Personalismo

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Disambig grey.svg Nota: Se procura o conceito contábil, veja Personalismo (contabilidade).

O personalismo foi um movimento associado ao Humanismo e não ligado a partido político, idealizado por Emmanuel Mounier, após a crise de 1929 da Europa e divulgado por uma revista chamada “Esprit”, com a intenção de identificar a verdade em toda a circunstância. Ele acreditava que o problema das estruturas sociais era econômico e moral, e a saída para isso era a teorização e a construção de uma “comunidade de pessoas”. O personalismo foi posteriormente adaptado pela Democracia Cristã, e influenciou fortemente o Papa João Paulo II e, consequentemente, muitos católicos.

A ideia central do pensamento personalista é a ideia de pessoa em suas inobjetibilidade (o homem não consiste num simples conjunto de matéria), inviolabilidade, liberdade, criatividade e responsabilidade, de pessoa com alma encarnada em um corpo, situada na história, e constitutivamente comunitária.

Algumas normas personalistas de Mounier[editar | editar código-fonte]

  1. Uma posição de independência com relação aos partidos e agrupamentos constituídos se faz necessária para uma nova avaliação das diversas perspectivas (sem ser anárquico ou apolítico).
  2. A simples afirmação dos valores do espírito pode ser enganosa quando não for acompanhada de rigorosa delimitação da atividade e dos seus meios.
  3. A tendência à confusão é o primeiro inimigo de um pensamento de ampla perspectiva. Portanto, toda questão deve ser bem estudada, já que há uma estreita relação entre o espiritual e o material.
  4. Para realizar a investigação, temos de nos libertar de qualquer a priori doutrinário e estarmos prontos para tudo, inclusive para mudar de direção e manter-se fiel à realidade e ao próprio espírito.
  5. Ser revolucionário não é o remédio, já que realizar a investigação não significa revisar os valores das estruturas ou das classes dirigentes.