Raymond Goethals

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Raymond Goethals
Raymond Goethals
Informações pessoais
Data de nasc. 7 de outubro de 1921 (97 anos)
Local de nasc. Vorst, Bélgica
Falecido em 6 de Dezembro de 2004
Local da morte Bruxelas, Bélgica
Altura 1.79 m
Informações profissionais
Clubes de juventude
1933–1939 Bélgica Daring Club Bruxelles
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)
1940–1947
1947–1948
1948–1952
1952–1957
Bélgica Daring Club Bruxelles
Bélgica Racing Club Brussels
Bélgica Hannutois
Bélgica AS Renaisiènne
Times/Equipas que treinou
1957–1958
1958–1959
1959–1966
1966–1968
1968–1976
1976–1979
1979–1980
1980–1981
1981–1984
1984–1985
1985–1987
1988–1989
1989–1990
1990–1993
1995
Bélgica RFC Hannutois
Bélgica Stade Waremmien
Bélgica Sint-Truiden
Flag of Belgium.svg Bélgica (Assistente)
Flag of Belgium.svg Bélgica
Bélgica Anderlecht
França Bordeaux
Brasil São Paulo
Bélgica Standard de Liège
Portugal Vitória Guimarães
Bélgica Racing Jet Brussels
Bélgica Anderlecht
França Bordeaux
França Olympique de Marseille
Bélgica Anderlecht

Raymond Goethals (Forest, 7 de outubro de 1921 - Bruxelas, 6 de dezembro de 2004) foi um treinador de futebol belga que notadamente levou o Olympique de Marseille à vitória na final da Liga dos Campeões da UEFA de 1993, se tornando o primeiro treinador a vencer um torneio europeu com um time francês.[1]

Por vezes apelidado de "Raymond-la-science" ("Raymond-a-Ciência", antigo apelido do anarquista belga e membro do Bando Bonnot, Raymond Callemin), "le sorcier" ("o Mago") ou "le magicien" ("o Mágico"), Goethals era conhecido por seu jeito direto de falar, seu hábito de pronunciar errado o nome dos jogadores e seu distinto sotaque de Bruxelas.[2]

Carreira como Jogador[editar | editar código-fonte]

Goethals começou sua carreira como goleiro nos anos 1930 com o Daring Brussels, antes de ingressar no Racing Club Brussel em 1947. Ele permaneceu no Racing Club Brussel até 1948. Depois de um período jogando no Renaisiène, ele se aposentou.

Carreira como Treinador[editar | editar código-fonte]

O Começo[editar | editar código-fonte]

Goethals começou a sua carreira treinando pequenos times belgas como Hannutois e Waremme. Ele levou o Sint-Truiden ao segundo lugar na primeira divisão belga em 1966.

Seleção Belga[editar | editar código-fonte]

Goethals assumiu o comando da Seleção Belga em 1968. A Bélgica conseguiria se classificar para a Copa do Mundo de 1970 no México mas acabou sendo eliminada na primeira rodada do torneio. A Bélgica sediou a Eurocopa de 1972, tendo derrotado a campeã Itália nas eliminatórias, e derrotou a Hungria na partida pelo terceiro lugar, depois de perder na semifinal para a Alemanha, eventual campeã do torneio. Isso marcou o maior sucesso de Goethal como técnico da equipe nacional.

Retorno aos Clubes[editar | editar código-fonte]

Em 1976, o mandato de Goethals como técnico da seleção nacional acabou e ele foi contratado pelo Anderlecht. Na sua primeira temporada, o Anderlecht chegou à final da Taça dos Clubes Vencedores de Taças e perdeu para o alemão Hamburgo, mas o Anderlecht voltou a final no ano seguinte e conquistou o título em cima do Austria Wien.

Depois de uma passagem pela França para treinar o Bordeaux e no Brasil para trabalhar na administração do São Paulo[3], Goethals retornou à Bélgica para treinar o Standard Liège. Com ele, o Standard Liège foi campeão belga em 1982 e 1983, e chegou à final da Taça dos Clubes Vencedores de Taças em 1982, perdendo para o Barcelona.

Controvérsia e retorno de Goethal ao Anderlecht[editar | editar código-fonte]

O título do Standard Liège em 1982 se tornaria objeto de grande controvérsia em 1984. Aparentemente preocupado em ganhar seu primeiro título belga, Goethals havia sugerido e iniciado o suborno dos jogadores do Waterschei antes da partida final da temporada, a fim de garantir o título de campeão para o Standard de Liège e garantir que nenhum de seus jogadores perca a final europeia contra o Barcelona por lesão. Goethals foi forçado a renunciar na sequência do escândalo e mudou-se para Portugal para assumir o comando do Vitória de Guimarães.

Logo após, ele então retornou à Bélgica para treinar o Racing Jet de Bruxelles antes de um segundo período no comando do Anderlecht, onde conquistou o troféu da Copa da Bélgica em 1989.

O Bordeaux novamente contratou Goethals e terminou o campeonato francês da temporada 1989-90 atrás apenas do Marseille. Aproximando-se dos 70 anos de idade, o maior triunfo de Goethal como treinador ainda estava por vir.

Olympique de Marseille[editar | editar código-fonte]

Em 1990, Goethals foi nomeado treinador do Marselha e foi incumbido da tarefa de levar o clube ao sucesso da Liga dos Campeões da UEFA. Em sua primeira temporada, o clube perdeu por pouco a glória européia, perdendo nos pênaltis para o Estrela Vermelha da Sérvia. Houve reconhecimento pelas habilidades de treinador de Goethal, já que ele foi eleito o Treinador Europeu do Ano de 1991.[4] Em 1993, o Marselha chegou novamente à final e dessa vez foi campeão, o clube francês derrotou o favorito Milan, com um tento de Basile Boli. Tendo alcançado seu objetivo principal em Marselha, Goethals deixou o clube.

O Marselha foi mais tarde despojado do seu campeonato francês de 1993, quando surgiu a notícia de que três jogadores do Valenciennes haviam recebido uma oferta de dinheiro para ter um desempenho ruim em uma partida crucial contra o Marselha. O clube não foi autorizado a defender o título europeu e foi punido com o rebaixamento à segunda divisão francesa.

Aposentadoria e Morte[editar | editar código-fonte]

A carreira de treinador de Goethals terminou no Anderlecht na temporada 1995-96, mas ele continuou trabalhando como analista de televisão. Ele morreu de câncer de intestino aos 83 anos.[5] Ele continua a ser o mais velho treinador vencedor da UEFA Champions League.

Títulos[editar | editar código-fonte]

Anderlecht
Standard Liège
Marseille

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. «Raymond Goethals.be | Nie zievere ... speile». 13 de junho de 2010. Consultado em 16 de setembro de 2018 
  2. «Raymond Goethals or Raymond "La Science"». OM.net (em inglês). 17 de julho de 2018 
  3. «Técnico estrela da Europa deixou o São Paulo após sofrer com ciúmes em 1980 - Futebol - UOL Esporte». UOL Esporte 
  4. «Panchina d'Oro ad Allegri». 7 de julho de 2011. Consultado em 16 de setembro de 2018 
  5. uefa.com. «Member associations - News – UEFA.com». UEFA.com (em inglês). Consultado em 16 de setembro de 2018 
Precedido por
Países Baixos Johan Cruyff
Treinador vencedor da Liga dos Campeões da UEFA
1992-93
Sucedido por
Itália Fabio Capello