Kesha

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Kesha
Kesha na Premiere do filme Planes: Fire & Rescue em 2014.[1]
Informação geral
Nome completo Kesha Rose Sebert
Nascimento 1 de março de 1987 (29 anos)
Origem Los Angeles, California
País  Estados Unidos
Gênero(s) Pop, electropop, dance, country, Pop Rock
Ocupação(ões) Cantora, compositora e modelo
Instrumento(s) Vocal, guitarra, violão, sintetizador, Piano
Período em atividade 2009–presente
Gravadora(s) RCA Records/Kemosabe Records/Sony Music
Afiliação(ões) 3OH!3,Katy Perry, The Flaming Lips
Influência(s) Mick Jagger, Iggy Pop, Beach Boys, The Rolling Stones, Marianne Faithfull, Beastie Boys, Madonna, Britney Spears, Bob Dylan, Beck Hansen, Queen, Led Zeppelin
Página oficial www.keshasparty.com

Kesha Rose Sebert (Los Angeles, 1 de março de 1987) também conhecida pelo seu nome artístico Kesha (antes estilizado como Ke$ha) é uma cantora e compositora[2] dos Estados Unidos. Sua descoberta veio no início de 2009 depois de ter sua voz na canção "Right Round", do rapper Flo Rida.

O álbum de estreia de Kesha, Animal, lançado em janeiro de 2010, liderou as tabelas do Canadá, Grécia e Estados Unidos, tendo estreado no número um da Billboard 200. O álbum vendeu 152 mil cópias, em sua semana de estreia e gerou quatro singles, sendo "Tik Tok" o single de estreia, que foi lançado a 7 de agosto de 2009. Ele alcançou o primeiro posto em onze países e recebeu certificação de platina na Austrália, Canadá, Alemanha e Nova Zelândia. Nos EUA, a canção atingiu o topo da Billboard Hot 100, onde permaneceu por nove semanas consecutivas. Até julho de 2010, a música já havia vendido mais cinco milhões de cópias nos EUA e, como resultado disso, recebeu o certificado de disco de platina por cinco vezes pela Recording Industry Association of America (RIAA). "Blah Blah Blah", "Your Love Is My Drug" e "Take It Off" foram lançados como o segundo e terceiro singles do álbum, respectivamente. Todas as três músicas posicionaram-se nas dez melhores posições em vários países e receberam as certificações de ouro e platina na Austrália, Nova Zelândia e Estados Unidos.

Em novembro de 2010, foi lançado o primeiro EP da cantora: Cannibal. O EP posicionou-se nas vinte melhores colocações nos Estados Unidos e Canadá e recebeu o certificado de disco de ouro pela RIAA. O seu primeiro single, "We R Who We R", estreou no número um nos EUA, e alcançou o mesmo lugar na Austrália e no Reino Unido. "Blow", o segundo single, atingiu o número sete nos EUA e recebeu o certificado de disco de platina pela RIAA e pela Australian Recording Industry Association (ARIA). O segundo trabalho de estúdio da cantora, Warrior, foi lançado no início de dezembro de 2012. O seu primeiro single, "Die Young", foi lançado a 25 de setembro de 2012 e estreou no número 13 nos EUA, tendo mais tarde atingido o pico no número dois. No Reino Unido, alcançou o número oito. O segundo single do álbum é "C'mon", que foi previamente lançado como um single promocional nos fins de 2012. Em outubro de 2014, se envolveu em uma luta judicial contra seu empresario Dr. Luke, o processo paralisou sua carreira. Kesha não lançou nada desde então.

Influenciada por diversos gêneros e artistas, Kesha principalmente se inspira na música dos anos de 1980 através de músicos como Madonna e Beck — estes foram citados como fundamentais para sua arte. Depois de experimentar gêneros como pop rock e música eletrônica, Kesha se identificou com o último e sua técnica com a eletrônica se tornou sua marca registrada.

Biografia[editar | editar código-fonte]

1987—2008: Nascimento e início de carreira[editar | editar código-fonte]

Kesha nasceu em Los Angeles, California,[3] mas viveu em Nashville, Tennessee, até os 18 anos, quando voltou a sua cidade natal, onde reside atualmente. A cantora, é filha de Pebe Sebert, uma cantora de punk rock do anos 70, e tem 2 irmãos, o mais velho Lagan Sebert e o mais novo Louis Sebert. Pebe levou a família para Nashville , Tennessee, em 1991, depois de garantir um acordo de publicação de suas novas composições.

Ela assinou contrato com a gravadora RCA Records/Sony BMG[3] [4] no final de 2008.

2013—presente: Caso de batalha judicial com Dr. Luke[editar | editar código-fonte]

Como já citado, quando tinha 18 anos, Kesha assinou um contrato de oito discos com a Kemosabe Records, gravadora de Dr. Luke. Desde então ele controla as decisões da carreira da cantora. No inicio do ano de 2013, Kesha estava infeliz com algumas decisões de Luke como, por exemplo, lançar "Die Young" como primeiro single do álbum Warrior, mas foi obrigada por "ordens superiores". Após as declarações de Kesha, fãs acusam Dr. Luke de tratar a cantora como fantoche até fizeram um petição na internet para o empresário se afastar da cantora.[5] Em entrevista a Rolling Stone, a cantora falou sobre a petição, dizendo que "eu sinto que meus fãs querem me proteger... Eles querem apenas me ver crescer como artista, o que eu concordo. Espero que no futuro, eu esteja em uma posição onde eu possa lançar uma balada ou uma música mais vulnerável... Não tenho controle criativo na verdade. O que foi lançado como singles apenas perpetuaram uma imagem particular que pode ou não ser totalmente correta. Eu gostaria de mostrar ao mundo outros lados de minha personalidade. Eu não quero continuar lançando a mesma música e me tornando uma paródia de mim mesma... Eu tenho muito mais a oferecer do que isso e eu mal posso esperar para quando o mundo realmente ouvir isso nas rádios".[6]

Em janeiro de 2014, Kesha foi internada em uma clínica de reabilitação para tratar de distúrbios alimentares.[7] Amigos e familiares culparam o produtor pelo distúrbio alimentar da cantora. Segundo eles, Luke fazia criticas pesadas sobre o peso dela, o que afetou sua auto-estima.[8] Através de declaração enviada à revista People, negou que as acusações sejam verdadeiras, comentando que "é lamentável que enquanto Ke$ha esteja sofrendo e tentando se tratar em uma clínica, sua mãe esteja fazendo este tipo de abordagem com a mídia. Dou a Ke$ha meu imenso apoio e torço pela sua melhora e retorno rápido". Procurada pela revista, a mãe da cantora reafirmou as acusações.[9] A cantora passou dois meses na reabilitação fazendo tratamento contra bulimia.[10] Depois da internação e troca de acusações, a relação profissional entre Dr. Luke e Kesha ficou estremecida e a cantora declarou que não sabia quando seu novo álbum seria lançado mas que estaria compondo diariamente.[11]

Em outubro de 2014, Kesha entrou com uma ação contra o produtor Dr. Luke pedindo o fim do contrato com ele. A cantora americana alegou que sofreu "abusos sexuais, físicos, verbais e emocionais" durante uma década. A ação diz que Luke, que se chama Lukasz Gottwald, começou a assediá-la sexualmente quando Kesha assinou contrato para trabalhar com ele. A cantora tinha 18 anos e ele supostamente a obrigou a beber álcool e usar drogas para ficar menos inibida. Ele afirma que ela inventou suas alegações e tentou extorqui-lo para que possa terminar seu contrato com ele. O produtor apresentou sua ação no mesmo dia em que a cantora pop entrou com a dela. Kesha afirma que Luke fez com que ela cheirasse uma substância antes de embarcar em um avião e, então, ele a violentou, enquanto ela estava dopada. Em outra ocasião, segundo Kesha, ele supostamente deu "pílulas de sobriedade" para a cantora e ela acordou nua na cama do produtor, sem se lembrar de como ela chegou lá. Ela também relatou um incidente em que o produtor supostamente veio para ela "violentamente a atingindo com os braços". Isso fez com que ela corresse descalça pelas ruas. Em seu processo, Dr. Luke coloca a culpa na mãe de Kesha, Pebe Sebert, e nos novos gestores da cantora. "Conforme estabelecido na denúncia em nome de Dr. Luke, Kesha e sua mãe estão engajados em campanha de publicar declarações ultrajantes e falsas sobre Dr. Luke, incluindo declarações de baixo calão e falsas de supostos abusos físicos e mentais", disse Christine Lepera, advogada de Luke, ao site da revista americana "Rolling Stone". "Esta ação é um esforço sincero de Kesha para recuperar o controle de sua carreira musical e sua liberdade pessoal, depois de sofrer por 10 anos como uma vítima de manipulação mental, abuso emocional e sexual nas mãos de Dr. Luke", disse o advogado de Kesha, em relato publicado pelo site TMZ.[12] No mesmo mês, o vocalista do The Flaming Lips, Wayne Coyne, disse o que sabe sobre o relacionamento entre Kesha e Dr. Luke. Em entrevista ao site Radio.com, ele confirmou que o produtor e empresário impunha uma série de restrições ao trabalho da cantora. Todas as músicas que Wayne e Kesha gravaram em 2012, por exemplo, jamais poderiam ser lançadas.[13] Ainda em outubro, o produtor Dr. Luke, entrou com um processo contra Pebe Sebert, mãe da cantora, na ação ele exige mais de US$ 75 mil de indenização por danos morais.[14] No dia das bruxas de 2014, a cantora Lily Allen se posicionou com relação à briga judicial entre Kesha e Dr. Luke. A inglesa mandou sua mensagem para o mundo por meio de sua fantasia de Halloween. Ela foi fotografada vestida de médica, com a seguinte identificação: “Dr. Luke – Departamento de Ginecologia”.[15]

Coincidentemente ou não, após a noticia do inicio do processo entre Luke e Kesha ser divulgada, na mesma semana, a cantora Lady Gaga deu uma entrevista ao site The Times falando sobre assédio moral e sexual. Ela contou que, no início da carreira, quando era mais jovem, vários homens tentaram se aproveitar dela nos estúdios. Questionada se falava de uma aproximação sexual, ela confirmou: "Eu não tenho que elaborar, mas quando jovens mulheres que estão nessa indústria lerem essa reportagem, eu espero que entendam que não têm que tolerar isso".[16] Após a entrevista de Gaga, advogado de Kesha, Mark Geragos, insinuou no twitter, que Dr. Luke teria estuprado a cantora Lady Gaga.[17] Gaga desmentiu que Luke teria estuprado ela, logo em seguida, Dr. Luke entrou na Justiça contra Mark pelos os comentários “maliciosos, comprovadamente falsos e difamatórios” feitos pelo profissional no Twitter.[18]

Em dezembro de 2014, Dr. Luke adiciona troca de e-mails e cartão de aniversário a processo contra Kesha, ele entregou ao juiz um cartão de aniversário escrito pela cantora (no qual ela diz que ele "está realizando seus sonhos") e uma troca de e-mails de 2011 com Pebe Sebert, a mãe dela. Nos textos, Pebe diz as seguintes frases: "você será um ótimo pai" e "você faz parte da nossa família". Com isso, Dr. Luke quer provar que Kesha e sua mãe estão em uma campanha de difamação contra ele, com o único objetivo de romper o contrato sem pagar a multa.[19] No processo que abriu contra a cantora Kesha (em resposta ao processo dela contra ele), ele narra várias situações em que o caráter dela é colocado em questão. No seu depoimento, ele chama a Kesha de mentirosa e “uma pessoa horrível”. De acordo com o site TMZ, que teve acesso ao processo, Dr. Luke mostra vários momentos em que Kesha mentiu descaradamente. Ele cita as declarações de que seria filha de Mick Jagger "ela sabe que é mentira, mas não para de dizer" e de que teria sido forçada a gravar e promover o single "Die Young". Segundo Dr. Luke, a letra é da própria Kesha e ela estava orgulhosa dos créditos até o massacre na escola Sandy Hook, quando as rádios baniram a música da programação. Foi quando ela teria inventado a história sobre ser forçada a cantar a canção. Fora isso, o produtor também diz que Kesha uma vez trancou a mãe Pebe Sebert do lado de fora do seu quarto de hotel em Las Vegas. A mulher estava sem sapatos e sem dinheiro, e teve que vagar pelo cassino do hotel implorando por ajuda.[20] Em março de 2015, de acordo com matéria publicada pela revista Billboard, a justiça americana decidiu que a ação que a cantora move contra Dr. Luke será julgada primeiro.[21] Em junho de 2015, o processo que a cantora Kesha movia contra ele, acusando-o de, entre outras coisas, abuso sexual, foi temporariamente arquivado. O juiz da Califórnia responsável pelo caso decidiu deixar a ação em suspenso, por falta de provas, e por entender que a cantora, na verdade, queria quebrar um contrato sem citá-lo no processo.[22]

Em junho de 2015, o site TMZ teve acesso aos documentos do processo e descobriu que, na tentativa de mostrar como sofria terrorismo psicológico nas mãos dele, Kesha narrou um episódio no qual ele ameaçou matar seu cachorro. Segundo ela, isso aconteceu quando o cão estava no estúdio de gravação. Dr. Luke teria dito que, caso o bicho se aproximasse dele de novo, o mataria. O empresário também teria ameaçado a cantara de retirar o nome de sua mãe, Pebe Sebert, dos créditos das músicas. Na tentativa de denegrir o produtor e mostrar como ele seria mau caráter, Kesha afirma que o ouviu falar abertamente sobre trair a mulher e persuadi-la a fazer um aborto.[23] Em setembro de 2015, a Billboard divulgou trechos da papelada apresentada na ação no dia 18 de setembro, e Kesha é enfática ao dizer que, caso não consiga romper os laços com o produtor e empresário, sua carreira está acabada. Nos papeis, o advogado explica que ela está em um impasse, dizendo que “Kesha não pode trabalhar com outros produtores ou outras gravadoras para lançar músicas novas. Sem música nova para cantar, Kesha não pode fazer turnê. Fora das rádios, dos palcos e dos holofotes, Kesha não pode fazer publicidade, receber patrocínios ou obter atenção da mídia. Seu valor de mercado caiu e, a menos que o tribunal emita uma limitar, Kesha sofrerá um dano irreparável, despencando sua carreira para além de um ponto em que seja possível retornar”.[24]

Em novembro de 2015, foi marcada uma audiência para janeiro de 2016 o processo da cantora contra Dr. Luke, pedindo quebra de contrato para que a cantora possa voltar a trabalhar com outros empresários e gravadoras.[25] No mesmo mês. fãs usaram o site Care 2 Petitions para criar uma petição pedindo a liberdade da estrela, batizada de “Free Kesha” (libertem a Kesha). O título do texto deste diz para "dizer a Sony para não forçá-la a continuar a trabalhar com seu suposto abusador". Já são mais de 41 mil assinaturas na tentativa de chamar a atenção dos empresários da gravadora da cantora.[26] Em dezembro de 2015, a cantora encontrou uma maneira de driblar as cláusulas do produtor/empresário e continuar fazendo música. A americana formou uma banda chamada Yeast Infection e fez um show surpresa em Nashville, nos Estados Unidos, na noite de 23 de dezembro. Horas antes da apresentação, Kesha twittou um convite com uma foto de sua banda nova. Como ela ainda não deu entrevistas ou emitiu comunicados oficiais, ficou todo mundo meio sem informações. Não ficou claro se a banda se formou apenas para um único show, ou se vai ser um projeto mais duradouro, envolvendo lançamento de inéditas.[27]

Em janeiro de 2016, o julgamento da liminar que decidiu o futuro artístico da cantora Kesha contra seu ex-empresário Dr. Luke foi adiado para o dia 19 de fevereiro de 2016. Segundo a própria cantora, as condições meteorológicas atuais dos Estados Unidos levou a Corte a postergar o resultado.[28]

Kesha chegando na Suprema Corte de Nova Iorque, em 19 de fevereiro de 2016.

Na audiência de 19 de fevereiro de 2016, na Suprema Corte de Nova York, quem saiu vitorioso do tribunal foi o produtor. Apesar da acusação de abuso sexual contra ele, o juiz responsável pelo caso considerou que a quebra de contrato era infundada, sem embasamento, dizendo que a cantora estava “pedindo ao tribunal para dizimar um contrato que foi amplamente negociado, e que é típico dessa indústria”. O juiz também ressaltou que Dr. Luke investiu 60 milhões de dólares na carreira da cantora e compositora, dividindo-se entre as funções de produtor e empresário. Quebrar o contrato era algo fora de questão. Kesha só conseguiu o direito de trabalhar com outro produtor dentro do selo. Ou seja, ainda mantendo o contrato e, caso aceite a condição, dando lucro para o produtor e empresário[29] [30] [31] Fotos tiradas por paparazzos que mostram a cantora chorando ao ouvir o resultado da audiência foram divulgadas no mesmo dia.[30] Após o resultado da audiência, a hashtag #FreeKesha passou horas no todo dos assuntos mais comentados do mundo no Twitter, e várias cantoras famosas usaram a rede social para demostrar apoio a Kesha, entre elas, a cantora Lily Allen, que foi uma das primeiras a se pronunciar sobre o ocorrido. Depois, HalseyKelly Clarkson, Ariana Grande, Kerli, JoJo, LordeIggy Azalea, Demi Lovato, Adele e até Lady Gaga, que já foi citada no processo, demostrou seu apoio.[32] [33] [34] [35] [36] Taylor Swift doou 250 mil dólares para ajudar Kesha após julgamento para quaisquer "necessidades financeiras".[37] Segundo o TMZ, Kesha está com seus bens bloqueados a pelo menos três anos, e gastou tudo que sobrou pagando advogado no processo e está a beira da falência.[38]

Carreira[editar | editar código-fonte]

2005 — 2009: Início da carreira[editar | editar código-fonte]

Aos dezoito anos, Kesha assinou com Luke's, gravadora e companhia de publicidade da música. Seis meses depois de organizar Paris Hilton em sua casa, Luke's deu a Kesha a oportunidade de cantar vocais de fundo para o single de Hilton, "Nothing In This World". Em 2006, assinou com a empresa Kesha David Sonenberg de gestão, DAS Communications Inc., pouco interagindo com Luke's depois disso. DAS foi incumbida de obter um negócio, no período de um ano em troca de 20 por cento de sua renda a música, com ela tendo a opção de terminar o relacionamento se eles falharam. Ela trabalhou com vários escritores e os produtores superiores enquanto na empresa e os créditos a criação de seu som beat-dirigido a um co-escrito sessão com Greg Wells. Ela também co-escreveu um single de The Veronicas, "This Love" com Toby Gad. Kesha está realizando sua entrada no cenário musical há bastante tempo: teve músicas na trilha de programas como My Super Sweet 16 e The Hills, co-escreveu a canção "This Love" para as The Veronicas, fez backing vocal para Britney Spears e Paris Hilton, aparece no videoclipe da música "I Kissed a Girl" da cantora Katy Perry. Sua família, que é do estado do Tennessee, hospedou as socialites Paris Hilton e Nicole Richie na 3ª temporada do reality show The Simple Life. Também escreveu a canção "The Time of Our Lives" para Miley Cyrus e "Disgusting" para Miranda Cosgrove. O seriado americano "The Simpsons" alterou a sua abertura para uma versão com a música "Tik Tok" no episódio de 2 de maio de 2010.[39]

2010 — 2011: Animal e Cannibal[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Animal, Cannibal e Get Sleazy Tour
Kesha em 2010.

Seu álbum de estreia Animal foi lançado em 1 de janeiro de 2010 nos Países Baixos e em 30 de janeiro do mesmo ano no resto do mundo. A Rolling Stone resumiu o álbum como "repugnante, nojento e ridiculamente cativante".[40] Ao mesmo tempo o álbum estreou no número um na Billboard 200. Kesha trabalhou com uma variedade de produtores e escritores como Dr. Luke, Max Martin e outros. Kesha assinou um contrato de vários álbuns com a gravadora RCA através do Dr. Luke, depois de negociações com a Lava Records e a Atlantic Records. Tendo passado os últimos seis anos trabalhando em seu álbum de estreia, começou dando os retoques finais para o álbum com Luke e Max Martin. O álbum narra os quatro anos que passou em Los Angeles como uma batalhadora cantora e compositora. O álbum teve produção executiva por Dr. Luke, que produziu a maioria das músicas com combinações de Martin, Benny Blanco e munição. O álbum é principalmente do gênero dance-pop com batidas electro e sintetizadores, marcando uma mudança no som de Dr. Luke de seu pop rock produções de assinatura, que ele atribuiu a Kesha que estava convencido de que não haja guitarras usadas na gravação. O álbum vendeu 152 mil cópias na primeira semana nos Estados Unidos. Mundialmente seu álbum de estreia Animal vendeu mais de 2 milhões de cópias no mundo inteiro. Também em 2010 a cantora lançou sua primeira coletânea chamada Animal + Cannibal uma junção de seu álbum de estreia Animal e seu primeiro extended play (EP) Cannibal.

Kesha apresentando Tik Tok no MMVA Souncheck.

Seu primeiro single, "TiK ToK", lançado em 7 de agosto de 2009, alcançou ótimos números, sendo tocado diversas vezes em várias rádios. Esteve nove semanas na primeira posição da Billboard Hot 100, e se tornou a música de maior sucesso de Kesha até momento. A canção foi produzida por Dr. Luke e Benny Blanco e co-escrito por Blanco, Dr. Luke e Kesha. "Tik Tok" foi eleita a música do ano pela revista Billboard. A canção vendeu 12,8 milhões de cópias digitais em todo o mundo, tornando-se a melhor venda de single do ano, que vendeu 5,633 milhões de downloads nos Estados Unidos. O segundo single do álbum "Blah Blah Blah" que conta com a participação da dupla 3OH!3 estreou no top dez nos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, na mesma semana que o álbum, devido ao grande número de vendas digitais.

"Your Love Is My Drug" também alcançou sucesso, fixando-se na quarta posição da Billboard Hot 100 e a primeira posição em vários países. E "Take It Off" alcançou um sucesso semelhante, alcançando o top dez de muitos países. Kesha também trabalhou com o grupo de eletropop 3OH!3, o cantor Taio Cruz e cantora Katy Perry durante a produção do disco.

Para dar suporte ao seu álbum de estreia Animal Kesha fez uma participação abrindo os shows na abertura da turnê Last Girl on Earth Tour da cantora Rihanna em 16 de abril de 2010.

Kesha perfomando-se ao vivo na the US Naval Academy em 2010.

Em 19 de novembro de 2010 Kesha lançou seu primeiro extended play (EP) Cannibal. O EP é um relançamento do seu álbum anterior, Animal. Originalmente, seria apenas um relançamento do álbum Animal, mas foi lançado tanto como EP quanto como uma edição deluxe do álbum anterior. Kesha trabalhou com vários produtores e escritores, como o Dr. Luke como produtor executivo, Benny Blanco, Ammo, Max Martin, Bangladesh e outros. O uso em excesso de Auto-Tune é uma crítica semelhantes em todos os trabalhos da cantora.

O primeiro single do álbum, é a música "We R Who We R" que foi lançada no dia 25 de outubro de 2010, a canção junto com Tik Tok ficou em primeiro lugar na parada americana Billboard Hot 100. O álbum tem quase o mesmo estilo do Animal, com músicas electro-pop e músicas muito leves, incluindo um remix de Animal, faixa-título de seu primeiro álbum. "Blow" foi lançado como segundo single em 8 de fevereiro de 2011 e seu videoclipe em 25 de fevereiro de 2011. Becky Bain do site "Idolator" considerou o vídeo um "lixo magnífico", e chamou o diálogo do vídeo entre Kesha e o ator James Van Der Beek, "a melhor cena de diálogo em um video em toda a história de videos musicais". Bill Lamb, de About.com escreveu que "Blow" "tem alguns dos diálogos mais engraçados palavra falada na memória recente em um clipe da música". Lamb chamou a escrita de vídeo de encantadora, "videos como este são um sinal de que Kesha está aqui para ficar por algum tempo. Apenas tente evitar ser encantado." Em 8 de novembro de 2010 Kesha anunciou em seu site oficial sua primeira turnê solo, para divulgar seu EP Cannibal Get Sleazy Tour vai visitar a América do Norte e Austrália.

Em 2011 Kesha escreveu a canção "Till the World Ends" para ó sétimo álbum de estúdio da cantora Britney Spears que mais tarde foi lançado como single. Também foi lançado uma versão em remix que conta com a participação da própria Kesha e da rapper Nicki Minaj.

Temas e estilo musical[editar | editar código-fonte]

Kesha no Studio Juste Pour Rire

Kesha citou músicos de uma variedade de diferentes gêneros como influências musicais, incluindo Beck Hansen, Queen, Madonna, Aaron Neville, Beastie Boys, The Damned, The Velvet Underground, Talking Heads e Blondie.[41] [42] [43] [44] [45] Ela destacou os Beastie Boys como uma grande influência, dizendo a Newsweek que ela sempre quis ser como eles e queria para fazer também "jovem, irreverente hinos".[46] Ela também chamou ao seu primeiro álbum Animal em homenagem aos Licensed to Ill álbum dos Beastie Boys e creditado a criação do rap driven "Tik Tok" para o seu amor para o Beastie Boys na música rap.[42] [47] Vanity Fair descobriu que havia semelhanças entre os temas das "celebrações frathouse de festa, bebida e sexo casual" no Animal e Licensed to Ill,[48] enquanto MTV destacou a música "Dinosaur" como sendo tão "over-the-top" como qualquer coisa de Licensed to Ill, sugerindo que Kesha tinha enchido o "bobo da corte" o papel que os Beastie Boys já haviam desocupado.[49]

Ela tem escrito créditos em cada faixa do álbum e defendeu sua decisão de fazer música pop em entrevista, explicando que "as pessoas ficam tão pretensiosa sobre música pop, então eu sinto como eu estou lutando esta batalha. Meu recorde é honesto e divertido. É uma celebração da juventude e da vida e sair e ficar louco. Eu sou irreverente sobre a não-pretensioso e vai tomar no c* boa diversão!"[50] [51] Kesha disse que se considera uma "compositora em primeiro lugar", tendo também escrito para Britney Spears e Miley Cyrus.[52] Animal é do gênero dance-pop, que incorpora elementos do electropop em sua produção. Ele varia de alta energia pistas de dança pop, baladas eletrônicas.[50]

Kesha utiliza um estilo de cantar a canção-rap sobre um certo número de suas canções, ela admitiu que havia começado como uma brincadeira, principalmente em seu single de estreia "Tik Tok". The New York Times afirmou que a música representava "a completa assimilação e indolor do rapper branco do sexo feminino na música pop."[47] O Los Angeles Times comparou o estilo vocal que a de L'Trimm e Salt-n-Pepa.[53] Kesha tem sido criticado por usar o Auto-Tune e vocoders para distorcer sua voz em seu álbum Animal.[54] Billboard disse que os vocais processados ​​pesadamente "[feito] é difícil dizer se [Kesha pode] realmente cantar."[55]

As letra de Kesha são simples e baseada em suas experiências de vida e influenciado pelo estilo de contar histórias da música country.[56] Ela pediu que os críticos não levassem suas letras a sério, como em "Tik Tok", onde ela tem sido criticada por referências de escovar os dentes com uma garrafa de uísque Jack Daniel's. Ela explicou que:

Cquote1.svg Todo mundo está muito ofendido com isso. Mas vamos lá, escovar os dentes com Jack Daniel's: que garota faz isso?, As pessoas é tipo: 'Você realmente defende escovar os dentes com bourbon?' Eu sou tipo, 'Sim, na verdade, eu faço, todos os dias, para todos. Especialmente oito anos de idade.' Quer dizer, o que você está falando? Claro que não. Venha."[57] Cquote2.svg

Kesha também expressou frustração com o duplo padrão para a objetivação das mulheres na música. Assim, em canções como "Blah Blah Blah" e "Boots and Boys", ela faz questão de cantar os homens mesma forma, assim como os homens cantam sobre as mulheres.[58] [59]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Kesha participou do terceiro episódio "Sorvetes por Ke$ha" da segunda temporada da série Victorious exibida pela Nickelodeon. O episódio foi lançado em 22 de abril de 2011.

Ano Detalhes da série Notas
2011 Victorious Episódio: Ice Cream for Ke$ha
2015 Jane the Virgin Episódio: Chapter Twenty-Four

Prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

Ke$ha no NRJ Music Awards de 2010.
Ver artigo principal: Prêmios e indicações de Ke$ha

A lista de prêmios e indicações de Kesha consiste em 23 prêmios ganhos e 75 indicações recebidas. Seu álbum de estreia Animal foi lançado em janeiro de 2010 pela RCA Records. Animal recebeu três indicações de melhor álbum pop. Seu primeiro single "Tik Tok" venceu a categoria de melhor single do ano pela Soul & Jazz Awards. A canção também foi eleita a música do ano pela revista Billboard. Seu terceiro single "Your Love Is My Drug" recebeu duas indicações a de melhor single pop e de melhor videoclipe. O seu primeiro Extended play (EP) Cannibal venceu a categoria de melhor álbum do ano e O primeiro single do EP "We R Who We R" foi indicado a melhor música pop de 2011. Seu segundo single "Blow" teve um dos dialógos mais bem elaborados da história de todos os videoclipes musicais. A cantora venceu a categoria de artista revelação de 2010 pela Eska Awards, Europe Music Awards e VirtuaMagazine Awards. Venceu a de cantora internacional favorita de 2010 pelo Australian Kids' Choice Awards. A cantora também venceu a de melhor artista pop, ídolo teen do ano e artista do ano pela Soul & Jazz Awards.

Turnês[editar | editar código-fonte]

Kesha se apresentando em 2010.

A Get Sleazy Tour é a primeira digressão a solo de Kesha. Foi anunciada oficialmente no dia 8 de novembro de 2010 no site oficial da artista, em suporte do seu primeiro extended play (EP) Cannibal. A tour arrecadou no total 21 milhões de dólares. teve início em 15 de fevereiro de 2011 na cidade de Portland no estado de Oregon nos Estados Unidos e terá seu término em 29 de setembro de 2011 na cidade do Rio de Janeiro durante o Rock In Rio. A cantora se apresentou no Brasil, em 28 de setembro em São Paulo, e no dia seguinte no Rio de Janeiro, como parte das atrações do Rock in Rio de 2011.

Para dar suporte ao seu álbum de estreia Animal lançado em 1 de janeiro de 2010 nos Países Baixos e em 30 de janeiro do mesmo ano mundialmente a cantora participou abrindo os shows na abertura da turnê Last Girl on Earth Tour da cantora Rihanna.

Ano Detalhes da digressão
2011 Get Sleazy Tour

A Warrior Tour é a segunda principal turnê da cantora americana Kesha, baseada em seu segundo álbum de estúdio, Warrior (2012). A turnê visita partes da América do Norte, Europa, Oceania e Ásia. A turnê começou em Boston, Massachusetts em 23 de maio de 2013, o Centro Comcast. Após a primeira etapa norte-americana, a turnê, continua a sua jornada pela Europa em julho de 2013. Em seguida, volta para a América do Norte para mais uma temporada em agosto e setembro de 2013. Com shows na Ásia em outubro e novembro de 2013 e fevereiro de 2014. A primeira temporada começa na América do Norte, com exceção de 8 de junho de 2013 e 29 de Junho de 2013. Foi co-liderada com Pitbull. Muitos shows da turnê são uma parte de festivais, incluindo Live at the Marquee, em Cork (Irlanda), o Wireless Festival, em Londres (Inglaterra), e a State Fair Illinois em Springfield (Illinois). A turnê termina em 2015, no Brasil, com 4 shows: 22 de janeiro no Festival de Verão de Salvador (Salvador, BA); 25 de janeiro no Citibank Hall (São Paulo, SP); 30 de janeiro no Devassa On Stage (Florianópolis, SC) e dia 31 de janeiro no Festival Planeta Atlântida (Porto Alegre, RS)

Ano Detalhes da digressão
2013 Warrior Tour

Ocorrência: 23 de Maio de 2013 — 31 de Janeiro de 2015

Álbum(ns): Warrior

68 apresentações

Referências

  1. Unknown (November 5, 2013). «International Music Superstar Pitbull To Host The "2013 American Music Awards®" on Sunday, November 24th At 8 PM ET/PT On ABC». CNBC NBC Universal [S.l.] p. 1. Consultado em December 3, 2013. 
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Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]