Apophis
- Este verbete se trata de um asteroide, se procura o ser mitológico, veja Apep.
Apophis (nome astronômico 99942 Apophis, previamente catalogado como 2004 MN4 ) é um asteroide que causou um breve período de preocupação em dezembro de 2004 porque as observações iniciais indicavam uma probabilidade pequena (até 2,7%) de que ele iria atingir a Terra em 2029. Observações adicionais melhoraram as predições e eliminaram a possibilidade de um impacto na Terra ou na Lua em 2029. Entretanto, uma possibilidade ainda existe de que na passagem de 2029 o Apophis venha a passar por uma fenda de ressonância gravitacional, uma região precisa não maior que 600 metros, causaria um impacto direto em 13 de abril de 2036. Esta possibilidade mantém o asteróide no Nível 1 da escala de perigo de impacto de Turim até agosto de 2006. Ele quebrou o recorde de maior nível na escala de Turim, estando, por um espaço curto de tempo, no nível 4, antes de ser rebaixado.[1]
Observações adicionais mais recentes da trajetória do Apophis revelaram que a fenda provavelmente não será atingida, assim, em agosto de 2006 o Apophis foi rebaixado para nível 0 na escala de Turim. Até 16 de abril de 2008, a probabilidade de impacto em 13 de abril de 2036 era calculada como sendo de 1 em 45.000. Uma data de impacto adicional em 2037 também foi identificada. A probabilidade para este encontro foi calculada como sendo 1 em 12,3 milhões.
Muitos cientistas concordam que o Apophis merece ser vigiado de perto e, para isto, em fevereiro de 2008 a Planetary Society deu um prêmio de US$50.000 para companias e estudantes que apresentassem projetos para sondas espaciais que colocariam um dispositivo de rastreamento sobre ou próximo do asteróide.[2]
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[editar] Dados Básicos
Baseado no brilho observado, o tamanho do Apophis foi estimado como de 450 metros; uma estimativa mais refinada baseada nas observações espectroscópicas do Telescópio de Infravermelho da Nasa no Havaii, feito por Binzel, Rivkin, Bus e Tokunaga (2005) é de 350 metros.
Em outubro de 2005, foi feita a predição que o asteroide iria passar um pouco abaixo da altitude dos satélites geossíncronos, que era 35.786 km. Uma passagem tão próxima por um asteroide deste tamanho acontece somente a cada 1.300 anos, mais ou menos. O brilho do Apophis terá um pico de magnitude 3,3, com uma velocidade angular máxima de 42° por hora. O diâmetro angular máximo aparente será de ~2 segundos de arco, de forma que estará no limite da resolução óptica de telescópios que não estejam equipados com óptica adaptativa.
[editar] Nome
Quando descoberto pela primeira vez, o objeto recebeu a designação provisional de 2004 MN4 (algumas vezes escrito 2004 MN4), e noticiários e artigos científicos sobre o mesmo usavam este nome. Quando sua órbita foi calculada suficientemente bem ele recebeu o número permanente 99942 (em 24 de junho de 2005). Receber um número permanente torna o objeto eligível a receber um nome, e ele recebeu o nome "Apophis" em 19 de julho de 2005. Apophis é o nome grego do inimigo de Rá: Apep, o Descriador, uma serpente que se esconde nas escuridões eternas do Duat (meio da Terra) e tenta engolir Rá durante Sua passagem noturna. Apep é mantido à distância por Seth, o deus do Caos do Antigo Egito.
Apesar do nome grego do deus egípcio ser apropriado, Dave Tholen e Tucker - dois dos co-descobridores do asteroide - são fãs da série de TV Stargate SG-1. O principal vilão das primeiras temporadas do show é um alienígena que tem o mesmo nome do deus egípcio.[3]
[editar] Passagens próximas
Depois do Minor Planet Center confirmar a descoberta em junho do Apophis, uma passagem próxima em 13 de abril de 2029 foi marcada pelo sistema automático da Nasa, o Sentry e o NEODyS, um programa automático similar executado pela Universidade de Pisa e a Universidade de Valhadolide. Naquela data, ele terá um brilho de magnitude 3,3 (visível à vista desarmada em regiões rurais e regiões suburbanas com pouca iluminação, e visível de binóculos na maioria dos lugares[4]). Esta passagem próxima será visível na Europa, África, e na porção oeste da Ásia. Como resultado desta passagem, o Apophis passará da classe Atenas para a classe Apollo.
Após o anúncio do possível impacto pelo Sentry e NEODyS, observações adicionais diminuíram a incerteza sobre a trajetória do Apophis. E, conforme diminuía a incerteza, a probabilidade de um impacto temporariamente cresceu, chegando ao pico de 2,7% (1 chance em 37). Combinado com seu tamanho, isto fez com que o asteroide fosse classificado no nível 4 da Escala de Turim e 1,10 na escala Palermo, escalas usadas pelos cientistas para representar o perigo de um asteroide atingir a Terra. Estes são os valores mais altos que qualquer objeto já recebeu nas duas escalas.
Na sexta-feira, 13 de abril de 2029, o Apophis irá passar pela Terra entre as órbitas de satélite de comunicação geosíncronos.[5] Depois desta passagem ele irá retornar para outra passagem próxima à Terra em 2036.
Observações de "precovery" de 15 de março de 2004 foram identificadas em 27 de dezembro, e um cálculo mais preciso da órbita foi feito.[6] Astrometria feita com radar ajudou a refinar a órbita. A passagem de 2029 será mais próxima que as primeiras predições, mas a incerteza baixou a ponto de permitir descartar a possibilidade de impacto. De forma semelhante, a passagem de 13 de abril de 2036 tem pouco risco de impacto.
[editar] Refinamento de 2013
A aproximação de 2029 irá alterar substancialmente a órbita do objeto, tornando as predições muito incertas sem maiores dados. "Se conseguirmos obter dados de radar em 2013 [a próxima boa oportunidade], poderemos prever a localização de 2004 MN4 para até pelo menos 2070" disse Jon Giorgini do JPL[7] O Apophis irá passar perto da Terra numa distância de 0.09666 AU (14.4 milhões de quilômetros) em 2013 permitindo aos astrônomos refinar a trajetória para futuras passagens que o asteróide passar próximo à Terra.[8]
Em julho de 2005, o ex-astronauta da Apollo Rusty Schweickart, como chefe da Fundação B612, solicitou formalmente que a Nasa investigasse a possibilidade de que a órbita do asteroide pós-2029 estivesse em ressonância orbital com a Terra, o que iria aumentar a probabilidade de impactos futuros. Schweickart solicitou uma investigação da necessidade de colocar um transponder no asteróide para um rastreamento mais preciso de como sua órbita é afetada pelo efeito Yarkovsky.[9]
[editar] Histórico das estimativas de impacto
- Relatório original da NASA, em 23 de dezembro de 2004, menciona chances de impacto de "cerca de 1 em 300", que foi bastante repetida pela mídia.[1] As estimativas reais da Nasa na época eram 1 em 233; elas resultaram na classificação 2 na escala de Turim, a primeira vez que qualquer asteroide recebeu uma classificação superior a 1.
- Mais tarde naquele dia, baseado em um total de 64 observações, as estimativas mudaram para 1 em 62 (1,6%), resultando em uma atualização do relatório inicial e uma mudança na classificação da escala de Turim para 4.
- Em 25 de dezembro, as chances foram relatadas pela primeira vez como 1 em 42 (2,4%) e mais tarde daquele dia (baseada em 101 observações) como 1 em 45 (2,2%). Ao mesmo tempo, o diâmetro estimado do asteroide baixou de 440m para 390m e sua massa de 1,2×1011 kg para 8,3×1010 kg.
- Em 26 de dezembro (baseado em um total de 169 observações), a probabilidade de impacto ainda estava em 1 em 45 (2,2%), as estimativas apra diâmetro e massa baixaram para 380 m e 7,5×1010 kg, respectivamente.
- Em 27 de dezembro (baseado em um total de 176 observações), a probabilidade de impacto aumentou para 1 em 37 (2,7%); o diâmetro foi aumentado para 390 m e a massa para 7,9×1010 kg.
- Na tarde de 27 de dezembro, uma precovery aumentou o intervalo de observações para 287 dias e permitiu que cálculos mais precisos re-classificassem a aproximação do asteróide em 2029 como zero na escala de Turim (sem ameaça). A probabilidade cumulativa de impacto foi estimada para cerca de 0,004%, um risco menor que o asteróide 2004 VD17, que novamente torno-se o objeto de maior risco. Uma aproximação em 2053 ainda apresenta algum risco menor de impacto, e o Apophis foi mantido ainda na classificação 1 da escala de Turim, para esta órbita.
- Em 28 de dezembro às 12:23 GMT e baseado em um total de 139 observações, produziu o valor 1 na escala de Turim para as aproximações de 2044-04-13.29 e 2053-04-13.51.
- À 01:10 GMT em 29 de dezembro a única passagem com classificação 1 na escala de Turim fera a de 2053-04-13.51 baseada em 139 observações em um intervalo de 287,71 dias (2004-Mar-15,1104 a 2004-Dez-27,8243)
- À 19:18 GMT em 29 de dezembro a situação ainda era esta baseada em cerca de 147 observações em um intervalo de 288,92 dias (2004-Mar-15,1104 a 2004-Dez-29,02821), apesar das passagens próximas terem sido reduzidas para 4 no total.
- às 13:46 GMT em 30 de dezembro nenhuma passagem tinha classificação acima de 0, baseado em 157 observações por um período de 289,33 dias (2004-Mar-15,1104 a 2004-Dez-29,44434). A passagem mais perigosa recebeu uma probabilidade de 1 chance em 7.143.000.
- Às 22:34 GMT em 30 de dezembro, 157 observações em um intervalo de 289,33 dias (2004-Mar-15,1104 a 2004-Dez-29,44434). Uma passagem na classe 1 da escala de Turim, e apenas mais 3 outras passagens.
- Às 03:57 GMT de 2 de janeiro de 2005, 182 observações em um intervalo de 290,97 dias (2004-Mar-15,1104 a 2004-Dez-31,07992). Uma passagem na classe 1 (escala de Turim), e mais 19 outras passagens.
- Observações de radar extremamente precisas no radiotelescópio de Arecibo em 27, 28 e 30 de janeiro refinam ainda mais a órbita e mostram que a aproximação de abril de 2029 acontecerá a 5,6 raios terrestres, aproximadamente metade da distância estimada anteriormente.
- Uma observação de radar em 7 de agosto de 2005 refina a órbita mais ainda e elimina a possibilidade de impacto em 2035. Somente a passagem em 2036 permanece na classe 1 da escala de Turim.
- Uma nova observação no radiotelescópio de Arecibo em 6 de maio de 2006 diminuiu um pouco a classificação na escala Palermo, mas a passagem em 2036 permanece na classe 1 da escala de Turim, apesar da probabilidade de impacto cair por um fator de quatro.[10]
- Observações adicionais em 2006 resultaram no Apophis sendo rebaixado para a classe 0 da escala de Turim, em 6 de agosto de 2006. Nesta época, a probabilidade de impacto baixou para 1 em 45.000.
[editar] Possíveis efeitos do impacto
A Nasa estimou inicialmente que a energia que o Apophis liberaria se atingisse a Terra como equivalente a 1.480 megatons de TNT. Uma estimativa da Nasa posterior, mais refinada, era de 880 megatons.[11] O impacto que criou a Cratera Barringer ou causou o evento de tunguska são estimados como estando no intervalo de 3–10 megatons.[12] A erupção de 1883 do Krakatoa foi equivalente a quase 200 megatons.
Os efeitos exatos de qualquer impacto variam bastante dependendo da composição do asteroide, localização e ângulo do impacto. Qualquer impacto será extremamente danoso a uma área de milhares de quilômetros quadrados, mas seria bastante improvável que tivesse efeitos globais duradouros, como o início de um inverno de impacto.
A Fundação B612 fez estimativas do caminho do Apophis se um impacto com a Terra em 2036 acontecesse, como parte de um esforço para desenvolver estratégias de deflexão.[13] O resultado é um corredor estreito com algumas milhas de largura, chamado de caminho de risco, que inclui a maior parte do sul da Rússia, através do Pacífico norte (relativamente próximo da costa da Califórnia e México), então bem entre a Nicarágua e Costa Rica, cruzando o norte da Colômbia e Venezuela, terminando no Atlântico, um pouco antes de atingir a África.[14][15]
Usando a ferramenta de simulação NEOSim, foi estimado que um impacto hipotético do Apophis em países como a Colômbia e Venezuela, que estão no caminho de risco, levariam a mais de 10 milhões de fatalidades.[16] Um impacto a vários milhares de milhas da costa oeste dos Estados unidos produziria um tsunami devastador.[17]
[editar] Missões espaciais potenciais
Em 2008, a Planetary Society, um grupo de defesa da exploração espacial da Califórnia, organizou uma competição com um prêmio de US$50.000 para projetar uma sonda não tripulada que iria seguir o Apophis por quase um ano, fazendo medições que iriam "determinar se ele iria atingir a Terra, ajudando assim os governos a decidir se deveriam montar uma missão para alterar sua órbita". A sociedade recebeu 37 participações de 20 países em 6 continentes.
A competição comercial foi vencida pro um projeto chamado 'Foresight' criada pela SpaceWorks Enginnering.[2] A SpaceWorks propõe um orbitador simples com somente dois instrumentos e uma bóia de rádio a um custo de ~140 milhões de dólares, lançado a bordo de um Minotaur IV entre 2012 e 2014, para chegar no Apophis cinco a dez meses mais tarde. Ele então iria encontrar, observar e rastrear o asteroide.
A Foresignt iria orbitar o asteroide para obter dados com uma cãmera multi-espectral por um mês. Ela então deixaria a órbita e voaria em formação com o Apophis em torno do Sol a uma distância de dois quilômetros (1,2 milhas). A espaçonave usaria laser para medir a distância ao asteróide e rastreamento de rádio com a Terra por dez meses para determinar com precisão a órbita do asteroide e como ela poderia alterar-se.
Pharos, o vencedor na categoria estudante, seria um orbitador com quatro instrumentos científicos (uma câmera multiespectral, espectrômetro de infravermelho, medidor de distância laser, e magnetômetro) que iria encontrar e rastrear o Apophis. O rastreamente de terra da espaçonave permitiria então o rastreamento preciso do asteróide. A espaçonave Pharos carregaria também quatro sondas instrumentadas que seriam lançadas individualmente no curso de duas semanas. Acelerômetros e sensores de temperatura nas sondas mediriam os efeitos sísmicos dos sucessivos impactos de sondas, criando uma forma de explorar a estrutura interior e a dinâmica do asteroide.
O segundo lugar, premiado com US$10.000, foi a um time europeu liderado pela Deimos Space S.L. de Madrid, Espanha, em cooperação com a EADS Astrium, Friedrichshafen, Alemanha; Universidade de Stuttgart, Alemanha, e Università di Pisa, Itália. Juan L. Cano era o Investigador Chefe.
Outro time europeu ganhou US$5.000 pelo terceiro lugar. Seu time foi liderado pela EADS Astrium Ltd, Reino Unido, em conjunto com a EADS Astrium SAS, França; IASF-Roma, INAF, Roma, Itália; Open University, Reino Unido; Rheinisches Institut für Umweltforschung, Alemanha; Royal Observatory of Belgium e Telespazio, Itália. O Investigador Chefe foi Paolo D'Arrigo.
Dois times empataram no segundo lugar na Categoria Estudante: Monash University, Campus Clayton, Austrália, com Dilani Kahawala como Investigador Principal; e University of Michigan, com Jeremy Hollander como Investigador Principal. Cada um recebeu US$2.000. Um time da Hong Kong Polytechnic University e Hong Kong University of Science and Technology, sob a liderança de Peter Weiss, recebeu uma menção honrosa e US$1.000 pela proposta estudantil mais inovativa.
Além do projeto não-tripulado da Planetary Society, o Projeto Constellation da Nasa está pesquisando uma missão tripulada, a Orion Asteroid Mission, com o 99942 Apophis como um dos destinos potenciais da missão. A missão usará a espaçonave Orion para pousar astronautas na superfície do asteróide. Uma missão deste tipo irá fornecer testes valiosos para uma missão posterior para Marte, a Orion Mars Mission.
O "Scenarios for Dealing with Apophis",[18] um paper apresentado por Donald B. Gennery na 2007 Planetary Defense Conference em Washington, DC, apresentou várias propostas para defletir o Apophis, incluindo um trator gravitacional, impacto cinético, e bomba nuclear. Na China, cientistas chefiados pelo físico Sheng-Ping Gong propuseram colocar em órbita uma pequena nave que funcionaria de modo semelhante a um veleiro, utilizaria a radiação solar em vez do vento, e que circularia em sentido contrário ao asteróide.[19]
Referências
- ↑ a b Don Yeomans, Steve Chesley and Paul Chodas (December 23, 2004). Near-Earth Asteroid 2004 MN4 Reaches Highest Score To Date On Hazard Scale. NASA's Near Earth Object Program Office. Página visitada em 2007-08-16. "Today's impact monitoring results indicate that the impact probability for April 13, 2029 has risen to about 1.6%, which for an object of this size corresponds to a rating of 4 on the ten-point Torino Scale."
- ↑ a b Paul Rincon. US team wins asteroid competition. Página visitada em 2009-03-25.
- ↑ Bill Cooke. (August 18, 2005). "Asteroid Apophis set for a makeover". Astronomy Magazine. (naming the asteroid and how Earth's gravity may change its trajectory in 2029)
- ↑ The astronomical magnitude scale. Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics
- ↑ McGuire, Bill. Global Catastrophes: A Very Short Introduction. US: Oxford University Press, 2005. p. 5. ISBN 0192804936
- ↑ MPEC 2004-Y70 : 2004 MN4 Minor Planet Electronic Circular, issued 2004-12-27
- ↑ Friday the 13th, 2029 (Science@NASA article)
- ↑ NEODyS : (99942) Apophis (Close Approaches). NEODyS (Near Earth Objects — Dynamic Site). Página visitada em 2009-02-25.
- ↑ "Schweickart Proposes Study of Impact Risk from Apophis", NASA Ames Research Centre.
- ↑ Scheduled Arecibo Radar Asteroid Observations. National Astronomy and Ionosphere Center. Página visitada em 2008-07-18.
- ↑ 99942 Apophis (2004 MN4) Earth Impact Risk Summary. NASA. Página visitada em 2008-07-18.
- ↑ Sandia supercomputers offer new explanation of Tunguska disaster. Sandia National Laboratories (December 17, 2007). Página visitada em 2008-01-29. "The asteroid that caused the extensive damage was much smaller than we had thought," says Sandia principal investigator Mark Boslough of the impact that occurred June 30, 1908.".
- ↑ Russell Schweickart, et al.. Threat Characterization: Trajectory dynamics (White Paper 39) (PDF). Figure 4, pp. 9. B612 Foundation. Página visitada em 2008-02-22.
- ↑ Range of Possible Impact Points on April 13, 2036 in Scenarios for Dealing with Apophis, by Donald B. Gennery
- ↑ Scenarios for Dealing with Apophis, author Donald B. Gennery, presented at the Planetary Defense Conference. Washington, DC. March 5-8, 2007
- ↑ Nick J. Baileya (2006). Near Earth Object impact simulation tool for supporting the NEO mitigation decision making process. Cambridge University Press.
- ↑ David Noland (December 2006). . "The Threat is Out There". Popular Mechanics.
- ↑ Scenarios for Dealing with Apophis (PDF). The Aerospace Corporation. Página visitada em 2008-07-18.
- ↑ Cientistas chineses querem desviar Apophis da Terra. Ciência Hoje (23 de agosto de 2011). Página visitada em 24 de agosto de 2011.
[editar] Ligações externas
- NASA/JPL
- Planetary Defense
- Nasa Arnes Research center
- Rússia monta plano para "salvar" Terra de asteroide; Nasa descarta perigo (em português)