João Barone

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João Barone
Baterista do Os Paralamas do Sucesso desde 1982.
Informação geral
Nome completo João Alberto Barone Reis e Silva
Nascimento 5 de agosto de 1962 (52 anos)
Rio de Janeiro, RJ
 Brasil
Gênero(s) rock, pop
Instrumento(s) bateria
Período em atividade 1982 - hoje
Outras ocupações Veículos militares
Afiliação(ões) Os Paralamas do Sucesso

João Alberto Barone Reis e Silva (Rio de Janeiro, 5 de agosto de 1962) é um baterista brasileiro, membro do grupo Os Paralamas do Sucesso. Considerado um dos melhores bateristas do Brasil, costumava ser chamado por Herbert Viana como "as baquetas mais velozes da América Latina"'. João Barone não é um músico freelancer, mas foi convidado para gravar com artistas e grupos como Ultraje a Rigor, Marina Lima, Lenine, Rita Lee, Zizi Possi, entre outros. Barone também produziu a banda Conexão Japerí, com Ed Motta e Los Djangos. Em 1995, lançou uma vídeo-aula (João Barone da o toque) onde mostra sua técnica e explica as batidas de seus principais sucessos com o Paralamas.

Os maiores incentivadores e responsáveis por começar a tocar, foram seus irmãos e seu pai, que ouviam muita música em casa. Ringo Starr foi seu primeiro baterista favorito, mas em 1978 decidiu tocar pra valer quando viu os primeiros videos do The Police na televisão. A sua entrada nos Paralamas, deu-se no dia em que foi chamado às pressas para substituir Vital Dias, então baterista do Os Paralamas do Sucesso, que faltou a uma apresentação no Festival Universitário da (UFRRJ) em setembro de 1981. Foi apresentado por Super, um amigo comum entre ele e o Bi. O entrosamento foi instantâneo, o público adorou e Barone assumiu definitivamente o posto de baterista.

Biografia[editar | editar código-fonte]

João Alberto Barone Reis e Silva, nascido em 5 de Agosto de 1961, no Rio de Janeiro, teve seu primeiro contato com a bateria aos nove anos, quando assistia os ensaios da banda de seu irmão João Guilherme. Mais tarde, quando morava na Universidade Rural, ele e uns amigos começaram a fazer aulas de violão e ai tomou, de fato, gosto pela música. Os irmãos de Barone eram “beatlemaníacos” e também ouviam Jimi Hendrix, Cream, Carlos Santana entre outros, servindo de grande influência. Foi em meados de 1977 que ele se interessou mesmo em começar a tocar. Porém, o sonho inicial de Barone era ser tenista, até que, em 1978, assistiu o clipe de "Roxanne", do grupo The Police, resolveu se dedicar à música, influenciado por Stewart Copeland, baterista do The Police.

João estudava na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, e certo dia, os Paralamas fariam um show por lá. Porém, o então baterista Vital Dias faltou. Barone assumiu temporariamente a bateria, ao ser apresentado a Herbert Vianna (voz e guitarra) e Bi Ribeiro (baixo). O baterista, depois deste show, passou a se revezar com Vital Dias, que deixou a banda ainda em 1982. Com a saída deste, Barone foi efetivado como baterista dos Paralamas. Mais tarde, Barone e Bi passaram a se encontrar na faculdade, onde combinavam de "fazer um som". Ensaiavam na casa da de Bi (que inspirou o hit "Vovó Ondina é Gente Fina"). Acabaram por gravar uma demo e mandá-la para a Rádio Fluminense. "Vital e sua Moto" explodira. O pontapé inicial fora dado. Barone já ajudou na melodia de muitas músicas e escreveu, entre outros, o sucesso "Melô do Marinheiro", do álbum Selvagem? (1986).

Tem três filhos: Clara, Laura e Vicente.

Equipamento[editar | editar código-fonte]

João Barone é endorsee das marcas

  • Tama Drums (baterias)
  • Paiste (pratos)
  • Vic Firth (baquetas )
  • Evans Drumheads (peles)
  • Alê Bags (bags para armazenamento dos tambores)
  • Drummer's Capas (Capas para proteger os Pratos)

João Barone usa (2) dois KIT de Bateria na estrada

Sua bateria KIT A é uma Tama Superstar Hyper-Drive na Cor : Black

  • 22"x18" Bumbo
  • 10"x6.5" Tom
  • 12"x7" Tom
  • 14"x12" Surdo
  • 16"x14" Surdo
  • 14"x6,5"Caixa Tama de Bronze Martelado como caixa principal
  • 14"x5,5"Caixa Tama de madeira Superstar como caixa reserva
  • 10"x5,5" Caixa Tama em Steel como caixa auxiliar
  • 6"x23,5" Octoban Low-pitch
  • 6"x31,5" Octoban Low-pitch
  • Pad eletrônico Roland SPS-5
  • Timbales - LP Tito Puente 12" e 13"
  • Máquina de hi-hat Tama Iron Cobra Lever Glide
  • Pedal duplo Tama Iron Cobra Power Glide HP900PTW
  • Estantes Boom Standard Series ( 5 )
  • Estante Stilt para o Ride ( 1 )
  • Extensor Tama para Hi-Hat extra - Mxa-63en
  • Peles Evans : EC2 Tons e Surdo / EQ3 Bumbo / Caixa : HD DRY / Caixa 2 : G2 Porosa / Octoban : G2 Clear e Genera Resonant em todas as peles de resposta
  • 02 Almofadas Evans EQ no Bumbo
  • Baquetas: Vic Firth 3A João Barone signature

Sua bateria KIT B é uma Tama Superstar Hyper-Drive na Cor : Galaxy Sparkle

  • 22"x18" Bumbo
  • 10"x6.5" Tom
  • 12"x7" Tom
  • 14"x12" Surdo
  • 16"x14" Surdo
  • 14"x5,5"Caixa Tama Stewart Copeland Signature como caixa principal
  • 14"x5,5"Caixa Tama Starclassic de madeira como caixa reserva
  • 10"x5,5" Caixa Tama como caixa auxiliar
  • 6" Octoban High-pitch
  • 6" Octoban High-pitch
  • Pad eletrônico Roland SPS-5
  • Máquina de hi-hat Tama Iron Cobra Lever Glide
  • Pedal duplo Tama Iron Cobra Power Glide HP900PTW
  • Estantes Boom Standard Series ( 5 )
  • Estante Stilt para o Ride ( 1 )
  • Extensor Tama para Hi-Hat extra - Mxa-63en
  • Peles Evans : EC2 Tons e Surdo / EQ3 Bumbo / Caixa : HD DRY / Caixa 2 : G2 Porosa / Octoban : G2 Clear e Genera Resonant em todas as peles de resposta
  • 02 Almofadas Evans EQ no Bumbo
  • Baquetas: Vic Firth 3A João Barone signature

Seu set de pratos é sempre variável, com diferentes tamanhos e linhas da Paiste. A mais recente mudança no set ficou assim:

Turnê - Os Paralamas do Sucesso 30 Anos / Set de Pratos KIT A

  • 13" Signature Heavy Hi Hat Top (superior) / Traditional Hi Hat Bottom (inferior)
  • 18" Thin Crash Rude
  • 19" Thin Crash Rude
  • 08" Splash Signature
  • 08" Splash Signature
  • 19" Wild Crash Rude
  • 24" Eclipse Mega Power Ride Rude
  • 19" Power Crash Signature
  • 18" Novo China Rude
  • 15" Signature Sound Edge Signature Model PsychoShoes Aquiles Priester
  • 36" Gongo Paiste

Turnê - Os Paralamas do Sucesso 30 Anos / Set de Pratos KIT B

  • 13" Signature Dark Energy Hats Mark I
  • 18" Wild Crash 2002
  • 19" Full Crash Signature
  • 08" Splash 2002
  • 08" Splash 2002
  • 19" Wild Crash Rude
  • 24" Eclipse Mega Power Ride Rude
  • 19" Power Crash Signature
  • 18" Novo China Rude
  • 15" Sound Edge 2002

Microfones para os dois KITs

  • Caixa - Sennheiser 604
  • Tons - Sennheiser 604
  • Surdos - Sennheiser 604
  • Bumbo - Shure Beta 52
  • Octobans - Shure SM57
  • Hi-Hats - Shure SM81 / AKG C1000
  • Timbales - Shure SM57 / Sennheiser MD 421
  • Gongo - AKG BL414
  • Over - AKG C3000
  • Voz - Shure SM56

Fone

  • Shure SE 535
  • Bodypack : Shure P6HW

Outros Projetos[editar | editar código-fonte]

Em 1995, João Barone lança sua vídeo aula chamada "João Barone Dá o Toque".

João Barone Dá o Toque inicia com o batera dando uma geral no ritmo que é a linha-mestra de seu trabalho, o reggae, citando alguns de seus predecessores, como o calipso e o ska, bem como alguns de seus descendentes, como o dancehall e o raggamuffin. Tudo exemplificado. Barone também fala das misturas do reggae com ritmos brasileiros como o baião e o maracatu, e do intercâmbio do ritmo jamaicano com as músicas africana e baiana. Depois de demonstrar alguns sucessos dos Paralamas como Óculos, Perplexo e Meu Erro, Barone conta um pouco da sua história e fala de seus ídolos, entro os quais, Ringo Starr (Beatles), John Bonham (Led Zeppelin) e Stewart Copeland (Police). Fala também sobre sua afinação e abafamento, sobre a escolha do kit adequado, tratando desde o uso do pedal duplo e de peças adicionais como pads e samplers, até as diferenças nas linhas e modelos de pratos e a importância de se ter um conhecimento básico em estúdio. Mesmo abrangendo uma ampla gama de temas, o vídeo é pouco profundo e um tanto confuso. Ainda assim é agradável e deve ser mais útil para quem não espera aprender grandes lições com ele, valendo mesmo pela experiência passada por Barone.

Ficha Técnica:

João Barone dá o Toque - 1995 (VHS)

Bateria e roteiro: João Barone

Roteiro final e direção: João Guilherme Reis

Direção Artística: João Augusto

Produção executiva: Roberto Andrade, Valério Azevedo, João Guilherme Reis

Técnico de Bateria: Alexandre Saieg

Vídeo: Reggae Construção - João Barone (música incidental Kukluxklan/ Steel Pulse)

Reggae Explicação - João Barone

Reggae Maracatu - João Barone

Não Me Estrague o Dia - Herbert Vianna/ Bi Ribeiro

Domingo na Feira - João Barone

Marrakesh - João Barone

Fora dos Paralamas[editar | editar código-fonte]

Barone já gravou uma video-aula chamada "João Barone dá o Toque", em 1996, e gravou com muitos outros artistas:

  • Rita Lee: álbum Rita e Roberto (1985). No período em que Herbert se recuperava de um acidente, em 2001, tocou com Rita, na turnê do álbum Aqui, Ali, em Qualquer Lugar.
  • Arnaldo Antunes: faixa "Pare o Crime", do disco Um Som (1998).
  • Lenine: faixa "Hoje Eu Quero Sair Só" de O Dia em Que Faremos Contato (1997).
  • Paulo Ricardo: no álbum Rock Popular Brasileiro, de 1996, no qual o cantor interpretava clássicos do rock nacional, Barone gravou "Agora Só Falta Você", de Rita Lee.
  • Titãs: na faixa "Eu Não Vou Dizer Nada (Além do que Estou Dizendo)", álbum Domingo (1995).
  • Marina Lima: na faixa "Grávida", do álbum Marina Lima (1991).
  • Kid Abelha: faixa "Cantar em Inglês" do álbum Kid (1989). George Israel também chamou Barone para seu álbum-solo em 2004.
  • Ed Motta/Conexão Japeri: Barone foi chamado para produzir o 1º álbum , em 1988, onde toca em 3 faixas, entre elas "Manoel" .
  • Jorge Ben Jor,: faixas "Homem de Negócios", "Mama África" e "Miss X" do disco Ben Jor (1989).
  • Dinho Ouro Preto: faixas "Noiaba Carlos", "Freiras Lésbicas Assassinas do Inferno" e "1+1", do álbum Vertigo (1994).
  • Fausto Fawcett e Laufer: no álbum Básico Instinto (1993).
  • Ultraje a Rigor: faixa "Maximilian Sheldon", do álbum Sexo!! (1987).
  • Léo Jaime: "Solange", versão de "So Lonely" do Police, no álbum Sessão da Tarde (1985), "Briga" e "Prisioneiro do Futuro" , no álbum Vida Difícil (1986).
  • Eduardo Dussek, álbum Brega Chique (1984), junto com os Paralamas.
  • Zé Ramalho, álbum Parceria dos Viajantes (2007), nas faixas "O rei do rock", "Montarias sensuais", "Do muito e do pouco", "Procurando a estrela" e "Farol dos mundos".
  • Melhores Bateristas do Nordeste, álbum gravado com alguns bateristas amadores das maiores capitais nordestinas, tals como Igo Matazami (Influência do Heavy Metal), Talhes Silva (Influência Mpb), Felipe Feitosa Gurgel Figueredo (Influência Punk Rock) e Junior Pereira (Influência Jazz e Hardcore).

Segunda Guerra Mundial[editar | editar código-fonte]

Barone é fascinado com a Segunda Guerra Mundial, em parte por seu pai ter sido parte da FEB. Restaurou um jipe militar e colocou seu nome de "Gisele" no qual ele anda pelas ruas, gravou matéria para o Fantástico, e apareceu na seção "Eu Queria Ser..." da revista MTV como o Capitão John Miller, personagem de Tom Hanks em O Resgate do Soldado Ryan.

Lançou em 2006 Um Brasileiro no Dia D, um documentário que aborda as comemorações do 60º aniversário do Dia D e o sobre o aviador franco-brasileiro Pierre Clostermann. O filme foi exibido no History Channel, em 2010. Em 2009, apresenta a série "Redescobrindo a Segunda Guerra", pelo National Geographic Channel brasileiro,[1] assim como lança o livro "Minha Segunda Guerra" pela Panda Books, também sobre o tema.[2] Barone está prestes a lançar seu segundo livro sobre o tema Brasil na Segunda Guerra Mundial. Sua ajuda em manter viva a história dos brasileiros no conflito lhe rendeu condecorações como a Medalha Mascarenhas de Morais, Medalha Três Bravos Brasileiros e Medalha da Vitória, de autoridades do Ministério da Defesa e entidades de veteranos da Força Expedicionária Brasileira. Em 2013, lançou seu segundo livro "1942-O Brasil e sua guerra quase desconhecida" abrangendo de forma mais ampla a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial.

Prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

Prêmio Categoria Resultado
Prêmio Multishow de Música Brasileira 1999 Melhor instrumentista Venceu
Prêmio Multishow de Música Brasileira 2003 Melhor instrumentista Venceu
Prêmio Multishow de Música Brasileira 2011 Melhor instrumentista Venceu

Referências[editar | editar código-fonte]

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