Margem da Água

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Margem da Água
Ilustração do romance.
Autor(es) Shi Nai'an
País  China
Gênero romance histórico
Linha temporal dinastia Sung
Localização espacial China
Lançamento século XIV

Margem da Água (em língua chinesa: 水滸傳; pinyin: Shuǐhǔ Zhuàn), também traduzido como Foras da lei do pântano, Conto dos pântanos, Homens dos pântanos e Os pântanos do monte Liang, é um romance histórico chinês do século XIV atribuído a Shi Nai'an. É considerado um dos Quatro Grandes Romances Clássicos da literatura chinesa, escrito em modalidade vernacular em vez de chinês clássico.[1]

O enredo, retratado durante a dinastia Sung, narra como um grupo de 108 foras da lei no monte Liang (ou pântano Liangshan) forma um exército antes de receber anistia pelo governo e ser mandado em campanhas de resistência contra invasores estrangeiros e operações de combate a forças rebeldes. A obra introduziu, a seus leitores, muitos dos mais conhecidos personagens da literatura nacional chinesa, como Wu Song, Lin Chong e Lu Zhishen.

Contexto histórico[editar | editar código-fonte]

"Margem da água" foi baseado nas façanhas do fora da lei Song Jiang e seus 36 companheiros. O grupo atuou na região de Huainan e se rendeu ao governo Song em 1121. O grupo foi registrado no texto histórico "História de Song". O nome de Song Jiang também apareceu na biografia do imperador Huizong, que relatouː

O fora da lei Song Jiang de Huainan e outros atacaram o exército em Huaiyang. (O imperador) enviou generais para atacá-los e prendê-los. (Os foras da lei) invadiram o leste da capital (Kaifeng), Hebei, e entraram no território de Chu (atualmente, Hubei e Hunan) e Haizhou (atualmente, Jiangsu). O prefeito Zhang Shuye foi enviado para pacificá-los.[2]

A biografia de Zhang Shuye também descreveu as atividades de Song Jiang e seus companheiros, bem como sua derrota perante as forças de Zhang.[3] Histórias populares sobre Song Jiang circularam durante a dinastia Song do Sul. A primeira fonte a mencionar os 36 companheiros de Song Jiang foi "Observações miscelânicas do ano de Guixin (癸辛雜識)", de Zhou Mi, do século XIII. Entre os 36, estavam Lu Junyi, Guan Sheng, Ruan Xiao'er, Ruan Xiaowu, Ruan Xiaoqi, Liu Tang, Hua Rong e Wu Yong. Alguns personagens que, posteriormente, ficariam associados a Song Jiang também apareceram nesse período, como Sun Li, Yang Zhi, Lin Chong, Lu Zhishen e Wu Song.

Um memorial palaciano de Hou Meng faz parte dos registros de "História de Song". Ele dizː

Song Jiang e outros 36 atravessaram Qi e Wei (a faixa central da Planície do Norte da China) livremente. Os soldados do governo chegam a dezenas de milhares mas ninguém se atreve a enfrentá-lo. Suas habilidades devem ser extraordinárias. Já que também enfrentamos pilhagens de Fang La e seus foras da lei de Qingxi, por que não conceder anistia a Song Jiang e seus homens e deixá-los liderar a campanha contra Fang La para se redimirem?

Um precursor direto de "Margem da água" foi "Velhos incidentes no período de Xuanhe da grande dinastia Song" (大宋宣和遺事), que apareceu por volta de meados do século XIII. O texto é uma versão escrita da tradição oral, supostamente baseada em eventos históricos. É dividido em dez capítulos, que cobrem a história da dinastia Song do século XI ao estabelecimento da dinastia Song do Sul em 1127. O quarto capítulo cobre as aventuras de Song Jiang e seus 36 companheiros e sua eventual derrota pelas mãos de Zhang Shuye. Algumas das mais conhecidas histórias e personagens de "Margem da água" são claramente visíveis, como "Yang Zhi vende seu precioso sabre", "Roubando o comboio de presentes de casamento", "Song Jiang mata Yan Poxi", "Combatendo Fang La", entre outros. Menciona-se que Song Jiang e seus companheiros atuavam nas montanhas Taihang.

Histórias sobre os foras da lei se tornaram um assunto popular nos dramas da dinastia Yuan. Durante essa época, o material que serviu de base para "Margem da água" se transformou naquilo que é atualmente. O número de foras da lei aumentou para 108. Embora eles fossem de diferentes origens (acadêmicos, pescadores, instrutores imperiais de escavação etc.), todos eles finalmente ocuparam o monte Liang (ou pântano Liangshan). Existe uma teoria de que "Margem da água" se tornou popular durante a dinastia Yuan porque as pessoas comuns (principalmente hanes) se ressentiam do domínio mongol.[4] A rebelião dos foras da lei era considerada "segura" para ser promovida porque era considerada uma reflexão negativa da dinastia Song que havia caído. Ao mesmo tempo, era considerada uma chamada às armas da população contra a corrupção. O imperador Chongzhen da dinastia Ming, a conselho de seus ministros, baniu o livro a fim de evitar revoltas.

A novela, louvada como uma pioneira obra-prima em literatura vernácula,[5] é renomada por sua maestria e controle do tom e estado de espírito.[6] Também é famosa por sua linguagem vívida, atrevida e bem-humorada.[7] Entretanto, foi denunciada como obscena por vários críticos desde a dinastia Ming.[8]

Esses casos de sedução são os mais difíceis de todos. Existem cinco condições que devem ser cumpridas antes que você possa ser bem-sucedido. Primeiroː você deve ser bonito como Pan An. Segundoː você precisa ter uma ferramenta tão grande como a de um jumento. Terceiroː você precisa ser tão rico como Deng Tong. Quartoː você precisa ser tão tolerante como uma agulha que passeia pelo tecido de algodão. Quintoː você precisa gastar tempo. Você será bem-sucedido somente se cumprir essas cinco condições.
Francamente, creio que eu as cumpro. Primeiroː ainda que esteja longe de Pan An, acho que posso me arranjar. Segundoː tenho um grande pênis desde a minha infância.[9]
Trecho da novela.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

O episódio de abertura da novela é a libertação dos 108 espíritos, que estavam aprisionados debaixo de uma tartaruga com estela.

O capítulo seguinte descreve a ascensão de Gao Qiu, um dos primeiros antagonistas da história. Gao abusa de sua posição como "grande marechal" e oprime Wang Jin; o pai de Wang havia ensinado uma dura lição a Gao quando este ainda era um rufião das ruas. Wang Jin foge da capital com sua mãe e, por acaso, encontra Shi Jin, que se torna seu aprendiz. Os capítulos seguintes contam a história de Lu Zhishen, um amigo de Shi Jin. Em seguida, é contada a história de Lin Chong, o irmão jurado de Lu. Lin Chong é perseguido por Gao Qiu por ter tentado assassiná-lo, e quase morre num incêndio em um depósito provocado pelos agentes de Gao. Ele mata seus inimigos e abandona o depósito, conseguindo chegar até o pântano Liangshan, onde se transforma num fora da lei. Enquanto isso, os Sete Originais, liderados por Chao Gai, roubam um comboio de presentes de casamento para o tutor imperial Cai Jing, outro antagonista da novela. Eles fogem para o pântano Liangshan depois de derrotar um grupo de soldados enviados pelas autoridades para prendê-los. Lá, eles se juntam aos foras da lei locais e todos passam a ser liderados por Chao Gai. Conforme a história prossegue, mais pessoas se juntam aos foras da lei, inclusive militares e funcionários civis cansados de servir o governo corrupto, bem como homens com habilidades especiais. Nos capítulos seguintes, histórias separadas dos foras da lei são contadas em seções especiais. Existem vagas conexões entre os personagens, mas as histórias individuais se juntam no capítulo 60, quando Song Jiang sucede a Chao Gai como líder do bando depois que Chao é morto num ataque à fortaleza da família Zeng.

São mostrados os conflitos entre os foras da lei e o governo Song depois da Grande Assembleia dos 108 foras da lei. Song Jian defende fazer as pazes com o governo Song em troca do perdão dos crimes do bando. Depois de derrotar o exército imperial numa grande batalha no pântano Liangshan, os foras da lei recebem a anistia do imperador Huizong. O imperador os recruta para formar um contingente militar e os envia em campanhas contra os invasores da dinastia Liao e contra forças rebeldes internas lideradas por Tian Hu, Wang Qing e Fang La. Embora os ex-foras da lei acabem sendo vitoriosos contra os rebeldes e os invasores da dinastia Liao, as campanhas também levam à trágica dissolução dos 108 heróis. Pelo menos 2/3 deles morrem em batalha; os restantes ou voltam à capital para serem homenageados pelo imperador e receber cargos no governo Song, ou fogem e se tornam pessoas comuns em um lugar qualquer. Song Jian é envenenado pelos "Quatro Ministros Traiçoeiros" (Gao Qiu, Yang Jian, Tong Guan e Cai Jing) e morre.

Esboço dos capítulos[editar | editar código-fonte]

O seguinte esboço dos capítulos é baseado na edição de cem capítulos. A edição de 120 capítulos de Yang Dingjian inclui outras campanhas dos foras da lei em nome da dinastia Song, enquanto a edição de setenta capítulos de Jin Shengtan omite os capítulos com a aceitação da anistia pelos foras da lei e as campanhas subsequentes.

Capítulo(s) Principais eventos
1 O marechal Hong liberta os 108 espíritos
2 A ascensão de Gao Qiu
2–3 A história de Shi Jin
3–7 A história de Lu Zhishen
7–12 A história de Lin Chong
12–13 A história de Yang Zhi
13–20 O roubo dos presentes de casamento pelos "Sete Originais"
20–22 A história de Song Jiang
23–32 A história de Wu Song
32–35 A história de Hua Rong
36–43 Os encontros de Song Jiang em Jiangzhou
44–47 A história de Shi Xiu e Yang Xiong
47–50 Os três assaltos à vila da família Zhu
51–52 A história de Lei Heng e Zhu Tong
53–55 Os foras da lei atacam Gaotangzhou; a procura por Gongsun Sheng
55–57 O primeiro assalto imperial ao pântano Liangshan Marsh (liderado por Huyan Zhuo)
57–59 Os foras da lei atacam Qingzhou; Huyan Zhuo deserta para Liangshan
59–60 Os foras da lei liderados por Gongsun Sheng atacam o monte Mangdang
60 O primeiro assalto dos foras da lei à vila da família Zeng; a morte de Chao Gai
60–67 A história de Lu Junyi; os foras da lei atacam a prefeitura de Daming; o segundo assalto imperial ao pântano Liangshan (liderado por Guan Sheng)
67 Guan Sheng deserta para Liangshan; o terceiro assalto imperial ao pântano Liangshan (liderado por Shan Tinggui e Wei Dingguo)
68 O segundo assalto dos foras da lei à fortaleza da família Zeng;
69–70 Os foras da lei atacam as prefeituras de Dongping e Dongchang
71–74 A Grande Assembleia; a divertida e letal brincadeira de Li Kui
75–78 O imperador Huizong oferece anistia pela quinta vez; o quarto assalto imperial ao pântano Liangshan (liderado por Tong Guan)
78–80 O quinto assalto imperial ao pântano Liangshan (liderado por Gao Qiu)
81–82 Os foras da lei ganham anistia
83–89 Os heróis de Liangshan atacam os invasores liaos
90–99 Os heróis de Liangshan atacam Fang La
100 A trágica dissolução dos heróis de Liangshan

A versão estendida inclui as expedições dos heróis de Liangshan contra os líderes rebeldes Tian Hu e Wang Qing antes da campanha contra Fang La.

Outras histórias contam por exemplo a luta dos heróis contra a dinastia Jin (liderada pelos jurchens) ou a sua ida até o Sião.

Traduções[editar | editar código-fonte]

"Margem da água" foi traduzido para vários idiomas. Foi traduzido para a língua manchu com o título Sui hū bithe.[10] As traduções para a língua japonesa começaram no mais tardar em 1757, com a impressão do primeiro volume de Suikoden.[11] Outras adaptações precoces foramː a de Takebe Ayakari, Honcho suikoden, "Margem da água japonês" (1773);[12] Onna suikoden, "Margem da água das mulheres" (1783);[13] e Chushingura suikoden, "Margem da água de Chushingura", de Santō Kyōden (1801).[14]

Em 1805, Kyokutei Bakin lançou uma tradução de "Margem da água" ilustrada por Hokusai. O livro, intitulado Shinpen Suikogaden ("Nova edição ilustrada de Suikoden"), foi um sucesso durante o período Edo e desencadeou uma febre nacional Suikoden.

Em 1827, o editor Kagaya Kichibei encarregou Utagawa Kuniyoshi de produzir uma série de xilogravuras ilustrando os 108 heróis de "Margem da água". As séries de 1827-1830, chamadas Tsuzoku Suikoden goketsu hyakuhachinin no hitori ("108 heróis de Margem da água"), catapultou Kuniyoshi à fama. Também criou uma febre por tatuagens multicoloridas que cobriam o corpo desde o pescoço até o meio das coxas.[15]

Depois do grande sucesso comercial de Kuniyoshi, outros artistas de ukiyo-e foram encarregados de produzir xilogravuras dos heróis de "Margem da água", que começaram a ser mostrados como heróis japoneses mais do que como heróis chineses.

Entre essas séries, figuram os cinquenta desenhos de Yoshitoshi (1866–1867) em tamanho Chuban, mais escuros que os desenhos de Kuniyoshi e com a presença de estranhos monstros e fantasmas.[16]

Pearl S. Buck foi uma das primeiras tradutoras da versão de setenta capítulos da obra para a língua inglesa. Intitulada All Men are Brothers e publicada em 1933, o livro foi bem recebido pelo público estadunidense. Entretanto, foi muito criticado por seus erros e imprecisões; um exemplo muito citado é a má tradução da alcunha de Lu Zhishen, "Monge florido", como "Pastor Hua".[17] Em 1927, outra tradução integral surgiuː Water Margin, por J. H. Jackson, editada por Fang Lo-Tien.[18] A tradução com setenta capítulos de Jackson, incluindo a introdução de uma página e meia e o prólogo de nove páginas de Shi Nai'an, continha aproximadamente 365 000 palavras.

Das traduções posteriores, Outlaws of the Marsh (1980), do acadêmico naturalizado chinês Sidney Shapiro, é considerada uma das melhores. Entretanto, por ter sido publicada durante a Revolução Cultural, recebeu pouca atenção na época.[19] É uma tradução que combina a versão original de setenta capítulos com a versão original de cem capítulos. A mais recente tradução, intitulada The Marshes Of Mount Liang, de Alex e John Dent-Young, é uma tradução em cinco volumes da versão original em 120 capítulos.[20]

Jacques Dars traduziu a obra para a língua francesa. Sua primeira publicação data de 1978.[21]

Influências e adaptações[editar | editar código-fonte]

Literatura[editar | editar código-fonte]

Jin Ping Mei é uma novela erótica de 1610 escrita por Lanling Xiaoxiaosheng no final da dinastia Ming. A novela é baseada na história de Wu Song vingando seu irmão em "Margem da água", mas o foco são as relações sexuais de Ximen Qing com outras mulheres, incluindo Pan Jilian. Em "Margem da água", Ximen Qing é morto por Wu Song por ele ter matado o irmão de Wu Song, porém em Jing Ping Mei Ximen Qing é morto devido a uma dose excessiva de pílulas afrodisíacas.

Shuihu Houzhuan (水滸後傳), que pode ser traduzido como "A história depois de Margem da Água", é uma novela escrita por Chen Chen (陳忱) na dinastia Qing. A história se passa após o fim do "Margem da água" original, com Li Jun como protagonista. Conta como os heróis sobreviventes de Liangshan são forçados a se tornar foras da lei novamente devido à corrupção do governo. Quando o exército da dinastia Jin (liderada pelos jurchens) invadem a dinastia Song, os heróis se levantam para defender a nação contra os invasores. Eventualmente, os heróis decidem deixar a China para sempre e velejar para distantes terras. Além dos heróis de Liangshan remanescentes da novela original, Shuihu Houzhuan também introduz novos personagens como Hua Fengchun (花逢春) (filho de Hua Rong), Xu Sheng (徐晟) (filho de Xu Ning) e Huyan Yu (呼延鈺) (filho de Huyan Zhuo).

Dang Kou Zhi (蕩寇志), que pode ser traduzido como "O conto dos bandidos eliminantes", é uma novela escrita por Yu Wanchun (俞萬春) durante o reinado do imperador Daoguang, da dinastia Qing. Yu discordou quanto ao fato de os foras da lei de Liangshan serem leais e corretos heróis, e se determinou a pintá-los como cruéis assassinos em massa e destruidores. A novela, que começa com a Grande Assembleia dos 108 foras da lei no pântano Liangshan, conta como os foras da lei saquearam cidades antes de serem derrotados pelas forças governamentais lideradas por Zhang Shuye (張叔夜) e seus tenentes Chen Xizhen (陳希真) e Yun Tianbiao (雲天彪).

O escritor da dinastia Qing Qian Cai entrelaçou as histórias de Yue Fei e dos foras da lei Lin Chong e Lu Junyi em "A história de Yue Fei" (1684). Ele afirmou que estes últimos haviam sido estudantes do professor do general, Zhou Tong.[22] Entretanto, o crítico literário C. T. Hsia comentou que a conexão era puramente ficcional, criada pelo autor.[23] O conto popular da era republicana "Esgrima sob a Lua", de Wang Shaotang, entrelaça ainda mais a história de Yue Fei com a dos foras da lei, adicionando Wu Song à lista de antigos estudantes de Zhou.[24] O conto se passa no contexto da missão de Wu Song a Kaifeng, antes do assassinato de seu irmão. Zhou ensina, a Wu, o estilo de esgrima do dragão rolante durante sua permanência de um mês na cidade. Também é dito que Zhou é irmão de sangue de Lu Zhishen, e que possui a mesma alcunha do executor que virou fora da lei Cai Fu.[25]

Donald Duk (1991), a novela de Frank Chin, contém muitas referências a "Margem da água". Song Jian e Li Kui aparecem em muitos sonhos do protagonista.

Eiji Yoshikawa escreveu Shin Suikoden (新水滸伝), que pode ser traduzido como "Novos contos de Margem da Água".

Histórias em quadrinhos[editar | editar código-fonte]

"Margem da água" é citado em vários mangás japoneses, como Hokuto no Ken, de Tetsuo Hara e Yoshiyuki Okamura, e Fūma no Kojirō, Otokozaka e Os Cavaleiros do Zodíaco, de Masami Kurumada. Nesses livros, personagens com as mesmas "estrelas do destino" dos personagens de "Margem da água" possuem grande destaque. A série Akaboshi, baseada em "Margem da água", foi publicada pela revista Weekly Shōnen Jump.

Uma série de manhua de Hong Kong baseada em "Margem da água" foi criada pelo artista Lee Chi Ching. Andy Seto criou 108 Fighters, também baseado em "Margem da água".

Entre 1978 e 1988, o artista italiano Magnus publicou quatro atos do seu trabalho I Briganti, que reconta a história de "Margem da água" num cenário que mistura elementos chineses, ocidentais e de ficção científica (no estilo de Flash Gordon). Antes de sua morte em 1996, os quatro atos completos foram publicados num único volume pela editora Granata; dois atos adicionais foram planejados porém nunca foram lançados.

Cinema[editar | editar código-fonte]

A maioria das adaptações de "Margem da água" para o cinema foi produzida pelo Shaw Brothers Studio, de Hong Kong, e lançada nas décadas de 1970 e 1980.

Referências

  1. Wu, Yenna (2001). "Full-Length Vernacular Fiction" in Victor Mair, The Columbia History of Chinese Literature. [S.l.]: Columbia University Press. pp. 627–629 
  2. Toktoghan; et al. History of Song, Volume 22, Biography of Emperor Huizong (Part Four). [S.l.: s.n.] 
  3. Toktoghan; et al. History of Song, Volume 353, Biography of Zhang Shuye. [S.l.: s.n.] 
  4. Miyamoto, Yoko. Water Margin: Chinese Robin Hood and His Bandits. [S.l.: s.n.] 
  5. Findlay, Bill (2004). Frae ither tongues: essays on modern translations into Scots. [S.l.]: Multilingual matters 
  6. Findlay, Bill (2004). Frae ither tongues: essays on modern translations into Scots. [S.l.]: Multilingual matters 
  7. Findlay, Bill (2004). Frae ither tongues: essays on modern translations into Scots. [S.l.]: Multilingual matters 
  8. Chinese literature. [S.l.]: Foreign Languages Press. 1998 
  9. Asia Obscura. Disponível em http://asiaobscura.com/2011/11/the-goriest-raunchiest-chinese-classic-of-all-time.html#below. Acesso em 14 de julho de 2018.
  10. Crossley, Pamela Kyle; Rawski, Evelyn S. (Jun 1993). "A Profile of The Manchu Language in Ch'ing History". Harvard Journal of Asiatic Studies. Harvard-Yenching Institute. 53 (1): 94.
  11. Shirane and Brandon, Early Modern Japanese Literature, p. 564.
  12. Shirane and Brandon. Early Modern Japanese Literature, pp. 555, 886.
  13. Shirane and Brandon. Early Modern Japanese Literature, p.13.
  14. Shirane and Brandon. Early Modern Japanese Literature, pp.656, 886.
  15. Guth, Christine. Longfellow's Tattoos: Tourism, Collecting, and Japan. University of Washington Press (2004), p. 147. ISBN 0-295-98401-5.
  16. "Of brigands and bravery - Kuniyoshi's heroes of the Suikoden", Hotei Publishing, Leiden, Breestraat 113, 2311 CL Leiden, The Netherlands, 1998, ISBN 90-74822-08-8.
  17. All Men Are Brothers (New York: The John Day Co., 2 vols. 1933.); reprinted, All Men Are Brothers (New York: Moyer Bell, 2010 ISBN 978-1-55921-303-5).
  18. (Shanghai: Commercial Press, 1937; rpr. North Clarendon, Vt: Tuttle, 2010 ISBN 978-0-8048-4095-8).
  19. Nai'an Shi, Guanzhong Luo and Sidney Shapiro. Outlaws of the Marsh. Beijing; Bloomington: Foreign Languages Press; Indiana University Press, 4 vols. 1981. ISBN 0-253-12574-X.
  20. Nai'an Shi, Guanzhong Luo, John Dent-Young and Alex Dent-Young. The Marshes of Mount Liang: A New Translation of the Shuihu Zhuan or Water Margin of Shi Naian and Luo Guanzhong. (Hong Kong: Chinese University Press, 5 Vols,1994–2002). Vol 1 ISBN 978-962-201-602-6 Vol 2 ISBN 978-962-201-751-1 Vol 3 ISBN 978-962-201-847-1 Vol 4 ISBN 978-962-201-989-8 Vol 5ISBN 978-962-201-990-4.
  21. Au Bord De L'eau: Shui-Hu-Zhuan. (Paris: Gallimard, Bibliotheque De La Pleiade, 1983). 2 vols. ISBN 2-07-010910-0 (v. 1) ISBN 2-07-010911-9 (v. 2).
  22. Qian, Cai. General Yue Fei. Trans. Honorable Sir T.L. Yang. Joint Publishing (H.K.) Co., Ltd., 1995 (ISBN 978-962-04-1279-0), p. 39
  23. Hsia, C.T. C. T. Hsia on Chinese Literature. Columbia University Press, 2004 (ISBN 0-231-12990-4), pg. 149
  24. Børdahl, Vibeke. Four Masters Of Chinese Storytelling: Full-length Repertoires Of Yangzhou Storytelling On Video. Nordic Institute of Asian Studies; Bilingual edition, 2004 (ISBN 87-91114-64-0), pg. 166
  25. C. T. Hsia, "The Water Margin," in C.T. Hsia, The Classic Chinese Novel: A Critical Introduction (1968; rpr. Cornell University Press, 1996), pp. 448–449.