História do Turquemenistão

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A história do Turquemenistão remonta há milênios. Na verdade, expedições arqueológicas recentes revelaram a presença de um povo que viveu no deserto de Karakum há 5000 anos atrás.

Na região do atual Turquemenistão, especialmente na Rota da Seda, os arqueólogos descobriram os restos de várias cidades, bem como irrigação e tumulos.

História[editar | editar código-fonte]

Os primeiros habitantes do Turquemenistão foram as tribos nômades turcas provenientes da região do atual Cazaquistão desde o século X até o início do século XX. A partir do século XI, essas tribos passaram por um processo de islamização. Entre os séculos XV ao XVII, o território turcomano foi controlado a partir do século XVI pela tribo chaudor, ao norte, e pela tribo salor, ao sul. Os chaudor tornaram-se vassalos do canatos uzbeques de Khiva e Bukhara, enquanto os salor ficavam sob o domínio do Império Safávida. No século XVIII, o domínio passou para os teques e os iomudes, tribos rivais com base respectivamente no óasis de Khorezm e às margens dos rios Atrek, Tedjen e Murgab. A partir dessa época, os russos gradualmente reduzem os canatos à condição de protetorados. Os turcomanos, no entanto, resistem à dominação. Na segunda metade do século XIX, os russos fundaram o porto de Krasnovodisk, a leste do mar Cáspio, que logo se transformou em área militar russa. Na batalha de Gok Tepe, em 1881, cerca de 150 mil turcomanos foram mortos pelo Exército Imperial Russo. Como resultado dessa batalha, o território passou a constituir a província Transcaspiana dos russos, e oito anos depois recebeu um governo-geral. Em 1895, a Rússia e o Reino Unido dividiram entre si o Turquemenistão.

A revolta contra o czar russo Nicolau II, aconteceu em 1916, em Tedjen. Em 1918, os bolcheviques invadiram o território com o apoio de 1.200 militares britânicos. Aproveitando-se da debilidade do poder bolchevique instalado na Rússia e contando com a proteção de uma guarnição britânica, os turcomanos estabeleceram um governo independente. No ano seguinte, os britânicos se retiraram, e o Exército Vermelho capturou Krasnovodisk e Aşgabat e, em 1925, o Turquemenistão começou a fazer parte da União Soviética. Sua capital, Aşgabat passou a se chamar Lênin. De 1920 até 1923, os ocupantes dividiram o vasto território do então chamado Turquestão em cinco repúblicas socialistas: Turquemenistão, Cazaquistão, Uzbequistão, Tajiquistão e Quirguistão. Essas cinco repúblicas formavam a União Soviética até a extinção do maior país do mundo, no início da década de 1990.

Em maio de 1990, o turcomeno substituiu o russo como língua oficial. Em 22 de agosto de 1990, o Soviete Supremo (Parlamento) declarou a independência do país, fato que só demorou dois meses para se concretizar, com a eleição do primeiro presidente do novo país.

A independência do Turquemenistão foi proclamada em 27 de outubro de 1991, sob a liderança do único candidato à presidência, Saparmurat Niyazov e, no ano seguinte, tornou-se o primeiro país da Ásia Central a aprovar uma nova constituição, que institui o Halk Maslahat (Conselho do Povo) como o órgão supremo do governo. No mesmo ano, o Partido Comunista do Turquemenistão mudou seu nome para Partido Democrático do Turquemenistão. O país aderiu-se então à Comunidade de Estados Independentes (CEI). Em 1993, o Turquemenistão adotou o manat como moeda nacional para sair da área de influência do rublo, procurou ampliar a indústria petrolífera. Em julho de 1995, mil pessoas protestaram contra o governo e a situação econômica. Vários manifestantes foram presos. Em dezembro, em resposta a críticas internacionais, Niyazov anunciou que criará um instituto de direitos humanos no país. Este passou a funcionar em outubro de 1996. Em junho de 1997, o Parlamento aprovou novo código criminal, que mantém a pena de morte para assassinato premeditado, crimes contra o governo, atentado contra o presidente ou porte de drogas. Em reunião com o presidente da Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), em abril de 1998, Niyazov concordou em libertar oito prisioneiros detidos nos protestos de 1995. Dias depois, Abdy Kuliyev, retornou ao país e foi posto em prisão domiciliar. Kuliyev foi solto dias depois, mediante intervenção do governo russo.


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