Galp

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Galp
GALP Energia, SGPS, S.A.
Galp.png
Tipo Empresa de capital aberto
Cotação Euronext Lisboa: GALP
Indústria Indústria do petróleo
Energia
Gênero Sociedade anónima
Fundação 1999
Sede São Domingos de Benfica, Lisboa,  Portugal
Pessoas-chave Américo Ferreira de Amorim (chairman não-executivo), Carlos Gomes da Silva (CEO)
Empregados 6.855 (2014)
Produtos Exploração, distribuição de Gasolina,óleo, Gás Natural, Refinarias, Postos de abastecimentos, energia elétrica
Subsidiárias Petrogal
Gás de Portugal
Valor
de mercado
Aumento EUR 9,7 mil milhões (Abr/2014)[1]
Lucro Aumento EUR 639 milhões (2015)

[2]

Faturamento Aumento EUR 15.5 mil milhões (2015)
Página oficial www.galp.com

Galp é um grupo de empresas portuguesas no setor de energia. É detentora da Petrogal e da Gás de Portugal, sendo hoje um grupo integrado de produtos petrolíferos e gás natural, com atividades que se estendem desde a exploração e produção de petróleo e gás natural, à refinação e distribuição de produtos petrolíferos, à distribuição e venda de gás natural e à geração de energia elétrica. Atualmente está entre as maiores empresas de Portugal, controlando cerca de 50% do comércio de combustíveis neste país e a totalidade da capacidade refinadora de Portugal. Recentemente adotou uma estratégia agressiva de expansão no mercado de retalho espanhol e prossegue as suas actividades de exploração de hidrocarbonetos no Brasil em parceria com a Petrobras e a Partex e em Angola no consócio com a Sonangol.

Os principais acionistas com participações qualificadas[3] são: Amorim Energia,B.V. com 38,34%, e a Parpública com 7%.

História[editar | editar código-fonte]

Até ao final dos anos 30, Portugal era abastecido de produtos petrolíferos por várias empresas estrangeiras como a Shell, a Vaccum (que se viria a tornar a Vacuum-Socony) e a Atlantic.

Em 1933, foi constituída a Sociedade Nacional de Petróleos (ou SONAP), a qual era detida por investidores estrangeiros (60%) e o Estado português (40%), mas que em nada mudou o panorama português do mercado de combustíveis.

A necessidade de refinar localmente o petróleo está directamente ligada à criação do Decreto-Lei nº 1947, de 13 de Fevereiro (a Lei dos Petróleos), que, complementada pela Lei nº 1965, de 17 de Maio (Condicionamento Industrial), cria condições para posteriormente ser criada a Sociedade Anónima de Combustíveis e Óleos Refinados (ou SACOR) em 1937.

A SACOR escolheria Cabo Ruivo, na zona oriental de Lisboa, que era uma zona tradicionalmente industrial, para instalar a sua refinaria, inaugurada a 11 de Novembro de 1947. Devido à Segunda Guerra Mundial e às limitações ao seu transporte e exportação por via marítima, viria a impedir que a refinaria atingisse o seu potencial de refinação (300.000t/ano). Estes problemas já eram alvo da atenção do Estado português, que, através do Instituto Português de Combustíveis comprou quatro petroleiros (Gerez, Aire, Marão e Sameiro), que não foram suficientes para resolver o problema.

Depósitos da Galp em Bobadela, Loures

As empresas petrolíferas e o Estado iriam, a 13 de Junho de 1945, constituir a Soponata para ultrapassar tais dificuldades, detendo a SACOR metade do capital da nova empresa.

Terminada a guerra e com a aplicação da nova Lei nº 1947, que favorecia quem refinasse em Portugal, a SACOR obteria do Estado metade do mercado.

Em 1953, seria fundada a ANGOL em Angola (a Sonangol de hoje), seguindo-se, em 1957 a Moçacor em Moçambique (ainda hoje totalmente detida pela Galp), para a distribuição dos seus produtos nessa geografias.

Em 1958, a SACOR introduziria no mercado a gasolina super, e criou três companhias de gás: Gazcidla para o gás butano, Procidla para o gás propano e Lusogás para o gás de cidade.

Em 1959, a SACOR criou a sua empresa de navegação, a SACOR Marítima, sendo que é este o ramo subsistente da SACOR.

Nos anos que se seguiram à guerra assistiu-se um substancial aumento do parque automóvel, a SACOR criou uma rede de postos de abastecimento por todo o país. Muitos destes postos partilhavam o mesmo desenho, e são ainda hoje facilmente identificados pelo arco que abriga as bombas.

No pós-25 de Abril, estas empresas, mais a Gás de Lisboa (que era independente) foram nacionalizadas, tendo os seus negócios ultramarinos sido entregues às ex-colónias, e com o restante sido criado a Petrogal (petróleo) e a Gás de Portugal (gás). Estas viriam a ser transformadas em sociedades anónimas e viria a ser criada uma sociedade de gestão de participações sociais (SGPS), a Galp, que viria a ser privatizada. Em 2005, a Portgás (negócios de gás natural no norte litoral de Portugal) foi vendida à EDP.

Sustentabilidade na Galp[editar | editar código-fonte]

A Galp estabelece um diálogo contínuo com os  stakeholders, recorrendo a diferentes canais e meios de comunicação.

A informação é apresentada nos diferentes relatórios públicos da Empresa (Relatório & Contas, Relatório de Governo Societário e Relatório de Sustentabilidade), assim como no website corporativo.

O Relatório de Sustentabilidade, descreve os principais impactes económicos, sociais e ambientais da actividade da Empresa, assim como a sua visão, compromissos, metas, ações e iniciativas implementadas e a implementar.

O último Relatório de Sustentabilidade publicado foi preparado segundo as Diretrizes de Elaboração de Relatórios de Sustentabilidade da Global Reporting Initiative (GRI), na sua mais recente versão, G4, na opção “De acordo – Abrangente”. Foi também considerado o suplemento sectorial Oil & Gas G4 da GRI, conforme se verifica na Tabela GRI.

Estratégia e Compromissos

Foi definido um conjunto de compromissos de sustentabilidade Galp  aprovados pela Gestão de topo:

  • Compromisso I - Atuar de forma responsável e ética, assegurando as melhores práticas de governo e transparência
  • Compromisso II - Envolver a comunidade e demais partes interessadas, promovendo a criação de valor partilhado
  • Compromisso III - Valorizar o Capital Humano
  • Compromisso IV - Garantir a Proteção do Ambiente, das Pessoas e dos Ativos
  • Compromisso V - Contribuir para a satisfação das necessidades energéticas futuras e minimizar a intensidade carbónica da atividade
  • Compromisso VI - Promover a Inovação, a Investigação e o Desenvolvimento Tecnológico

A Galp integra as principais listas e índices internacionais que avaliam o desempenho de sustentabilidade das empresas: DJSI, FTSE, CDP, Global 100, Ethibel Sustainability Index, Euronext Vigeo Indices .

Apoio à Seleção Portuguesa[editar | editar código-fonte]

Queremos reunir todos os Portugueses no apoio à Seleção Nacional

A Galp é o adepto nº 1 da Seleção Nacional Portuguesa.

Euro 2004 | Na campanha de comunicação de apoio à Seleção Nacional no Euro 2004, criou o hino – “Menos Ais”.

Mundial 2006 | A Galp alimentou o sonho da vitória da Seleção Nacional no Campeonato Mundial de 2006, sob o lema “Se a Galp é nº1 em Portugal, Portugal também pode ser nº1 no Mundial”. Mobilizou mais de 750 mil pessoas, adeptos inscritos, “de mãos dadas para chegar à Alemanha” a demonstrar o apoio à Seleção num Cordão Humano Virtual. 

Euro 2008 | A Galp apelou à paixão dos portugueses para cobrir o autocarro da Seleção. A iniciativa convidava os adeptos a expressarem pessoalmente as suas emoções, deixando mensagens de apoio no autocarro da Seleção Nacional, o mesmo do anúncio Galp Euro 2008, onde a Galp Energia os conduzia até à vitória.

Mundial 2010 | A Galp comercializou centenas de milhares de vuvuzelas nos seus postos de abastecimento nos meses que antecederam a competição. Mabhuti, estrela sul-africana especialista em tocar vuvuzela, veio a Portugal para ensinar a sua técnica e arte, tendo efetuado uma digressão associada à campanha Vamos lá Portugal. Vários jogadores da Seleção também aprenderam a tocar este típico instrumento africano, como forma de celebrarem a presença de Portugal no Mundial da África do Sul.

Euro 2012 | “11 por todos e todos por 11” foi o mote da campanha de apoio à Seleção Nacional no Euro 2012, criada pela Galp Energia. Começou com um movimento no Facebook e ganhou dimensão através do filme Carta a Portugal, onde o jovem Guilherme transmitiu os seus desejos aos jogadores, durante o estágio da Seleção.

Mundial 2014 | Com a campanha “Portugal é o Mundial” , a Galp foi a patrocinadora oficial da Seleção do Euro 2014 que se realizou no Brasil. E, para mostrar que “somos muito mais que 10 milhões” a J. Walther Thompson criou um anúncio filmado em sete países. A campanha recebeu louvor pela “diversidade cultural”.

Euro 2016 | A campanha “Deixa tudo em Campo”de apoio à Seleção Portuguesa de futebol mostra o que nenhuma outra marca antes mostrou: portugueses reais que, pelos seus méritos próprios, venceram em França. Bárbara Cabrita, atriz, Ricardo Vieira, pianista, António Teixeira e Mapril Baptista, empresários, são exemplos de quatro portugueses, entre muitos outros de uma comunidade que se estima seja superior a um milhão de pessoas que todos os dias deixam tudo em campo, exatamente o que se espera da Seleção Nacional. Um elogio merecido a quem não tem “medo do trabalho”, estes “campeões” portugueses são-nos apresentados por várias pessoas, cujas vidas com estes se cruzaram, e que dão testemunho do seu talento, esforço e dedicação. Com uma página de apoio à selecção no facebook com o mote #DeixaTudoEmCampo, a Galp transmitiu a máxima energia possível a Portugal, porque energia cria energia.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

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