Billie Jean

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"Billie Jean"
Single de Michael Jackson
do álbum Thriller
Lado B "It's the Falling in Love" (RU) / "Can't Get Outta the Rain"
Lançamento Estados Unidos 2 de Janeiro de 1983
Formato(s) Single
Gravação 1982
Gênero(s) R&B, dance-pop, funk
Duração 4:53
Gravadora(s) Epic Records
Composição Michael Jackson
Produção Michael Jackson, Quincy Jones
Certificação(ões) Gold.png Ouro (RIAA)
Cronologia de singles de Michael Jackson
Último
Último
"The Girl is Mine"
(1982)
"Beat It"
(1982)
Próximo
Próximo

"Billie Jean" é uma canção do cantor e compositor americano Michael Jackson lançada como segundo compacto do álbum Thriller em 1982. Originalmente reprovada pelo então produtor de Jackson, Quincy Jones, a faixa quase foi retirada do álbum depois que ele e Jackson tiveram discordâncias quanto a isso. A música é bem conhecida por sua distintiva linha de baixo e soluços vocais de Jackson. A canção foi mixada 91 vezes pelo engenheiro de som Bruce Swedien finalizando-a na segunda mixagem.

Seguindo o sucesso nas paradas do single "The Girl Is Mine" e do álbum Thriller, "Billie Jean" foi lançada em 2 de janeiro de 1983, como segundo single do álbum. Tornou-se um sucesso comercial e de crítica em todo o mundo, "Billie Jean" foi um dos singles mais vendidos de 1983. Em outros países, "Billie Jean" liderou as paradas da Espanha e Suíça, alcançou o top dez na Áustria, Itália, Nova Zelândia, Noruega e Suécia, e alcançou a posição número 45 na França e tornou-se o maior sucesso do cantor nos Estados Unidos, permanecendo por sete semanas no topo da lista pop e nove liderando a rhythm & blues. "Billie Jean" foi coroada disco de platina pela Recording Industry Association of America (RIAA), em 1989.

Premiado para inúmeros prêmios, incluindo dois Grammy, um American Music Award e uma indicação para o Video Music Producers Hall of Fame, a música e o videoclipe impulsioram Thriller ao status de álbum mais vendido de todos os tempos. A canção foi promovido com um videoclipe que quebrou as barreiras raciais da MTV como o primeiro vídeo de um artista negro a ser exibido pelo canal e que tornou o canal, na época desconhecido, famoso e conhecido, e um Emmy nomeado pelo desempenho na Motown 25: Yesterday, Today, Forever, no qual Jackson estreou o "Moonwalk". A música também foi promovida através de Jackson nos comerciais da Pepsi, que durante a filmagem de um comercial o couro cabeludo de Jackson foi severamente queimado. "Billie Jean" selou o status internacional de Jackson como um ícone pop. A canção está em 2º lugar na lista do VH1 das "Melhores Canções dos Últimos 25 Anos" de 2001; 5º na "Melhores Canções Pop" lançada pela MTV e Rolling Stone em 2000; e 28º na "100 Melhores Canções para Dançar" do VH1, também divulgada em 2000. Na lista dos "Melhores Vídeos" da MTV o clipe aparece em 35º e na do VH1, em 34º. É frequentemente citada como uma das canções mais revolucionárias da história e é considerada por muitos como a maior música de Jackson.

História[editar | editar código-fonte]

Há afirmações contraditórias sobre o que a letra da canção se refere. Alguns acreditam que eles são derivados de uma experiência da vida real, em que uma fã com problemas mentais afirmou que Jackson era pai de um de seus gêmeos. Outros, apontando para o fato de que Jackson era um ávido fã de Tênis, acreditava que a canção era sobre uma grande tenista Billie Jean King, no entanto, preferências sexuais de King desde 1968 tornou implausível que a canção fosse inspirada por ela. O próprio Jackson, no entanto, declarou várias vezes que "Billie Jean" foi baseado nas Groupies que ele e seus irmãos encontraram quando faziam parte do The Jackson 5.[1] [2] [3]

Nunca houve uma verdadeira Billie Jean. A moça na canção é uma composição de pessoas que atormentaram os meus irmãos com o passar dos anos. Eu nunca poderia entender como essas meninas poderiam dizer que eles estavam carregando o filho de alguém, quando não era verdade..

Michael Jackson, Moonwalk (1988)[1]

"Billie Jean é uma espécie de anonimato. Representa um monte de meninas. Costumavam chamá-las de groupies nos anos 60." Ele acrescentou: "Elas ficavam penduradas nas portas dos bastidores, e qualquer banda que viria para a cidade elas teriam um relacionamento com os integrantes, e eu acho que eu escrevi isso por experiência com os meus irmãos quando eu era pequeno. Havia um monte de Billie Jeans lá fora. Todas garotas alegavam que seu filho estava relacionado com um dos meus irmãos." [4]

O biografo de Jackson, J. Randy Taraborrelli, promoveu a teoria de que "Billie Jean" era derivada de uma experiência real da vida que o cantor enfrentou em 1981.Uma jovem escreveu a Jackson uma carta, informando que o cantor era o pai de um dos seus gêmeos.[5] [6] Jackson, que recebia regularmente cartas desse tipo, nunca tinha encontrado a mulher em questão e a ignorou. A mulher, porém, continuou a enviar mais cartas para Jackson, que afirmou que ela o amava e queria estar com ele. Ela escreveu a respeito de quão felizes seriam se criassem a criança juntos. As cartas perturbaram tanto o cantor que ele chegou a ter pesadelos.[5] Após as cartas, Jackson recebeu um pacote contendo uma foto de uma fã, assim como uma carta e uma arma. Jackson ficou horrorizado, a carta pedia que o cantor se matasse em um determinado dia e em um momento específico. A fã faria a mesma coisa uma vez que ela tinha matado seu bebê. Ela escreveu que, se eles não poderiam estar juntos nesta vida, então estariam na próxima. Mais tarde, os Jacksons descobriram que a fã havia sido mandada para um hospital psiquiátrico.[5]

Desempenho e produção[editar | editar código-fonte]

É inviável pensar no cenário musical dos anos oitenta sem ter em mente Michael Jackson. Ele dominou as paradas de sucessos durante gloriosos anos. O impacto de Thriller foi sentido pela primeira vez com a estréia de seu segundo compacto, "Billie Jean", durante a penúltima semana do mês de janeiro de 1983. Quando atingiu a primeira posição, apenas seis semanas depois, Jackson tornou-se o primeiro na história a permanecer, simultaneamente, na primeira posição em todas as paradas de black e pop music nos Estados Unidos.

Sem mencionar que também se apoderava da posição máxima entre os mais tocados nas danceterias. Não o bastante, "Thriller" e "Billie Jean" atingiram a primeira posição no Reino Unido e em mais sete países; Michael Jackson abraçava o mundo como ninguém antes.

"Billie Jean" soa muito distante do mundo exótico de Jackson. Nela, soberana, uma simples linha rítmica composta por Jackson em uma bateria. Durante o processo, o baterista Leon Ndugu Chancler foi convocado para otimizar a "pegada" da canção. "Fui colocado sozinho em uma sala e durante as duas ou três horas que se seguiram, Jackson e Quincy interromperam-me várias vezes com idéias e sugestões. Acredito que eu a tenha tocado por oito ou dez vezes".

Outra determinante na musicalidade de "Billie Jean" é o baixo, também sugerido por Jackson. O instrumentista Louis Johnson conta como foi trabalhar com o astro. "Trouxeram ao estúdio todos os meu baixos para que experimentássemos o som de cada um separadamente. Depois de três ou quatro tentativas, escolhemos o Yamaha. Ele é realmente extasiante, de grande potência e uniformidade".

Em Billie Jean, Michael compusera cada linha instrumental e também gravara, ele mesmo, todos os vocais, alternando-os em simples falsetes; o principal deles gravado em um único exuberante take. O resultado é um clássico contemporâneo.

Composição[editar | editar código-fonte]

"Billie Jean" é um relato de um homem que é perseguido por uma mulher que diz que ele é o pai de seu filho. Na canção Jackson tenta desmentir a mulher e ao mesmo tempo fica em dúvida se realmente é o pai da criança. A história é a continuação de outra música do álbum, Wanna Be Startin' Somethin'. Apesar de sempre falarem que a história da música foi baseada em um fato real, Jackson sempre desmentiu. Em sua auto-biografia, Moonwalk, ele diz que a história foi inspirada nas groupies que perseguiam seus irmãos, com falsas histórias. Jones queria que a canção chamasse "Not My Lover", porque temia que as pessoas poderiam achar que se referia à tenista Billie Jean King. Jackson canta a música como se estivesse prestes a chorar, acrescentando soluços e sua marca registrada, "hee-hee".

Videoclipe[editar | editar código-fonte]

O curta-metragem de "Billie Jean" é considerado o video que levou a MTV, um canal de música relativamente novo e desconhecido, a se tornar um dos canais mais famosos do mundo. Foi o primeiro videoclipe de um artista negro a ser exibido no canal, que antes dava mais foco ao rock. Dirigido por Steve Barron, no vídeo, Jackson é perseguido por um paparazzi que tenta flagrá-lo, mas mesmo quando consegue a imagem não se concretiza nas fotos. Jackson caminha pelas ruas e por onde passa, o local se ilumina e muda, como se ele fosse um ser mágico. O visual de Jackson no video era imitado por várias pessoas na época, as imagens do vídeo não tinham relação com a letra da música.

Performance ao vivo[editar | editar código-fonte]

A primeira vez que Jackson apresentou "Billie Jean" foi em 1983 no Motown 25: Yesterday, Today, Forever. Jackson e seus irmãos fizeram um medley de canções dos Jackson 5, depois todos saíram do palco e Michael ficou sozinho. Vestindo um calça preta, um sapato de couro com meias à mostra, jaqueta brilhante, chapéu fedora e apenas uma luva brilhante na mão esquerda. A performance teatral ficou marcada por ser a primeira vez em que Jackson fez seu passo, marca registrada, em que desliza para trás, chamado de Moonwalk. Foi essa performance que cravou o status de celebridade absoluta de Jackson, sendo notícia em todo o mundo. A performance no Motown 25 é considerada um dos momentos mais importantes da cultura pop mundial. Em sua auto-biografia, Moonwalk, Jackson disse que chorou depois da apresentação, porque ele tinha falhado em alguns detalhes. Mas depois que Fred Astaire, Sammy Davis Jr. e uma criança o elogiaram, ele sentiu que tinha feito a coisa certa. No decorrer dos anos, "Billie Jean" tem permanecido de maneira fiel a primeira peformance de Jackson com mínimas alterações, e mais agressividade na atitude.

A mesmo performance tem repetido nos turnês Victory, Bad, Dangerous, HIStory e 30th Anniversary. Em todos os turnês, ele joga o chapéu no fim da música. Nos turnês HIStory e 30th Anniversary, Michael resolveu introduzir diferente, ele anda devagar ao trazer uma mala com jaqueta brilhante, chapéu fedora e uma luva brilhante. Em This Is It, turnê que realizaria em 2009, ele vestiria uma jaqueta brilhante com luzes, e luzes também nos dois lados das listras na calça.

Créditos[editar | editar código-fonte]

  • Escrito, composto, vocal, ritmo e arranjo de sintetizador por Michael Jackson
  • Produzido por Michael Jackson e Quincy Jones
  • Rhodes e sintetizador por Greg Phillinganes
  • Sintetizador por Greg Smith
  • Sintetizadores por Bill Wolder
  • Guitarra por David Williams
  • Baixo por Louis Johnson
  • Bateria por N'dugu Chancler
  • Emulador por Michael Boddicker
  • Arranjo de cordas por Jerry Hey
  • Cordas conduzidas por Jeremy Lubbock

Aparições na mídia[editar | editar código-fonte]

  • Essa canção é tocada na Flash FM do jogo GTA Vice City.
  • O Youtube tem alguns vídeos, inclusive o clipe.
  • Destacado no canal MTV na década de 1980, que tornou o canal famoso até hoje.

Versão The Bates[editar | editar código-fonte]

"Billie Jean"
Single de The Bates
do álbum Pleasure + Pain
Lado B "Tonight"
Lançamento 23 de Julho de 1995
Formato(s) CD
Gravação 1995
Gênero(s) Punk-rock
Duração 4:25
Gravadora(s) Virgin Records
Composição Michael Jackson
Produção The Bates e Andi Jung
Cronologia de singles de The Bates
Último
Último
"A Real Cool Time"
(1995)
"Say It Isn't So"
(1995)
Próximo
Próximo

Em 1995, a banda de rock punk alemã The Bates fez uma cover de "Billie Jean" no álbum Pleasure + Pain. A capa também foi bem sucedida, embora trechos do original não tenham sido incluídas na versão. O vídeo da música é uma paródias do filme Psycho, de Alfred Hitchcock.

Paradas[editar | editar código-fonte]

  • Maxi-CD
  1. Billie Jean - 4:25
  2. Tonight (Remix) - 3:45
  3. Love Is Dead (Parte II) - 3:22

Referências

  1. a b Jackson, pp. 192–194
  2. Wadhams, pp. 418–422
  3. Billie Jean files lawsuit saying that he is the one. Philadelphia Daily News ((December 20, 2008)). Página visitada em March 13, 2010.
  4. Vena, Jocelyn (July 6, 2009). Michael Jackson Answers Fan Questions In 1996 Thailand Interview. MTV. Página visitada em March 13, 2010.
  5. a b c Taraborrelli, pp. 223–224
  6. Murphy, Sport (January 27, 2008). Man in the moonwalk. New York Post. Página visitada em February 15, 2009.


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