Guerra Civil da Rodésia

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Guerra Civil de Rodésia
a.k.a.
Segunda Chimurenga
RhodesiaAllies1975.png
A situação geopolítica da guerra após a independência de Angola e Moçambique em 1975. A Rodésia em si é mostrada em verde, a África do Sul e sua dependência Sudoeste Africano (atual Namíbia) está de cor azul e outras nações, amigáveis para os guerrilheiros nacionalistas, são mostrados em vermelho.
Data 1964–1979
Local Rodésia
Desfecho Acordo Lancaster House, introduziu governo da maioria.
Vitória dos rebeldes
Combatentes
Rodésia Rodésia (1964–Junho de 1979)
Flag of Zimbabwe Rhodesia.svg Zimbabwe-Rodésia(Junho–Dezembro de 1979)
FROLIZI (1978–1979)
Apoiado por:
África do Sul
 Portugal (1964–1974)
Flag of ZANU-PF.svg ZANU
ZIPRA (ZAPU)
FROLIZI (Outubro de 1971–1978)
Moçambique FRELIMO[1]
Apoiado por:
African National Congress Flag.svg Umkhonto we Sizwe
 Zambia
 União Soviética
 China
 Cuba
 Alemanha Oriental
Principais líderes
Rodésia Ian Smith
RodésiaP. K. van der Byl
Rodésia Peter Walls
Flag of Zimbabwe Rhodesia.svg Abel Muzorewa
Ndabaningi Sithole (1978–1979)
James Chikerema (1978–1979)
Flag of ZANU-PF.svg Robert Mugabe
Joshua Nkomo
Moçambique Samora Machel
Ndabaningi Sithole (1964–1978)
Flag of ZANU-PF.svg Herbert Chitepo
Flag of ZANU-PF.svg Josiah Tongogara
Flag of ZANU-PF.svg Edgar Tekere
Flag of ZANU-PF.svg Solomon Mujuru
African National Congress Flag.svg Joe Slovo
Forças
Rodésia Em 1976:
5.000 soldados[2]
8.000 policias[2]
45.000 reservas[2]
Flag of Zimbabwe Rhodesia.svg Em 1979:
5.000 soldados[3]
10.000[3] -10.800 policias[4]
15.000[4] -35.000 reservas[3]
Flag of South Africa 1928-1994.svg Em 1979:
8.000 policias[3] [4]
19.000 reservas[4]
Mercenários (1979):[3]
Flag of South Africa 1928-1994.svg 1.600-4.500[3]
Israel 600-800[3]
França 1.800[3]
Estados Unidos 1.000[3]
Portugal 2.800[3]
Reino Unido 2.000[3]
Alemanha 1.050[3]
Em 1976:
Flag of ZANU-PF.svg 3.000-5.000[2]
ZAPU: 3.000-5.000[2]
Em 1979:
Flag of ZANU-PF.svg 11.000-14.000[2]
ZAPU: 12.000[2] -20.000[3]
Assessores (1979):
União das Repúblicas Socialistas Soviéticas 1.400[5]
Alemanha Oriental 700[5]
Cuba 500[5]
African National Congress Flag.svg 8.000-10.000 (1977)[6]
Vítimas
Cerca de 30.000 mortes[7] dos quais 7-8 por cento (c. 2000 +) das forças de segurança da Rodésia;[8] o restante, os insurgentes e civis.

A Guerra Civil de Rodésia ou Rhodesian Bush War (designação em inglês), também conhecida como a Segunda Chimurenga (termo shona que significa luta revolucionária), foi uma guerra civil na antiga Rodésia (atual Zimbábue) em que os combates duraram de Julho de 1964 até 1979 [9] após a declaração de independência e a formação de um governo de minoria branca para lidar com a guerrilha africana de ideologia esquerdista.

O governo da Rodésia sob Ian Smith e o governo de Zimbabwe-Rodésia sob Abel Muzorewa lutaram contra a União Nacional Africana do Zimbábue de Robert Mugabe e a União do Povo Africano do Zimbábue de Joshua Nkomo. A guerra e sua respectiva solução subseqüente, em última análise levaram à implementação do sufrágio universal, do fim do domínio da minoria branca na Rodésia e o governo de curta duração de Zimbabwe-Rodésia, e resultou na criação da República do Zimbabwe, sob a liderança do primeiro-ministro Robert Mugabe. Assim, a guerra terminou com a vitória dos rebeldes e a expulsão dos brancos, e eventualmente, levou à imposição da ditadura de Robert Mugabe.

Em 1957, o conflito começou com uma série de protestos e atos de desobediência civil por negros, que acabaram por ser suprimidos. Em 1964, a situação ficou tão precária que houve um levante armado das milícias dos principais grupos políticos africanos contra o governo local pró-britânico; no ano seguinte à independência é declarada pelos brancos; mas em 1972 inicia-se a intervenção de diferentes forças estrangeiras a favor de distintos grupos; em 1978, tenta-se fazer uma aliança entre alguns grupos guerrilheiros e o governo enfrenta os grupos negros mais radicais, porém no ano seguinte, mas estes últimos tinham quebrado a aliança e tomaram o poder. Após os acordos de paz em 1980, foram realizadas eleições em que Mugabe conseguiu o poder, posteriormente o novo governo passa a eliminar seus rivais políticos, especialmente os Matabele (Ndebele do Norte), grupo étnico organizado na ZIPRA, a guerrilha e os partidos políticos que em 1981 romperam sua aliança de governo com o ZAPRA de Mugabe (que foi apoiado pela maioria shona), a repressão foi terrível, entre 1982 e 1985 cerca de 20.000 Matabele foram mortos .[10]

O número de mortos durante a guerra civil foi estimado em 30 mil no total ,[11] em sua maioria insurgentes e civis.

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. Page 65 Robert Mugabe and the Betrayal of Zimbabwe, 2004.
  2. a b c d e f g Uppsala conflict data expansion. Non-state actor information. Codebook pp. 222-224.
  3. a b c d e f g h i j k l m From the barrel of a gun: the United States and the war against Zimbabwe, 1965-1980, de Gerald Horne, pp. 294, UNC Press Books, 2001, citas 47-48; 50-52.
  4. a b c d Rhodesia: Tactical Victory, Srategic Defeat, pp. 1-2 (Veasé capitulo 3).
  5. a b c Newsatelier - Afrikaserie Simbabwe
  6. Political terrorism: a new guide to actors, authors, concepts, data bases, theories, & literature, Alex Peter Schmid & A. J. Jongman, pp. 658, Transaction Publishers, edición de 2005 (original de 1988).
  7. Government compromise in 1971 Rhodesian talksBBC News 2 January 2002
  8. [1]
  9. Peter N. Stearns & William Leonard Langer. The Encyclopedia of World History: Ancient, Medieval, and Modern, Chronologically Arranged, 2001, pp. 1069.
  10. Matabeleland: Its Struggle for National Legitimacy, and the Relevance of this in the 2008 Election 26 de marzo de 2008.
  11. BBC NEWS | Programmes | UK Confidential | Government compromise in 1971 Rhodesian talks 2 de enero de 2002.

Referências[editar | editar código-fonte]