História do Camboja

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Mapa da região do Camboja cerca de 1888

O território do Camboja (também conhecido internacionalmente, durante alguns anos, como Kampuchea), situado na fértil bacia do Rio Mekong, no sudeste asiático, é coberto por florestas tropicais e cortado por três grandes cadeias de montanhas. Diversos conflitos causaram a morte de milhões de cambojanos nas últimas décadas. O mais sangrento deles ocorreu durante o domínio da facção de esquerda Khmer Vermelho, liderada por Pol Pot, na década de 1970.

Pré-História[editar | editar código-fonte]

Datas de carbono 14 de uma caverna em Laang Spean no noroeste do Camboja, revelam que havia pessoas habitando a região há 4200 anos a.C.[1] . Outras evidências arqueológicas indicam que outras partes do atual Camboja foram habitadas em torno dos anos 1000 e 2000 a.C. pela cultura Neolítica. Crânios e ossos humanos encontrados em Samrong Sen datam de 1500 a.C.[2] .

Esse povo migrou, provavelmente, do sudeste da China para a Península da Indochina. Porém, alguns estudiosos acreditam que eles tenham vindo da India. Estudos indicam que esse povo seriam os primeiros a cultivar o arroz e produzir utensílios de bronze no sudeste asiático[3] . Em 100 a.C., a população desenvolveu um relativa estabilidade, organização social e falavam uma língua muito próxima ao cambojano dos dias atuais[4] .

A maior parte dos grupos viviam nas regiões costeiras, no vale do baixo rio Mekong e nos deltas, construindo casas com palafitas e vivendo do cultivo de arroz, pesca e alguns animais já domesticados. Recentes descobertas mostram que no período neolítico eles também dominavam a engenharia de diques[5] O povo Khmer foram os primeiros habitantes do sudeste asiático. Eles também foram os primeiros do sudeste asiático a adotarem ideias religiosas e instituições políticas da Índia e estabelecer um reinado centralizado em um grande território. O reinado mais antigo conhecido é o Funan do século I ao século VI. Este foi sucedido pelo Chenla, que controlava territórios dos atuais países do Camboja, Vietnam, Laos e Tailândia.

Império Funan: 68-550 d.C.[editar | editar código-fonte]

Mapa do Império Funan em torno do século III d.C.

O Império Funan surge a partir de uma de suas principais cidades chamada Oc Eo (atualmente no Vietnã), conhecido pelo Império Romano como Kattigara, que significa Cidade Renomada. Contatos com o distante Império Romano são compravadas pelas evidências arqueológicas, que encontraram moedas romanas em sítios arqueológicos datados do século II e III.[6] No entanto, a maior parte do comércio de Funan provinha da Índia, especialmente da região de Bengala. O comércio com o país vizinho começou antes de 500 a.C., antes de difundirem o Sânscrito na Índia.[7] Com esse comércio, veio a indianização da cultura do Império Funan e a introdução do Hinduismo como religião. Funan e outras sociedades bem sucedidas, que ocupavam a região do sudeste asiático, permaneceram com o culto hindu por 900 anos e outros traços culturais permaneceram por muito mais tempo. Hoje em dia, os Cambojanos comem com colher e as mãos, assim como algumas maneiras indianas, ao invés de usarem o hashi e outros costumes da influência chinesa no sudeste asiático.

Chenla: 550-802 d.C.[editar | editar código-fonte]

Os Khmers, vassalos de Funan, alcançaram o rio Mekong vindos da região norte do rio Chao Phraya via o vale do rio Mun. Chenla foi o primeiro estado independente que se desenvolveu sem a influência do Império Funan.

Antigos registros chineses mencionam dois reis: Shrutavarman e Shreshthavarman, que reinaram da capital Shreshthapura, localizada atualmente no sul de Laos. A imensa influência sobre a identidade cambojana foi construída pelo Reino Khmer de Bhavapura, na atual cidade cambojana de Kompong Thom. Seu legado mais importante veio do rei Ishanavarman, que completou a conquista do Império Funan entre 612 e 628 d.C. Ele escolheu sua nova capital em Sambor Prei Kuk, nomeando-a Ishanapura.

Após a morte de Jayavarman I em 681, houve um tumulto no reino que resultou em sua fragmentação no século VIII, gerando vários principados. Pushkaraksha, o governante de Shambhupura, anunciou que era rei de todo Kambuja. Crônicas chinesas descrevem que no século VIII, Chenla foi dividida em Chenla terrestre e Chenla aquática. Durante esse tempo, Shambhuvarman, filho de Pushkaraksha, controlou a maior parte das águas (rios e mares) até o século VIII, quando houve a invasão dos Malaios e dos Javaneses nos principados Khmers.

Império Khmer: 802-1431[editar | editar código-fonte]

Sudeste asiático - 1100 d.C.

O auge do Império Khmer foi entre os séculos IX e XIII, quando o reino de Kambuja (que deu origem ao nome Kampuchea ou Camboja) dominou grandes áreas a partir de sua capital, na região de Angkor, no oeste do atual Camboja.

Em 802 d.C., Jayavarman II, rei dos Khmers, primeiro foi as planícies Kuhlen, o futuro sítio arqueológico de Angkor Wat.[8] Mais tarde, sob o governo de Jayavarman VII (1181-1218), o Império Khmer atingiu o seu ápice do seu poder político e criatividade cultural. Jayavarman VII ganhou poder e território através de uma série de guerras bem sucedidas. As conquistas Khmer avançavam sem problemas, na medida em que invadiam as cidades portuárias dos Chams. No entanto, a expansão territorial parou após a derrota para os Dai Viet. A batalha também levou a morte de Suryavarman II.

Seguindo a morte de Jayavarman VII, o Império Khmer entrou em um declínio gradual. Alguns fatores importantes para a queda do império foram: agressividade dos povos vizinhos (especialmente os tailandeses), rivalidade crônica interdinástica e gradual deterioração do sistema de irrigação, que acabou prejudicando as plantações de arroz. A monarquia angkoriana sobreviveu até 1431, quando os tailandeses capturaram Angkor Thom e o rei cambojano fugiu para o sul do país.

Idade Média: 1618-1863[editar | editar código-fonte]

Camboja durante a Idade Média

Do XV ao XIX foi um período de declínio e perda de território.[9] Camboja teve um breve momento de prosperidade durante o século XVI devido ao reis, que construíram suas capitais na região sudeste de Tonle Sap, ao longo do rio Mekong,[10] promoveram comércio com outras partes da Ásia.[11] Esse é o período quando exploradores e missionários espanhóis e portugueses visitaram pela primeira vez o país. No entanto, a conquista dos tailandeses da nova capital Lovek em 1594, acaba com o período de prosperidade do Camboja.[12]

Acabou se tornando um pequeno reino entre dois grandes e poderosos vizinhos em ascensão: Reino do Sião e Vietnã.[12] Camboja acabou se tornando um protetorado de Sião e o Vietnã começa uma lenta anexação do Delta do Mekong no final do século XVII. Em meados do século XIX houve uma invasão ao Camboja e, devido a limitada proteção dos tailandeses, o país passa a ser vassalo dos vietnamitas.[12]

Período da Colônia Francesa: 1863-1953[editar | editar código-fonte]

Em 1863, Rei Norodom, que havia sido colocado no poder pela Tailândia[13] , pediu a proteção da França contra os tailandeses e vietnamitas, após as tensões entre esses reinados terem crescido. Em 1867, o rei tailandês assinou um tratado com a França renunciando sua suserania sobre o Camboja, em troca do controle das províncias de Battambang e Siem Reapp, que passaram a pertencer oficialmente a Tailândia. Essas províncias voltaram a fazer parte do Camboja, após um tratado entre a França e a Tailândia em 1906.

O Camboja continuou com o protetorado da França de 1863 a 1953, administrado como parte da colônia da Indochina Francesa, menos durante a ocupação do Império Japonês de 1941 a 1945.[14] Após a morte do rei Norodom em 1904, a França manipulou quem deveria suceder o trono e Sisowath, irmão de Norodom, foi colocado no trono cambojano. O trono ficou vago novamente em 1941 com a morte de Monivong, filho de Sisowath, e a França ignorou o herdeiro legítimo Monireth, filho de Monivong, achando que ele possuía uma mentalidade de independência. Ao invés disso, Norodom Sihanouk, que tinha 18 anos na época, foi colocado no poder. A França achou que Sihanouk seria facilmente manipulado, porém eles estavam errados. No dia 9 de novembro de 1953, sob o reinado de Sihanouk, o Camboja ganhou a independência da França.[14]

Camboja se tornou uma monarquia constitucional com o rei Norodom Sihanouk. Quando a Indochina Francesa deu a independência, o Camboja perdeu oficialmente o Delta do Mekong, passando para o Vietnã. Na prática, a área já vinha sendo controlada pelos vietnamitas desde 1698, quando o rei Chey Chettha II permitiu que os vietnamitas poderiam construir assentamentos na área.[14]

Segunda metade do século XX[editar | editar código-fonte]

Independência[editar | editar código-fonte]

Pode-se dizer que o comunismo surgiu no país de uma forma vinculada aos demais Estados regionais. Referimo-nos ao Partido Comunista da Indochina, de maioria vietnamita. Foi após a Segunda Guerra Mundial que o forte sentimento nacionalista, liderado pelo recém surgido Partido Popular Revolucionário do Kampuchea (KPRP/PPRK), sob os auspícios do Vietnã, levou a França a conceder a independência cambojana, em novembro de 1953. Em 1960 assumiu a liderança comunista de Saloth Sar, que será o futuro o futuro ditador Pol Pot (a partir de 1976). Ainda neste ano, o KPRP passa a chamar-se Partido dos Trabalhadores do Kampuchea (WPK/PTK) e, em 1966, assume a denominação que manterá inalterada: Partido Comunista da Kampuchea (KCP/PCK).

Governo de Sihanouk(1953-1970)[editar | editar código-fonte]

Norodom Sihanouk, cujo partido vence todas as eleições para a Assembléia Nacional, de 1955 a 1966, governa com amplo poder, mas enfrenta uma forte oposição de esquerda. A partir de 1964, com o surgimento do Khmer Vermelho, passa a se deparar com uma violenta rebelião comunista, que atinge o seu auge nos anos 1967/68. Em janeiro deste último ano é criado o Exército Revolucionário do Kampuchea (RAK/ERK). Esta ação de guerrilha foi enfrentada sem grande empenho pelo primeiro-ministro de Sihanouk, já que este encontrava-se na França. Ao retornar, passou a supervisionar pessoalmente a repressão contra-insurgência. Mesmo não tendo erradicado a guerrilha, este esforço custou perto de 10.000 vidas ao país. A insurreição espalhou-se rapidamente, alastrando-se da região de Batdambang para o Sul e Sudoeste do país, envolvendo onze das dezoito províncias administrativas.

Governo de Lon Nol(1970-1975)[editar | editar código-fonte]

Em 1970, enquanto Sihanouk viajava por Moscou e Pequim, seu primeiro-ministro, o Marechal Lon Nol, dá um golpe de Estado e, a 18 de Março, a Assembléia Nacional vota por unanimidade a deposição do governante ausente.

Em março de 1974, forças do Khmer Vermelho capturaram a cidade de Odongk, ao Norte de Phnom Penh, destruindo-a e dispersando os seus 20.000 habitantes pelo interior do país. Dando seguimento a estas "atividades de limpeza", passaram a executar os professores e funcionários públicos. Em uma pequena vila chamada Sar Sarsdam, 60 pessoas foram assassinadas, incluindo-se mulheres e crianças, dentre inúmeras outras ocorrências mencionadas. Estas histórias, na época, eram consideradas como sendo propaganda anticomunista, pela imprensa ocidental e muitas outras organizações internacionais. Nesta época, o território cambojano passa a ser utilizado como refúgio pelas tropas norte-vietnamitas e por guerrilheiros comunistas do Vietnã do Sul.

Governo do Khmer Vermelho(1975-1979)[editar | editar código-fonte]

A 17 de Abril de 1975, as forças do Khmer Rouge (Khmer Krahom, na língua Khmer; em português, Khmer Vermelho) entram na capital, Phnom Penh, quase sem resistência, marcando o fim da administração Lon Nol. O novo governo fará milhares de prisioneiros e deslocará, à força, a população urbana para fazendas coletivas no campo, praticamente eliminando a indústria e cultura nacional. As conseqüências foram trágicas, levando à morte centenas de milhares de pessoas, fosse por doenças e fome, fosse em campos de extermínio.

Imediatamente após o domínio do governo pelo Khmer, foi iniciada a evacuação da população da capital, em direção ao campo. Eram cerca de 2,5 milhões de pessoas, incluindo-se 1,5 milhões de refugiados de guerra. Esta mesma atitude do governo foi observada nas cidades de Batdambang, Kampong Rham, Siemreab, Kam Pong Thun e muitas outras. Nestes procedimentos não havia exceções e até os hospitais eram esvaziados e os pacientes deportados para o interior,enquanto teatros eram evacuados e transformados em chiqueiros para a criação de porcos. O governo comunista do Khmer Vermelho alegava como causa destas providências a necessidade de alimentar a população urbana, do que era impedido pelos bombardeios das forças norte-americanas, que tornava qualquer meio de transporte inviável.

Embora tenham sido lançadas 539.129 toneladas de bombas sobre o território cambojano, quase quatro vezes mais do que as 153.000 toneladas recebidas pelo Japão durante a Segunda Guerra Mundial, este não foi o motivo desta "evacuação". Seguindo-se a isto, o governo prossegue em seu programa de execuções, quando foram mortos tantos funcionários, policiais e militares quantos puderam ser encontrados. Qualquer indivíduo que houvesse trabalhado, de alguma forma, vinculado ao governo deposto, teria morte certa, caso fosse identificado. O Khmer não executava apenas o "vinculado", mas todos os seus familiares, para eliminar qualquer possibilidade de uma futura vingança contra o regime. Por volta de julho de 1975 o ritmo da matança foi reduzido e os condenados passaram a ser enviados para os "centros de reeducação", onde fariam parte dos "batalhões de trabalhos forçados". No final deste ano, e início de 1976, houve um redicionamento das execuções em massa,que agora eram dirigidos aos mais cultos e intelectualizados, tais como professores e assemelhados.

Entre 1977 e 1978, a violência atingiu o seu auge, quando os assassinatos passaram a ser comuns entre os próprios elementos do Khmer Vermelho, em intermináveis purgações em todos os níveis.

Durante todo este período em que o país passa a ser conhecido como "Kampuchea/Camboja Democrático" (Janeiro de 1976/79), o regime de Pol Pot exerceu o poder de vida e morte sobre toda a população, sem a menor contestação. Devido à necessidade de poupar munição, as armas de fogo poucas vezes eram utilizadas. As pessoas eram mortas por qualquer motivo: por não trabalharem com o desejado afinco, por reclamarem das condições de vida, por guardarem algum bem ou comida para utilização própria, por usarem alguma jóia, por terem relações sexuais não autorizadas, por chorarem a morte de algum amigo ou familiar e até por demonstrarem algum sentimento religioso. Os doentes eram, na maioria das vezes, eliminados. Esta matança ocorria, sempre, sem qualquer tipo de julgamento e prolongou-se, ininterruptamente, até a invasão do país pelas tropas do Vietname, em 1979.

A estimativa de mortes neste período varia muito de fonte para fonte. Os dados originários do Vietnã nos dão 3 milhões de mortos entre 1975 e 1979, porém, outros cálculos chegam a 2,3 milhões; a Amnistia Internacional calcula em 1,4 milhões e os norte-americanos, em 1,2 milhões. Qualquer que seja o valor correto, este foi o maior massacre proporcional à população de um país, ocorrido na história moderna da Ásia.

Inconformados com a barbárie, líderes do Vietnam ordenam a invasão do Camboja e a deposição do Líder maoísta Pol Pot. A partir de 1979, com a invasão vietnamita, Hanói assume o controle do Camboja e Pol Pot é deposto. O país passará a ser denominado República Popular do Camboja, sob a presidência de Heng Samrin. Daí em diante, ao longo dos anos, o regime se tornará menos opressor e tende, mesmo que levemente, a uma ordem democrática mais liberal, embora tenha adotado a base do regime marxista-leninista do Vietnã. Mesmo com toda esta redução dos massacres,apesar de ter cerca de 20 anos, pouco se sabe desta época, devido ao grande número de expurgos decorridos ao longo do período, tornando raras as testemunhas dos acontecimentos. O país passa a ser reconstruído e as suas instituições recompostas, embora o sistema coletivista e a economia planificada tenham continuado.

Depois de passar 18 anos escondido na selva e ter a sua morte anunciada diversas vezes, Pol Pot reaparece em julho de 1997. É acusado pelo Khmer Vermelho de mandar matar vários ex-companheiros e suas famílias. É condenado à prisão perpétua, a ser cumprida em sua casa. Lon Nol, ex-presidente e primeiro-ministro do Camboja, diz que, dos 7 milhões de cambojanos, 3 milhões haviam morrido de fome, doenças ou devido a expurgos, desde a ascensão dos comunistas ao poder. O Camboja encerra o século com um regime de governo estabelecido por uma Monarquia Parlamentarista, sob a égide do já registrado rei,Norodom Sihanouk:que assume o governo novamente no ano de 1993.

Um acordo assinado entre o governo cambojano e a ONU, em maio de 2000, determina a criação de um tribunal para julgar os líderes do Khmer Vermelho por crimes contra a humanidade.

Referências

  1. David Chandler, A History of Cambodia (Westview Publishers: Boulder Colorado, 2008) p. 13.
  2. op. cit.
  3. op. cit.
  4. op. cit.
  5. Gerd Albrecht et al., Circular Earthwork Krek 52/62: Recent Research on the Prehistory of Cambodia (Asian Perspectives vol. 39, n. 1-2, 2000).
  6. David Chandler, A History of Camboida, p. 19.
  7. Percival Spear, India: A Modern History (University of Michigan Press: Ann Arbor, 1961) p. 14.
  8. Ibid., p. 39.
  9. French Indochina multilingualararchive.com.
  10. Library of Congress Country Studies. Cambodia: Introduction.
  11. cambodia/1653 Camboja cambodian.info/history-of cambodia.
  12. a b c Library of Congress Country Studies. Camboja: Domination by Thailand and by Vietnam.
  13. Chandler, D.P.. A history of Cambodia (2nd ed.). Boulder, Colorado: Westview Press, 1993.
  14. a b c Kamm, Henry. Cambodia: report from a stricken land. New York: Arcade Publishing, 1998. p. 27. ISBN 1559704330.


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