História do Iémen
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A História do Iêmen é um domínio de estudos de fatos focados na evolução do território e sociedade iemenitas que, canonicamente, se estende desde a antigüidade, quando era conhecido como Arábia Feliz, até os dias atuais.
O templo mais antigo da Península Arábica, chamado Mahram Bilqus, ou "palácio da Rainha de Sabá" encontrava-se em Marib, no sul do actual Iêmen, que era considerada a capital do reino de Sabá.
Esta cidade foi construída entre o segundo e o primeiro milénios antes de Cristo. Localizada numa situação estratégica, Sabá floresceu através do comércio de mercadorias, tanto da Ásia, como de África, incluindo o café, proveniente da região. O Iêmen foi um país socialista com uma fragmentação territorial, por isso ele passou a ser dividido em dois blocos.
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[editar] Antigüidade
O reino lendário de Main, no século VII a.C., que exportava incenso para o Egito no século XIV a.C., é o primeiro de que se tem notícia em terras do Iêmen. Outro reino antigo foi o de Sabá, estabelecido no sudoeste do país, cuja rainha visitou Salomão, segundo o Antigo Testamento. Durante o I milênio a.C., o sul do Iêmen dividia-se em dois reinos: o de Qataban e o de Hadhramaut, que comerciavam com incenso e eram famosos por seus sistemas de irrigação. No século I a.C., o reino de Sabá entrou em decadência, e o poder passou para himiaritas, que estabeleceram a capital em Sana.
Após a destruição de Jerusalém, no ano 70 a.C., chegaram ao país colonos judeus, e em meados do século IV estabeleceram-se os primeiros grupos cristãos. Em 525, o reino cristão da Abissínia derrubou o último reino himiarita. Em 575 o país foi invadido pelos persas sassânidas, e na segunda metade do século VII incorporou-se ao Islã.
[editar] História islâmica
Na década de 630, o primeiro califa muçulmano, Abu Bakr, realizou incursões em território do Iêmen, que chegou a dominar por inteiro, unificando assim toda a península árabe. Apesar da integração, o território conservou um alto grau de autonomia, governado de fato por pequenas dinastias tribais.
As turbulências políticas prosseguiram, e no final do século IX foi instaurada a dinastia dos zaiditas, família poderosa, cujos membros participaram do governo do Iêmen do Norte até 1962. De 1173 até 1229 o Iêmen foi regido pela dinastia egípcia dos aiúbidas, e até o final do ano 1450, pelos resúlidas, período de florescimento artístico e científico. A arquitetura e a agricultura tiveram grande avanço.
O Iêmen foi invadido pelos mamelucos egípcios no início do século XVI, e pelos turcos otomanos em 1517. Os turcos otomanos foram expulsos pelos zaiditas em 1635. No século XVIII houve uma nova divisão do território iemenita, provocada por lutas entre tribos inimigas. Durante o século seguinte, o desejo egípicio de recuperar Áden esbarrou na oposição do Reino Unido, que ocupou o Iêmen do Sul em 1839 e o transformou em protetorado e colônia em 1937. Enquanto isso, os turcos consolidavam seu domínio no Iêmen do Norte.
[editar] História contemporânea
Em 1914, um acordo anglo-turco tentou fixar os limites entre o Iêmen do Norte e o Protetorado de Áden, mas a questão só foi definitivamente resolvida em 1934. Uma revolução socialista proclamou, em 26 de setembro de 1962, a República Árabe do Iêmen (Iêmen do Norte). Apesar da oposição dos nacionalistas iemenitas, o Protetorado de Áden foi incorporado à Federação da Arábia do Sul, criada em 1963. Os britânicos prometeram conceder a independência em 1968, mas um ano antes o poder foi ocupado pela Frente de Libertação Nacional, de orientação marxista. Nesse mesmo ano foi a proclamada a República Popular do Iêmen (Iêmen do Sul), que em 1970 adotou o nome de República Democrática Popular do Iêmen.
Em 1979 as duas repúblicas iemenitas entraram em guerra. Forças do Iêmen do Sul penetraram na República Árabe do Iémen. Após um mês de combates, ambas as partes aceitaram a mediação da Liga Árabe, e dois anos depois iniciaram conversações com vistas à unificação. As negociações começaram em 1981, mas a República Árabe do Iêmen acusou o vizinho financiar as tropas guerrilheiras da Frente Nacional Democrática que operavam em seu território. Na República Popular Democrática do Iêmen desencadeou-se uma luta de facções que provocou mais de mil mortes e a destituição do presidente Ali Nasir Muhammad.
[editar] Unificação
Ao cabo de muitas lutas, conseguiu-se a unificação como resultado das duas repúblicas iemenitas que se fundiram em um só país, em 22 de maio de 1990, quando os dirigentes de ambos os países, Ali Abdullah Saleh, pelo Iêmen do Norte, e Haydar Abu Bakr Al-Attas, pelo Iêmen do Sul, proclamaram a República do Iémen, em cerimônia histórica, festejada em todo o novo país.
[editar] Bibliografia
- Alessandro de Maigret. Arabia Felix. Londres: Stacey International, 2002. ISBN 1-900988-07-0
- Bastos, Jésus de Alvarenga. Nova Enciclopédia Barsa: Macropédia. São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações, 1998. 14-15 p. 18 v. v. 8. ISBN 85-7026-437-2
- Korotayev, Andrey. Ancient Yemen. Oxford: Oxford University Press, 1995. ISBN 0-19-922237-1
[editar] Ver também
[editar] Ligações externas
- (es) Mapa da Arábia (1905–1923) incluindo o Iémen
- (em inglês) Uma represa em Marib
- (em inglês) Rainha Sheba

