Japão e a Índia. Define viagem como "a linha mais longa entre dois pontos".

É um estudioso de todas as tradições espirituais do mundo, sintoniza especialmente com os filósofos pré-socráticos, Platão, os neoplatónicos, os estoicos, as religiões de mistério, o hinduísmo, o budismo e o taoísmo.[13][14][15]

Prefere o Mundo Oriental ao Mundo Ocidental[16] e localiza a fronteira entre eles no rio Indo. Acredita que os habitantes do Mundo Ocidental foram privados das diretrizes éticas e estéticas que somente os mitos fornecem, essenciais para um desenvolvimento equilibrado, quando no século XVIII a cosmovisão sagrada da vida, de raízes judaico-cristãs, foi substituída pela concepção racionalista da qual derivam o ateísmo, cartesianismo, cientificismo, mecanicismo, materialismo, economicismo e igualitarismo brutal predominates na maior parte do mundo.[17]

Argumenta que deve-se diferenciar entre as drogas alucinógenas e outras substâncias como os opiáceos ou as anfetaminas, e afirma que as últimas podem ser um meio válido para alcançar o transe que leva a encontrar respostas para as grandes questões da vida.[18]

Sustenta que a origem dos Caminhos de Santiago é pré-cristã, e que o sepulcro do apóstolo Santiago em Santiago de Compostela guarda os restos mortais do bispo herege Prisciliano.[19]

Obra[editar | editar código-fonte]

  • España Viva (1967)
  • Gárgoris y Habidis. Una Historia Mágica de España (1978)
  • La España Mágica. Epítome de Gárgoris y Habidis (1983)
  • Eldorado (1984)
  • Finisterre: Sobre Viajes, Travesías, Naufragios y Navegaciones (1984)
  • Ideas para una Nueva Política Cultural (1984)
  • Las Fuentes del Nilo (1986)
  • Del Priscilianismo al Liberalismo: Doble salto sin red (1987)
  • Volapié: Toros y Tauromagia (1987)
  • El camino del Corazón (1990)
  • La prueba del Laberinto (1992)
  • La dragontea: Diario de un Guerrero (1992)
  • Calendario Espiritual (1992)
  • Discurso Numantino: Segunda y última salida de los ingeniosos hidalgos Gárgoris y Habidis (1995)
  • La del Alba Sería (1996)
  • Diccionario de la España Mágica (1997)
  • En el alambre de Shiva (1997)
  • El camino hacia Ítaca (1998)
  • Historia Mágica del Camino de Santiago (1999)
  • Carta de Jesús al Papa (2001)
  • El Sendero de la Mano Izquierda (2002)
  • Sentado Alegre en la Popa (2004)
  • Kokoro: A Vida o Muerte (Madrid, La Esfera de los Libros, 2005)
  • Muertes Paralelas (Barcelona, Planeta, 2006)
  • Libertad, fraternidad, desigualdad. Derechazos (Áltera, Madrid, 2007).
  • Diario de la Noche. Los textos más polémicos del informativo nocturno más personal (Planeta, 2007)
  • Y si habla mal de España... es español (Planeta, 2008)
  • Soseki: Inmortal y tigre (Planeta, 2009)
  • Historia mágica del camino de Santiago (Planeta, 2010)
  • Dios los cría... y ellos hablan de sexo, drogas, España, corrupción... (Planeta, 2010)

Fonte[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. PERIODISTA DIGITAL. Sánchez Dragó: "Me alegré del cierre de Público porque fue un medio que me atacó, me insultó y me manipuló informaciones"
  2. PERIODISTA DIGITAL. Sánchez Dragó: "Me alegré del cierre de Público porque fue un medio que me atacó, me insultó y me manipuló informaciones"
  3. Biografías y vidas.
  4. PERIODISTA DIGITAL. Sánchez Dragó: "Me alegré del cierre de Público porque fue un medio que me atacó, me insultó y me manipuló informaciones"
  5. El escritor Fernando Sánchez Dragó, nuevo presentador de 'Diario de la Noche' en Telemadrid. EL PAÍS. (27 de dezembro de 2006)
  6. Biografías y vidas.
  7. ABC. Hemeroteca. Aznar advierte que "aquí sólo tienen miedo los socialistas que van a perder el poder"
  8. Fundación Princesa de Asturias. Günter Grass. Premio Príncipe de Asturias de las Letras 1999
  9. Fundación Princesa de Asturias. Reunión del jurado del Premio Princesa de Asturias de las Letras 2016
  10. EL PAÍS. «"Gárgoris y Habidis" es una obra esencialmente provocadora» (19 de dezembro de 1979)
  11. Sánchez Dragó gana el Premio Fernando Lara con 'Muertes paralelas'
  12. jot down. Entrevista de Javier Bilbao. Fernando Sánchez Dragó: Lo que más me ha enseñado en la vida han sido las ingestas de lsd
  13. Dragolandia: Dúsqueda de la felicidad (6): Séneca o la buena muerte
  14. EL PAÍS. cultura. Entrevista con Fernando Sánchez Dragó (7 Fevereiro 2006)
  15. El blog de Fernando Sánchez Dragó. DRAGOLANDIA. (13 Fevereiro 2010) Búsqueda de la felicidad (3): Yo, budista
  16. jot down. Entrevista de Javier Bilbao. Fernando Sánchez Dragó: Lo que más me ha enseñado en la vida han sido las ingestas de lsd
  17. Prólogo al prólogo de la historia del mundo. Em El libro del Génesis. Ediciones de Bolsillo. Barcelona (1998)
  18. jot down. Entrevista de Javier Bilbao. Fernando Sánchez Dragó: Lo que más me ha enseñado en la vida han sido las ingestas de lsd
  19. Gárgoris y Habidis. Una historia mágica de España. Editorial Planeta. Barcelona (2012)