Namibe

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Namibe
Localidade de Angola Angola
(Cidade e Município)
Namibe.jpg

Pôr-do-sol numa praia de Namibe
Dados gerais
Fundada em 1840
Gentílico namibense
Província Namibe
Características geográficas
Área 8 916 km²
População 530 000 hab.
Altitude 9 m
Clima desértico

Namibe está localizado em: Angola
Namibe
Localização de Namibe em Angola
15° 11' 43" S 12° 09' 03" E{{{latG}}}° {{{latM}}}' {{{latS}}}" {{{latP}}} {{{lonG}}}° {{{lonM}}}' {{{lonS}}}
Projecto Angola  • Portal de Angola

Namibe (anteriormente Moçâmedes) designa uma cidade e um município, capital da província do Namibe, em Angola.

O município tem 8 916 km² e cerca de 530 mil habitantes1 . É limitado a Norte pelo município de Baía Farta, a Este pelos municípios de Camucuio, Bibala e Virei, a Sul pelo município de Tômbua e a Oeste pelo Oceano Atlântico e é constituído pelas comunas de Namibe, Lucira e Bentiaba.

A cidade foi fundada em 1840 e, até 1985, teve o nome de «Moçâmedes». É o terceiro maior porto de Angola, depois de Luanda e Lobito. É também o terminal do caminho-de-ferro do Namibe. A região, maioritariamente desértica, com clima fresco e seco, alberga a Welwitschia mirabilis, uma espécie vegetal endêmica. Dos diversos bairros periféricos, o mais extenso é o «Cinco de Abril», que surgiu em consequência das cheias do dia 5 de Abril de 2001. Na sua maior parte, os populares perderam os entes queridos e os haveres, tendo os sobreviventes sido encaminhados para a área antes desértica. A cidade é uma das mais bem planejadas de Angola, e é a unica das capitais Angolanas com caraterísticas diferentes pois está localizada em meio ao deserto, mar e as savanas. A cidade é a segunda potência de pescado na província ficando atrás somente da cidade do Tombua.

O Aeroporto Yuri Gargarin - Namibe é o aeroporto que serve a cidade e é também o principal e maior da província. A cidade é uma das mais procuradas pelos turistas e foi também destino de descanso e lazer do primeiro presidente Angolano Agostinho Neto. Das capitais Angolanas entre outras cidades africanas, a cidade do Namibe é a mais próxima da Ilha de Santa Helena.

Em 2013 a cidade sediou em conjunto com a cidade de Luanda o Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins, o primeiro do gênero em África.


História[editar | editar código-fonte]

Primórdios[editar | editar código-fonte]

Antes da deriva continental, a área onde Moçâmedes atual Namibe surgiu era contígua a região sul do Estado Brasileiro da Baía, esta teoria é comprovada devido a semelhança das costas dos dois continentes, estima-se que está separação tem cerca de 200 milhões de anos e após a separação teria surgido o deserto mais antigo do Mundo o deserto do Namibe. Estudos indicam que os os primeiros humanos a habitarem a região podem ter chegado por lá a cerca de 2000 anos. Porém fosseis encontrados na região indicam que espécies já extintas habitaram o lugar antes dos humanos. Outro fator que deixa os pesquisadores intrigados é a presença de pinturas rupestres o que poderiam indicar que a presença de humanos na região é mais antiga do que se imagina.

Séculos XVIII e XIX[editar | editar código-fonte]

A zona de Moçâmedes, posteriormente baptizada de Namibe, era vital para os Portugueses. Com efeito, não se poderia pensar em progredir para leste, com ideias de ocupação do território, sem possuir à retaguarda, junto ao mar, uma posição solidamente estabelecida. Várias expedições de exploração e reconhecimento às paragens meridionais foram realizadas, as mais famosas foram as que ordenou o governador de Angola, barão de Moçâmedes, em 1785 (uma por mar e duas por terra). Mais tarde, em 1839, veio uma corveta comandada pelo capitão-tenente Pedro Alexandrino da Cunha, que estabeleceu contacto com os povos da zona (Cuvales, do grupo Herero). Foi decidida a instalação de uma colônia em Moçâmedes, encravada entre as águas da baía e o deserto. Chegaram alguns comerciantes, oriundos sobretudo de Benguela e de Luanda. Nasceram os primeiras construções na praia. E, em 1840, decidiu-se a construção da fortaleza de São Fernando de Namibe. No dia 23 de Maio de 1849 o navio saiu do Recife de Pernambuco rumo às costas de África, escoltando a barca Tentativa Feliz. Seguiam a bordo, nessa primeira leva, cento e setenta e quatro colonos.Os Portugueses estavam prestes a apresentar-se em força às portas dos desertos meridionais de Angola. A 4 de Agosto, mortificados por setenta e quatro dias de A 4 de Agosto, mortificados por setenta e quatro dias de navegação, os passageiros têm enfim à vista, os passageiros têm enfim à vista de terra em um dia de cacimbo.Quando se internam na baía enxergavam com um recolhimento angustiado, as vegetações da foz do rio Bero, o deserto enorme que rodava a baía, o recorte severo da fortaleza de S. Fernando. Sobressaindo na desolação, erguem-se os seus novos lares - meia dúzia de choupanas de pau-a-pique e alguns barracões de paredes de madeira e coberturas de palha. Quando, a 5 de Agosto de 1849, os passageiros da barca tomam lugar nos batéis e iniciam o desembarque, o brigue salva alegremente com as suas bocas de fogo, no que é imitado pela artilharia da fortaleza logo que eles saltam em terra. Silvam foguetes no espaço, trespassando a cortina de cacimbo e estralejando, longínquos e amortecidos, por sobre a quietude do deserto. Na praia há abraços, risos e promessas. Soam vivas aos recém-chegados, às autoridades, à rainha Maria Segunda e a Portugal.Alojados nos barracões que constituiriam a sua morada provisória, e mantendo com os cuvales das vizinhanças relações de uma cordialidade distante, os colonos esquadrinharam meticulosamente os subúrbios da povoação. Procuravam os terrenos mais aptos para as culturas. Informados das inundações periódicas do Bero, exteriorizaram algum optimismo sobre as possibilidades da região.

A 14 de Outubro elegeu-se o Conselho Colonial de Moçâmedes, órgão consultivo do Governo, onde Souza foi nomeado o primeiro governador de Moçâmedes. O triténio de 1850 a 1852 foi um período de calores sufocantes e águas escassas. O leito do rio Bero acabou secando, os colonos remediavam-se com as cacimbas escavadas nas proximidades do rio ou nos quintais das residências. A 26 de Novembro de 1850 desembarcaram na baía mais cento e sete colonos oriundos de Pernambuco. Outros núcleos, mais reduzidos, se lhes seguiram, provenientes do Rio de Janeiro e da Baía. Cerca de três centenas de refugiados procuravam agora dar corpo ao projeto português no Sul de Angola. De um dia para o outro as águas do rio voltaram e das águas brotou igualmente a ressurreição de Moçâmedes. Isso deveu-se em parte ao sucesso das fazendas ribeirinhas, onde se espraiavam a perder de vista os campos de cana-de-açúcar, algodão, tabaco, vinhas e árvores de fruto. Progrediu também a indústria do charque, carne salgada e seca pelos sistemas uruguaio e brasileiro. Alguns moradores meteram-se esperançosamente aos caminhos do mar e retornaram com os barcos a transbordar. Os quintais cobriram‑se de estrados de caniço, onde o peixe secava exalando um cheiro acre. A baía passou a ser procurada por embarcações ávidas de gêneros frescos, predominando os baleeiros norte-americanos que devassavam os refúgios dos cetáceos entre a costa angolana e a ilha de Santa Helena. Moçâmedes prosperava e, em 1855, seria elevada à categoria de vila. Em 1857 já existem 16 pescarias onde trabalhavam 280 escravos. Ao festejarem o décimo aniversário da chegada da colônia, no dia 4 de Agosto de 1859, verificaram a existência de 83 propriedades agrícolas nas margens do rio Bero, três no Giraúl, dois no Bumbo, três em S. Nicolau, um no Carujamba, e três no Coroca, Moçâmedes foi crescendo a um ritmo acelerado.

Figura Importante

Bernardino Freire de Figueiredo Abreu e Castro, português, é considerado pelos historiadores portugueses como o fundador da cidade do Namibe, a antiga cidade de Moçâmedes da época colonial portuguesa, fundada em meados do sec. XIX por colonos portugueses oriundos de Pernambuco.


Século XX e XXI[editar | editar código-fonte]

Em 1905 iniciaram-se as obras dos caminhos de ferro de moçâmedes,a construção do Caminho-de-ferro de Moçâmedes, reporta a uma carta de lei de 1890, por ela foi o Governo autorizado à construção e exploração destes caminhos-de-ferro. Em 1907 foram inaugurados os primeiros 67 quilômetros, isto é, quinze anos depois. Na sequência deste trabalho esta importante linha do Sul de Angola atingiu o quilômetro 186. Parou por um período de sete anos, pois só em 1923 chegaria a Sá da Bandeira, hoje Lubango.

No começo do século XX Foi construído o Aeroclube de Moçâmedes. Foi em 14 de Março de 1923 que se deu a 1ª ligação aérea em monomotor , entre as cidades de angolanas do Huambo, Benguela, Moçâmedes e Lubango , acontecimento a que a imprensa na altura fez grande eco, por ser considerado um feito arrojado e espetacular.

Outras grandes obras foram emplacadas nos anos seguintes como o palácio de Moçâmedes, o Club Náutico de Moçâmedes, o Estádio de Futebol Joaquim Morais, os Pavilhões do Sporting e do Benfica, os portos comercial e mineraleiro. Nesta época já residiam em Moçâmedes um elevado números de colonizadores, além dos nativos e a densidade demográfica crescia a cada ano.

A Fuga após antes e após independência

A população de Moçâmedes, desde sempre geograficamente afastada de zonas de conflito, viveu em completa calmaria até Julho de 1975, mas viu a sua situação mudar e deteriorar-se a partir de momento em que, após a batalha de Luanda e a expulsão da UNITA e da FNLA pelo MPLA, os confrontos entre os movimentos começaram a alastrar a todas as cidades de Angola. Foi a partir de então que as pessoas começaram a tomar consciência da situação, e conforme se avançava para o dia 11 de Novembro, dia da Independência, o pânico começou a alastrar, pois até aí, excepto uns poucos mais temerosos de suas vidas, e mais preocupados em acautelar seus bens, a maioria vivia de de boa fé, e na mais completa ignorância daquilo que realmente se estava a passar, ia-se deixando estar, embora se mantivesse expectante e receosa ante o desenrolar dos acontecimentos. Ninguém sabia, por exemplo , que a partir de Julho de 1975 os soldados cubanos apoiados por material de guerra russo pesado e sofisticado (tanques e mísseis), tinham começado a entrar em Angola, o que não admira, pois mesmo na então Metrópole desconhecia-se em absoluto estes factos, porque a Informação (imprensa, rádio e TV) à época considerada "a mais livre do mundo", simplesmente os ocultava. Aliás, de Julho até à independência de Angola, a 11 de Novembro de 1975, Portugal vivia o período agitado do seu "verão quente", perpassado de tensões crescentes entre grupos de esquerda e de direita, que só viria a acalmar com o 25 de Novembro de 1975. Para a maioria do povo portugues da Metrópolem o que se passava nas colónias era secundário.

Em 28 de Agosto de 1975 partiu do porto de Moçâmedes, rumo a Luanda, o navio «N'gola», transportando refugiados, para evacuação aérea com destino a Portugal. Em 28 de Outubro de 1975 28 de Outubro de 1975 entraram em Moçâmedes, pela estrada de Sá da Bandeira, tropas do ELP/FNLA com o apoio de mercenários sul-africanos brancos, alguns portugueses de Angola e «mukankalas» comandados por um general australiano. Foi a debandada do MPLA que, fugindo foram incendiando e destruindo o material de guerra que não conseguiram transportar, deixando crianças e mucubais a resistirem aos invasores. Houve muitas mortes. A tomada de Moçâmedes foi feita com tanques, camiões de apoio, infantaria, grande aparato bélico, progredindo pelas ruas da cidade, palmo a palmo. Ao largo, na baía, submarinos estrategicamente estacionados faziam regressar a Moçâmedes vários barcos que trasportavam famílias e guerrilheiros do MPLA que se escapavam para Benguela. No dia 27 Dezembro de 1975 A Unita bombardeia o navio «Guilherme Capelo» que entrou no porto Moçâmedes, autorizado FNLA, para abastecer de combustível o o navio «Roçadas», acostado ao porto comercial. Face à essa impossibilidade, o «Roçadas» fez-se ao mar.

10 de Janeiro de 1975, Sábado pelas 10:30 surgem as primeiras notícias de que se travavam violentos combates em Sá da Bandeira entre UNITA e FNLA para conquista da cidade, que estava de posse deste último Movimento, constando que as forças do Galo Negro tinham já iniciado a marcha descendente, pela serra da Leba, com destino a Moçâmedes e Porto Alexandre. Às 11.30 horas, o Rádio Clube de Moçâmdes, ante a perspectiva da invasão da cidade por forças da UNITA, que estaria por horas, e face às notícias alarmantes que se propalavam pela cidade, divulga um comunicado em que o delegado da FNLA, reconhecendo a inferioridade dos homens e armamento, aconselha calma à população e ordena que se dirijam todos para o porto comercial ou para as instalações daquele Movimento, a fim de serem evacuados, de barco ou de automóvel, protegidos por militares. Cerca de 1500 refugiados embarcados no navio denominado «Silver Sky», deixaram Moçâmedes, rumo a Namíbia, e posteriormente uns seguiram viagem rumo ao Brasil e Portugal.

Em 1985 o Governo de Angola decidiu alterar o nome da cidade e da Província de Moçâmedes para Namibe. A Cidade do Namibe foi a capital Angolana menos atingida pela guerra civil vivida em Angola em 1992 à 2002 e foi usada como base de defesa contra as tropas Sul Africanas. Após o final da guerra a cidade vêm crescendo em todos os sentidos, econômico, demográfico, e se expandiu em todos os sentidos. No dia 5 de Abril de 2001 a cidade foi atingida pelas maiores cheias que já tivera, a cidade ficou ilhada e sem conexão terrestre com outras províncias, o centro da cidade ficou submerso ,várias pessoas morreram e foram entregues vários lotes de terrenos no deserto para os sobreviventes, dai surgiu o bairro 5 de Abril hoje o maior e mais populoso bairro da cidade e que foi uma das soluções para desertificação, já que o deserto avançava rumo a cidade.

Clima[editar | editar código-fonte]

Apesar de estar inserida no clima desértico, sua localização modifica esta realidade devido a corrente fria de Benguela, tornando a cidade litorânea com melhor clima em Angola. A temperatura média da cidade do Namibe é de 23°C sendo as temperaturas bem muitos baixas na estação seca e altas na estação do cacimbo. Entre Março e Maio são os meses onde ocorrem com maior frequência as chuvas. Junho e Julho são os meses mais frios, com eventuais geadas. os meses mais quentes são Dezembro, Janeiro e Fevereiro as temperaturas mais baixas podem chegar aos 8°C e as mais altas aos 32°C.


Nuvola apps kweather.svg Médias meteorológicas para Namibe Weather-rain-thunderstorm.svg
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
Alta recorde °C (°F) 22
(72)
24
(75)
24
(75)
22
(72)
20
(68)
17
(63)
18
(64)
19
(66)
18
(64)
19
(66)
21
(70)
25
(77)
Média alta °C (°F) 26
(79)
28
(82)
28
(82)
27
(81)
25
(77)
22
(72)
20
(68)
21
(70)
22
(72)
23
(73)
25
(77)
28
(82)
Média diária °C (°F) 16
(61)
18
(64)
20
(68)
18
(64)
15
(59)
13
(55)
13
(55)
15
(59)
16
(61)
18
(64)
19
(66)
20
(68)
Média baixa °C (°F) 13
(55)
14
(57)
12
(54)
11
(52)
10
(50)
8
(46)
6
(43)
8
(46)
8
(46)
12
(54)
13
(55)
15
(59)
Baixa recorde °C (°F) 10
(50)
9
(48)
9
(48)
8
(46)
8
(46)
5
(41)
4
(39)
6
(43)
7
(45)
7
(45)
8
(46)
11
(52)
Fonte: weatherbase.com http://www.weatherbase.com/weather/weather.php3?s=22466&cityname=Mocamedes-Angola&set=metric {{{acesso_data}}}

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

A cidade do Namibe tem nas suas proximidades o rio bero que se encontra na seco na maior parte do ano. Na época das chuvas o rio é abastecido com a água vinda das montanhas. O rio separa os bairros do Sacomar, Kambongue e Bairro da juventude do restante da cidade.


Litoral[editar | editar código-fonte]

O litoral do tem uma extensão de 38 quilômetros, com um total de 15 praias. O rio Bero tem com foz o litoral da cidade do Namibe.

Panoramica Litoral Namibe A Marginal do Namibe é tem muita importância para a história da cidade porque foi o primeiro lugar onde chegaram os fundadores da cidade construindo o Fortaleza São Fernando. A Praia das Miragens tem uma das noites mais agitadas com seus bares e alguns prédios históricos, como a Igreja de Santo Adrião, O clube naútico, o Parque Campismo e sua ponte, além de galerias de arte e a feira das festas do Mar. Também é local da prática de pesca e esportes aquáticos. Na Praia de Amélia encontra-se as praias Azul, escadinhas e a praia Amélia conhecidas pela sua beleza. Nelas estão localizados hotéis, e lodjes. O clube Náutico é um marco da praia da miragem, em frente do qual acontece, desportos, e na parte superior se encontra um restaurante. O Saco Mar é famoso por sua comunidade de pescadores e porque retrata a canoa e o canoeiro. Todos os dias, à tarde e de manhã cedo, é possível ver a partida e a chegada dos pescadores.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Predefinição:Histórico populacional do Namibe

Uma das principais causas do crescimento demográfico do ao longo de sua história foi o período de secas no interior e a consequente fuga para a cidade, o êxodo rural, assim como a busca por melhores condições de emprego e renda. A população do Namibe no ano de criação da vila era estimada em 200 habitantes no núcleo urbano. A cidade do Namibe viu sua polução mais que triplicar entre 1992 e 2007, a cada ano a população Namibense vem crescendo vindas do interior e de outras partes do país, A guerra foi um dos fatores que fez com que grande parte da populção saísse de outras regiões do país para a cidade que foi a menos afetada pela guerra. O bairro 5 de Abril que surgiu depois das inundações na parte histórica da cidade em 2001 foi também a porta para o crescimento demográfico da cidade do Namibe. Em 2008 a cidade viu sua população estimada em mais de 300000 mil habitantes. Segundo o primeiro Censo realizado em Angola antes da guerra civil a cidade do Namibe era a nona maior de Angola, mais acredita-se que atualmente a cidade seja a quinta mais populosa de Angola, Luanda,Benguela, Lobito, Lubango, e Huambo.

Imigrantes[editar | editar código-fonte]

Entre as cidades Angolanas a cidade foi das que recebeu mais imigrantes estrangeiros ao longo de sua história. No começo do século XX houve um momento marcante para a cidade, que recebeu imigrantes de várias nacionalidades, com destaque para os portugueses. Várias famílias de origem Brasileira também chegaram a constituir uma comunidade forte em Fortaleza, nessa época. A maior parte da população Namibense é constituída por negros e possui uma pequena percentagem de pardos e uma minória de brancos. Atualmente, motivados pelo trabalho grupos de portugueses, Chineses, Brasileiro e de vários outros países da Europa têm escolhido Namibe para morar, grande parte desse crescimento foi motivado pelas grandes obras que o governo de Angola e do Namibe vêm fazendo na cidade.

Pobreza e desigualdade[editar | editar código-fonte]

O crescimento exagerado da população a partir de 2002, aliado à falta de planejamento, resultou numa diferenciação espacial intraurbana, com várias áreas demarcadas por focos de pobreza. Em comparação a anos anteriores, Namibe teve uma redução na taxa de pobreza. Em 2010, a porcentagem da população que vivia abaixo da linha de indigência era de apenas 9,5%, enquanto que 20,8% encontravam-se entre as linhas de pobreza e indigência e os demais (69,7%) viviam acima da linha de pobreza. Namibe ainda apresenta grandes marcas de desigualdades sociais: os ricos eram responsáveis pelo acúmulo de 68,6% da renda produzida no município; enquanto isso, os pobres só tinham 1,6%.

Segundo a administração municipal, em 2008 havia registros de loteamentos irregulares, favelas, mocambos, palafitas ou assemelhados, sendo que Muitos destes são pessoas que vieram de outras cidades ou mesmo de outras províncias à procura de melhores oportunidades de vida no Namibe, porém não conseguiram emprego e acabaram em afixar-se em aglomerados subnormais. Estima-se que haja cerca de 70 mil pessoas, que estão concentradas principalmente na Zona este da cidade, entre os conjuntos habitacionais da zona Norte no saco mar, entre loteamentos clandestinos e ainda às margens da entrada da cidade. Para reverter a situação houve a tentativa de remoção de moradores de bairros periféricos para novas casas ou mesmo conceder o auxílios a algumas famílias como chapas, lotes de terreno entre outros. Outros projetos incluem a construção de conjuntos habitacionais em espaços vazios da cidade, conforme diretrizes do Plano Diretor do Namibe.



Religião[editar | editar código-fonte]

Predefinição:Religiões no Namibe


Existem várias doutrinas religiosas atuantes na cidade. A cidade possui um cunho religioso católico consideravelmente forte. Atualmente existem diversas denominações protestantes (cerca de 6% da população residente, além do Espiritismo, que apresenta uma penetração considerável, com mais de 10 mil adeptos. As religiões africanas também têm um peso considerável entre os nativos,as religiões asiáticas e os judeus têm pouca relevância na população local. A religião evangélica vem crescendo consideravelmente entre os habitantes da cidade.


Igreja Católica Apostólica Romana[editar | editar código-fonte]

A cidade é um marco católico, possui duas catedrais, e várias igrejas muitas delas são cartão postal da cidade do Namibe. Recentemente a Igreja de Santo Adrião foi reformada e Ampliada a sua capacidade para 500 fiéis. A cidade possui ainda uma vasta gama de capelas, a religião católica foi trazida pelos portugueses e passada aos nativos e dai passada de geração em geração. O Governo da cidade do Namibe possui grande afinidade com a igreja católica, investindo muitas das vezes em atos religiosos católicos.


Política[editar | editar código-fonte]



O governo Provincial do Namibe é liderado pelo: Governador e auxiliado pelos vice governadores para área econômica e social em meio de ação regionalizada executada em conjunto a Administração Municipal do Namibe. Em Angola os municípios não tem poder judiciário. Grande parte das decisões e verbas governamentais dependem da aprovação do Governo Central de Angola com sede na capital do país, e o governo é responsável também por intermediar as principais necessidades da Província ao governo Central de Angola.

Capital do Namibe[editar | editar código-fonte]

Namibe é a capital da Provincia que tem o mesmo nome. A bairro Torre do Tombo abriga o governo provincial do Namibe que concentra a sede da maioria das secretarias de governo e outras instituições administrativas. Hoje, o Gabinete do Governador está instalado na sedo do Governo Províncial do Namibe que foi recentemente reinaugurado.

Como sede do governo da Província do Namibe, Namibe é também sede regional de diversas instituições , como posto de abastecimento para área hoteleira, o Departamento Nacional de luta Contra as Secas e o Porto do Namibe. Entre outros a formação militar vêm auxiliando as províncias da região Sul de Angola.

Cidades-irmãs[editar | editar código-fonte]

Namibe tem intercâmbio cultural, econômico e institucional com algumas cidades. As cidades-irmãs do Namibe são:

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

A cidade do Namibe era constituída somente por bairros. Mas com a expansão da cidade foram criadas comunas e áreas habitacionais centralizações.

A cidade do Namibe está composta pela comuna Forte Santa Rita e Saco Mar, e possui as centralidades da Praia Amélia,5 de Abril, Aeroporto, e Aida por sua vez, subdividem-se em bairros. Namibe subdivide-se em quatro zonas:


  Zona Norte
  Zona Leste
  Zona Sul
  Zona Oeste
  Centro

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  • Zona Norte é a segunda maior em área e a terceira em população. Nela se encontra a comuna do Saco Mar e seus principais bairros são: Saco Mar, Kambongue, Bairro da Juventude e Giraul de Cima, além destes possui outros pequenos bairros.

Uma das características mais marcantes da zona Norte é o grande número de fabricas e industrias que estão a implantar-se nessa região.

  • Zona Sul é a maior em área e em população estima-se que vivam cerca de 250 mil habitantes nessa zona que é composta pela comuna do Forte Santa Rita, pelos bairros 5 de Abril, Aeroporto, Praia Amélia,Mandume, Kassange, Quatro e meio e muitos outros menores. Grande parte da população mudou-se após as enchentes de 2001.
  • Zona Leste É a menor em área e em população, devido a sua proximidade a rio que corta a zona e a desnivelamentos nos terrenos essa zona está a expandir-se lentamente. Lotes estão a ser oferecidos as pessoas que perderam suas casas nas enchentes de 2010. A zona Leste é composta pelos Bairros da Aida e Giraul de Bairo e pequenas aglomerações. Uma das caraterísticas mais marcantes é a grande quantidade de quintas e fazendas nesta zona da cidade, além de portos secos de carga.
  • Centro A regia central é a terceira maior em área e a segunda em População. Na região central encontram-se grande parte dos edifícios públicos, a parte histórica da cidade e nela vivem grande parte da população de classe média e Alta. Isso devido ao alto valor dos imóveis nessa região da cidade que já se encontra congestionada. Na zona central encontram-se o maior número de bairros de toda a cidade destacam-se os bairros Torre do Tombo, Platô, Saidy-mingas, Facada e Eucaliptos.

Economia[editar | editar código-fonte]

A cidade do Namibe recebe um orçamento do governo Provincial do Namibe, que por sua vez recebe do governo de Angola, a província foi por duas vezes consecutivas em 2011 e 2012 que recebeu o menor orçamento entre as 18 províncias de Angola.

Dentre as capitais do Sul de Angola a cidade do Namibe é a segunda com a maior economia ficando atrás apenas da cidade do Lubango. Estima-se que em 2000 a cidade possuía o maior PIB do sul de Angola. Em 2010 a cidade arrecadou 2 biliões e 146milhões, 472 mil e 629 kwanzas, em 2011 a cidade arrecadou um bilião e seiscentos e quarenta e três milhões 826 mil e 219 kwanzas para os cofres públicos, e estima-se que esse número venha a dobrar ou até triplicar nos anos seguintes devido ao grande desenvolvimento econômico que se vive na cidade.

O Porto do Namibe é o maior gerador de riquezas da economia de Fortaleza. A principal área de comércio continua sendo o Centro, reunindo o maior número de estabelecimentos. A marginal do Namibe é um ponto importante, por ser um polo turístico reúne as festas do Mar, Corridas de carro, mota, se encontra uma vasta gama de restaurantes, bares, discotecas, mercado do peixe, hotéis e o parque campismo, o que atrai uma grande quantidade de Namibenses e turistas despostos a gastar. Ressalte-se ainda o grande crescimento econômico dos bairros da periferia do Namibe, como o bairro 5 de Abril, no sul da cidade, e da Praia Amélia, também no sul sentido litoral. O fato de esses bairros, antes residenciais, estarem virando bairros comerciais, deve-se ao fato de estarem muito longe do centro da cidade, que é o bairro com maior atividade comercial do Namibe. Assim, a população desses bairros e adjacências consome localmente os produtos e serviços, fortalecendo a economia local e facilitando a descentralização da economia do Namibe. Grande parte do crescimento econômico desses bairros deve-se à criação de Associações de Moradores e Comerciantes, e Projetos sociais que visam mudar a cara dos bairros 5 de Abril e Praia Amélia.

Turismo e relações internacionais[editar | editar código-fonte][editar | editar código-fonte]

Namibe é um dos destinos turísticos mais procurados de Angola. As principais atrações são as festas do Mar que reúne uma grande quantidade de turistas, o centro da cidade onde abriga restaurantes tradicionais, mercado municipal onde encontramos as himbas vendendo seus produtos tradicionais como ervas e o óleo mompeke, o Jardim milionário na Av. Modalane e o parque infantil do Namibe onde encontramos variedades de animais como: Aves (águias, patos, galinhas, capotas, gansos,pavão), Macacos, babuínos, focas, cagados, coelhos, lagartos do deserto e gazelas, esses lugares são buscados por turistas nacionais e estrangeiros que visitam a cidade.

Na orla marítima do Namibe se localizam os principais meios de hospedagem da cidade e também muitos restaurantes e atrações turísticas, com destaque para as barracas de praia e parques campismo, clubes, boates e casas de shows. O carnaval do Namibe é outro atrativo da cidade que reúne milhares de pessoas os ritmos forte da batucada, as cores e alegorias fazem com que esse seja o segundo maior evento da cidade em termos de turistas ficando atrás das festas do Mar que se realizam em Março.

Na estrutura de apoio ao turismo, o Governo do Namibe e a administração realizam eventos e incentivam e colaboram para a divulgação de outros, com especial destaque para o turismo de eventos e negócios. Em 2013 surgiu uma parceria entre governos para a construção de um novo Pavilhão de desportos e Eventos do Namibe. O pavilhão denominado Welwistchia Mirabilis foi inaugurado em Setembro de 2013 para o Mundial de Hóquei em Patins 2013, e anualmente albergara o campeonato internacional de Hóquei em Patins.

Lazer na cidade do Namibe

As belas praias são muito importantes para o turismo da cidade destacam-se as praias:Praia das Miragens,Praia Azul,Farol da barra no Saco Mar,Praia das escadinhas,Praia Azul entre outras.Além das famosas barracas de praia que servem o melhor caranguejo de Angola.

Ainda há diversos prédios históricos,praças,pontes e parques como:Museu do Namibe, Palcio do Namibe,Ponte das Miragens, Praça Espirito Santo, entre outros.

Shoppings[editar | editar código-fonte]

A cidade possui poucos Shoppings, o mais relevante é o shopping comercial Silva e Silva.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Saúde[editar | editar código-fonte]

A Maternidade Provincial do Namibe é uma das principais unidades de Saude do Sul de Angola com equipamentos modernos e médicos estrangeiros e Angolanos.

A cidade do Namibe possui ainda um hospital provincial, 2 hospitais municipais, 1 hospital de doenças infecciosas, 10 centros de saúde, 30 postos de saúde. Apesar destes números,ainda se verifica uma carência de postos de saúde.A prestação de serviços de saúde é assegura da por 93 médicos, dos quais apenas 15 são angolanos,730 enfermeiros e 250 técnicos de diagnóstico, mas também nos

recursos humanos são necessários mais profissionais na cidade. Quanto aos serviços de saúde privados, a cidade dispõe 1 clínicas, centros médicos, consultórios, posto de estomatologia, postos ervanários e 51farmácias.

As doenças mais frequentes registadas fé a malária, D.R.A, D.D.A. O número de casos de HIV/Sida tem aumentando significativamente na cidade, consequentemente importa salientar que se tem verificado um aumento significativo das doenças relacionadas com HIV/Sida,como por exemplo a tuberculose.Os dados fornecidos pela Direção Provincial da Saúde do Namibe

referentes ao primeiro trimestre de 2012, indicam 2.899 casos de tuberculose onde tinham sido registados 427 casos de tuberculose pulmonar e extra pulmonar.

Mas dados satisfatórios revelam que a cidade do Namibe poderá erradicar a malária até 2020 por ser a capital Angolana que menos casos vem registrando.

Educação e ciência[editar | editar código-fonte]

Educação de Natal em números53
Nível Matrículas Docentes Escolas (total)
Ensino primario 72538 3 125 64
Ensino fundamental 19150 1 312 40
Ensino médio 9321 735 8

Existem na cidade instituições de ensino superior públicas e privadas, como também um lar para estudantes.

Segurança pública e criminalidade[editar | editar código-fonte]

A provisão de segurança pública do Namibe é dada por diversos organismos. O comando Provincial da Província do Namibe, está vinculada ao gabinete da administração municipal e tem como objetivo propor medidas e atividades que visem a segurança do município.Por força da Constituição Angolana, Namibe possui também uma Guarda Municipal, responsável pela proteção dos bens, serviços e instalações públicas do município. A Força Militar,uma força do estado Angolano, é a responsável pelo policiamento ostensivo, o patrulhamento bancário, ambiental, prisional, escolar e de eventos especiais, além de realizar ações de integração social. Já a Polícia Civil tem o objetivo de combater e apurar as ocorrências de crimes e infrações.111

Os poderes públicos têm realizado diversas atividades para melhorar a segurança da cidade, como a aplicação de programas em áreas com altos índices de criminalidade e violência112 e realizando encontros e palestras sobre segurança pública com autoridades, mas ainda há vários problemas afetando o setor. No Namibe, a cada ano que passa os índices de mortes por consumo de crack aumentam na cidade, principalmente nos bairros mais pobres.114 Um dos principais presídios da cidade, o Presídio Provisório Raimundo Nonato Fernandes, ocasionalmente sofre com falta de água e há denúncias de que haja descaso com a alimentação dos detentos e problemas com saneamento. Também já foi denunciado como um local de tortura a apenados .Em 2011, o índice de suicídios subiu. Já em relação à taxa de óbitos por acidentes de trânsito, o índice foi de 4,9 para cada 100 mil habitantes, um dos maiores do país, grande parte por imprudência.

Com o crescimento demográfico e das grandes periferias a cidade vem adeque rindo o posto de uma das cidades onde a maior incidência de assaltos no sul de Angola ficando a frente de capitais como Ondjiva, Luena, e Menongue.

Habitação, serviços e comunicação[editar | editar código-fonte]

O saneamento do meio – Nas principais ruas da Sede do município, os serviços de manutenção da rede de esgoto e de recolha dos resíduos sólidos são assegurados por uma empresa operadora. Nas zonas periféricas o saneamento do meio é ainda deficiente, embora existam vários contentores públicos distribuídos pelos bairros para depósito do lixo. É assim possível encontrar focos de lixo em diferentes áreas, sendo esta situação agravada pelo facto de algumas residências não possuírem casas de banho.

De notar, que um relatório do diagnóstico do Saneamento Básico do Município do Namibe, realizado pela Administração Municipal, reporta que a cidade do Namibe

produziu aproximadamente 1.582.018.550 Kg de lixo no ano de 2012.

Ficheiro:Edifico da TPA NAMIBE.jpg
Edificio da TPA Namibe

Sistema abastecimento de água potável ao nível da Sede é assegurado por três captações subterrâneas (Benfica, Boa Vista e Kussi) todas provenientes do rio Bero, sendo a água

bombeada por eletrobombas para os reservatórios. Segundo informações do Administrador Municipal, atualmente o abastecimento de água na capital tem uma cobertura total. No entanto,existe um grande constrangimento na gestão dos pontos de água e as brigadas que fazem a sua gestão têm uma grande carência de formação.

O fornecimento de energia elétrica na Sede do município é garantido pela barragem hidroeléctrica da Matala e da central termoelétrica do Xitoto, a cidade recebeu em 2013 uma nova central para abastecer as novas centralidades. E prevê-se ainda criar uma nova fonte de energia para cidade a energia eólica, que prevê-se que até 2017 a cidade venha a duplicar sua capacidade de abastecimento de energia.

As vias de acesso na sua maioria são transitáveis, a cidade do Namibe no ano de 2013 sofreu uma remodelação completa tanto nas principais vias, como nas ruas, e calçadas, foi reposta a sinalização e a colocação de semáforos e passadeiras nas ruas das cidades.

Do ponto de vista de comunicação os serviços disponíveis são: telefônicos com uma Agência da Angola Telecom e um sistema de telefonia fixo e as duas operadoras de telefonia móvel que são a MOVICEL e UNITEL; radiofônico com a existência de um emissor da Rádio Nacional; televisivo com um repetidor da TPA; Videos e internet a Youtubetv Namibe com sede na capital Namibense principal portal de informações com notícias e programação dedicada a Província do Namibe. Correios com serviços de correio e telégrafo, entre outras operadoras de internet.

Transportes[editar | editar código-fonte]

A cidade do Namibe se encontra interligada por via terrestre, aérea e marítima com o interior da província,com outras províncias Angolanas e outros países.

Caminhos de Ferro de Moçamedes

Caminho de Ferro de Moçâmedes[editar | editar código-fonte]

Modernizado e reabilitado a cidade conta com estações de ponta, a estação central está localizada na localidade do Saco Mar, área metropolitana da cidade do Namibe. Os caminhos de Ferro de Moçâmedes ligam a cidade as capitais das províncias da Huíla, a cidade do Lubango e do Kuando Kubango, a cidade de Menongue, entre outras cidades do interior dessas províncias, a destacar-se a região agropecuária da Bibala que tem grande importância na agricultura e pecuária na província do Namibe. Os caminhos de Ferro de Moçâmedes se estendem até ao porto comercial do Namibe, facilitando o transporte de cargas para o interior da província e do país.

Porto do Namibe

Porto do Namibe[editar | editar código-fonte]

O Porto do Namibe é o terceiro maior porto de Angola. É também o principal portão de entrada de cargas do Sul de Angola, no porto atracam navios vindo de diversos países.

Perspetiva-se também a construção de um terminal de passageiros.

Terminal do Saco Mar

O porto mineraleiro do Saco Mar funciona como terminal de descarga de combustível para o sul do país. Dada a sua posição estratégica para a região prevê-se a reabilitação do terminal mineiro para exportação dos mineiros vindos do interior da província e do país.

Aeroporto Yuri Gargarin - Namibe[editar | editar código-fonte]

O aeroporto Yuri Gargarin/Namibe foi modernizado e reabilitado em 2013 e rebaptizado com o nome Welwitschia mirabilis, o aeroporto é um dos principais cartões postais da cidade do Namibe. Liga a cidade a outros pontos do Pais. O aeroporto comporta um terminal de passageiros e um terminal de cargas pode receber três aviões do tipo Boeing 737-700 e processar cerca de 400 pessoas em simultâneo.

A principal ligação aérea é para a cidade Luanda capital de Angola.

Cultura[editar | editar código-fonte]

A responsável pelo setor cultural do Namibe é a direção provincial da cultura do Namibe, que tem como objetivo acompanhar, planejar e executar a política cultural do município e da província por meio da elaboração de atividades e projetos que visem ao desenvolvimento cultural.

Não podíamos falar de cultura sem falar nos Mucubais e nos Himbas da mesma etnia e que se fazem cada vez mais presente na capital Namibense, particpando em show, eventos e também vendendo seus produtos de fronte ao mercado municipal do Namibe.

Aqueles nascidos na capital Namibense também da-se o nome de Kimbar.

Artesanato[editar | editar código-fonte]

Museu do Namibe, situado no centro da cidade alberga grandes obras de artesanato.

O mercado municipal da cidade do Namibe, localizado também no centro histórico da cidade também alberga escultores que ali vendem suas obras.

O restaurante Django Mbanzo é um exemplo do artesanato no sul de Angola, localizado na Rua Amilcar Cabral também no centro da cidade, foi erguido artesanalmente, a imagem de um kimbo, e as madeiras esculpidas de maneira tradicional fazem do restaurante um dos mais tradicionais da região.

Arcos Praia das miragens, localizado na marginal do Namibe, desde 2013 os arcos albergam artesãos que ali vendem suas obras.

O artesanato é uma das formas mais espontâneas da expressão cultural Namibense. Em várias partes do município é possível encontrar uma produção artesanal diferenciada, feita com matérias-primas regionais e criada de acordo com a cultura e o modo de vida local. Alguns grupos reúnem diversos artesãos da região, disponibilizando espaço para confecção, exposição e venda dos produtos artesanais. Normalmente essas peças são vendidas em feiras, exposições ou lojas de artesanato. Na cidade destaca-se a Feira das festas do Mar, realizada anualmente em parceria com o governo provincial. O evento conta com exposição de produtos artesanais e uma vasta programação cultural, como shows, apresentações culturais, orquestras e a presença de grupos musicais.

Teatros, museus e espaços culturais[editar | editar código-fonte]

A cidade do Namibe possui algumas salas de teatro e espaços culturais entre eles destacam-se:

Cine teatro Namibe: Alberga grande parte dos eventos da cidade do Namibe, conta uma sala para aproximadamente 1500 pessoas.

Cine Impala: O cine impala possui uma ampla area na parte externa do cinema são organizada festas e eventos, ja na parte interna possui uma ampla sala onde são organizados shows e cultos religiosos, raramente oferece sessões de cinema.

Cine Namibe: O cine Namibe de grande obra arquitetônica é o maior teatro da cidade mas encontra-se inacabado, mas o governo da província pretende reabilita-lo.

Palco da cultura: No palco da cultura apresentam-se os principais grupos de teatro da província do Namibe.

A biblioteca provincial do Namibe é outro espaço onde podemos encontrar grandes obras de literatura.

O Museu do Namibe reúne peças antropológicas da cultura cuvale, entre outros como artigos e peças que nos levam a era da antiguidade o espaço é aberto a visitação durante todo ano.

A marginal do Namibe se transforma em uma zona de shows durante as festas do Mar, onde mais de 100 mil pessoas ocupam a marginal para ver a apresentação de músicos locais, nacionais e internacionais.

Atrações turísticas e eventos[editar | editar código-fonte]

Rally Namibe

As festas do Mar é concerteza o Maior evento de turismo da cidade do Namibe - a cidade do Namibe apresenta-se como um verdadeiro cartão-de-visita para a Indústria do Turismo em Angola. O slogan “Namibe, Mar & Março” tornou o calendário de eventos da província num dos mais ricos do país. As Festas do Mar, a julgar pelo período em que decorrem (de 1 a 31 de Março), tornaram-se numa marca da época alta do período balnear.

Com os tempos de paz efetiva, o Namibe, abençoado pela longa extensão do Atlântico e lidas zonas de praia, encantos de beleza natural do deserto, águas termais, diversidade cultural, e clima mediterrâneo, lança-se ao desafio de reconquistar a sua marca no Turismo Interno.

As festas do Mar reúnem:

  • shows pirotécnicos
  • Espetáculos músico-cultural ;
  • Maratonas desportivas;
  • Torneios;
  • Feira e seus atrativos
  • Concursos de construções na areia;
  • Corrida de Motorizadas (Cupapata) ;
  • Corrida de Motorizadas (Cupapata)
  • Corridas de carros desportivos;
  • Prova de Rally
  • Exposições de hotelaria e turismo.
  • Expo Namibe;
  • Concurso de Beleza Miss Mar;
  • Work Shop;
  • Concurso de Pesca;
  • Festival de Musica;
  • Prova de Moto e automóveis
  • Tradicionais Barracas e roulotes.
  • Parque de diversões

Com tantos atrativos durante um mês que é considerado o de alta temporada a cidade fica cheia de turistas e torna-se a região mais requisitada do sul de Angola, as festas do Mar acontecem na marginal do Namibe em meio aos restaurantes, pubbs, discotecas e bares.

Carnaval do Namibe - O carnaval do Namibe é um dos mais tradicionais de Angola reúne desfiles infantis e adultos e atrai milhares de turistas, ao som dos batuques grandes grupos fazem seus desfiles com cores alegres e bastantes alegorias, e carros alegóricos. Os grupos normalmente possuem as alas dos índios, varinas, reis e condes, zungueiras, rebitas, Mucubais e outros povos típicos de Angola, incorporam também novas alas, e ainda tem os carros alegóricos que sempre buscam mandar uma mensagem aqueles que apreciam o espetáculo.

O carnaval do Namibe é considerado o segundo maior evento da cidade.

Rally Namibe - As Dunas do deserto ficam pequenas quando os carros 4x4 e as motas de quatro rodas começam o rally. O rally nas dunas da cidade do Namibe atrai também os turistas que são amantes do desporto.

Festa da cidade - No dia de aniversário da cidade que é 4 de Agosto a cidade se ilumina, milhares de turistas chagam na cidade que fica repleta de festas, shows de musica, e shows pirotécnicos.

As praias Namibenses são com certeza o grande marco do turismo na cidade, na alta estação atraem mais de um milhão de turistas e moradores locais, o mar azul e os diversos tipos de praia que vai da praia lisa com areia fina branca, as praias formadas por rochas que formam verdadeiras piscinas naturais são preferência da grande maioria dos turistas. A caça submarina e os desportos náuticos são também um dos grandes atrativos da orla marítima Namibenses.

A Welwistchia Mirabilis que é simbolo da cidade, também atrai um grande número de turistas e se encontra nas redondezas do aeroporto internacional Yuri Gargarin. Existem também as tradicionais corridas de karting que acontecem anualmente na cidade.

Esportes[editar | editar código-fonte]

Namibe é sede do Atlético do Namibe clube conhecido nacionalmente. O estádio Joaquim morais é o estádio da cidade do Namibe, que foi construído exclusivamente para jogos de futebol e para prática do atletismo. O estádio Joaquim Morais tem sido palco do campeonato nacional de Futebol de Angola o "Girabola" onde o Atlético do Namibe participa.

A cidade possui ainda inúmeros campos poliesportivos e quadras desportivas, a cidade possui ainda três Pavilhões de grandes dimensões, dois deles com capacidade para albergar eventos internacionais, são eles: Pavilhão Multi-uso Saidy-mingas e Pavilhão Multi-uso Welwitschia Mirabilis.  O Pavilhão Multi-uso do Sporting é outro pavilhão que junto com o pavilhão Saidy-mingas foram reabilitados e reinaugurados em 2013.

O pavilhão Multi-uso Welwitschia Mirabilis foi construído de raiz e foi palco do Mundial de Hoquei em patins que a cidade  do Namibe sediou em 2013, a primeira cidade Africana junto com Luanda a sediar um evento mundial dessa modalidade.A cidade é sede de vários eventos tais como o Torneiro Internacional de Andebol.

Em Dezembro de 2013 a cidade recebeu o campeonato Internacional de Andebol. Entre outras modalidades a cidade também recebeu o campeonato nacional de karatê.Entre as modalidades que a cidade do Namibe alberga normalmente para eventos nacionais temos:

  • Campeonato Nacional de Futsal
  • Campeonato Nacional absoluto de natação
  • Campeonato nacional de ténis de mesa
  • Campeonato Nacional de futsal
  • Jogos escolares nacional
  • Super Taça Valmiro Rabelo- basquetebol
  • Girabola - Campeonato de Futebol nacional
  • Campeonato Internacional de Vólei de Praia
  • Campeonato Internacional de Hóquei em Patins

Os desportos aquáticos são outras modalidades em que a cidade é bastante requisitada. Em 2014 a cidade recebeu a Super Taça Valmiro Rabelo de basquetebol.

Vida noturna, culinária e música[editar | editar código-fonte]

A vida noturna Namibense é garantida e valorizada principalmente nas praias e na marginal Namibense, que recebe vários artistas locais, nacionais. Em vários bairros do centro, como o bairro popular. Restaurantes e hotéis tocam músicas ao vivo cantadas em diversos estilos, como Semba, Kuduro, Musica Popular Angolana (MPA), entre outros. Na Marginal, vários turistas frequentam os bares e restaurantes; nessa mesma praia está localizado a discoteca Dunas em chamas, que é a discoteca mais conhecida do Namibe, onde tocam vários ritmos como dance, eletrônica, semba e tarraxinha.

Mas um novo tipo de balada vem surgindo na cidade, que são as Raves, são baladas que ão organizadas em locais de festas, sempre bem organizadas e divulgadas e na maioria das vezes com temas, e onde atuam muitas das vezes artistas Nambenses, nacionais e até internacionais.

As rodas de Kuduro são bastante comuns nas periferias Namibenses.Além dos tradicionais ritmos ritmos Angolanos como o semba, a tarraxinha, kuduro, música romântica angolana, kazukuta, kizomba, a cidade do Namibe vem adequerindo ritmos particulares um deles é o rap que vem sendo febre entre os jovens, anualmente acontece na cidade o festival de rap do Namibe onde reúne vários artistas locais e nacionais. Outro ritmo é uma mistura de kazukuta com danças tradicionais kuvale, e ao ritmo carnavalense Namibense, são musicas que qualquer kimbar que oiça não se contem e começa a dançar, um dos grandes nomes desse tipo de música é o cantor Cangato com sucessos como: "Namibe, terra da saudade" "Foca foquinha" "Menina Carolina" e "Samungwei".

A culinária Namibense é diversificada. A cidade oferece uma variedade de pratos típicos aos visitantes. Vários pratos típicos do Namibe baseiam-se em frutos do mar peixes e mariscos, e também apresentam na sua constituição vários tipos de tempero e ingredientes diferentes. Alguns desses pratos pertencem à culinária Angolana, de forma semelhante à da culinária Portuguesa. Entre os vários pratos típicos que a cidade oferece, destacam-se o caranguejo do Namibe acompanhado com um molho feito a base de outros molhos e cebola picada, o tradicional mufete (caxuxu grelhado ou carapau com feijão de óleo de palma e fungi de bombom que é feito a base de massambala), Moamba de galinha feita com a ginguba, o tradicional lombi que é feito a base de ramas, o Calulu de peixe ou de carne seca também é um dos pratos pertencentes a culinária Namibense, a cabidela e a dobradinha também se juntam aos pratos típicos, outros pratos de caractéristicas mais europeias juntaram-se ao paladar Namibense o tradicional bacalhau com natas, o bife com natas e cogumelos, costeletas de porco com batatas fritas, caldeirada de cabrito, lulas recheadas, bitoque (bife de vaca com batas fritas e arroz braco), o Marisco que é um destaque particular da culinária Namibense é um dos favoritos dos turistas: lagostas, Camarão, lagostim, mexilhão, ostras e o melhor caranguejo de Angola que é o caranguejo do Namibe. Nas sobremesas destacam-se a paracuca, feita a base de amendoim e açúcar, a areia que é feita a base de farinha de trigo torrada,pudim, as mousses são das sobremesas que entraram para o cardápio Namibense recentemente.

A cultura musical namibense varia em vários ritmos, e destes são influenciados vários grupos musicais e artistas. Destaque para Bangão, Walter Ananás e Nicol Ananás, que são dos mais antigos em atividade oriundos da cidade. 

Feriados municipais[editar | editar código-fonte]

Segundo a Associação do Ministério Público da província do Namibe, no  Namibe há um feriado municipal, dez feriados nacionais e três pontos facultativos. O feriado municipal é:  O dia 04 de Agosto, data de aniversário da cidade.O carnaval e a pascoa não estão inclusos, o que elevaria esse número para doze.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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