Colelitíase

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Colelitíase
Cálculos biliares com colesterol.
Classificação e recursos externos
CID-10 K80
CID-9 574
OMIM 600803
DiseasesDB 2533
MedlinePlus 000273
eMedicine emerg/97
MeSH D042882

Colelitíase ou pedra na vesícula é a presença de cálculos na vesícula biliar.[1] Esses cristais ou cálculos podem ocorrer em diversas porções do trato biliar, como o ducto colédoco (causando Coledocolitíase) e a vesícula biliar. Os cristais podem obstruir o trato biliar, causando icterícia, e o ducto pancreático, levando à pancreatite. A colelitíase se trata especificamente da formação desses cristais na vesícula biliar.

Características[editar | editar código-fonte]

Vesícula com dezenas de pedras de colesterol.

Tamanho[editar | editar código-fonte]

Os cristais variam bastante em forma e tamanho, dependendo de sua composição. Os pequenos são mais perigosos pois podem migrar e obstruir os dúctos. Geralmente na vesícula são formados vários cristais pequenos, ou um único cristal grande.

Sinais e sintomas[editar | editar código-fonte]

A maior parte das pedras não causam sintomas por muitos anos. Quando as pedras são muito numerosas ou muito grandes os sintomas mais comuns de colelitíase são[2]:

  • Dor súbita e que se intensifica rapidamente na parte superior direita do abdômen (hipocôndrio direito), centro superior (epigástrio), dor nas costas e que pode irradiar para ombro direito. A dor dura entre vários minutos e algumas horas.
  • Pele e conjuntiva amarelados (icterícia)

Composição[editar | editar código-fonte]

Os cristais podem ser formados por uma grande variedade de substâncias, porém as mais comuns são:

  • Pedras negras: Formadas por sais de cálcio e bilirrubina. Mais comuns em portadores de anemia, cirrose e infecções no trato biliar.
  • Pedras amarelas: Pedras de colesterol, mais comuns após pedras bruscas de peso. Podem ser esverdeadas se contem biliverdina, o precursor da bilirrubina.
  • Pedras marrons: Caracterizam a maior parte dos casos, cerca de 80%, contém colesterol, bilirrubina, sais de cálcio e bactérias.

Fatores de risco[editar | editar código-fonte]

Esquema das vias biliares. As vias biliares hepáticas (3) se unem a via biliar comum (6) e com a via pancreática (7) liberando a bile no duodeno (8).

As pedras se formam quando há excesso de colesterol ou/e bilirrubina sendo eliminado rapidamente. Assim, os fatores de risco são[3]:

  • Mulheres em idade fértil;
  • Mais de 40 anos;
  • Sobrepeso ou obesidade;
  • Estar grávida;
  • Dieta rica em gordura;
  • Dieta rica em colesterol ruim;
  • Dieta pobre em fibras;
  • História familiar de cálculos biliares;
  • Diabetes;
  • Perder peso muito rapidamente;
  • Medicamentos com estrógeno.

O que dá origem à referência mnemônica dos "5 F's", do inglês: Fat, Fertile, Females, Forty e Family. É importante ressaltar que o simples fato de não se encaixar nesse perfil, não impede que os cristais se desenvolvam. Esse perfil é apenas o mais comum entre pessoas que apresentam o problema.

Complicações[editar | editar código-fonte]

Cálculos grandes podem obstruir o fluxo pelo ducto cístico e causar inflamação da vesícula biliar (colecistite). Por outro lado, cálculos menores podem causar coledocolitíase se migrarem para a via biliar principal. A coledocolitíase pode, por sua vez, provocar a infecção das vias biliares (colangite) ou a inflamação do pâncreas (pancreatite).[4]

Tratamentos[editar | editar código-fonte]

Enquanto não causar sintomas não necessita tratamento, a maioria das pedras pequenas se desfaz mesmo sem tratamento.

Nos casos sintomáticos é comum a remoção total da vesícula biliar, chamada colecistectomia, pois era muito comum a formação de novos cristais após a cirurgia de remoção dos mesmos. Existem outros tratamentos como litotripsia, antiespasmódicos, anticolinérgicos, acido desoxicólico ou ácido ursulcólico e outros dependendo do tipo do cálculo e do paciente.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências